Escrevendo o amor

7 Bastidores de um encontro


Notas iniciais
Gente eu sei que esse capitulo demorou. Porém esse capítulo é muito especial para mim, pq ele está recheado de homenagens. Nesse capitulo Samylla vai finalmente ao evento da Editora Ártica. Ela vai encontrar alguns autores, e é ai que está a homenagem. os escritores aqui citados são basicamente meus escritores preferidos, e no nome deles estará o link do perfil do nyah caso se interessem. Sua fics serão seus livros publicados pela editora, qual tbem vai ter o link. Isso era algo que eu queria fazer a muito tempo e finalmente consegui. Espero que curtam o capitulo.

Uma semana depois de ter visitado sua professora, Samylla havia conseguido registrar seu livro. Processo que duraria uns três meses sem a ajuda de Melinda. Samylla agradeceu muito a professora, e prometeu que se algum dia o seu livro fosse publicado ela ganharia um exemplar autografado.

Faltavam aproximadamente seis dias para o encontro. Samylla então imprimiu uma cópia do livro e a encadernou. Comprou as passagens para dali aos quatro dias, e reservou um hotel. Ela escolheu o hotel que ficaria mais próximo do local onde seria o encontro da Editora Ártica. Nesses quatro dias, a jovem escritora se preparou para a viagem. Malas, roupas, dinheiro. Tudo que fosse necessário para sua estadia. Assim que chegou o dia da sua viagem, Samylla se despede de Ellen:

– Ai amiga – disse Ellen – Nem acredito que você realmente conseguiu.

Samylla a abraçou.

– Sem você nada disso aconteceria. Você me deu o livro, você me avisou do encontro, e você me ajudou sempre que pode.

Ellen começou a fazer uns gestos, como se tirasse pó dos seus ombros, e disse:

– Eu sei que eu sou demais.

As duas começaram a rir. Ellen se despede dizendo:

– Tchau Sá, se cuida. E não esquece de perguntar ao Christian, se ele tem um amigo gato.

Samylla ri, enquanto vê sua amiga saindo pelo portão.

Ela resolve ligar para sua mãe antes de viajar, ainda daria tempo. Ela disca o número da mãe.

– Alô? – disse a voz do outro lado da linha.

– Pai, sou eu, Samylla.

– Filha! A quanto tempo nós não nos falávamos? Sua mãe faladeira nunca deixa eu atender o telefone. – os dois riram. – Como minha bebezinha está?

Mesmo depois que Samylla conseguiu a sua independência, e ir morar sozinha, seu pai ainda a chamava de bebê.

– Você só me chama de bebê para eu não te chamar de velho. – os dois riram mais uma vez. – Mas e a saúde hein, senhor Paulo?

Ele espera um pouco, não respondeu de imediato. Samylla lembrou do que a mãe tinha dito na ligação anterior.

– Eu estou bem, ok? – disse ele com uma voz afetada.

Samylla sabia que ele não estava, mas se ele não queria contar, não seria ela quem forçaria.

– Sua mãe disse que você estava escrevendo um livro? Verdade? – Perguntou o pai de Samylla.

– Sim. E hoje estou indo pra São Paulo, tentar uma oportunidade de publica-lo. Já está quase na hora do meu voo, por isso fique com Deus. – o pai se despede da filha e desliga o telefone.

Depois dessa conversa Samylla estava com o coração nas mãos, mas a viagem talvez a acalmasse. Já que seus pais não queriam alerta-la não devia ser nada demais.

Samylla olha em seu Smarthphone e vê que está muito atrasada, então segue para o aeroporto de táxi. Ela embarca em seu voo, não demoraria muito, talvez uma hora. Era por volta das 14:00 quando ela saiu, chegaria lá pelas 15:00.

A viagem não foi cansativa. Ela nem chegou a dormir. Talvez fosse a ansiedade. Desembarcou no aeroporto e pegou um outro táxi até o hotel Quimera, onde ela passaria os próximos três dias.

