UnderWorld

Lúcifer estava em uma sala enorme. Havia um corredor extenso, com um tapete vermelho e de cada lado havia tochas enormes preenchendo a escuridão da sala.

Ele estava sentado de costas à porta. Quando ouviu passos. E se virou.

- O que você quer? – perguntou ele a mulher.

- O que eu quero? – disse a mulher.

- Você sabe muito bem o que eu quero – continuou ela.

Ele não respondeu. Então a mulher continuou:

- Eu quero sentir ela em minhas mãos e poder mata-la.

- Só por isso? Simplesmente pelo prazer de ver ela morta?

- Sim... E você... Não é só pelo prazer de ver ela morta?

- Talvez. Mas isso não é da sua conta – disse Lúcifer.

- Mas então... Tenho permissão para ir para cima? – perguntou ela.

- Não!

- O que?! Eu sou melhor do que qualquer anjo nesse lugar! – disse ela indignada.

- Ah é?! – disse Lúcifer se levantando.

Ela ficou quieta.

- E o acidente estúpido que você planejou para ela morrer?

- Eu...

- Você é a pior daqui!

- Mas aquilo...

- Mas aquilo o que? Foi um erro? Foi uma falha estúpida?

Ela não respondeu.

- Ou simplesmente, foi feita por uma pessoa estúpida que não tem nem capacidade de matar uma pessoa?

- E você? Se você quer ela morta... Por que ainda não a matou?

- Porque Deus está me vigiando. E se eu der um passo próximo a sua filha, eu posso estar morto. E assim, todos vocês estarão.

- Me de esse cargo... E você não se arrependerá. – disse ela, quase implorando.

- Está bem.

Ela se virou, de modo que ficou de costas a ele. Ela ia saindo da sala, mas foi impedida pela voz dele:

- Porém, tudo a um “mas”.

- Como assim?

- Falhe nessa missão e você voltara para baixo e terá suas asas arrancadas. E será torturada da pior forma possível.

Ela demorou a responder. Ela não queria perder suas asas, mas... O que ela tinha a acertar com Emily Gray, era maior do que qualquer desejo que ela tinha.

Ela pensou, pensou até que se decidiu.

- Sim. Aceito.

- Então, vá...

Quando ganhou a permissão de Lúcifer para subir a Terra, as sombras de suas asas apareceram. Elas eram pretas, mas indo para um tom avermelhado. E subiu.

- Espero que não me arrependa. – disse Lúcifer.