Notas iniciais
Esse seria o capitulo dos casais, porém eu precisava de fazer uma pequena introdução do par de Lou Ellen na historia antes que os dois participassem do próximo capitulo. Espero que gostem ;)

–Então você perguntou o que a Isabella tem com a Elizabeth?– Estava falando com Evan enquanto tomava um delicioso banho. Era assim o meu momento mais tranquilo e nem a ansiedade de Evan iria estragar isso.

–Sim, eu exigi na verdade. — Minhas palavras saiam lentamente, e acabei fazendo uma careta ao pensar na cena.

–Tome cuidado,Elizabeth pode até ser manipulável quando se oferece alguma coisa em troca, porém, Isabela tem uma mente impenetrável.

–Eu acho que ela ira me dizer.

–Por que ?

–Porque eu salvei a vida de Elizabeth, portanto ela me deve uma.

–Chega a ser ingênuo o jeito que confia nelas.Lembre-se,Sophie, elas cortariam sua garganta na primeira oportunidade se acharem que é uma inimiga.

–Chega a ser ingênuo o jeito que me subestima. Você ainda não sabe do que eu sou capaz, e consigo m defender muito bem sozinha.

–Se eu não soubesse que espiões mentem tão bem, eu teria acredito.– Ele usou as palavras contra mim, golpe baixo, Reymonds.

–Eu estava morrendo quando disse isso, dê alguns creditos.

Não quer dizer que não seja verdade... – Ele se silenciou um pouco, parecendo que estava pensando. – Mudando de assunto, por que Nicholas De Halimeda está ai?– O garoto meigo apareceu em minha cabeça. Uma parte minha ainda estava curiosa por sua chegada, a outra parte se preocupava em saber como Evan sabia de tudo

–Cristian o chamou para ajudar Lou Ellen a... você sabe, melhorar.

–Cristian? Dês de quando ele se importa com alguém alem dele mesmo?

–Eu meio que o persuadi. – Mordi a boca ao lembrar da “conversa” que tive com o moreno de olhos acusadores.

–Você fez o que? !– Sua voz saiu furiosa, ao mesmo tempo preocupada, chego até a pensar que ele estava com ciúmes.

–Eu o force a ajudar Lou Ellen. – Coloquei o telefone na prateleira e comecei a esfregar minhas pernas.

–Não se meta com Cristian! – Não era um pedido, era uma fria ordem. – Ele acaba com você antes que tenha uma chance de gritar.

–Por que sempre acha que não posso cuidar de mim mesma? – Perguntei começando a me irritar com seu jeito autoritário.

–Porque esta esquecendo com quem esta lidando! São assassinos cruieis, não valentões da escola, que droga, Sophie! – Eu sabia que ele estava fumando, porque demorou um tempo para falar, talvez estivesse acendendo outro já que tenho o preocupado tanto. – Será que você não tem autopreservação? Ou nunca sentiu medo na vida, nunca teve alguém ou algo que te deixasse acordada a noite porque esta assombrada por aquilo?

–Eu já tive. – Mal sabia ele de como eu tinha memórias ruins, de que meu sono nunca foi tranquilo antes de começar a tomar os remédios de Katerina escondido. Só que eu não contaria nada disso pra ele. – Só não consigo ter medo delas.

–Vou te dar algo pra temer. Toda vez que você olha-las lembre de que elas matam por prazer. Que cada pessoa que elas mataram, uma delas poderia ter sido sua mãe, ou irmã. Agora consegue temê-las?

–Não, porque eu não estou sendo melhor do que elas nesse momento.

–Ah, como fazer algo entrar nessa cabeça oxigenada? – Suspirou cansado — Bem vamos deixar isso pra quando se encontrarmos.

–Como quiser, Evan.

–Estou com saudades. – Eu conseguia até imaginar aqueles olhos azuis pervertidos olhando pra mim, tentando fingir ser uma criança pidona. Até via sua boca formando um biquinho , me convidando para beija-lo...

–Vá se ferrar. – Desliguei o telefona na cara dele, ao fazer isso um sorriso escapou de meus lábios, pelo simples fato de que ele me ligaria de novo para reclamar.

Eu sei o quão errado é se apegar tanto a alguém quanto eu estava a Evan. Mais quando ele foi naquela ilha me salvar, quando eu achava que tudo estava perdido, ele acabou desarmando todas minhas defesas. Ele me fez rir, me fez sentir protegida, desejada... e quando ele segurou quando estava morrendo por um segundo, quando me colidi com aqueles olhos, eu me senti amada. Eu não sou do tipo ingênua, já me apaixonei por garotos do tipo dele e já me quebrrei por isso. Mas Evan era tão diferente... ou eu queria acreditar que ele é. Queria acreditar que seria ele a me livrar de toda tristeza interior, de toda minha solidão.