No quarto do hotel, Samylla leu novamente seu livro. Ela ainda não tinha caído a ficha que realmente escreveu um livro. Ela passou o resto da tarde sem fazer nada. Apenas aguardava a noite para poder dormir e acordar no dia seguinte, para encontrar Cristian. Ela releu o livro “Amor? ” Até chegar novamente numa das partes preferidas de Samylla, na verdade, era parte da letra da música que o personagem que faz o par romântico da protagonista, fez para ela, que dizia:

Sentir o amor, seguir a melodia, perceber que a dor é o começo da alegria. / Sentir o céu desabar, ficar sem chão, perder o ar, e perceber que o amor veio te chamar

Quando Samylla estava mais ou menos na metade do livro, sentiu fome. Mas não queria cozinhar. Então pediu pizza. Ficou assistindo teve até umas nove da noite, quando foi dormir. O dia seguinte lhe aguardavam muitas emoções.

Ela acordou às cinco da manhã. Às oito, o encontro começaria e ela queria chegar o mais rápido possível. Se arrumou colocando uma roupa simples. Um vestido cor vinho que chegava na altura de seus joelhos. Seu cabelo solto como sempre, pouca maquiagem como de costume. Conferiu se a cópia do seu livro estava realmente ali, e aproveitou para colocar o livro de Christian também dentro da bolsa.

Pegou um táxi, deu o endereço. Já eram quinze para às oito. Samylla tinha se atrapalhado um pouco na hora de escolher a roupa. Mas mesmo assim, ela ainda chegou em cima da hora.

Desceu do táxi em frente ao prédio da Editora. Era um prédio todo em azul bem claro, e possuía uma fachada escrito Editora Ártica. Samylla achou muito criativo o jeito que eles colocaram a letra A de Ártica como uma montanha coberta de neve.

Ela entrou numa espécie de recepção, onde uma moça simpática a atendeu:

– Bom dia!

– Bom dia. – Samylla retribui o cumprimento.

– Pode se dirigir ao salão – a mulher falava e apontava para uma porta logo atrás dela –
Temos petiscos e bebidas. Ah! E você vai encontrar stands com seção de autógrafos com escritores.

Samylla ia se dirigindo a porta quando se lembra de algo e pergunta:

– E onde eu entrego meu livro para a análise?

– Aproveite o evento e logo anunciarão como vai funcionar essa parte.

Por fim Samylla vagava pelo salão, vendo os vários Stands. Ela estava andando quando viu uma mulher que lhe parecia familiar. Sim, tinha que ser ela. Quando a garota percebeu que ela vinha em sua direção, ela quase enfartou.

– Ai meu Deus! Você é L Kuester! – disse Samylla com as mãos cobrindo a boca.

A mulher com um sorriso simpático disse:

– Acho que sim.

– Seu livro A Descoberta do Séculoé perfeito!

– Muito obrigada.

– Se eu soubesse que você estaria aqui, teria trago meu livro pra você autografa-lo. – a jovem estava um pouco triste.

L Kuester tira um livro da bolsa e autografa-o.

– Toma. Essa é a edição com nova capa. Considere um presente. Samylla ficou sem reação enquanto via L Kuester ir embora.

Samylla resolveu ir comer um pouco. Já eram nove da manhã e ela tinha saído de casa com a barriga vazia. Após comer, Samylla vai até uns Stands de livros publicados pela Ártica, quais ela não conhecia. Atrás de cada Stand, tinha uma imagem que refletia algo sobre o livro divulgado. E uma dessas imagens chamou a atenção da jovem escritora. Era uma espécie de ilha, onde podia ver vários jovens em uma praia e voando sobre ela. Samylla foi até lá e encontrou um jovem rapaz, talvez tivesse até a sua idade.

– Muito legal essa imagem. – disse Samylla.

O rapaz se chamava Lucas Gabriel.

– Eu só não te explico quem são os jovens, pois seria spoiler de Mytalin X.

– Não tem problema. – disse a garota. – Não tenho o livro ainda, não me importarei com tais spoilers.

– Como assim você não tem meu livro? – Lucas Gabriel disse de um jeito bem brincalhão. – Não posso aceitar isso.

Ele abre uma gaveta que estava acoplada a bancada do Stand, pega seu livro autografa-o e entrega ele à Samylla.

– E só por que estou com raiva ele vai autografado. – Lucas Gabriel sorri.

Ao receber o livro, Samylla fica conversando com o autor. Até que um outro chega e diz:

– Oi Lucas! Quem é essa jovem garota?

– Esta é Samylla Grummord. Veio tentar publicar o livro dela.

O outro escritor se dirige a garota dizendo:

– Prazer, Nano Breaker. E sim. É um pseudônimo. – Os três começam a rir. – Espero que seu livro seja publicado.

