Escrevendo Uma Nova Historia

9 O inferno entra em chamas (Terceira Parte)


Notas iniciais
Dedicado a Sun e Marvellous Dark. Grace e Katerina foram umas das primeiras e sempre terão um lugar muito especial em meu coração.
Próxima parte
Ashley-Rosylin

-EU ESTOU O QUE?- Gritei com a Lou Ellen. Grace, Isabella e Katerina estavam paradas ao redor da minha cama, percebia as expressões que estavam em seus rostos, todas queriam dar uma boa risada. E aquilo só foi me deixando com raiva.

-GRIPE Querida, caso seus ouvidos tenha congelado. — Gritou Katerina para mim com sua famosa cara de deboche.

-Eu não fico gripada. Tenho uma saúde em perfeito estado.

-Você não está acostumada com a temperatura que está aqui. Aposto que no Maximo deve ter visto é alguns flocos de neve no Sul de seu país. Mais aqui, á tempestades de neve quase todo dia, é a temperatura e baixa demais para que seu corpo se adapte tão rapidamente. O que só piora em sua situação é que você já estava com sua imunidade baixa facilitando pegar a doença que chamamos de “gripe”. – Explicou Lou Ellen olhando para os papeis que estavam em seu colo mais não olhava para mim.

Respirei fundo tentando me acalmar, depois que dormi Lou Ellen veio me examinar porque achava que algo estava errado comigo, eu estava me sentindo cansada, febril e havia um monte de catarro saindo pela minha entrada respiratória. Mais ninguém poderia prever que eu pegaria uma gripe, isso e apenas uma amostra da minha vulnerabilidade humana.

-Fique tranquila, compramos os melhores remédios e frutas para você se curar rapidinho. — Disse Grace tentando me animar de certo modo. Apenas fiz uma careta e puxei mais os cobertores até minha cabeça.

-Por favor, me deixem aqui até morrer. E apaguem a luz quando sair.

Nenhuma se opôs ao meu pedido e saíram sem dizerem uma palavra. Gripe era só o que me faltava.

Pov. Autora

As garotas caminharam até a sala e se sentaram em seus lugares de sempre. Lou Ellen então inicia a conversa direcionada para Katerina e Grace:

-Hoje será a parte de vocês. Já que a Pesatti (Elizabeth) e Laurentino (Isabella), foram bem-sucedidas na segunda fase do plano é dever de vocês não falhar nessa. Estou falando isso exatamente para você Katerina.

-Eu nunca falho, apenas tenho algumas complicações no caminho, nada com que você deva alterar seu tom de voz para me dar sermão. -Respondeu a morena com um tom áspero. Katerina Petrova não era do tipo que gosta de levar uma bronca ou algo parecido, sempre que sabia que isso iria acontecer tentava manipular a pessoa para que não brigasse com ela, infelizmente para ela Lou Ellen não é do tipo que é manipulável.

-Eu cuido de Katerina, Lou, como sempre. Apenas diga que temos que fazer.

-Tenho plena confiança que você consegue fazer isso Montlüe, até porque é para isso que vocês duas servem como equipe. Hoje, o “líder” do Vale, Riderf Belshoff, ira receber a visita de Miranda Morozov, dona de uma fabrica de produções de armas. Infelizmente a sra. Morozov está presa na Russia com seu passaporte apreendido por trafico de armas no aeroporto, um pequeno trabalho que eu causei, mesmo os russos tendo orgulho de que uma mulher tão poderosa produza armas tão boas não podem espalhar o boato que ela está se aliando a algum alemão com todas as intenções que estava. Tem um porem, nenhuma pessoa dentro do vale sabe desse acontecimento, esperam que Morozov apareça hoje às três da tarde na porta do vale. A única Russa que conhecemos e você Montlüe, o que fica mais fácil se passar por ela.

-Eles não se comunicavam por algum tipo de Webcan ou telefone? – Perguntou Grace.

-Não, a comunicação deles eram por cartas ou E-mail criptografados, o qual eu já traduzi todos ontem.

-Sabia que a noite foi feita para se dormir Lou?- Perguntou Katerina sarcasticamente.

-Não me irrite Katerina, não estou com um bom humor para suas piadinhas. Continuando, enquanto Montlüe distrai os alemães, eu anoto tudo que for necessário para que depois eu passe para o Blue. A questão da língua, não se preocupe, haverá um tradutor na sala. Ao ficara perdida como Dreals (Sophie) ficou. O trabalho de Sun (Katerina) será mais físico. Ela terá que colocar as bombas nós três portões e no centro da sala central. Eu terei controle sobre todo o computador central e não quero que aquele infeliz que comanda aquela sala me interrompa.

