Escrito nas Estrelas
18 Rendendo-se à Paixão
Notas iniciais
Ele entrou na água e nadou até onde ela estava. Ela se agitava tanto que foi difícil agarrá-la. Nadou segurando-a até a parte rasa do lago.
Ele a segurava nos braços enquanto a retirava da água, desacordada. Estava desesperado. Torcia para que não tivesse sido tarde demais. Colocou-a sob a toalha, fez massagem cardíaca, a qual não adiantou. No auge de seu desespero, contudo sem perder a razão, ele inclinou a cabeça dela para trás, tapou-lhe o nariz com cuidado e cobriu-lhe a boca com a sua, fazendo respiração boca-a-boca.
Suspirou aliviado ao vê-la expelir a água dos pulmões e tossir. Ela estava viva. Ele trouxe o corpo dela para junto do seu, envolvendo-a em um forte abraço, tentando passar um pouco de calor a ela.
Sara abriu os olhos lentamente e a primeira coisa que viu foi o formoso Conde Grissom. Teria morrido? Teria ido para o céu? Não. Pessoas como ela, com tantos pecados como ela, não iam para o céu. Por um momento ela pensou que morreria submersa naquelas águas e que nunca mais teria a oportunidade de ver aqueles lindos olhos azuis. Odiava dar o braço a torcer, porém se não fosse ele, ela provavelmente não estaria ali para contar história alguma.
— Grissom – ela murmurou.
— Graças a Deus você está bem! – ele agradeceu.
— Devo isso a você – ela confessou – Obrigada.
— E um milagre aconteceu senhoras e senhores. A princesa da provocação e da impertinência abrandou – ele brincou.
— Aproveite porque não é todo dia que eu faço isso – ela arrematou.
Ainda que tivesse percebido que estavam abraçados, ela não se afastou. Era bom sentir o contato da pele dele na sua. Encostou a cabeça no peito dele. Ficaram assim por um bom tempo, enroscados e abraçados.
— Pensei que fosse perdê-la – murmurou Grissom.
Sara emitiu um leve ruído em concordância.
— Fiquei tremendamente assustado – continuou ele, pressionando os lábios em seu cabelo – Sabe no que eu pensava sem parar? Que você ia morrer sem eu ter feito amor com você. Percebi como estava sendo idiota.
Seus lábios se moviam ao lado da cabeça dela, beijando-lhe a orelha. Colocou delicadamente o lóbulo da orelha entre seus lábios e mordiscou, causando pequenos tremores em Sara. Ela se sentia cansada e sonhadora, mas também viva e acesa, de repente.
— Não pretendo cometer o mesmo erro novamente – disse ele, vigorosamente, beijando seu pescoço.
Ele deslizava as mãos para frente e para trás pelos braços dela. Acariciava seus ombros e suas costas, e passava a palma das mãos pelo busto, abaixo do pescoço. A pele dela parecia seda em seus dedos. Suas mãos desceram, espalmando os seios por inteiro.
Grissom murmurou qualquer coisa, mas as palavras foram abafadas pela pele de Sara, e ela não conseguiu entender o que ele disse. Não importava, todavia. Estava perdida num mundo de sensações, flutuando vagamente no puro prazer que as mãos e os lábios dele lhe proporcionavam. Os dedos circulavam os mamilos, deixando-os rijos e saciados, Uma leve palpitação teve início entre suas pernas, dolorosa e persistente. Pensou no prazer cataclísmico que ele lhe dera dias atrás e ficou sem ar.
Ele pegou seus seios, parecendo sentir o peso, e delicadamente os apertou. Suas mãos desceram para a planície do abdômen e, finalmente, penetraram entre suas pernas. Ele acariciava suas coxas, cintura e abdômen, mas sempre voltava ao cerne pulsante entre suas pernas. A respiração de Sara ficou desigual e ela se derreteu em seus braços, delirando com o toque daqueles dedos experientes.
Quando pensou que explodiria, Grissom, surpreendentemente, retirou as mãos. Pegou em seu braço e a trouxe para mais junto de si. Ela percebeu instintivamente, o que ele queria, e aproximou-se o máximo que pôde, encarando-o, erguendo-se para beijá-lo.
Seus lábios se grudaram, no início com delicadeza, e depois com crescente excitação. As línguas lutavam e se entrelaçavam, atiçando o fogo da paixão. O ar estava fresco em seus corpos úmidos, mas nem repararam em virtude do calor que os envolvia. Beijavam-se de modo faminto, sem parar, num esforço conjunto. Ele a abraçava com tanta força que ela mal podia respirar, e ainda parecia pouco. Sara queria mais. A pulsação entre suas pernas tomava conta dela. Queria envolve-lo com as pernas; queria senti-lo dentro de si. Um lamento de puro desejo saiu de sua garganta.
Grissom recostou-a ainda mais sobre a toalha e ergueu seu corpo. Levantou-se e retirou deliberadamente sua ceroula. Da posição em que Sara estava pôde examinar cada centímetro da grandeza musculosa. Era tão poderosamente másculo que até assustava. Sua virilidade se destacava de seu corpo, enorme e pronta, pulsando de desejo, e mesmo imaginando que era grande demais, que jamais caberia, o desejo floresceu entre suas pernas, deixando-a ansiosa para senti-lo ali. Voltou-se então a deitar-se ao lado dela.
― Grissom... – sussurrou ela, as mãos indo em direção ao tórax dele.
― O quê? – ele ficou parado, a voz rouca.