– Obrigado. – ela agradece. – Qual o nome do seu livro?

Por um momento ela sentiu vergonha de si mesma, e quase riu. Já que dois autores tinham dado livros a ela, Samylla havia jogado uma indireta, para que isso levasse o terceiro a dar uma cópia do seu livro a ela.

– Se chama Pumpking Jack. Só não te dou uma cópia por que as minhas amostras já acabaram.

– Não tem problema. Colocarei ele em minha lista de compras.

Samylla se despede. Vai até a mesa de comida, pega mais um ou dois bolinhos e sai novamente vendo Stands. Já estava ficando difícil transitar pelo local, já que haviam chegado muitas pessoas.

De repente ela escuta alguém fazendo testes num microfone.

– Ei! Som! Um, dois três...

Samylla sempre achou isso muito engraçado. Então ela vai na direção do som, e encontra uma espécie de palco. Onde lá em cima tem um rapaz, o mesmo que testava o microfone. Ele começou a falar:

– Olá a todos, Eu sou Envy H e quero que sejam bem vindos todos os escritores que vêm aqui tentar uma chance no ramo literário e também a meus amigos de Editora. Esse é o primeiro ANE, ou seja, Ártica Novos Escritores. Um projeto onde todos os autores que sonham um dia ter seu trabalho devidamente publicado, terão uma chance, que talvez, nunca venha se repetir da mesma forma.

Samylla ouvindo o discurso percebeu o quanto queria publicar o livro. Não só pelo Christian, mas por ela mesmo. E o apresentador continuou:

– Sei que que um livro pode levar vários meses da sua vida, anos até. Foi o meu caso. Até eu desenvolver e concluir A Ordem de Lis como eu sempre quis, com um universo grande e bem construído, tive que reescreve-la várias vezes. E hoje eu tenho essa história maravilhosa que faz parte de mim como um segundo coração. Agora vou chamar um autor que pessoalmente admiro muito. Com a palavra agora, Anthony Saints!

Anthony sobe no palco enquanto Envy já saia dele. O escritor dá uma olhada para a plateia e diz:

– Uou, quanta gente, ein? Mas eu não vejo só pessoas. Eu vejo histórias, eu vejo ideias, eu vejo criadores e sim, eu me vejo em vocês! Lembro de quando Royalte, A realeza era apenas um projeto. Eu escrevia a história simplesmente como um passatempo. Mas quando me dei conta, ela tinha tomado uma proporção, que nem mesmo eu imaginava. Foi quando senti, que talvez essa história tivesse um grande potencial. Foi aí que a Ártica me acolheu. E sim, ela vai acolher alguns de vocês! Uma pena que não possamos acolher todos vocês.

Samylla sentiu um nó na garganta. Será que ela poderia competir com pessoas que levaram anos para escrever seu livro? Anthony ainda falava:

– Vocês estão recebendo uma ficha. E quando você ouvir o número que está nela, dirija-se ao Stand mencionado. Lá estará o escritor que avaliará seu livro. Você deverá entregar sua cópia a ele, e depois nós estaremos enviando um e-mail para os escolhidos.

Samylla havia pegado o número 73. Ela aguardava em meio aos murmúrios das pessoas em sua volta. Até que ela ouviu uma voz meio abafada dizer:

– Número 73, Stand 13.

Só aí ela percebeu que os Stands eram numerados. Ela custou acha-lo. No local ela encontra um outro escritor, que logo se apresentou.

– Prazer, Scott. Eu vou avaliar seu livro, mas como um leitor comum. Me apegando ao enredo e a qualidade da escrita. E não se preocupe, eu não mordo.

Ele disse isso porque Samylla estava muito tensa, mas logo relaxou.

– Quanto tempo você levou para escrever seu livro?

Samylla fez uma pausa. Será que ele acreditaria? Mas ela não queria começar sua carreira com uma mentira.

– Quinze dias.

Scott olhou para Samylla e depois anotou algo na ficha. E falou:

– Saúde Mental. Bom nome me deixou curioso.

Depois disso ele dispensou Samylla. E ela vagou por lá, em busca de Christian.

Notas finais
gostaram? talvez Christian não esteja no evento. Mentira ele tá sim, só não apareceu ainda. deixem reviews para elogiar, criticar, e dar dicas sobre a fic.