-Por quê? Ele não me pareceu tão perigoso quando fizemos uma visitinha a ele. – Disse Isabella prestando atenção em cada detalhe do plano, em sua mente ela pensava que aquele era o plano mais maluco que Lou Ellen já havia feito porem, estava curiosa para saber como destruiriam toda aquela pequena cidade chamada Vale da Perdição.

-Ele quase bloqueou meus acesos ao computador central. Se continuar desse jeito não conseguirei controlar nada naquele lugar. E eu terei que quebrar o pescoço dele com minhas próprias mãos, como não quero que esse plano saia um fracasso, espero que Sun de um jeito naquele idiota se não eu irei dar.

-Graças a Deus Elizabeth e Rosylin não estão aqui para escutar que Lou Ellen dará alguma coisa a alguém. -Comentou Katerina fazendo piadinha sobre Lou Ellen de novo.

-E verdade, a uma certa paz quando elas não estão aqui. Mais confesso que Ashley faz uma grande falta. Não sabe para onde foram?-Perguntou Grace.

-Elizabeth e Rosylin foram comprar os remédios de Sophie, é também comprar alguns cobertores. Ashley disse que escuta Sophie tremer de frio toda noite, mais a loira nunca diz nada porque não quer se mostrar fraca. Agora acho que Ashley foi resolver alguns problemas com Blue sobre a nova base que vai ser criada aqui. –Comunicou Isabella.

-Estou desconfiada sobre o incrível interesse de Blue chamar Ashley toda vez que ira abrir algum negocio ou alguma base. Será que a Lawliet (Ash) tem algum caso com o chefão?-Perguntou Katerina em um tom malicioso.

-Ele só a chama pelo simples fato de Lawliet saber lidar com democracia. A mais papelada e falatório que Blue agenta suportar e a garota tem um dom para fazerem as pessoas acreditar na inocência de criar uma casa noturna, ou um hospício em qualquer lugar sem algumas coisas escondidas por baixo do pano. -Disse Lou Ellen automaticamente. – Agora antes que você continue cuidando da vida dos outros Katerina, quero que saiba que não pode matar nenhum guarda. E todas as bombas terá que ser deles não nossa.

-Por que?-Perguntou Grace.

-Quando fizerem a pericia do local não podem encontrar residos de qualquer arma que seja nossa. Eles iram deduzir que foi um acidente causado pelos próprios portadores de armas e não ira causar uma confusão desnecessária. – Explicou Lou Ellen.

-Tá, mais é a parte em que eu não mato ninguém? Desse ai eu não vou concordar. Se Elizabeth e Isabella poderão matar, porque eu não posso?- Katerina parecia indignada com isso, ela gosta do jogo da manipulação e depois de matar cruelmente seus “brinquedos”.

-Eu te deixo matar com uma condição.

-E qual é?

-Se for discretamente, com eliminação de corpo, é que no final do dia ninguém perceba que sumiu alguém naquele vale. — Lou Ellen sabia que seria melhor ceder ao extinto de Katerina antes que ela estragasse mais o plano. Já era arriscado mandar ela em missão de espionagem, mesmo com Grace a vigiando, Katerina tinha o instinto de se meter em encrenca, é de ferrar com tudo.

-Você sabe como eu te adoro Lou.

-Vão se arrumar, precisam estar lá 15:00 em ponto. Nada de atrasos. O seu disfarce, Katerina, será em fingir que é a acompanhante de Grace, suas roupas já estão no quarto. Assim que terminarem já estarão de saída.

Grace se levantou e começou a caminhar para o quarto que dividia com Katerina, mais viu que a morena estava parada olhado para Isabella com a famosa cara de quem iria provocar. O pior é que ela sabia irritar uma pessoa muito bem.

-Katerina, você não vem?-Perguntou em um tom hesitante.

-Só me deixe fazer uma pergunta á Isabella.

-Diga?-A loira estava meio cansada pela missão que havia executado é não estava com muita vontade de brigar.

-E legal ser trocada por outra Barbie? Acho que Elizabeth é do tipo que quando enjoa, simplesmente troca por um produto mais novo e divertido. –Provocou Katerina. Perdendo um pouco a cabeça, Isabella foi para dar uma surra na morena, só que Grace se colocou na frente e impediu que as duas começassem uma briga.

-Katerina vai para o quarto, por favor. -Disse Grace autoritária, mais antes de ir, Katerina deu um sorriso para Isabella, o sorriso que deixava qualquer um fora de sí. Isabella se acalmou e se sentou de novo no sofá, agora colocando a mão no rosto por causa do cansaço.

-Olha, eu sei o quanto a Katerina pode ser irritante. Mais não liga pra o que ela fala, Elizabeth nunca te trocaria por ninguém. — Grace tentou acalmar Isabella, a loira sorriu para ela de um modo como se falasse “Está tudo bem, não precisa ajeitar as coisas”.

