Faltando dois meses para a guerra, os descendentes de Deus foram levados por seus protetores, á um lugar que fora criado pelos anjos, para treinar os filhos de Deus.

Esse lugar era composto por uma quadra enorme, onde haviam várias fazes de treinamento. E ao lado, havia uma "floresta". Que foi criada para os descendentes treinarem.

Todos os anjos, já haviam levado a pessoa a quem era responsável... Menos Castiel. Eles não podiam levá-los a força. Tinha que ser por pura e espontânea vontade.

Contudo, Emily não queria ir. No começo, era por causa do medo, mas agora era teimosia.

Depois que Dean saiu, a única coisa que ela conseguiu pensar foi nesse assunto.

Ela pensou, pensou, pensou até que tomou sua decisão. Ela iria dizer sim ao seu futuro. De qualquer forma, ela estava destinada a isso e o que acontecesse naquela guerra, já havia sido escrito nas estrelas. E nada e nem ninguém podia mudar.

***

Melissa havia contado a Lúcifer, que eles já sabiam onde a faca se localizava. Mesmo não estando lá, fisicamente, ela podia ouvir o que falavam.

Após ela dar a notícia á Lúcifer, ele ficou tenso. Castiel não poderia, nunca, pegar naquela faca. Caso contrário, seu plano de matar Emily e Deus, iria por água abaixo.

Como apelo, ele pediu a Melissa que levasse a faca a um lugar seguro. Um lugar que ele havia construído, quando soube da existência dessa faca.

Havia um túmulo que havia o corpo de Mark Williams 1965-1980.

Esse homem, na verdade, foi um corpo de um homem qualquer. Mas, Lúcifer havia pedido á uma bruxa que enfeitiçasse o corpo. Para que quando a faca estivesse em suas mãos e o povo do céu soubesse onde ela se localizava, ele iria colocar a faca nas mãos do defunto e assim, a faca estaria segura.

E ela só poderia ser retirada dali, se recolocasse as três gotas de sangue na boca do homem morto.

E assim, Melissa fez o ato.

Ela se tele transportou para a entrada do cemitério.

Na entrada, havia uma estátua de anjo ajoelhado com a cabeça na pedra chorando. E mais a frente, se via os túmulos.

Melissa andou em direção ao túmulo em que Lúcifer a mandou colocar a faca.

Melissa parou em frente ao túmulo e ficou observando por um tempinho.

Ela olhou para os lados, para verificar se não havia ninguém por perto. E assim, ela desenterrou o defunto apenas com o movimento das mãos.

Ela tirou a faca, o sangue e um livro de feitiçaria de dentro da bolsa que estava carregando.

A bruxa que havia feito aquele feitiço, fez com que apenas um anjo das trevas em especial, pudesse ler. Não precisava ser bruxo. E esse anjo especial, era Melissa.

Ela pronunciou as palavras do livro e depois, despejou as tres gotas de sangue na boca do defunto. E assim que fez, as mãos dele se abriram.

Ela pegou a faca e a colocou nas mãos dele. E assim, ela se fechou.

Melissa verificou se estava realmente segura. Ela tentou tirar a faca de vários modos... E sim. A faca estava segura.

Seu trabalho estava feito.

***

- Eu aceito. — disse Emily em meio a solidão.

- Eu aceito meu destino. — finalizou ela.

Emily ouviu um bater de asas e se virou.

- O que fez você aceitar? — disse Castiel.

- Eu, finalmente, percebi que não importa o que estava fazendo, meu destino já havia sido escrito. Então, aconteça o que acontecer... Era pra ser assim.

- Finalmente. — disse Castiel finalizando a conversa.

Castiel caminhou em sua direção, colocou seus dois dedos em sua testa... E sumiram.

Eles foram parar em uma tenda no meio do "mato". Na tenda, havia uma mesa com duas facas: uma de matar demônios e outra, de matar os anjos... Qualquer tipo de anjo.

E do lado das facas, haviam uma calça, uma blusa e um tênis branco. Que seriam a roupa que usariam na guerra.

- Onde nós estamos?

- Se troca. E depois eu te explico.

Castiel se retirou para que ela pudesse se trocar. Emily se trocou, prendeu seu cabelo e pegou as facas que estavam em cima da mesa e saiu da tenda.

Castiel estava esperando-a do lado de fora. Assim que ela saiu, ele começou a caminhar e ela o seguiu.

- Onde nós estamos? — repetiu ela.

Cass respirou fundo e começou a explicá-la onde estavam.

- Cass... — disse ela olhando para o chão.

- Sim?