–Sophie, caramba! – Gritou Ashley batendo na porta do banheiro me assustando. – Morreu ai , foi? Eu estou com fome e não quero ficar te esperando se masturbar ai dentro.

–Eu não estava fazendo isso, Ash. – Peguei a toalha e comecei a me secar, se não fosse rápida Ashley entraria ali e me puxaria pelos cabelos. Com a nova Agencia no Japão, cada uma tinha seu próprio quarto, o que ninguém reclamou. A única parte ruim e que todas as nossas refeições era conjunta, e se uma pessoa faltasse, as outras ficavam sem comer, então dá até pra entender a delicadeza de Ashley ao me chamar.

–Não me importa. Já que você ainda vai se vestir, pode ir procurar Katerina sozinha e trate de ser rápida.

–E legal ver a forma como o uso do “por favor” não é aplicada aos britânicos. – A provoquei antes que saísse.

–Vai ser mais legal ainda quando você receber uma surra que será bem aplicada numa brasileira.

–Tenho até dó da Isadora. – Coloquei a cabeça pra fora do banheiro e dei um sorriso levado. Ash revirou os olhos e comentou antes de sair.

–Procure. Katerina. Sozinha!

Como sempre a pior parte ficava pra mim. Coloquei minha roupa rapidamente e fui procurar a dona dos cachos marrons. Katerina andava estranha ultimamente, estava calada e observadora demais, considero um perigo constante já que a rainha do sarcasmo não esta fazendo jus ao seu nome.

–Katerina! Ande logo, eu estou morrendo de fome. – Andava no corredor dos quartos resignados para nós, e ainda não tinha nenhum sinal dela. Já estava na porta do ultimo quanto quando fui puxada para dentro.

–Que merda! – Soltei as mãos de quem estava me agarrando.

–O que você quer comigo? – Katerina deu seu famoso sorrisinho e me fitava com aqueles olhos brilhantes e manipuladores.

–Você precisa descer para tomar café, Ashley já esta ficando impaciente. – Falei revirando os olhos.

–Eu não sei qual é o problemas daquelas garotas, quando não estão com sono estão com fome, e vise-versa. – Katerina voltou a mexer em uma mala qjue estava em cima da cama. Quando reparei no quarto, vi que aquele não era o quarto dela, mais sim o de Juliet.

–Espera ai... Esse não é o quarto de juliet ? – Reconheci a foto que estava no criado mudo como sendo a novata.

–Um ponto pra você, Sherlock. – Ela tirou uma blusa vermelha da mala, fez uma cara de nojo e a dobrou novamente. – Eu não sei se fico impressionada por ela não ter trazido nada de útil ou com as roupas feias.

–Katerina, isso é errado!

–Não aja como se não fizesse nada de errado, Madre Tereza. Eu estou apenas investigando a nossa companheira.

–Você não tem medo do que ela pode fazer se te descobrir aqui?

–Ninguém nunca me flagrou antes,e não vai ser agora que isso vai acontecer. Se eu quisesse, nem você saberia que eu estou aqui.

–Então você faz isso com todas as garotas? – Caminhei até seu lado.

–Sim. Ela retirava cada peça de roupa, chacoalhava, dobrava e guardava como se ninguém tivesse tocado.

–Por que? – Agora entendia o porque de Katerina sempre sumir antes do café da manha.

–Curiosidade. Todos aqui tem um segredo podre, e quanto mais eu saber, melhor pra mim. Fica mais fácil não ter nenhuma inimiga quando se sabe seu ponto fraco, não acha? Porque seu diário é mais interessante do que parece.

Entrei em pânico, ela sabia do meu diário!

–Não faça essa cara de surpresa, não achou que fosse uma exceção né? – Ela se virou pra mim e sorriu.

–Vadia! – Era a única discrição que eu conseguia encontrar para Katerina Sun naquele momento.

– Eu sei. – Sussurrou depois de dar uma piscadela. – Mias toda vadia sabe da importância de um segredo... Então, quer ser uma vadia comigo? – Ela começou a balançar um envelope branco no ar. Minha curiosidade ficou atiçada e fui obrigada a concordar.

–E por isso que eu gosto de você, pequena vadiazinha. – Eu gostava de como Katerina sorria, era quase como uma oferta, como se pudesse oferecer a você o que quer, só que as vezes eu não sabia interpretar se era algo muito bom, ou muito ruim.

–Alguém esta vindo. – Ela jogou a mala perto das outras que estavam empilhadas perto da porta. Pegando-me de surpresa, me deu uma rasteira e me rodou para debaixo da cama.

–Idiota. — Sussurrei enquanto sentia minha cabeça latejar.

–Cala a boca. – Sussurrou de volta com seu sorriso debochado.

Escutamos a porta se abriu e um par de saltos entrando no quarto.