-Eu não sei como você a aguenta. – Se referindo a Katerina – Vocês são tão diferentes. Não me parece que tem obrigação de cuidar dela mais mesmo assim faz.

-Eu poderia perguntar o mesmo de você e Elizabeth, mais eu já sei a verdade. Fique tranquila, o que eu é a Katerina temos pode ser quebrado a qualquer hora, a questão e que eu me acostumei com o jeito dela. Ela salva minha vida e eu a suporto, me parece uma boa troca não acha?

Grace caminhou para o quarto deixando Isabella com seus pensamentos e seu cansaço.

-Não deveria ficar provocando Isabella, um dia eu deixarei ela te dar uma surra. – Falou Grace para Katerina enquanto se trocava. Katerina fez uma careta que significava que ela não estava se importando. Grace então revirou os olhos sabendo que não adiantaria nada ela falar alguma coisa. Katerina era o problema em pessoa, o problema que Grace tinha que cuidar.

Depois que as duas se arrumaram, a ruiva foi ver se Sophie estava bem. Assim que entrou no quarto percebeu que a loira tossia forte.

-Parece que a morte não foi boa com você. — Comentou a ruiva se encostando na porta.

-Acho que ela gosta de me ver morrendo aos poucos. — A loira se virou para aonde Grace estava, as duas deram risadas juntas e então Grace se aproximou da cama. Sophie fez um esforço para ficar um pouco curvada para frente. As duas tinham algo que flutuava, porque a amizade delas era leve e as conversas simplismente aconteciam. Não era cheia de historia como Grace e Katerina.

-Aonde você vai vestida de prostituta de luxo? –Brincou Sophie se referindo a roupa da ruiva.

-Vou fazer o meu ponto. Preciso arrumar um jeito de pagar todos os sapatos que Katerina compra usando meu nome.

-Nossa então pega um velho babão e milionário. Porque tem muito dinheiro ai viu.

A ruiva gargalhou e foi acompanhada pela loira.

-Mais agora é serio. Eu escutei o plano de Lou, você não está com medo?

-Sophie, aprenda que missão de espionagem é a mais fácil que você enfrentará aqui. Será complicado, mais não impossível enganar um bando de homens que de repente quiseram matar todo mundo.

-Vocês fazem isso com tanta facilidade. Quando estava no caminhão, fiquei rezando para que não descobrissem.

Grace gargalhou, e Sophie deu um sorriso.

-Uma hora você se acostuma, pode ter certeza.

-Se fosse por escolha minha, eu nunca iria me acostumar.

-Infelizmente essa será sua vida Sophie, é melhor pensar em algumas coisas boas que viram com isso se não vai sempre ficar presa ao passado.

-Grace a Lou Ellen disse que se você se atrasar ela estoura seus miolos.- Comunicou Isabella na porta.

-Lou, sempre tão amorosa. -Ironizou Sophie, a ruiva sabendo como a Lou era se levantou, depositou um beijo na testa de Sophie e estava saindo do quarto quando Sophie gritou seu nome e disse:

-Boa sorte. Mesmo você sendo uma espiã super fodastica que se sairá muito melhor que eu.

-Não se menospreze um dia você será muito boa. Obrigada, até mais tarde.

A ruiva apagou a luz ao sair deixando a loira descansar. Ela gostava da filosofia de Sophie, de sempre lutar pela família mesmo sendo inútil. Ela queria avisar a loira que Blue nunca a deixaria sair, já viu essa historia e nunca entraria na A.E.P.G se não soubesse que tipo de coisa estava lidando, a única diferença era que Grace não tinha nada a perder, Sophie tinha.

Havia duas belas garotas no portão preenchido com um grande muro em volta, Katerina estava impaciente, usando um casaco de pele vinho escuro e botas pretas de salto fino, já Grace estava analisando a estrutura do muro e concluiu “Se precisarmos de uma fuga, não há nenhuma chance de ser pelo muro”. Um rapaz loiro e magricela foi até elas com um sorriso nos lábios, seus pensamentos parados analisando as curdas das duas garotas que estavam à frente dele. Na hora de falar ele gaguejou um pouco mais se comunicou em russo, fazendo só que a Grace entendesse;

-Boa tarde Sra. Morozov. E um prazer vê-la, meu nome e Strider Belshoff, vou acompanha-la para a Sra conhecer meu pai.

-Digo o mesmo a você Belshoff. Agradeço pela companhia.

O rapaz as conduziu até o portão 1 é abriu com um modo diferente, somente com sua identificação o portão foi aberto. Katerina e Grace se olharam, a chave somente iria servir para o portão 3, é talvez aquilo seja um problema. Um carro preto veio busca-las e as duas entraram sem hesitar. Katerina sempre olhando a vista enquanto Grace conversava com o rapaz. As duas coletavam o Maximo de informação possível. E a morena concluiu o que a Elizabeth e Isabella haviam relatado, o vale era maior do que pensavam.