Ela respondeu apenas com os dedos, deslizando-os no peito dele, ainda molhado. Ele ficou inerte com o toque, apenas se contorcendo de vez em quando ou respirando fundo quando ela tocava algum ponto particularmente sensível. Embora sua pele ainda estivesse molhada, não sentia frio. Seu corpo parecia uma fornalha, rugindo com o calor de sua paixão.
Os dedos de Sara traçaram as bordas da costela e circularam os pequenos mamilos masculinos, deliciando-se a medida que endureciam ao toque. Desceu até a pele mais fina do abdômen e acariciou os duros ossos da cintura, movendo-se timidamente na direção da evidência pulsante de seu desejo. No último minuto, entretanto, perdeu a coragem e suas mãos foram para as nádegas. Mas isso também era obviamente prazeroso, pois ele deixou escapar um pequeno gemido de contentamento.
Sara olhava para seu rosto enquanto suas mãos deslizavam por suas nádegas e pela parte de trás da coxa. Os olhos dele estavam fechados e a pele parecia muito esticada sobre os ossos. Parecia um homem no limite da dor... exceto pela curva sensual em seus lábios, que identificavam o grande prazer que o acometia.
Experimentalmente, Sara apertou as nádegas dele e foi recompensada por um gemido involuntário. Os olhos dele se abriram, iluminados por chamas escuras. Ela apertava e acariciava, as mãos se movendo sem parar no traseiro dele.
― Toque-me! – ordenou ele suavemente.
Sara sabia o que ele queria. Também era o que ela queria, mas hesitava em fazê-lo. Seus dedos trilharam a estreita cintura, roçando a parte de cima da coxa. Parou por um instante, depois empalmou cautelosamente sua virilidade. Seu membro saltou com o toque. Ela arfou e depois soltou um risinho nervoso.
Hesitante, ela alisou a haste, intrigada pela pele sedosa que revestia a dureza masculina. Com uma primorosa delicadeza o acariciou. Ouviu-se um estranho gemido em sua garganta e ele a puxou com firmeza para si. Sua boca devorou a dela, faminta e insistente, sua língua invadindo a de Sara. Ela sentia sua haste pulsando contra seu corpo, os rígidos ossos do peito amassando seu peito.
As mãos dele desceram pelo corpo dela, apertando seu traseiro da mesma forma que havia feito com ele, e ela ficou um pouco surpresa pelo choque de pura lascívia que a arrebatou.
Ela grudou-se a ele. Umidade jorrava do meio de suas pernas. Sentiu-se selvagem e desesperada. Queria escalá-lo, engoli-lo, possui-lo inteiramente. A necessidade dele era igualmente desesperadora. Ela podia sentir os tremores do corpo dele, retesado como uma corda no arco.
Ele começou a amá-la com a boca. Beijava cada mamilo, depois os provocava com a língua, acariciando-os, envolvendo-os. Os pequenos botões de carne respondiam avidamente, endurecendo ante o toque. Sara arqueou as costas, os seios à espera dele, e ele respondeu empalmando e abocanhando um deles. Sugava lenta e profundamente, a mão acariciando e apertando delicadamente o seio.
A respiração de Sara estremeceu, e ela enterrou as mãos na toalha. A cada sugada no seio, sentia uma pulsação profunda e visceral no útero. Juntou as pernas uma na outra, tentando aliviar a palpitação dolorosa, mas Grissom deslizou sua mão por entre elas, separando-as, e começou a acariciar as pegajosas e intumescidas dobras de carne. Sara grunhia bombardeada pelo duplo prazer. Os dedos excitavam e acariciavam a suprema maciez da carne elevando seu desejo às alturas.
A boca moveu-se para outro mamilo e para sua surpresa, ele a penetrou com um dedo. Ela gemeu, mexendo os quadris no ritmo das carícias, mas justamente quando começava a sentir como se estivesse à beira do precipício, ele retirou o dedo de dentro dela e colocou a mão entre suas pernas. Sara contorceu-se e foi na direção da mão dele, implorando para que ele continuasse, porém ele apenas passou a mão levemente, enquanto seus lábios abandonavam os seios e viajavam na direção do abdômen.
A respiração dela parecia um soluço agora e ela empurrava a mão dele em vão. Mas ele não acelerava, apenas continuava a amá-la com a boca, até que ela pensou que enlouqueceria de desejo. Então ele deslizou suas mãos para suas nádegas, erguendo-a um pouco e encaixando-se entre as pernas dela. A haste dava estocadas insistentes na entrada de sua feminilidade.
― Por favor! – murmurou ela – Por favor, eu quero você dentro de mim!
As palavras dela quase o descontrolaram. Parou por um momento, tentando restabelecer o controle sobre si. Então guiou sua virilidade para dentro dela. Os olhos de Sara se escancararam. Por um momento achou que não fosse funcionar, então sentiu uma rápida dor e foi penetrada. Sara respirou fundo, seus dedos enterrados nos braços de Grissom. Jamais havia sentido algo parecido antes, uma deliciosa sensação de ser esticada e preenchida, inteiramente preenchida, Contorceu-se um pouco, abrindo mais as pernas, enquanto ele a penetrava fundo.
Ele começou a se mexer dentro dela e ela percebeu que o que sentira antes não fora nada comparado ao prazer que experimentava agora. Ele a penetrava num ritmo lento, aumentando a paixão dela, até que Sara imaginou que talvez gritasse pela mistura de frustração e prazer. Grissom começou a se mover mais e mais rapidamente, bombeando com firmeza e a coisa selvagem, doce e obscura que a arrebatara dias atrás tomou conta dela novamente.
Ela gritou em meio aos sucessivos espasmos. Por sorte estavam distantes da casa. Ela segurou firme em Grissom que se exauria em cima dela, seu grito seco abafado em seu pescoço.
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