–Você tem certeza que elas não são lésbicas? – Pelo sotaque percebi que era Juliet que havia entrado.

–No dia que Katerina ficar com uma garota, pode ter certeza que essa tem um penis. – Respondeu Isabella na porta do quarto.

–Você tem um pênis? Porque se tiver isso vai ficar bem excitante. – Perguntou Katerina tão baixo que eu tive que fazer leitura labial.

–Nojenta. – Respondi no mesmo tom.

–Eu só precisava disso. – Juliet pegou algo e saiu do quarto acompanhada por Isabella.

–Da próxima vez só precisa falar “Se abaixa”. – Respondi empurrando ela pra fora da cama.

–Desculpe, princesa de porcelana, não era minha intenção machucar você. – Ela fez um cumprimento como se fosse uma princesa.

–E melhor irmos antes que ela resolva voltar pra cá. – Disse já abrindo a porta.

–Nossa como você é inteligente, Sophie. – Ela fechou a porta e nós duas caminhamos até o refeitório.

–Onde foi que você guardou a carta? – Perguntei enquanto estávamos no elevador.

–No meu sutiã. – Ela levantou os ombros sem parecer incomodada.

–Classe até o fim, Katerina.

Chegamos no refeitório e todos os olhares estão direcionados a nós.

–Se vocês não sabem ainda eu vou te contar, o café da manhã começa as dez , não as onze. – Disse Elizabeth.

–Acabamos nós perdendo no caminho, -Explicou Katerina já se sentando na mesa e se servindo.

Quando me sentei percebi uma pessoa ausente no grupo.

–Cadê a Lou Ellen? – Perguntei para Rosylin.

–Parece que o novo professor vai tentar “ajudar” – Ela fez aspas com a mão. – A pobre e indefesa Lou Ellen.

–Não tão pobre e indefesa assim. – Comentou Grace passando manteiga em um pão.

–Isso será bom pra ela, assim não teremos um ataque surpresa na próxima missão. – Como sempre Isabella estava pensando no trabalho e não no bem estar da garota.

–Duvido muito ela aceitar a ajuda de bom grado, conhecendo Lou Ellen digo que ela vai sair de lá assim que souberem o que estão tentando fazer. – Zombou Elizabeth.

–Mais se for bom pra ela, por que então recusaria? – Perguntou Isadora.

–Porque Lou Ellen não gosta da ajuda de ninguém. – Respondeu Ashley.

–Alem disso tenho quase certeza que Nicholas ira desistir antes de tentar alguma coisa com ela, porque ela não vai colaborar. – Rosylin tomava café animada enquanto falava de Lou Ellen.

–E ai, novata?Não vai expressar sua opinião sobre nossa amada e querida problemática Lou Ellen? – Perguntou Katerina sem retirar seus olhos manipuladores de cima da Juliet.

–Só acho que ninguém aqui conhece a verdadeira Lou Ellen, e duvido muito que um dia possam conhecer. – Depois das palavras de Juliet todas se calaram. Eu concordava com ela, Lou Ellen não era do tipo que pode se esperar alguma coisa, ela sempre ira te surpreender.

Pov. Lou Ellen

Eu não o conhecia, mais já o odiava. Uma vez alguém me disse “Você não pode odiar as pessoas se ainda nem as conhece direito”, então como eu o odiava tão rápido? Ele se aproximou um passo de mim e recuei, não queria aproximado dele se eu já o odiava.

–Lou Ellen, você está entendo o que estou tentando propor a você? – Perguntou o garoto de cabelo loiro encaracolado. Por alguma coisa eu não conseguia lembrar o nome dele, o que era interessante já que eu já o odiava.

–Eu não preciso de conserto. – Respondi,me concentrando no seu cachecol laranja, e como eu tinha vontade de agarra-lo e enforca-lo até morrer.

–Não, ninguém aqui está falando isso. – Sua voz era calma e tranquila, mais ainda não conseguia diminuir minha raiva. – Eu disse que posso ajuda-la.

–Se você quer me ajudar e porque pensa que eu tenho algum problema. E eu já disse que não preciso de conserto. – Senti a parede gelada atrás de mim, eu já havia me afastado tanto do grupo de três homens que estava quase chegando perto da porta.

–Você se lembra do que aconteceu na ultima missão? – Perguntou o novo professor de luta... Alexander! Era esse o nome dele. Suas roupas eram uma calça jeans e uma camiseta verde, ele era branco, e provavelmente baixo... Todas as garotas comentavam de seus olhos mais eu nunca os vi, na verdade não vi os olhos de ninguém. – Você não tem culpa de ter entrado em pânico, mais quase matou suas companheiras por isso. E depois atacou Sophie, e quase a matou. Você tem certeza que não quer ajuda?

