O bem e o mal estavam cara a cara. O exercito de Lúcifer estava composto por anjos das trevas e demônios. Uma grande quantidade.

E o exército de Deus estava composto pelos anjos das luz e pelos descendentes. E, infelizmente, estavam em minoria.

Quando Cass comparou a quantidade das trevas com os da luz, percebeu que as chances deles vencerem aquela guerra eram mínimas. E, faria de tudo para que Emily não morresse.

O céu estava limpo, mas quando a luz se deparou com as trevas, o céu ficou escuro e de repente, começou a chover... Sangue.

Quando a primeira gota de sangue tocou o chão, a luta começou. A gota que caíra do céu, foi uma deixa para que as trevas atacassem.

Tudo o que se via naquele cenário horrível, era sangue que caíra do céu misturado com o sangue de anjos e de alguns descentes mortos em guerra.

Quanto mais a luz matava as trevas, mais a quantidade deles cresciam. E cresciam muito rápido.

Lúcifer havia criado uma enorme quantidade. Tudo para garantir que a escuridão ganhasse.

A quantidade de seres sobrenaturais da luz estava diminuindo, com uma rapidez incrível.

E a cada morte da luz, o céu ia escurecendo cada vez mais.

E com uma rapidez incrível, sobraram apenas um descendente e um anjo... Emily e Castiel.

Chegou uma hora, em que Emily estava cercada de demonios e anjos das trevas. E não havia como Cass salvá-la. Ele estava longe lutando, a favor de sua própria vida.

Ela estava cansada de lutar e seus braços e pernas já não aguentavam mais. Então, sua única saída foi correr de onde estava.

Sam e Dean não estavam na guerra. Claro, que insistiram muito para ir. E a pedido de Emily, Cass não os deixou ir. Por três motivos. Primeiro: mesmo sendo apenas um beijo, Emily sentiu que estava gostando de Dean. Muito mesmo. Mas aquele beijo, não pode distinguir se era amor ou não.

Segundo: se Dean morresse, ou os dois, ela se sentiria culpada pela morte dos dois. E, assim, novamente, mais pessoas morreriam por sua culpa.

Terceiro: Se um morresse e o outro não, seria muito ruim perder sua única família. Ela não tinha irmãos, mas sabia como era a dor de perder sua única família. Sabia muito bem.

Então, por esses três motivos, ela não quis que eles fossem.

Emily correu, correu, correu. E havia anjos e demonios indo atrás dela.

Eles pararam de segui-la, pois ela havia enfiado em um buraco na floresta. Sendo assim, eles não conseguiram não conseguiram achá-la e desistiram.

Ela estava em um buraco pequeno. Mas grande o bastante para ela caber ali e ficar a salvo... Por um tempo.

Ela estava ali dentro descansando, respirando. Até que sua visão começou a falhar e sua visão foi escurecendo aos poucos. Até que tudo apagou.

Quando acordou, ela estranhou o lugar em que estava.

Emily estava em um jardim lindo. Havia flores das mais diversas cores, a grama era limpinha e o pôr-do-sol completava a beleza do lugar.

Ela estava com um vestido branco e descalça. Ela estava observando o pôr-do-sol, quando levou um susto quando sentiu uma mão em seu ombro.

Ela se virou... Era sua mãe.

Emily sentiu lágrimas escorreram por seus olhos azuis e percorreram seu rosto.

Emily correu em direção á sua mãe e deu um abraço forte nela. Quando se separaram do abraço, os olhos de sua mãe estavam pretos. De seu cabelo, escorria sangue. E dois "furos" se abriram no pescoço de sua mãe... E dali, se saiu sangue. Muito sangue. Suas pernas, braços, mãos e pés estavam ensanguentados.

Emily, rapidamente, se afastou:

- Eu estou morta... — disse sua mãe com uma voz de sofrimento.

- Eu estou morta... — repetiu ela. Mas com uma voz um pouco sombria.

- Eu estou morta! — repetiu ela. Agora com uma voz sombria.

Lágrimas de sangue começaram a sair dos olhos de sua mãe.

Emily, assustada, continuou se afastando. Até que esbarrou em alguém.

Quando se virou, era seu pai. Ele estava encharcado.

Ele se juntou a sua mãe. Eles caminhavam lentamente em direção á Emily.

- Nós estamos mortos... — disseram os dois com uma voz sombria.

