Escrevendo Uma Nova Historia
7 O inferno entra em chamas (Primeira Parte)
Notas iniciais
–Será que vocês podem calar a boca sua Vadias! – Gritou Lou Ellen para todas nós. Há duas semanas estávamos tentando achar um plano bom para destruirmos o vale da Perdição e todos os planos não havia concordância em todas as partes. Enquanto se preocupavam com um plano perfeito, eu estava mais preocupada em não me congelar, depois de dois dias das nossas compras já partimos para a Alemanha e nós instalamos no melhor hotel da capital. O frio era terrível, mesmo vestindo um casaco de pele e uma blusa de lã que a Grace me emprestou (resaltando que, na parte dos seios havia ficado largo demais), eu ainda tremia de frio.
–Acha que com esse plano iremos realmente entrar lá? – Perguntou Isabella em um tom reeprensivo dirigido para a morena.
–Nunca duvide de mim Laurentino. Se eu disse que com esse plano destruiremos aquele lugar é porque eu tenho muita certeza.
–Tá então me explica direito a parte da isca perdida?- Perguntou Katerina.
–Assim, no vale existe três portões para ter aceso ao lado interno dela, ela foi feita perto de um abismo é o final da vila e exatamente nele ao lado norte. Para termos acesso a esses portões precisamos de uma chave que é levada com um guarda assim que sai de lá. No dia certo uma de nós precisa servir como isca para se infiltrar no meio deles e pegar a chave que está no caminhão.
–E claro que eles serão muito bonzinhos com a historia da garota perdida. -Disse Elizabeth com um certo tom de deboche.
–Vão, eles tem a própria defesa natural em favor deles e soube que ha vários desaparecimentos perto desse vale, claro que não diremos que somos do vale, tem uma vila vizinha a leste deles e tudo que devemos fazer é que tenhamos tempo o suficiente para pegarmos a chave.
–Quem serviria de isca para os lobos? –Perguntou Ash.
–Bem, precisamos de alguém que se pareça com uma típica Alemã, minha primeira opção seria a Grace mais ela é ruiva demais. Demorei um pouco mais do esperado para perceber que a resposta estava na minha frente, Sophie é a melhor escolha. – Anunciou Lou Ellen me fazendo me manifestar pela primeira vez na conversa;
– Ellukabeth! Você deve estar doida. -Exclamei.
–Lou, não creio que Sophie seja a melhor opção para executar essa parte do plano. Ela ainda é novata. — Ashley se manifestou com seu doce sotaque inglês.
–Concordo com a Ash, não podemos colocar ela assim sendo a primeira missão dela. Isso e crueldade. — Grace concordou.
–Crueldade ou não é quase um suicídio. Ela não me parece uma boa mentirosa, descobririam que ela está os enganando na hora. — Zombou Elizabeth, fuzilei a ruiva com o olhar. Elizabeth e eu não tínhamos um relaciomento muito bom, eu a odiava por se achar tão perfeita, dona do mundo e odiava o jeito com que me subestimava. Isabella era um pouco melhor que ela no quesito camaradagem, ela não me iguinorava, nem me julgava por não saber absolutamente nada de lutas, armas e as outras coisas. Pesatti parecia que me odiava só por respirar.
–Eu já disse que não ligo para a opinião de vocês? Não importa o que acham é a Sophie que ira ser a isca, e eu sei que ela se sairá muito boa nisso.
Todas se calaram com a queimada que Lou Ellen deu um frio, maior do que estava lá fora, começou a entrar na minha barriga.
Lou Ellen iria continuar quando ouvimos um baque enorme na porta, todas nós corremos para a sala para vermos quem havia entrado. Quando percebi todas estavam com a arma na mão, menos eu, inexperiência falando.
Uma loira, com olhos azuis escuros vestida com um casaco branco adentrou na sala com um grande sorriso. Todas abaixaram a arma, até que Elizabeth falou;
–Rosylin? O que está fazendo aqui?
–Fazendo uma visitinha para as minhas garotas. — Sua voz era fina e passou pela sala tirando seu casaco, seu corpo era avantajado igual ao das outras garotas. Que merda, por que tanta beleza?
