Escrevendo Uma Nova Historia

4 Primeiro dia no inferno (Parte 1)


Notas iniciais
*Nesse capitulo veremos mais a sobre a A.E.P.G. e seu verdadeiro significado. A personagem Isabela não aparecera nesse mais é bem comentada, e a Elisabeth não teve o destaque que merece. Prometo que no próximo eu compensarei.
Agradeço por todos os comentários, serio meninas, vocês me fazem ter inspiração para escrever essa historia.
Espero que curtam o capitulo. Qualquer reclamação pode falar gente.

Acordei com alguém me chacoalhando forte.

-Alice, vai embora antes que eu jogue seu Bob esponja na privada.

Ouvi uma risada mais aguda do que a da minha irmã, então quando resolvi abrir os olhos eu percebi onde exatamente estava. No inferno.

-Sua irmã não esta aqui sua idiota. Levante logo, não temos todo tempo do mundo.

A encarei revoltada Lou Ellen estava de pé ao lado da minha cama. Assim que levantei percebi que as duas estavam da mesma maneira. Todas vestiam um macacão preto, que realçava o corpo de cada uma. Me olhavam com a cara de impaciência.

-Se pra me olharam com essas caras de cú podem ir a qualquer lugar sem mim. Não preciso de babá.

-Infelizmente não podemos sair do quarto sem que saíssem todas juntas. E uma das regras, as portas se trancam e quem sobra fica presa até todas voltarmos. Questões de segurança. -Falou Grace se sentando na sua cama ao lado da minha. Me levantei indo escovar os dentes no banheiro que havia ali, enquanto escovava os dentes perguntei as meninas:

-Só e apenas nós aqui?

-Não, mais as outras sempre tem alguma missão sozinha ou alguma coisa pra resolver que não sabemos. -Respondeu Grace.

-Onde esta a Katerina?-Perguntei sentindo uma ausência muito agradável da garota.

-Tomando remédios. Ela as vezes precisa tomar alguns para dormir. Ela tem pesadelos. -Respondeu Lou Ellen com os olhos fixados no seu celular.

-Como você sabe disso? – Perguntou Grace a morena.

-Tem muita coisa que eu sei Montlüe, não deveria ainda ficar surpresa por isso.

Sai do banheiro procurando o meu uniforme também, percebi que o macacão preto já estava em cima da minha cama. As duas ainda estavam paradas me observando me trocar.

-Você é bonita Sophie. Suas roupas apenas não te valorizam o suficiente. — Começou Grace.

-Não tão bonita quanto você ou Katerina. Aposto que devem deixar muitos homens “animados”.

-Obrigada pela parte que me toca. -Respondeu Lou Ellen em um tom fingindo como se se estivesse sentida.

-Desculpe, eu também te acho bonita, mais suas roupas...

-Estou muito feliz com elas obrigada. -Respondeu ela grossamente.

-Bem, eu não me importo muito com a parte dos homens, mas se lembre de que a aparência e muito importante quando estamos em missões. Um padrão de beleza sempre incentivar com que as pessoas façam tudo por você.

-Lou Ellen participa em missões assim?-Pensei imaginar a garota em uma roupa de stripper e tentando sensualizar no palco. Me pareceu muito engraçado.

-Não, mais se não fosse eu vocês morreriam no primeiro minuto.-Respondeu a mesma continuando no seu tom indiferente.

-Lou Ellen não pode participar dessas missões porque ela e a nossa estrategista. Ela e a única que é inteligente o suficiente para saber todas as táticas que podemos fazer. Você não sabe o quão difícil é fazer uma missão sem estrategista.

-Tá, se Lou Ellen e nerd gênio que nos comanda certo? Então o que somos?

Terminei de vestir o macacão e as botas e sentei na minha cama virada para Grace.

-Somos as lutadoras. Bem, Katerina e uma assassina e tanto, ela é mais focada quando ela mata alguém ou tortura, as vezes joga demais fazendo o interrogatório. Elisabeth é muito mais fria do que Katerina sem contar que quando luta e sem hesitar ou pensar.

-As vezes estraga a maioria das missões com sua impulsidade. –Comentou Lou Ellen.