- Por sua culpa! — continuaram.

- Nós estamos mortos por sua culpa! — repetiram. Ainda com a voz sombria.

Emily começou a correr. Ela correu, correu, correu até que tudo ficou escuro e ela tropeçou, em algo, que provavelmente, deveria ser um galho.

Escuro. Emily não enxergava nada. Ela andava, corria, mas era como se não conseguisse sair do lugar, por mais que tentasse.

De repente, surgia uma luz branca muito forte. Ela andou em direção à luz, mas cada passo que dava, a luz ficava distante. Tudo voltou a ficar escuro de novo.

Emily estava com um vestido branco e descalça. Ela sentiu um líquido em seus pés e quando olhou para o chão, havia sangue. Seu vestido,de suas mãos até o cotovelo estava ensanguentado.

Começou uma ventania. Depois que tudo se acalmou, um homem surgiu na sua frente, com uma espada. Sua boca estava cheia de sangue. Ele a olhou com um olhar que fazia com que todos soubessem que ele não era do bem. O que fez com que ela desse um passo para trás.

O homem foi se aproximando dela e a cada passo que ele dava, ela ia se distanciando dele. Quando notou que ele iria para cima dela, começou a correr.

Mas o homem era mais rápido que ela. De repente, ela sentiu uma mão em seu braço e foi jogada longe. Ela bateu as costas em uma árvore, o que fez com que ela ficasse sem ar. Tentava buscar o ar, mas era inútil.

O homem se aproximou dela, levantou-a e enfiou a espada em sua barriga. Arrancou a espada bruscamente de sua barriga e ficou observando ela caindo. Ela estava ajoelhada no chão e percebendo que não demoraria para ela morrer, deu as costas.

Ao se virar de costas, ouviu um sussurro.

- Por que você fez isso comigo? – disse ela com uma dificuldade imensa para falar.

Emily não esperou ele responder e continuou.

- Eu te amei. – disse ainda sussurrando.

- Eu te amei... – disse ela chorando e diminuindo cada vez mais o tom de voz.

- Eu te amava...

Emily deu seu último suspiro... E morreu.

***

Gates of Heaven

Deus estava em pé. Preocupado com a guerra. De repente, um buraco se abriu em sua barriga e dali, se saiu sangue. Ele esbarrou em que estava a sua volta.

Ele estava fraco. E sua respiração estava fraca.

Alguns anjos ouviram o barulho de anjos caindo. E foram em direção onde Ele estava.

Quando chegaram na sala, Deus estava caído no chão. Eles correram em sua direção para tentar ajudá-lo.

- Senhor?! O que acontecer?! — perguntou o anjo.

- Ela... — disse Ele com uma dificuldade para falar.

- O que tem ela?!

- Está morta... Isso significa que meu fim está próximo. — disse ele em um sussurro.

***

Quando Emily morreu, uma ventania tomou conta do lugar em que o resto estava.

Todos pararam o que estavam fazendo. E de repente, todos das trevas, começaram a comemorar.

Cass por um minuto, não acreditou no que estava acontecendo.

- Não! Não! Não!

Era tudo que ele conseguia pensar.

Da floresta, estava saindo uma mulher. Com uma pessoa nas mãos.

E quando ele pode ver quem era, ficou em choque. Era Melissa. E ela estava carregando o corpo de Emily nos braços, já que sua força era fora do comum. E no rosto, havia uma felicidade que todos podiam ver.

Na verdade, a morte de Emily foi feita por Melissa. Ela só havia tomado a forma de Jason.

- Nós conseguimos! Nós vencemos a luz! E agora, o mundo será nosso! — disse Melissa com uma voz vitoriosa.

Uma fumaça preta, que logo depois se transformou em homem, parou do lado dela. Era Lúcifer.

Por um momento, todos das trevas esqueceram da existência de Castiel ali.

Lúcifer pegou o corpo de Emily em seus braços e depois, simplesmente o jogou no chão.

Ele deu um sorriso. Aquele com gosto de vitória. E sumiu.

***

Gates Of Heaven

Deus ainda estava no chão. Ele havia pedido que os anjos saíssem dali. E como bom filhos, ele respeitaram a vontade do Pai.

Lúcifer apareceu ali. Com a faca na mão. A única arma que podia matar ambos.

Lúcifer caminhou lentamente em direção a Deus. Lúcifer pegou na gola de sua blusa. E cuspiu no rosto de Deus.