Katerina correu até a loira e a abraçou carinhosamente, o que eu achei estranho porque ela só mostrava afeto com a Grace, e isso só quando queria pedir dinheiro.
–Senti sua falta Katerina. A Inglaterra nunca foi a mesma depois de você. – Disse a loira caminhando até nós abraçada com a morena.
–Sei que as pessoas nunca esquecem minha presença, mais devo confessar que você era a diversão de minhas festas.
–O que está fazendo aqui Santini? – Perguntou Ash com um tom mais grosso do que ela falava com as outras.
–Não soube da novidade? Blue me chamou para entrar na agencia dele.
Ashley ficou rígida ao meu lado, Grace fez uma cara de que não entendia o que estava acontecendo, Elizabeth deu um sorriso alegre que também foi a reação de Katerina, percebi que Isabella ficou com uma expressão mais triste. Não entedia o porquê, mais as meninas não estavam tão felizes com a chegada da loira.
–Ainda bem. Você será necessária Santini. Agora preciso pensar como. -Lou Ellen se retirou e voltou para seu quarto. A loira veio em direção a mim e me analisou:
–Blue me falou muito bem de você. Sou Rosylin Santini.
–E eu sou...
–Eu sei quem você é.-Respondeu sem me deixar terminar. Ao seu lado Katerina começou a falar de seus novos sapatos que provavelmente Rosylin iria amar e as duas foram em direção ao quarto que Katerina dividia com Grace, Elizabeth as acompanhou empolgada para conversar com a loira.
–Eu odeio aquela garota. –Disse Ash se sentando no sofá. Sobrou apenas eu,Grace,Ash e Isabella que por algum motivo ficou com a gente invés de seguir Elizabeth.
–Então somos duas. — Falou Isabella se sentando também, eu e Grace acompanhamos as duas sentando nós duas no sofá de frente para elas.
–Não tenho nada contra ela, a considero até muito boa como lutadora. – Comentou Grace inocentemente.
–Claro que sim, quando não está sendo a senhora “Estou chamando a atenção”.-Comentou Ash, eu não sabia o que a Rosylin tinha feito para a morena mais nunca havia visto ela falar assim de ninguém.
–Não acredito que Blue a recrutou, agora temos outra Katerina para aguentar. – Isabella pelo visto concordava com a Ash sobre o odio pela loira olhei para Grace procurando se ela também tinha motivos para falar mal da loira. Ela somente deu ombros e disse;
–Não tenho nada contra ela, e não entendo o porquê da raiva dessas duas.
Depois da chegada de Rosylin as coisas ficaram meio tensas quando ela e Ashley estavam no mesmo cômodo, confesso que não via motivos para odiar Rosylin, era ela educada e doce comigo, totalmente ao contrario de suas amigas. Eu gostava dela, e Ash quase me matava por isso.
–Então é hoje! A primeira fase do plano. -Anunciou Lou quando saiu do quarto toda encapuzada.
A olhamos espantada e o frio na barriga voltou. Era hoje o dia em que eu iria ser mais do que apenas uma Sophie Dreals, eu seria uma espiã. E não poderia falhar.
–Caminhe mais um pouco. — Disse Lou Ellen pelo comunicador. Eu estava congela andando por uma estrada no meio do nada. Não sei quanto tempo fazia que estava no frio mais já poderia sentir que perdi todos os dedos do pé. Para ajudar na imagem de garota perdida, Lou fez com que eu vestisse algumas roupas rasgadas e que despenteasse um pouco meu cabelo. Estava andando muito e nada havia passado ainda.
–Eu ja estou congelando, se continuar aqui morrerei.
–Não faça drama, um caminhão está passando por ai agora.
Olhei para o começo da rua e vi um pequeno caminhão vindo em minha direção.
–Agora chame a atenção deles. – Mandou Lou em meu ouvido.
Balancei os braços e comecei a gritar “Aqui” para que eles parassem.
–Não diga nada sua idiota, você precisa parecer uma Alemã, e alemães não falam inglês.
–Acho que deveria ter chamado alguém que fale Alemão. -Sussurrei.