–Ninguém vai fazer aquilo que fizeram com você no “projeto Violetta”. Eu prometo. – A voz de Cristian era a mais grossa entre eles, e suas roupas eram sociais. Seu cabelo lembrava o de Alexander e sua pele era um pouco mais bronzeada.

–Eu não confio em nenhum de vocês. Eu preciso de alguém que eu confie. – Virei na direção oposta olhando pra parede. Não podia ter aqueles tratamentos de novo, e nem aqueles remédios que não me deixavam pensar, eu precisava de alguém que me dizia que eles não iam fazer isso comigo.

–Tem alguém aqui que você confie? – Perguntou o tal garoto loiro de novo. Afinal, o que ele queria comigo? Por que queria me “ajudar”? Ele nem me conhecia, e eu não gostava dele.

–Não... –Cada pessoa passou em minha mente, e nenhum deles era confiável. Até que o ultimo se travou na minha mente... Sim, era aquele! Aquela era em quem eu confiava. Só que se eu os deixasse busca-la eles iriam convencê-la de mentir pra mim, e acabariam me enganado que nem da ultima vez. Eu teria que busca-la. Se não estivesse errada ela estaria tomando café, e foi para o refeitório que me dirigi. Os três começaram a gritar atrás de mim, mais eu nem me importei. Quando eu a vi, corri até ela e perguntei;

–Sophie, eu posso confiar neles? Ele não ira me machucar?

Pov. Sophie

Estava me levantando quando Lou Ellen correu até mim e perguntou desesperada;

–Sophie,eu posso confiar neles? Ele não ira me machucar?

Aquilo me confundiu. DO que será que ela estava falando?

–Lou, eu não sei do que você esta falando? Quem são eles? – Perguntei tentando manter minha voz calma para que ela entendesse bem.

–Eu precisava perguntar pra você porque era a única em quem eu confiava. Você nós salvou quando poderia só ter salvado a si mesma, você é a única que sabe do projeto Violetta, porque eu a escutei enquanto conversava com seu namorado. E eu não podia deixa-los levar você lá porque eles iriam colocar coisas na sua cabeça e você mentiria pra mim.

Ela me surpreendeu e eu fiquei sem saber o que dizer.

–Você é a única que não queria estar em tudo isso, e eu sei que foi um sacrifício para que não machucassem sua família. Ninguém aqui fala pra você, mais se tornou a única que merece ser respeitada de todas. Então eu sei que não mentiria pra mim.

–Eu não mentiria pra você. – Repeti o que ela falou. Não tinha razão pra que Lou Ellen viesse a mim, mais ela veio. E acho que já até sabia sobre o que ela estava falando.

–Ele vai mesmo me ajudar? – Depois de perguntar aquilo Nicholas, Alexander e Cristian chegaram. Provavelmente ela não tinha confiado no que eles disseram sobre ajuda-la, se eu fosse ela também não acreditaria. Foi o momento em que olhei bem nós olhos de Nicholas. E eu vi que ele iria ajuda-la, que iria fazer com que ela superasse suas barreiras e vivesse o mais normal possível.

–Lou. – Respirei fundo para que as palavras saíssem bem confiante para ela. – Ele vai te ajudar. Eu sei que será difícil creditar nele, então acredite em mim quando eu digo que você precisa disso. Eu sei que você nunca gostou de ninguém dessa agencia, e que só veio me perguntar porque acha que sou diferente de todas, mais eu não sou. Porém eu quero o seu bem, e você ficara bem se deixar ele te ajudar.

–Mais e se ele fizer o que fizeram comigo no passado? – Ela parecia insegura e com medo. Não iria toca-la porque sabia que me rejeitaria, mais eu fiquei com uma louca vontade de abraça-la.

–Não vão fazer, porque se tentarem eu vou pessoalmente quebrar o pescoço dele, assim como você quase fez com o meu. – Sorri pra ela, e a vi sorrindo um pouco. Como sempre ela nunca olhava em meus olhos, só conseguia prestar atenção nas minhas roupas, ou nos meus ombros, as vezes se concentrava em pontos específicos do meu rosto, mais nunca em meus olhos. Andei até Nicholas, que era extremamente bonito e tinha um belo corpo. Mais o que me encantou foi seu sorriso gentil enquanto me aproximava.

–Nós dois sabemos que eu não conseguiria te matar. Você recebeu um treinamento bem mais avançado do que eu. E eu também não quero ameaça-lo a ajuda-la, mais sim pedir.

–Ela confia em você, e eu também vou. – Sua voz era envolvente e calma, era raro alguém ter uma voz assim. – Acredite ou não, mais no seu interior ela já a considera como uma grande amiga.

Me virei para olhar a garota que pegou um pão na mesa e comia despreocupadamente.

–Acredite se quiser, eu também.

E o que Evan falou voltou em minha cabeça, eu deveria temê-las. Só que eu não conseguia, porque... eu já tinha me tornado uma delas.