Notas iniciais
Tabom, me xinguem... Que tipo de postagem rapida é esde já que demorei quase DOIS MESES. Desculpa genteeee!!! Eu estava em semana de prova e quase não consegui escrever... Mas ta um aqui quentinho (oi??) pra vocês!! Boa leitura.

Lembro quando eu era criança, meus pais contavam repetidamente a historia dos dois. Tim tim por tim tim, e eu, ao auge dos 6 anos, ficava com aquela cara de "oi???". Eu nunca gostei de romance. Perda de tempo. É apenas a mesma coisa: um gosta do outro aí quando eles conseguem ficar juntos vem uma loira (ruiva, morena, tanto faz) e "rouba" ele, até que no final os dois ficam juntos e vivem felizes para sempre.
Com meus pais sempre era a mesma coisa. Minha mãe até me contou a sensação dela no parto. Eu não queria saber. Nos 6, eu não me importava com passado, presente ou futuro, e de que me importava saber como meus pais se conheceram? E de como foi inusitado o romance deles?
Um dia, apenas para calar a boca da minha mãe quando ela ia falar pela 156.904.567° vez (sim, eu contei) o primeito beijo dos dois, eu prometi que leria o livro. Ela me emprestou todos. Eu li porque edtava entediada, meio à esmo.
Naquele momento percebi que deveria ter tido mais atenção. Devia saber quem era aquela mulher, que dizia ser minha mãe.
Eu lembrava de ter lido o nome dela. No 1°, acho. Mas não me ocorreu que algum dia eu teria que encará-la. Ela era bonita. Meio gordinha e com umas ruguinhas. Não simpatizei.
Sabia que ela não era a minha mãe. Por um motivo bem simples: eu sabia matemática.
Segundo os meus cálculos, para eu poder ser filha dela, meu pai teria que ter traído minha mãe. E eu descartava aquela hipótese. Só de ver aquele olhar dele para ela denunciava tudo: era mentira.
Comecei a raciocinar, pensar muito, até que cheguei a um concenço.
"Tenho uma ideia." anunciei fingindo cair na lábia dela. "Vou mandar um WhatsApp para ele falando que eu fui sequestrada, falando que achei uma brecha para escrever, mandando endereço e tudo, pedindo para vir sozinho para não chamar a atenção. Aí você, mamãe, fica arrumada, fala o quanto ama ele e denuncia tudo, sem ele nem olhar para você, ou você para ele, e nós quatro vivemos felizes para sempre. Que tal?"
Bom! Ponto para mim!
Ela concordou e eu pedi para ir para o quarto para escrever sozinha, já que eu supostamente "tinha dificuldade de escrever na frente de outras pessoas" e que depois mostraria para ela.
Cheguei no quarto e fiz o mais rápido que podia...
Meu plano era o seguinte, eu trocaria o contato da Lolo, mandaria uma mensagem explicando, apagaria a conversa e aí só teria que mandar uma mensagem para meu pai.

Leo Santiago
Online

Papai, eu fui sequestrada, a doida da Vanessa. Vem aqui na Rua Almirante, 221 me salvar, sozinho por favor, para não chamar atenção. Beijos Clarinha _

Mostrei pra elas, que aprovaram, então eu mandei.
Mais tarde um pouco, a Vanessa fez a maior ceninha e eu só fiquei esperando, com a minha "irmã" no quarto.
Olhei pela fresta da porta. Uma sombra apareceu.
"Leo, meu amor, entre!"
Mas a surpresa dela quando notou que não era o Leo, mas dois policiais armados e a Lolo. Mais adiante, pude ver minha mãe.
"Você está presa!" exclamou o policial mais alto enquanto o mais baixo colocou o revolver na cabeça dela.
"Oi, Vanessa, lembra de mim?" minha mãe perguntou se aproximando.
" O que? Mas eu falri para ele vir sozinho!"
" Não, Vanessa" eu disse saindo do quarto " eu pedi para a PALOMA vir com policiais. " ao me ver, minha mãe veio correndo me abraçar. E atrás de mim ela viu a Valentina.
Minha mãe congelou. Completamente estupefata. Ela estava pálida.
"Você!" ela exclamou se virando para a Vanessa. "Sua bruxa! Vadia! Como fez uma coisa dessas??? Como pode sequestrar a Valentina?? Como pode??? Sua filha....." prefiro nem escrever o que ela falou depois.
"O que ta acontecendo?" indaguei.
"Essa... Cobra roubou a Valen 13 anos atrás! "
"Por que você não me contou?" quis saber.
"Não queríamos que você sofresse. A Valen é sua gêmea, filha, mas essa piscicopata tirou ela de nós!"
"Você acha que sua filha ainda está viva? Ha!" a Vanessa falou com um olhar mortal.
Olhei para a Lolo. Ela estava pálida, sem expressão e falou pela primeira vez: " É ela, Vanessa, eu reconheço os olhos."
"Fani??" a Valen perguntou "Sabia! Você não é lenda! Você tirou o papai da mamãe!"
"Não, querida. A Vanessa te sequestrou na maternidade e fingiu ser sua mãe. Eu sou sua mãe biológica. "
"Não é!" ela replicou
"É, sim" replicou a Vanessa. " Valen, eu nunca te amei, só te peguei para seu pai vir correndo atrás de mim. Mas pode levá-la, Fani, é sua filha mesmo."
"O que? Como assim?" a Valentina vomeçou a chorar.
"Respira." a mamãe tentou acalmar ela "nós vamos voltar para casa e você vai se sentir no seu lar!"
A Valen abraçou a minha mãe e falou "Mamãe" bem fraco.
Eu abracei junto, e nós começamos a chorar.
Pouco depois, o celular da Lolo tocou, indicando ser meu pai.
Ela atendeu e colocou no viva-voz.
"ONDE VOCÊ ESTÁ, FANI!? A CLARINHA SUMIU!"
"Eu estou aqui, papai!" falei "a gente já está voltando para casa, e temos uma surpresa."
"Leo, a gente achou a Valen..."

Notas finais
Me batam, me xinguem, mas comentem! Desculpem os erros, estou escrevendo pelo celular