Notas iniciais
Quando vi Marionetista 2, devo dizer a cena Adrienette pouco me atingiu. Aquele quase beijo "Ladynoir" me atraiu mais. Aquela cena foi muito boa... Enfim, o que realmente me chamou atenção foi quando Hawkmoth apareceu. Poderia jurar que se a cena fosse mais longa, eles seriam Ladybug e Chat Noir ali, sem nem mesmo ter que se transformar. Isso é um pouco inspirado em "A torre de ouro" de Magisterium. Acho que foi o melhor livro da série. O quarto foi meio decepcionante... Se bem que o terceiro é bem bom... Por que estou falando de Magisterium aqui mesmo? Kkk Roda o cap:

Às vezes, segredos caem por causa da alma. Não é no corpo exterior onde uma pessoa é reconhecida, é pelo seu espírito, pelo jeito de agir e falar. Muitos esconderam suas almas em outros corpos, esperando se esconder. Algumas poucas pessoas conheciam o segredo, porém não foram o suficiente para esconder de algumas outras. Muito menos dos animais. Dizem que os animais podem reconhecer aqueles que amam em qualquer corpo, qualquer fantasia. É como se pudessem sentir nosso espírito. Quantas farsas já descobertas por animais...

Escondidos em outro corpo, tentamos agir como seu velho dono. Todavia, se não o somos, não podemos nos esconder para sempre. Até mesmo pessoas começam a suspeitar. Nosso verdadeiro ser transparece em situações reveladoras. E os animais tentam nos comunicar um “Eu avisei”.

Não foi diferente o que houve naquele dia. Dois amigos que tentavam esconder a almas um do outro. Primeiro, algo fácil de esconder. Um pensamento, um sentimento. Depois, algo que poderia ser captado por qualquer reconhecedor de almas. Sua verdadeira essência.

Um mal-entendido, sempre perfeito para revelar aquilo que escondemos. Mas dessa vez parecia que estava dando certo, mesmo que magoasse aos dois. Porém, outro logo se seguiria. Um que poucas coisas poderiam reparar. Um inimigo em comum, uma pessoa com quem se importa. O que melhor para aflorar seus instintos protetores?

...

Adrien estava triste pelo pensamento de Marinette não gostar dele e Marinette estava preocupada que ele descobrisse que gostava até demais. Esse segredo ainda ficaria guardado por um tempo, no entanto outro se quebraria logo em seguida.

Hawkmoth. Figurinha repetida para os heróis Marinette e Adrien, quer dizer... Ladybug e Chat Noir. Ainda mais com um amigo ao lado, não tardaram a agir. Adrien agarrou a primeira coisa que viu, aquela que o fez sentir com seu bastão em mãos e utilizou para segurar o vilão, protegendo a amiga que não precisava de proteção.

—Adrien, cuidado! — gritava Marinette, preocupada

Algo similar a uma luta de esgrima iniciou-se e ela assistia sem conseguir desviar os olhos. Sentia que se piscasse, ele se machucaria e ela não poderia ajudá-lo a tempo. Toda essa atenção foi muito oportuna, pois no momento em que ele seria acertado, ela estava lá para tirá-lo do caminho. A bengala de Hawkmoth só acertou e machucou o chão.

—Agora deixa comigo – disse Marinette

Marinette também procurou por um objeto para usar de arma, não vendo nada similar a seu ioiô, pegou a primeira coisa que viu e atirou em Hawkmoth, que se partiu em dois.

—Zerou! — fizeram seu toque

—É um boneco de cera! — constatou Adrien -Não é o verdadeiro Hawkmoth

—Alguém deve estar controlando as estátuas, deve ser o verdadeiro akumatizado... — disse Marinette –Mas quem...?

Pouco tempo depois, uma voz ressoou pelos autofalantes do museu onde estavam:

“Desta vez, vocês vão brincar comigo!”

—Manon! — eles exclamaram surpresos

“Não, eu sou a Marionetista. E eu quero brincar com vocês contra as minhas estátuas!”

—Temos que salvá-la! — disse Marinette

—Sempre certa, My Lady. — ele pegou sua mão tentando beijá-la

Marinette puxou antes que o ato pudesser afetuar-se.

—Não temos tempo para suas graças, Chat Noir. Vamos logo. — disse séria já começando a correr

Foi aí que suas almas foram reveladas, mesmo que somente por alguns segundos.

Ao soarem em voz alta, as palavras Chat Noir foram o suficiente para percebessem a verdade da cituação em que estavam.

—Chat Noir? Eu sou o Adrien... he, he, he – ele disse nervoso

—Mas você... — ela olhou para ele e para si em desespero

Como que para salvá-los de descobrir a alma que o outro escondia, outra estátua apareceu para atacá-los, separando-os. Dessa vez, esconderam-se e transformaram-se antes de encontrarem-se novamente. Quem dera fosse fácil assim apagar um momento onde nossos corpos ficam transparentes e nossas almas visíveis?

—My Lady...? — Chat Noir perguntou hesitante ou olhar Ladybug

—Sim, sou eu, Chat Noir. — ela riu nervosamente, distraída

—Cuidado! — ele colocou seu bastão na frente antes que a estátua machucasse sua Lady

Depois de algum tempo de embate entre Chat Noir e a estátua, que parecia perda de tempo para Ladybug já que o akuma não estava com ela, a estátua levou a melhor em cima de Chat Noir, que quase foi acertado pela mesma. Ladybug o tirou do caminho na hora certa.

—Agora deixa comigo – disse ela

Ladybug jogou seu ioiô na estátua, que se partiu em dois. Agora nada mais era que um monte de pedaços de cera.

—Obrigada, My Lady.

—Você tinha que ter cortado a estátua logo, ela nem sequer era a portadora do akuma! — ela estava irritada

—Desculpa, bugboo. Não penso direito com você por perto – disse galanteador

—Não me chame de Bugboo – pediu ela pela enésima vez

...

Eles se forçaram a esquecer o que ocorrera naquele dia. Não puderam reconhecer a familiaridade dos eventos. Temiam que ao invés de descobrirem o outro, descobririam eles mesmos. Mas aquilo não podia ser ignorado. Aquilo foi quando mostraram um ao outro sua alma, que pelo interlocutor foi reconhecida.

Talvez suas identidades sejam secretas até mesmo para eles. Afinal, se forçam a fazer vista grossa mesmo em momentos como esse. No entanto, se eles não percebem o que houve lá, nós sempre perceberemos.

Um dia, a revelação das almas será tão evidente que nem eles poderão ignorar. Nesse dia, eles verão como nós. Nesse dia, eles verão como os animais. Os animais que sempre souberam quem era Ladybug e Chat Noir por trás da máscara. Uma joaninha e um gato, chamados Tikki e Plagg.

Notas finais
Obrigada por lerem até aqui, espero que tenham gostado, comentem o que acharam, desculpa pelos erros e até mais
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!