Escrito Nas Estrelas
16 Capítulo 16
Dean estava tomando banho e Sam estava arrumando as malas. Quando Dean saiu, viu Sam fazendo suas malas. Mesmo que soubesse o que significava, inutilmente perguntou:
- O que você está fazendo?
- Arrumando as malas...
- Pra que?
- Dean, nós viemos nessa cidade por conta das mortes seguidas de vampiros...
Dean o interrompeu.
- Deixa eu ver se entendi... Uma guerra está para acontecer e você quer ir embora? Como se nada tivesse acontecendo?
- Tecnicamente, sim...
- Nós não podemos ir embora!
- Por que? Porque você realmente se importa com a possibilidade da morte de milhares de pessoas ou você ainda não teve sua noite com a original?
Dean ficou quieto por um tempo, mas para finalizar a discussão, ele disse com um tom sério e claro:
- Nós não vamos embora!
E tudo que ele fez depois foi pegar suas roupas e ir se trocar.
Dean entrou no banheiro e Sam saiu daquele quarto.
Sam caminhou, caminhou e caminhou. Até que o destino... Ou qualquer coisa que seja, o levou a uma praça.
Ele se sentou em um banco e ficou ali, observando as pessoas.
- Observar a humanidade... Nunca cansa, não é?
Sam levou um susto, mas se recuperou rápido.
- O que você está fazendo aqui? — perguntou Sam, um pouco rude.
- O que aconteceu?
- Nada.
- Sam... Eu preciso de ajuda.
- O que aconteceu?
- Emily...
- O que tem ela? — perguntou ele com impaciência.
- Emily não sabe de nada, ainda...
- Por que você não conta?
- Não sei... Tenho a impressão de que ela não irá aceitar o sua missão...
- Talvez. Mas ela pode ter um motivo...
- Que motivo?
- Não sei. Você pode dar-la um motivo.
E ficaram ali. Sam observando as pessoas e Castiel pensando sobre o que Sam acabara de dizer.
Dean não sabia o que tinha... Pela primeira vez, ele sentia algo forte por alguém...
Não era como as outras vezes, que ele apenas sentia atração pelas mulheres. Dessa vez era algo forte, algo diferente, intenso e de um modo... Bom.
Um lado seu sabia o que era, mas o outro fingia não saber ou pelo menos, não queria admitir.
O que ele sentia por Emily, já havia passado da fase de atração e agora... Era amor.
Dean estava deitado na cama, pensando em Emily e no que sentia em relação a ela.
Ele se levantou, pegou as chaves e foi em direção a sua casa.
Eram 15h00min e talvez ela estivesse em casa...
Talvez.
***
Naquele dia, o céu estava feio. De cinco em cinco minutos, caia uma garoa grossa e depois, o seu rastro de que esteve presente, era um friozinho gostoso.
Sam estava no quarto do hotel e Dean... Sabe-se Deus onde ele estava.
Já que não iriam embora da cidade, ele foi pesquisar onde a tal faca especial poderia estar. E passou o resto tarde pesquisando.
Quando era 19h00min a chuva aumentou e ficou permanente. No corredor do hotel, se ouviu passos e depois a porta de seu quarto se abrindo.
- Eu achei um...
Sam deixou a voz sumir, após ver Dean entrando com Emily. Não por isso, mas pelo estado em que ela se encontrava. Ela estava encharcada. Seus olhos estavam inchados de tanto chorar e seu olho, estava de um azul intenso.
- O que aconteceu? — perguntou Sam.
Dean fez um sinal com a cabeça, significando um ''não sei''.
Emily se sentou na beirada da cama. Sam pegou uma cadeira e se sentou na sua frente.
- O que aconteceu?
Ela não disse nada. Emily estava com os cotovelos apoiados em seu joelho e com as mãos no rosto.
Sam refez a pergunta e novamente, não obteve nenhuma resposta.
- Emily... Eu não sei o que aconteceu, mas está nítido que não é algo bom. Mas nós podemos te ajudar, se você nos contar o que aconteceu...
Antes
Após Emily sair da casa de Jason, ela foi para sua casa.
Quando chegou lá, sua mãe estava com a cara mais feia do mundo.
- Onde você estava? — perguntou ela gritando.
- Com um amigo...
- Que amigo?
- Talvez você soubesse, se passasse mais tempo em casa...
- Vai começar com essa história, de novo... — disse sua mãe com impaciência.
- Não sei... Me diz você. Quando você conseguiu passar mais do que dois minutos comigo? E ano passado? Eu passei meu aniversário sozinha e...
- E o que? — sua dizia gritando — Você quer que eu aceite outro emprego e ganhe menos?
- Você não precisa aceitar outro emprego. Eu só preciso mais de dois minutos com a minha mãe...
- Pra que?
- Pra que?! — disse Emily indignada.
Lágrimas começaram a contornar o rosto de Emily.
- Pra eu poder conversar sobre o que eu tenho feito e sobre o que sinto, pra eu poder sentir, pelo menos uma vez na minha vida, o carinho da minha mãe... Eu preciso pedir?
- Eu não preciso passar um tempo com a minha filha! Eu sei o que você sente e o que você pensa...
- Sabe? Sabe mesmo? — responder Emily com deboche.
- Sim... — respondeu sua mãe meio sem jeito.
- Você não sabe de nada sobre mim.
- Sei sim! E não me diga que sou uma mãe ausente!
- Mas você é! E ainda pensa que sou uma menininha...
- Mas você é! — sua mãe gritou.
- Eu nem sou mais virgem!
Depois de sua mãe ouvir o que Emily acabara de dizer, o comodo em que estavam ficou num silencio tenso. E tudo que se ouviu depois, foi o barulho de Emily subindo as escadas.