–Cale a boca, eles ouviram você. Estão descendo.
O caminhão parou um pouco a frente de mim, e dois homens desceram dele, os dois eram magros e altos, mesmo vestindo aquela toca esquisita dava para perceber os fios loiros que escapavam ali e os intensos olhos azuis. Um deles gritou algo em alemão para mim. Eu não entendi porra nenhuma do que ele dizia e Lou deve ter previsto isso.
–Ele perguntou se você esta perdida, apenas mexe a cabeça para cada pergunta que ele fizer. Nada de falar. — Lou falou no meu ouvido. Assenti para eles e os dois se entreolharam. Depois o outro disse mais alguma coisa que eu não entendi até Lou disser;
–Perguntou se você não pode falar.
Neguei para os dois. Então o primeiro que falou comigo disse algo também.
–Querem saber se precisa de carona, diga que sim.
Assenti de novo e fiz uma cara de que estava grata a eles, me levaram até o caminhão aonde voltaram a dirigir. Havia os dois que estavam comigo, o motorista, e um homem que estava parado bem na porta de carga do caminhão. Comecei a observar que havia umas caixotes perto da onde me mandaram sentar que estava cheio de armas e granadas. Eles conversavam entre sí e cada vez mais ficava mais curiosa quando olhavam para mim e comentavam algo.Lou Ellen parecendo que estava lendo meu pensamentos disse;
–Eles estão falando, que você não deveria ter se perdido a muito tempo lá fora, parece que teve uma tempestade de neve e que te mataria em uma hora, o outro acha que estava tão frio que deve ter congelado sua língua. Eles são mais idiotas do que pensava. O que está com a chave é o que não foi te buscar, ele está com a chave pendurada no cinto. Tudo que tem que fazer é pegar quando tiver uma oportunidade.
Depois disso houve bastante tempo em que Lou não me disse mais nada, percebi que escurecia lá fora e não havíamos chegado ainda. Depois de um tempo, o que estava com a chave perguntou uma coisa para mim e Lou Ellen sussurrou;
–Perguntou se mora na vila vizinha, diga que sim.
Assenti transmitindo um sorriso inocente, o mesmo depois de me analisar por um tempo, pegou um cobertor vermelho e vinha em direção a mim para colocar. Essa era a chance, não havia jeito mais perfeito para me aproximar dele. Então assim que se abaixou arranquei a chave que estava presa aqueles chaveiro que meu pai usava para poder colocar no cinto e tirar a qualquer hora e coloquei no meu peito enquanto fingia arrumar o cobertor em meu corpo. Eles me davam um sorrisinho safado achando que conseguiriam alguma coisa, e lá vai mais comentário em alemão.
–Ainda bem que não entende o que dizem sobre você. Homens são repulsivos. – Disse Lou Ellen.
Dei um sorriso do que ela falou, Lou Ellen era, pra mim, uma das garotas mais misteriosas que já havia conhecido. Tudo bem que não sabia ainda praticamente nada de todas as garotas, mais ela era inteligente demais, e lógica demais para me fazer ter alguma curiosidade sobre a moça.
Felizmente o caminhão havia parado e ouvi o carinha do cobertor falar algo direcionado a mim.
–Ele disse que esse é seu destino é que só precisa seguir reto e entrara na sua vila.
Sorri em uma forma de agradecimento e o mesmo me ajudou a descer. Os outros dois acenavam pra mim enquanto retornavam pela a estrada congelada.
–Você pegou a chave?
–Sim, a fase um da missão está completada.
–Eu disse que você conseguiria. Mais essa só foi a fase facil.
–Que venha a pior, tudo pode me parecer melhor do que ficar mais um minuto nesse frio infernal.
–Tecnicamente dizem que o inferno e quente, então...
–Não venha com as suas nerdices para cima de mim. Apenas me busque logo.
–Katerina já está a caminho.
–Ela pode dirigir de novo?
–Pode, Blue tirou sua suspensão depois que ela o convenceu que estava certa de ganhar sua confiança de novo.
–Meu Deus, eu prefiro pegar carona com os Nazistas de novo do que andar com a Katerina.
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