Escrevendo o amor

16 Uma despedida vaga


Notas iniciais
Primeiramente, quero pedir desculpas, pela demora no capitulo e pelo tamanho dele. Estou com um bloqueio horrível pra esse capitulo. Que também é o penúltimo da fic. Não peçam pra estender, por que não dá, eu até tentei. Outra coisa: Os acontecimentos no capítulo passa rápido propositalmente, então não estranhem caso tudo aconteça rápido demais. É isso, espero que gostem ^^

Samylla estava atordoada. Num minuto ela ria e conversava com Christian, no outro, o táxi capotava. Quando ela deu por si, estava deitada numa maca. Ela não havia sofrido nenhum problema grave, apenas algumas esfoliações no braço. Mas Samylla não estava preocupada com isso. Seus sentidos estavam estranhos como se estivesse dopada ou bêbada. Além de um estranho arrepio em sua nuca. Ela se levantou da maca de começou a procurar por Christian. Olhando em volta ela não vê muitas pessoas. Alguns metros à frente, o táxi estava todo amassado. Sua frente nem parecia de um automóvel, pois estava totalmente destruída. Nesse momento Samylla imaginou se o motorista havia sobrevivido. Ao pensar nisso, seus pensamentos se voltaram para Christian mais uma vez.

Ela andou desesperada pelo local, que não tinha marcas de sangue, Samylla não pode deixar de sentir-se aliviada. A garota estava tão fora de si, que as pessoas lhe pareciam vultos. Finalmente ela encontra Chris, mas não de uma maneira boa. Na verdade, ela não vê Christian propriamente dito e sim, algo coberto por uma lona negra. Samylla se aproxima, ninguém tentou impedi-la. Ela retirou a lona que cobria o corpo. Christian tinha a pele pálida, lábios roxos, sua testa estava suja de sangue. Ao vê-lo, Samylla começa a chorar desesperadamente. Ela chorou por Christian e por seu pai. Eram muitas pessoas importantes para serem perdidas em um curto espaço de tempo, era demais pra ela. A jovem não queria acreditar que aquilo é real. Sua cabeça latejava. Era muito pra assimilar. Samylla acabou desmaiando ao lado do cadáver de Christian.

Ela acorda em casa. O dia acaba passando rápido e quando Samylla nota, já está no velório de Christian. Mesmo ele estando ali no caixão, Samylla não sentia que era o seu Christian ali. Ela não conseguia vê-lo com os mesmos olhos de quando ele ainda vivia. A garota não sabia o quê, mas algo a incomodava. Não era possível que o efeito atordoador do acidente durasse tanto. Ela sentia que vivia cada momento, mas tudo passava tão vago. Ela não sabia explicar, mas tudo acontecia rápido demais.

Tão rápido que quando se dá por si, está no enterro de Christian. Um padre estava em frente ao caixão suspenso sob a cova. Ele soltava algumas palavras que Samylla nem prestou atenção. Samylla ainda se sentia dopada. Quando por fim o caixão desceu, ela se aproximou e olhou dentro da cova.

A garota começou a ter um sentimento de culpa, já que ela não estava triste. Enquanto ela estava ali, aquilo era algo que não afetava-a. A cada pá de terra sobre o caixão, Samylla se sentia mais distante daquela realidade. Era como o vento frio da madrugada expulsando sua mente dali. Era estranho, mas ela sentia um frio incomum. O local se esvaziou, mas Samylla não vira ninguém sair, sua mente estava muito longe. Ela não levou casaco, também estava tão distraída. Ela nem se lembrava do percurso até o cemitério. Vendo que todos haviam ido embora, ela resolveu sair também.

Ela se abraçava por causa do frio, e o arrepio na sua nuca continuava. Saindo pelo portão, ela vê um homem. Cabelos meio grisalhos, cobertos por um chapéu Fedora preto. Usava um casaco marrom sobre uma camisa vermelha, um calça jeans meio surrada, com um tênis branco. Este homem não aparentava ser muito velho, mas sim cansado, talvez quarenta anos. Esse homem era Caio Grummord, o pai de Samylla.

Notas finais
Ei eie, gostaram? Deixem aí nos coments :D