-Ela não é nada fácil, tenha cuidado com ela. Parece que todas nós aqui não somos muito amigáveis Sophie, você apenas teve sorte de eu ter ido com a sua cara. Também tem Isabela, do mesmo tipo que Elisabeth só que diferente da ruiva ela é muito perfeccionista e é do tipo Katerina adora jogar com suas vitimas antes de matar.

-E você? Como é na hora de matar?-Perguntei curiosa.

-Sou apenas mais eficaz, mato porque e necessário não sou uma psicopata como as outras. Mais uma coisa que você aprendera Sophie, as pessoas que matamos merecem morrer. Salvamos mais pessoas do que matamos pode acreditar. E quando se esta no campo o jogo e a adrenalina supera tudo que nós faz pensar em desistir.

-Eu nunca pensei que teria que matar alguém. Não é isso que a A.E.P.G. deveria fazer não pé?

-A.E.P.G. ? Isso e só uma sigla bonitinha pra esconder o que fazemos. –Respondeu Lou Ellen.

-Isso e verdade. Vai muito alem de só uma agencia de espionagem. Fazemos aquilo que as agencias governamentais não podem fazer, limpamos a sujeira que se acumula por baixo dos panos por causas de contrato com outros países e tal. Servimos a quem pagar mais, matamos gente que não podem matar, destruímos castelos, agencias e tudo que nos mandam fazer. E muito mais do que só uma A.E.P.G.

O inferno não poderia ficar pior. Tudo aquilo era maior do que eu passei a noite imaginando que seria. Todos ali eram mais perigosos do que eu achei que eram, e eu não sabia nada que pudesse me salvar daquilo.

Katerina entrou no quarto sem dizer uma palavra, ela já estava vestida com seu macacão, o que me parecia que era o uniforme de todas nós ali. Ela tomou uma água que estava na sua cabeceira e depois se manifestou.

-Branca de neve, hoje é o seu dia. Blue até ficou mais um dia aqui para ver sua apresentação.

-Minha apresentação? Pra que, entrar no circo?

-Todos tem a apresentação para ver em qual setor se encaixa. Se você ira ao campo com a gente ou ficar na torre com a Lou Ellen.-Disse Grace.

-Tomara que você fique com as saco de pancadas, não preciso de assistente. -Disse se levantando finalmente e guardando seu celular.

-Elisabeth e Isabela ja chegaram?-Perguntou Grace a Katerina.

-Sim estão la embaixo nós esperando.-Respondeu sem emoção.-Vamos lá Branca, vamos para o show.-Ela se pendurou no meu ombro e sussurrou um boa sorte falso.

E, vamos para o show.

Estávamos todos na sala de treino que ficava um pouco mais afastado do grande predio, eu já havia feito o alongamento de meia hora, por causa de um professor anão idiota. (Não tão anão já que ele era mais alto que eu) Tudo bem, ele não era de jogar fora, mais pra mim ele deveria ser um professor de ciências não de luta.

-Tudo bem, querida pode parar de ficar morrendo ai no canto. Vem aqui.

Caminhei até ele o fuzilando. A sala tinha um grande espelho por qual eu sabia que estavam me olhando. Dava até pra ouvir a risadas das garotas me olhando quase morrer de tanto fazer exercícios.

-Olha aqui, eu não sei se você me conhece ou não. Mais eu não corro nem faço nada que eu precise usar meu corpo.

-Sei que não é verdade. Você só precisa de uma intuição. Vamos ver. -ele se aproximou de mim com um olhar mais sedutor, eu dei um passo para trás evitando me entregar naquele anão com óculos de nerd mais fogo de um amante profissional.

-Vejo que a questão da Sexualidade não é uma forma de incentivo a você não é? -Ele fez uma cara de pensativo então falou com um brilho perigoso nos olhos.

-E se eu usasse sua irmã como incentivo?

-Não. -Sussurrei com raiva. Ele não podia usar, falar ou pensar em minha família para nada.

-Vejo que esse e o incentivo certo. Então quero que pense que estou em sua casa.

-Pare! –Pedi fechando os olhos não tentando me concentram na minha raiva.

-E sua irmã esta brincando no quintal..

-Por favor...

-E então eu a pego forte e começo a rasgar sua blusa.

-Pare!

-E ela grita pelo seu nome mais você não esta lá. Eu irei devorar sua Irma e o que você pode fazer?

-Eu posso matar você.