- Quem diria não é?! — disse ele com um sorriso. — Quem um dia o mal venceria o bem? Quem diria que a frase "o bem sempre vence o mal", algum dia estaria errada?!

Enquanto falava, Lúcifer ergueu a faca e ficou girando-a.

- E quem diria, que um dia o anjo que você expulsou do céu, iria ter sua vingança?

Silencio.

- Mas agora. Eu o matarei e eu governarei a Terra. E darei o que esses humanos miseráveis merecem.

Lúcifer estava em sua posição de ataque. Mas Castiel apareceu antes e o puxou para trás. Enfiando a espada que mata anjos em sua barriga.

E antes de tirar, Cas finalizou dizendo:

- Você nunca governará a Terra enquanto eu ainda estiver vivo!

Aquilo não mataria Lúcifer, apenas o mandaria de volta para o inferno. Mas, ele voltaria fraco. Muito fraco, para executar seu plano novamente.

Com isso, Deus ficou curado novamente. Ainda estava fraco, mas estava melhor. Muito melhor.

***

Castiel não sabia se deveria contar aos meninos que Emily estava morta. Mas, em consideração ao seu amigo, ele iria fazer isso.

Sam e Dean estavam em um quarto de hotel. Tensos. Esperando por respostas e esperando vê-los novamente.

Cass apareceu ali do nada. Com uma aparência triste. Sua roupa estava ensanguentada.

Sam e Dean analisaram aquela cena, mas não disseram nada. O que conseguiu pronunciar, foi a seguinte frase:

- Onde ela está?! — disse ele preocupado.

- Não que eu não esteja feliz por vê-lo inteiro, mas... Onde ela está? — continuou ele. Ainda preocupado.

Cass não respondeu. Com aquele gesto, Sam já havia entendido o que estava acontecendo. Por um lado, Dean também sabia. Mas não conseguiu aceitar.

- Onde ela está?! — repetiu Dean furioso.

- Dean... — disse Castiel com uma voz triste.

- Onde ela está?! — repetiu Dean, com uma lágrima caindo de seus olhos.

- Dean... Emily está morta. — respondeu Castiel. Triste.

Pronunciar aquela frase, também não era fácil para Castiel. Era e sempre, vai ser triste avisar a uma pessoa que um ente querido ou que sua namorada ou esposa está morta.

Quando Dean ouviu aquela frase, ele não disse nada. Algumas lágrimas saíram e depois ele ficou em silencio.

A única coisa que fez, foi arrumar as suas malas e ir em direção ao Impala. Ele colocou suas malas e entrou no carro. Sam fez o mesmo. Castiel não estava mais lá.

Sam entrou no carro. E Dean, estava apenas esperando ele entrar para poderem ir embora daquele lugar, daquela cidade.

- Dean... — disse Sam.

- Se você disser alguma coisa, eu juro por Deus que eu vou te socar. — disse ele furioso.

E seguiram em frente. Como sempre faziam.

***

Cinco anos depois...

- ... E aqui, nós podemos ver uma estátua representando a Original. — disse a professora apontando para a estátua.

Eles estavam em um museu. Naquela semana, a classe estava vendo uma história qualquer que falava que, pela primeira vez, o mal venceu o bem. Mas ele não comandava a Terra, pois um tal de anjo chamado Castiel impediu isso.

Lucas estava no fundo da sala onde estava aquela estátua. Observando bem, no pulso daquela estátua, estava marcado o mesmo símbolo que ele possuía em seu pulso.

Ele observou bem seu pulso e foi tirado de seus pensamentos, pela voz da professora pedindo para que eles seguissem para a próxima sala do museu.

O que será que as estrelas estavam reservando para ele?

Fim.

Notas finais
Olá pessoal! Eu queria agradecer por todos que acompanharam a minha fic. E queria avisar a vocês que, esse capitulo está com repetições, mas como o texto ficou grande, eu fiquei com preguiça de rever. Então, eu peço desculpas pelas repetições.
E queria pedir um favor a vocês: se vocês puderem, comentem esse capitulo. Eu queria saber se vocês gostaram do final da fic. E, pode comentar, mesmo que seja xingando ou falando bem.
O que importa, é q vocês deixem comentários.
E, acho que vou ficar um tempo sem escrever outra fic.
Obrigada pela atenção.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!