- Me desculpa.

- Pelo que?

- Por não ter aceitado antes... Eu agi como uma idiota.

- Também acho. — disse ele olhando para frente.

Emily não respondeu.

Eles estavam caminhando, até que pararam. Pararam quando estavam em frente a uma quadra. Com várias pessoas treinando.

Castiel se dirigiu a quadra e Emily o seguiu.

Ele parou em um canto da quadra que estava vazio. E ali, começou a ensiná-la como lutar.

Em questão de minutos, Emily havia ficado ótima no quesito de luta.

Sua habilidade sempre esteve ali... Só era necessário que alguém a descobrisse.

Sam e Dean foram em direção ao lugar em que Cass havia falado que Melissa estaria, mas quando chegaram no cemitério não havia ninguém lá.

Não havia nem sinais de que mais cedo, havia anjos das trevas ali.

Mas, e agora? Eles pensaram. Sem a faca... Lúcifer não morre.

Dois meses depois

No ano de 1995, Deus desceu á Terra e engravidou uma mulher estéril. E essa mulher, era esposa do homem em que Ele havia expulsado do céu. Lúcifer.

Quando Lúcifer soube da gravidez, ficou uma fera. Ele tratou sua mulher como um lixo e depois, quando a criança nasceu, ele pagou um médico para que deixasse sua mulher morrer e que desse a criança a ele. Mas, quando ele segurou aquele bebe indefeso pela primeira vez, sua vontade de matá-la passou por um minuto.

Ele pensou, que se matasse aquele bebe, se sentiria um lixo. Ele não foi capaz de matá-la. Então, pegou o corpo de sua mulher e o bebe e colocou os dois em um caixão. E os jogou de um penhasco, deixando que o caixão fosse guiado pelo mar.

O caixão foi guiado por Castiel com a ajuda de Deus. E assim, o caixão foi achado por um grupo de marinheiros, que trabalhavam em um navio, quando o caixão estava boiando "sem destino" pelo mar.

Quando abriram, havia um bebe ali. Na beira da morte. Eles deram comida a criança. E quando estavam em terra firme, eles levaram o bebe a um orfanato. Onde a criança foi adotada por um casal.

De qualquer forma, a luta entre o bem e o mal iria acontecer. Então, Deus desceu a Terra e assim, no mês de Dezembro, algumas mulheres dariam a luz á um descendente de Deus.

E quando Lúcifer descobriu do seu plano, ele criou anjos para ficar do seu lado. Que foi nomeado por ele, como Anjos das Trevas.

E assim, Lúcifer deu a eles de matar a original. Que foi nomeada por seus pais adotivos, como Emily.

Quando Deus soube da criação dos Anjos das Trevas, ele criou uma faca que poderia matá-lo. Mas por uma falha, a faca também poderia matá-lo.

A faca ficava protegida no céu. Dentro de um vidro. Em uma sala protegida por arcanjos.

Mas Lúcifer conseguiu fazer com que os Anjos das Trevas entrassem no céu. E assim, eles conseguiram a faca.

Os anos se passaram e a guerra estava chegando. E Emily cresceu e o desejo de morte de Lúcifer, crescera junto. Ela era a original e se morresse, Deus ficaria fraco. O que seria uma deixa para que Lúcifer o matasse.

Melissa se tornou o único Anjo das Trevas, digno de sua confiança. E assim, ela tentou matar Emily, sem colocar suas mãos nela. Em um acidente de carro, que resultou na morte do pai de Emily.

E o tempo passou mais um pouco. Emily completou dezenove anos e já era tempo que ela descobrisse quem era e o que estava fazendo na Terra.

Castiel tentou contar a ela qual era seu dever, mas ela negou, negou. E sentiu que a única coisa que queria era morrer.

Eles descobriram a respeito da faca e Lúcifer pediu a Melissa que escondesse a faca. Ele pediu a ela que levasse essa faca, para uma cova. Que foi enfeitiçada por uma bruxa, para que o defunto que estava ali dentro, segurasse aquela faca e só soltasse, quando as três gotas tocassem seus lábios mortos.

Mas o que Melissa não sabia, é que aquela faca que fora enterrada era uma réplica da original. E que a original, estava com ele.

E aqui estamos nós. No mês de Dezembro. O mês em que a guerra finalmente aconteceria e que, ali, iria ser decidido quem venceria. E quem tomaria o poder da Terra.

E todos, Anjos das trevas e Anjos da Luz e descendentes, se dirigiram para o lugar em que a guerra aconteceria.

E estavam ali. O bem e o mal cara a cara.