Notas iniciais
Agradeço a todas que tiram um tempinho para ler e para comentar os capítulos dessa fanfic. Obrigada! *-* Aqui está mais um capítulo! Boa Leitura!!

Quando ela decidiu acompanhá-lo até o jardim da casa, sabia muito bem qual era a intenção dele. Não obstante, não se preocupou, pois aquilo vinha ao encontro de seu plano. Nem mesmo se importou com sua reputação. O que a impávida sociedade de Nevada diria se soubessem que ela, uma moça solteira estava a sós no jardim com um homem que não era seu pai ou mesmo seu irmão? Na certa isso a impediria de arrumar um matrimônio vantajoso, além de decepcionar sua madrinha, a pessoa que cuidava dela desde a morte de sua mãe. Porém isso pouco importava se ela conseguisse atingir seu objetivo. Foi exatamente por isso que eles deixaram o salão de baile discretamente. Primeiro um, depois o outro.

Quem quer que os visse naquele momento juntos, tão próximos, poderia dizer que o local fora preparado de forma proposital. E de certa forma foi. Catherine em sua infinita sabedoria e perspicácia julgou que alguns jovens amantes poderiam querer um local reservado para namorar, para sucumbirem aos arroubos da juventude. E ali era o lugar ideal. O clima proporcionado pela ornamentação e pela iluminação estava propício para um pouco de romance ou um flerte. Todo o jardim estava iluminado por algumas lamparinas envoltas em um suporte de metal colocadas em pontos estratégicos garantindo uma boa luminosidade.

Andaram silenciosamente até um banco e sentaram-se. Dali dava para ouvir a música tocada pela orquestra e as conversas que soavam pelo interior da casa.

— Deixe-me ver seu rosto Sara – ele pediu suplicante com voz rouca.

Ela lentamente retirou a máscara e deixou seu rosto descoberto. Grissom não conseguiu evitar um suspiro de satisfação.

— Linda! Tão linda quanto imaginei – ele exclamou contemplando-a.

— Agora me deixe ver o seu – ela pediu.

Ele retirou a máscara que cobria seu rosto lentamente deixando-o à mostra sua face de homem maduro que já passava dos trinta anos. Ela nada falou.

— E então, o que achou? – ele quis saber.

— Já vi homens mais bonitos – ela respondeu dando de ombros, reprimindo o choque que levara ao constatar que ele era tão bonito como imaginara.

— Você sabe ferir o ego masculino. E eu gosto disso. É uma pessoa que não vai pelo pensamento alheio.

Ele aproximou-se lenta e deliberadamente dela. Levou uma de suas mãos ao rosto da formosa mulher que tinha diante de si, forçando uma aproximação e abrindo os lábios. Ele não devia, mas estava louco para provar aqueles suculentos lábios cor de carmim.

Ela recuou.

— Sara, Sara, não brinque comigo – ele a advertiu – Eu sei que você também anseia por esse beijo. Por que outra razão você flertaria comigo durante toda a festa? Relaxe e apenas curta o momento.

Ele aproveitou o momento de confusão em que ela se encontrava e ousou um pouco mais. Com a experiência que possuía, levou sua mão para as mangas do vestido dela e desceu-as, substituindo-as pelos seus lábios. Sara não protestou contra os beijos percorrendo seus ombros e pescoço. A língua dele brincava de leve com sua pulsação quando a mão quente segurou-lhe o seio. Ela assustou-se a princípio, mas no momento que Grissom a beijou, a gentileza desapareceu, e com isso a passividade dela. Desejo incitou desejo.

Ela percebeu com assombro que as carícias lhe agradavam e pior ainda, que ansiava por mais, seja o que fosse que viesse depois. No momento em que ele lhe mordiscou o lábio, Sara gemeu de prazer. A boca de Grissom era ávida, enquanto as mãos começavam outra exploração. Ele deslizou o corpete do vestido até a cintura, murmurando com aprovação quando encontrou os seios nus rijos de excitação. Sara permitiu os toques deleitando-se nas ondas de prazer que percorriam seu corpo. Não tinha nenhum conhecimento para guiá-la, nenhuma experiência. O desejo regrava e o instinto seguia.

Ela deslizou os dedos ao longo da nuca de Grissom, massageando a pele quente, deleitando-se na resposta que sentiu ao seu toque. Ali estava um prazer que nunca havia explorado. Deslizou as mãos entre o sobretudo dele numa jornada lenta, explorando. Sentiu os músculos dos ombros largos se retesarem enquanto suas mãos brincavam com eles.

A qualidade do beijo mudou de exigente para urgente. A paixão de Grissom a inundava, misturando-se com a sua própria, até que o poder combinado fosse maior do que podia suportar. Doía por ele. Desejo era uma dor ao mesmo tempo aguda e irresistível. Em rendição, em antecipação, Sara balançou- se contra ele, e ouviu-se falando como se fosse outra pessoa que tivesse adquirido seu corpo:

— Grissom – sua voz era rouca – Quero ficar com você esta noite.

Ela foi pressionada contra o corpo poderoso por um momento, apertada com tanta força que não havia espaço para respirar. Então lentamente, o sentiu afrouxar o aperto. Segurando-a pelos ombros, Grissom a fitou, os olhos castanhos penetrando os seus. A respiração de Sara estava irregular, tremores corriam ao longo de sua pele. Devagar, com mãos que mal a tocavam, ele deslizou o vestido de volta ao lugar.

— Vamos voltar para o salão de festas. Sua madrinha deve estar preocupada com você.

O choque da rejeição a atingiu como um soco. Ela abriu a boca tremendo, então a fechou de novo. Rapidamente, lutou contra as lágrimas que queriam ser libertadas.

— Sar – ele estendeu o braço para lhe tocar os ombros, mas ela se afastou.

— Não. Não me toque – As lágrimas estavam engrossando a voz de Sara. Que diabos estava sentindo? Ela não sabia. Ela engoliu em seco – Parece que entendi tudo errado.

— Você não entendeu nada errado – murmurou ele – E não chore por favor.

Ela limpou a lágrima atrevida que escorreu sem sua autorização.

—Não tenho a intenção de chorar – declarou ela – Eu voltarei para o salão de festas – A mágoa estava nos olhos de Sara, brilhando atrás das lágrimas que ela negava.

— Vamos conversar – Grissom lhe pegou a mão, mas ela retirou.

— Oh, não. Não, não vamos milorde – Sara endireitou os ombros e o olhou diretamente – Nós perdemos a razão... as coisas foram um pouco além do que deveriam ter ido. É simples assim.

— Não é simples nem acabou Sara – Grissom deu-lhe outro olhar demorado – Mas deixaremos esse assunto para outra hora.

Sara se virou e foi em direção a porta do salão de baile. Poucos minutos depois Grissom fez o mesmo. Porém nenhum dos dois era o mesmo do que acabara de acontecer.

Notas finais
E então? O que acharam? Por favor me digam! Comentar não faz o dedinho cair e estimula muito o autor a continuar a fanfic