Liberei minha raiva e não pensei duas vezes em dar um belo soco na cara daquele professorzinho de bosta.

-Isso, querida, e assim que deve agir. Mais vamos ver por outro ângulo, você chega e sabe o que vê? Eu comendo sua irmãzinha, e ela Chorando sem nenhum auxílio seu. Porque você e fraca e impotente. E eu sou melhor que você.

-Nunca.

Foi tudo muito um sonho para mim.

Peguei seu pescoço e com uma força fora do meu normal o arremessei para o outro lado da sala. Com um mortal ele ficou de pé sem nenhuma dificuldade. Mais aquilo só era o começo.

-Isso querida, venha para o Bruce. O destruidor da infância de sua irmã.

Lhe lancei um sorriso psicopata. Ele liberou o meu pior lado. Fechei meu olhos por um segundo e pensei. Mostre a ele Sophie, mostre a ele o que ele quer.

Me aproximei em passos lentos e sensuais tentando fazer com que ele ficasse distraído, o que parece que funcionou já que ele olhava para meu corpo não para meus olhos.Peguei em seu pescoço e o tentei torcer, facilmente ele pegou meu corpo e arremeçou longe, cai no chão mais já me levantei em posição de ataque. Dei-lhe um chute nas pernas e peguei sua cabeça sim que caiu, comecei a bater na parede só que ele conseguiu pegar um perna minha e me derrubar. Ficou por cima de mim e começou a bater minha cabeça do mesmo modo que fiz com a dele.

-Eu gosto dessa posição. Você fica bem nela, só que a Alice fica mais. -Sussurrou em meu ouvido me fazendo perder a cabeça de novo.

Dei um jeito de sair por baixo dele e peguei sua perna o arrastando até a porta, em cima havia uma faca escondida que eu percebi era somente para casos de emergência. Peguei a faca e coloquei a ponta bem no pescoço dele.

-Da próxima vez que falar da minha Irmã, eu não apenas o ameaço. Eu te castro sabia.

Sai de cima dele e coloquei a faca no lugar. Me afastei olhando para o espelho. Uma lagrima caiu do meu rosto involuntariamente. Sei que todos viram isso, mais que se foda. Isso era minha fraqueza.

-Você tem atitude de uma guerreira, foi difícil com as outras elas não tinham o fogo nos olhos que você tem.

-Elas não estão aqui pelo motivo que eu estou.

-Bem, então terminamos por hoje. Você está na classe das lutadoras junto com Sun, Montlüe, Pesatti e Laurentino. Claro que seu treino precisara ser reforçado mais sinto que será tão boa quanto as outras.

-Eu posso sair daqui?

-Pode.

Assim que autorizou caminhei pelo corredor sem pensar para onde estava indo. De repente esbarrei em alguém e o baque foi forte para me fazer cair.

-Cuidado Dreals. Comece a olhar por onde anda. –Disse uma garota que não tinha conhecido ainda. Ela era tipo uma deusa Grega, sua beleza era muito notada, ela tem cabelos longos que vem até sua bunda, naturalmente ruivos e com leves ondulações que começa um pouco depois do meio até o final, tinha peitões muito grande e cintura muito fina que só marcavam mais sua bunda e peito grande. Sinto-me humilhada perto desse povo com corpão. Mais seu rosto não era como seu corpo que parecia como de uma adulta, seu rosto era como de uma criança inocente. Tão inocente que pode te matar. Me levantei tentando me recompor perante a dona da beleza ha minha frente.

-Você deve ser a Elizabeth?

-Elisabeth Pesatti pra você. -Ela disse me olhando com olhar misterioso. -Você até que luta bem para uma novata. Nunca lutou na vida não é?

-Não, eu não gosto muito de nada que precise usar meu corpo.

-Bem, pelo menos não e uma completa inútil. Agora sai da minha frente. Preciso ver o Bruce.

Sai da frente dela com um certo medo. Deus todas daquele lugar era assim tão fria.

-Sophie, aonde vai? –Perguntou Grace me chamando no fundo do corredor.

-Eu não, pro quarto talvez e ficar deitada e esperar para morrer.

-Morra depois. Ainda precisa fazer mais aulas.

-Que maravilha.-Disse em um tom ironico e caminhando até ela.

Hoje seria um dia longo demais para ter apenas 24:00 horas.

Notas finais
Comentem :)