Escrito nas Estrelas
19 Depois da Paixão
Notas iniciais
Não houve nada parecido com a exaltação anterior, pois o corpo de Sara era inexperiente. Mas ela teve certeza de que da próxima vez seria diferente. Oh, Deus, quando seria a próxima vez? Se é que haveria uma próxima vez! Tudo era tão confuso e incerto...
Sara recobrou a consciência e ficou chocada ao perceber que havia se permitido fazer amor – sim! Amor – com o conde Grissom, entretanto ela não se arrependia, fora a experiência mais maravilhosa que ela experimentara.
Ela olhou para o homem que estava deitado ao seu lado e seu coração acelerou. Temia estar apaixonada. E o pior, pelo homem errado. Ele era filho do conde Edward Arthur Grissom, o homem que arruinara a vida de sua mãe e ela havia decidido que através do filho chegaria ao pai. Apenas não contava com esse estranho sentimento que a invadia.
Grissom postou-se de lado, repousando a cabeça em uma de suas mãos.
― Você deveria ter me alertado sobre seu estado virginal – ele censurou-a.
― Teria feito diferença? – ela replicou.
― Claro que teria! Eu não tenho por hábito tomar em meus braços jovens inocentes – ele se explicou.
― Não tenho tanta certeza.
― A senhorita me fez acreditar que era uma jovem experiente, sempre flertando comigo e me provocando...
Ela deu de ombros.
― O que a senhorita pretende?
― Nada!
Sara pegou suas roupas e vestiu-as apressadamente.
― Aonde vai? – ele indagou.
― Para casa – ela disse simplesmente – não podemos ser vistos juntos. Não quero arriscar-me aos boatos.
― A senhorita tem critérios estranhos. Entrega sua virgindade e está preocupada com o bom nome. Diga-me, o que pretende?
― Eu já lhe disse. Nada. O senhor me queria levar para a cama e eu o consenti. Simples – ela respondeu como se falasse sobre o clima.
― E em troca? – Grissom estreitou os olhos e deu um sorriso malicioso, levantando-se.
― Em troca, espero que respeite meus desejos e mantenha o que aconteceu somente entre nós. Posso contar com isso?
Ele se aproximou dela.
― É só isso que a senhorita espera?
― Sim, é o que espero de milorde.
― Gil – ele a lembrou e acariciou-lhe a cintura – A senhorita é surpreendente. Eu jamais saberei o que esperar.
Mais corajosa, Sara puxou a cabeça de Grissom até os lábios de ambos quase se tocarem.
― Espere o inesperado, Gil. Sempre.
Ela o beijou e depois de um instante ele retribuiu o beijo com fúria e paixão renovada. Sara deslizou as mãos nas costas de Grissom e sentiu-lhe os músculos tensos quando o pressionou contra o próprio corpo. Sara abraçou-o pelo pescoço. Grissom não resistiu e arrancou-lhe as vestes e voltou a deitá-la e a penetrou com uma pressão lenta e prolongada.
Aquela vez foi tão abrasiva quanto poderosa e Sara, arfando, entregou-se à antecipação que ele criava com fricção quente e turbulenta. As investidas e os movimentos arrastados fizeram surgir uma inesperada perda de receio. Daquela vez o desenrolar foi mais feroz, mais violento e uma força incontrolável levou-a a um doce esquecimento. “Oh, Senhor, permita que no final justifique o que aconteceu!” ela rogou em silêncio.
Grissom rolou para o lado e levou-a junto com ele.
― Por mais tentador que seja passarmos o resto da tarde juntos, não devemos nos arriscar.
Sara tornou a levantar-se e a vestir suas roupas e partiu apressada para a casa. Grissom vestiu-se e seguiu poucos minutos após ela.
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