Notas iniciais
Um pequeno testo que escrevi falando sobre minha vida atualmente

Escrevendo com o coração

Sou um pássaro de asas caídas

Preso em uma gaiola sem grandes

Quantas vezes tive que chorar em silêncio

Quantas vezes tive que sorrir quando na verdade

Meu coração estava em partes

Quantas vezes eu desejei que alguém se preucupace comigo

Mais não adianta quanto eu deseje

Não adianta quanto eu me esforçe

Porque no final

No final

Só resta minhas lágrimas

E um vazio melancólico

Mais ai o tempo passa e eu visto minha armadura

Vou pra guerra, venço minhas batalhas mais perco o confronto final

E mais uma vez o ciclo se repete

E eu sofro novamente

E o pior é que as vezes eu nem sei porque

Eu só queria ser feliz

Mais a vida é injusta

Tenho que aprender

Porque não importa a minha dor

O mundo não para

A batalha continua

A cada dia

A cada segundo

Como dizia Cazuza

"O tempo não para"

E não interessa pra ninguem o que você sente

Porque simplesmente

Ninguem se importa

Todos são frios e ocos

E você paga o preço por ser diferente

Por não agradar

Por não ser igual

E por mais que diga o contrário

Isso te corrói

Te destroi

E você não pode reclamar

Porque ninguem vai te ouvir

Ninguem vai te entender

E irão jogar na sua cara

Que o diretor dessa peça sádica

É você

Porque você escolheu tentar ser feliz

E não agradar

Essa é minha dor

Essa é minha vida

E por mais que eu procure as portas e as janelas

Todas estarão fechadas

Não há saidaNão há esperança

Só dor e lágrimas

E aperto no coração

Como se um nó bem dado

Apertasse a cada segundo que eu respiro

Não importa quanto tempo passe

Não importa quanto mais amigos faça

Porque uma hora você vai estar sozinho

E tudo vai cair sobre seus ombros

E com um estrondo você vai desabar

Vendo seu mundo

Acabar em lágrimas e mais lágrimas

Mais dessa vez

Apenas dessa vez não vou chorar

Não vou desabar

Não ainda

Eu tenho que procurar

Por mais difícil que seja

Uma saida desse inferno

Uma luz, uma pessoa, um objeto

Qualquer coisa que sirva pra destruir

Os muros que me cercam

Não vou me entregar não ainda

Porque eu sei que atras dessas grades invisíveis

Atras desses muros

Atrás dessa solidão

A felicidade me espera de braços abertos

E eu sei

Eu sei

Que um dia eu me alinharei em seus braços

E finalmente essa tempestade

Vai passar

E eu poderei voltar a sorrir.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!