Depois de tomar um banho, Emily colocou um pijama e se deitou em sua cama.
Ela estava ouvindo música e pensando na briga que tivera com sua mãe.
Ela se sentia mal consigo mesma, quando brigava com sua mãe. Mas, infelizmente, era o que acontecia sempre que estavam juntas. E parecia que, o melhor para as duas eram ficar afastadas. E sim, Emily sabia que era muito triste uma mãe e uma filha assim.
Com Melissa era diferente. As duas se davam super bem e nunca haviam brigado. E que, para as visitas, Melissa era a filha legítima e Emily era de criação.
Com esses pensamentos, Emily começou a chorar, chorar e chorar.
Melissa ouviu o choro de Emily e foi em seu quarto ver o que havia acontecido. Mas não adiantou nada... Como sempre, Emily foi estúpida e grossa com ela.
Emily havia saído de casa. Ela se sentia melhor fora de casa, do que dentro. Era como se ela fossa a estranha, dentro de sua própria casa.
Ela estava em um parque, que para ela, era especial. Aquele era o parque onde seu pai a levava para brincar quando era criança, e lembrando de seu pai, lágrimas caíram.
Algumas pessoas dizem que o tempo faz esquecer dor. Mentira. A dor nunca passa... Você apenas consegue minimizar a dor, mas ela nunca some. Basta apenas um pensamento e você volta a sofrer.
Emily estava colocando seus pensamentos em ordem e nem se tocou que haviam se passado horas, desde que havia saído de casa.
Quando voltou, ela sentia o mesmo ar tenso e pesado que sentia sempre que pisava naquele quintal. E como sempre, era tomada por um ódio que nem Deus poderia explicar porque. Ela apenas sentia.
Quando entrou dentro de casa, as luzes estavam apagadas. O que eram estranho, porque eram apenas 19h00min e estava muito cedo, para todos estarem dormindo.
- Mãe?
Ninguém respondeu.
Ela caminhou em direção a cozinha e quando chegou lá, viu a pior cena que qualquer pessoa jamais iria querer ver na vida.
Sua mãe estava pálida, encostada na parede. E um vampiro estava sugando todo seu sangue.
Emily soltou um grito fino e rápido. Com o barulho, ele se virou. Seu rosto não estava exposto, pois estava escuro. Ele ia caminhar em sua direção e naquela hora, Emily viu toda sua vida passando diante dos seus olhos. Mas sua mãe o segurou nos braços e o fez voltar a sugar seu sangue, para dar tempo á Emily fugir.
Apenas com o movimento dos lábios, sua mãe disse:
- Fuja!
Emily não correu. E novamente, com os movimentos dos lábios ela disse:
- Eu te amo...
E Emily saiu dali. Correu o mais rápido que podia e o foi para o lugar mais longe que pode.
Ela parou de correr, assim que viu que já estava distante o bastante.
Acabou que ela parou em uma rua deserta. Não havia nada que ela poderia fazer... Além de chorar.
Ela se sentou na calçada e chorou até seus olhos incharem e ficou encharcada por causa da chuva.
Ela estava ali um tempo, quando ouviu uma buzinada.
Ela não levantou os olhos ou a cabeça. Apenas sentiu quando alguém colocou uma jaqueta sobre suas costas e a levou para dentro do carro... Dean.
Agora
Emily contou o ocorrido. E após eles ouvirem, ficaram calados por um tempo.
Sam se levantou da cadeira e fez um sinal com a cabeça para que Dean o seguisse.
Quando estavam um pouco longe de Emily, mas o bastante para ela não ouvir a conversa. Sam disse:
- Era para ela estar morta agora...
- Também acho...
- O que devemos fazer? — perguntou Dean.
- Como?
- O que fazemos? Contamos a ela o que é ou deixamos assim mesmo?
- Não sei... Acho que o Cass deveria contar.
Emily não estava escutando nada. Ela se levantou da cama, jogou a jaqueta de Dean em cima da cama e foi em direção á porta.
Ela estava no corredor, quando Dean a segurou pelo braço.
- Onde você vai?
- Para casa...
- Você está maluca? Se você voltar, morre.
- Acredite... Ele estará fazendo um favor. — disse ela de um modo estúpido.
Ela tirou seus braços da mão de Dean e foi embora do hotel.
A coisa mais estúpida que ela poderia fazer era voltar para casa. Mas se morresse, seria um favor.
Quando entrou ficou com um pouco de medo. Medo de que o assassino de sua mãe pudesse estar lá ainda e com medo de ver o corpo dela.
Mesmo assim, caminhou em direção á cozinha... E quando chegou lá, ficou surpresa. O corpo de sua mãe não estava lá.
Ela se virou e levou um susto, quando viu Melissa parada na porta da cozinha.
- Sinto muito... — disse Melissa.
Emily começou a chorar novamente. Com essa cena, Melissa caminhou em sua direção e a abraçou. E por incrível que pareça, Emily não recusou o abraço.
Ela estava com os olhos fechados e com a cabeça no ombro de Melissa. E quando abriu os olhos deu um grito e se separou do abraço.
Um homem de sobretudo havia aparecido lá do nada. Em sua mão direita ele estava com uma espada.
- Fique longe dela! — disse ele bravo.
E avançou nela... Mas ela sumiu.
Emily apenas ficou paralisada no lugar. Não gritou e nem correu. Apenas disse, num sussurro:
- Por favor... Não me mata.
- Eu não vou te matar...
Emily recuou e perguntou:
- Quem é você?
- Sou Castiel... Seu anjo da guarda.
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