Assim que Grace começou a conversar em particular com o Belshoff mais velho, Katerina deu um jeito de sair sem que ninguém percebesse. E dali, foi destruir algumas coisinhas.

Roubou o carro que foi levada até ate a base. O cara nem tinha percebido que Katerina havia roubado a chave assim que desceram, então com os Vidros fechado a morena caminhou tranquilamente pelo vale sem ser notada. Percebeu que havia famílias por lá, mais isso não afetou seu emocional. Se Blue disse para destruírem o vale, ela o destruirá sem pensar duas vezes.

Chegou no portão um é colocou a primeira bomba lá, agradeceu mentalmente a mente brilhante que teve a ideia de colocar algumas bombas e armas no carro, apenas facilitou o trabalho dela.Alguns guardas vinheram na direção dela, o que ela simplesmente matou sem esforço. A sua parte era aquela, matar, principalmente homens, “os donos do mundo que se acham só porque tem um volume a mais no meio das pernas” pensou Katerina enquanto colocava o quarto corpo morto no carro. Pelo mapa que um deles estava, percebeu que o portão três era o mais próximo. Implantou a bomba também lá, onde ninguém via,colocando um pouco de neve, teve que matar dois guardas lá, e percebeu que alguém já havia feito o trabalho de eliminar alguns guardas de lá.Com a velocidade razoalvemente alta, e seis corpos no banco de trás Katerina foi até o portão dois.

Quando chegou no local percebeu que não havia nenhum portão, então acelerou para ver se via algo mais a frente.

-Katerina Cuidado!-Gritou Lou Ellen no telefone, a morena virou o carro que ainda derrapou um pouco no gelo, quase deixando sua ponta suspensa.

-Eu me esqueci de avisar, ai tem um precipício.

-Que ótimo Lou, até porque você precisa realmente esquecer esse Grande detalhe. — Ironizou Katerina com um pouco de raiva da Lou.

-Pare de drama, no portão dois não existe um portão literalmente. E uma pista de voo. Não coloque nada ai, ainda iram usar ela. Apenas elimine os corpos e volte para a base, Grace já esta de saída.

Katerina apenas bufou, e começou a jogar os corpos no precipício.

Grace ficou na sala escutando todas as informações necessárias para passar para Lou Ellen depois, mais aqueles dois homens já estava a irritando com todas as suas cantadas e conversinhas.

A ruiva se levantou e se despediu do velho pançudo que se achava um Trevor da vida. O rapaz loiro disse que acompanharia até o portão. Antes disso Grace pediu para ver se a tecnologia deles era tão boa quanto diziam. Assim que entraram na sala, Grace viu o nerd de quem Lou Ellen odiava, a ruiva então colocou sua bomba portátil que se desfazia rápido e sem resíduos para tentarem analisar depois. O nerd deu um sorriso tímido para a garota e ela retribuiu pensando “Tadinho, não sabe que daqui à uma hora a morte dele ira acontecer”.

Chegaram até o carro em silencio, Grace prefiria assim, estava cansada de se fingir interessada, Katerina esperava ela encostada ao carro.

-Por que você não estava lá dentro?-Perguntou Grace fingindo interesse de novo.

-Lá estava muito quente para mim. — Deu um sorriso para Grace que significava que a parte dela estava completa.

Depois que saíram do vale e Katerina começou a dirigir seu Audi preto, ela momentou sarcasticamente;

-Então, o loiro e você? Rolou algum clima?

-Cala a boca Kath.

-Eu percebi o olhar dele como se disesse “Podemos tirar a roupa aqui e fazer o que eu quero fazer”.

-Alguém já disse que você é irritante?

-Todo mundo que me conhece diz isso. Eu apenas acho que é inveja.

-Comece a aceitar que é verdade Sun.- Falou Lou Ellen no comunicador.-Vocês conseguiram?

-Sim, a fase três está completada. -Disse Grace orgulhosa. – Daqui a pouco terá a satisfação de controlar o Vale da Perdição só para você.

-Acho que nunca fiquei tão feliz com a morte de alguém. — Confessou Lou Ellen.

-Tenho certeza que ficara mais feliz algum dia. -Comentou Grace sarcástica.

-Quando?-Perguntou Katerina curiosa.

-No dia em que eu matar você. — Respondeu Grace com um sorriso nos lábios.

-Nesse dia Montlüe, ate te darei um abraço. – Lou Ellen comentou, fazendo com que Katerina revirasse os olhos enquanto dirigia o que Grace deveria temer, porque Katerina no volante e capaz de provocar sua morte e de outra pessoa.

Notas finais
*Esse ficou enorme. Nem sei de onde saiu tanta inspiração.