Escolhidos

1 O acampamento


Notas iniciais
A história também será postada no Wattpad. Você pode acessar a página da história a partir do link: https://www.wattpad.com/story/45439517-escolhidos, e também pode dar uma olhada na nossa galeria de personagens: http://escolhidoswtp.tumblr.com/ all rights reserved. © 2015


O homem aproximou seu rosto das minhas coxas, acariciando-as com os lábios até ficar perto o suficiente da minha ereção para dar um beijo rápido, mesmo que por cima da cueca. Com sua língua, fez um caminho de saliva do meio das minhas pernas até a minha barriga. Foi abaixando minha cueca à medida que sua boca tocava a minha pele e parou de descê-la na altura dos meus joelhos. Foi um pouco mais pra cima e segurou em minha nuca com sua mão gelada e áspera. Puxou meu cabelo com tanta força que eu não pude conter um gemido. Roger aproximou seu rosto do meu pescoço e me deu um chupão forte, deixando mordidas no local. Desci minha mão direita pelo peitoral do homem até chegar no cós de sua calça. Abaixei mais um pouco minha mão e pude sentir o membro de Roger completamente duro.

Aquele homem me deixava louco. Segurei no queixo de Roger e lhe dei um beijo lento e molhado. As nossas línguas se acariciavam enlouquecidamente, enquanto ambos esfregávamos nossos corpos suados. Roger parou o beijo rapidamente e deu um tapa no meu rosto, mordeu o lábio e voltou a me beijar. Muitas vezes me perguntei se ele pensava em sua esposa enquanto me beijava, mas eu sabia que não devia perguntar. Eu sei, eu sou um burro. Comecei a abrir o zíper da calça de Roger, e já conseguia sentir o calor que saía da cueca do homem. O homem retirou a minha mão dali e deu um sorriso completamente safado. Roger desceu um pouco sua calça, o suficiente para que eu pudesse sentir a pressão que o seu membro me causava. Forçou um pouco o seu volume entre as minhas pernas, ainda com suas roupas íntimas. Ele continuou assim, mexendo seu quadril entre as minhas pernas enquanto me beijava. Mordeu meu lábio inferior e encerrou o beijo com selinhos, saindo de cima de mim lentamente.

Ele suspirou e eu pude ver o tédio se instalando em seu rosto, como uma nuvem escura no céu de verão.

– O que foi? — perguntei, ingênuo.

Ele grunhiu e revestiu sua calça. Puxei alguns lençóis para cobrir meu corpo enquanto ele se levantava.

– Eu preciso respirar um pouco.

Isso foi tudo o que ele disse antes de me deixar sozinho naquele abrigo sob a luz fraca da lanterna jogada ao canto. Ele saiu da barraca e não fechou o zíper. Não havia nada lá fora além de árvores e mais árvores. A lua seria sua única companhia, e a minha também. Eu sabia que ele não iria voltar, mas eu estava excitado demais para ir atrás dele. Minha mão escorregou pela minha barriga com cautela. Eu odeio me tocar. Faz com que eu me sinta impotente e sozinho, mas isso é apenas um efeito colateral. Um mero pensamento sobre Roger é o suficiente... Tudo o que eu preciso é lembrar dele dentro de mim, seu gemido rouco, o jeito que ele agarra meu cabelo e puxa minha cabeça para trás como se eu fosse um de seus animais selvagens.

Ouvi galhos se quebrando ao lado esquerdo da barraca. Imaginei que fosse Roger, já que ele havia saído para tomar um ar fresco na floresta. Parei com meus movimentos e vesti uma blusa de frio seguida de uma cueca box — que provavelmente era de Roger já ficou um pouco folgada no meu corpo. Engatinhei pela barraca afastando com as mãos todas as roupas e tralhas que estavam pelo caminho até o lado de fora. Um arrepio correu pelo meu corpo quando um vento frio tocou minha pele, trazendo com ele uma tontura agonizante. Coloquei minhas mãos na cabeça e soltei alguns grunhidos baixos e mimados. Os grunhidos se intensificaram e logo se transformaram em gritos, e logo esses gritos se tornaram em um berro só. Um grito único, potente e ensurdecedor. Algo estranho estava acontecendo, eu não conseguia parar de gritar. E não era um grito comum, era um som grave e agudo ao mesmo tempo, como se duas ou mais pessoas estivessem dentro de mim. Levei minhas mãos trementes ao pescoço e senti algumas veias saltadas pulsando sangue para o meu cérebro. Subi minha mão direita ao meu rosto e percebi que o suor havia sido substituído por lágrimas, e assim como no pescoço, minha face estava coberta de veias latejantes. Eu podia sentir meus ossos tremerem e chocarem entre si. Era uma dor terrível, que começou pela cabeça e rapidamente se espalhou por todo o meu corpo. Eu caí no chão, rolando para os lados com as mãos na cabeça e então o gritou cessou subitamente, mas minha boca continuou aberta. Ainda estava em estado de choque e por esse motivo continuei passando as mãos pelo meu rosto. Foi quando eu notei uma silhueta na abertura da barraca. Eu não precisei olhar novamente para saber quem era

– Há quanto tempo você tá aí? — sussurrei, pigarreando.

O homem não disse nada, e enquanto ele avançava até mim eu tentava me recuperar. Me levantei e fui de encontro ao rapaz, que estava com suas duas mãos para trás. Roger ainda usava a mesma cueca box, e eu me perguntava como ele conseguia suportar o frio que estava fazendo. As árvores de eucalipto que cercavam a nossa pequena instalação na floresta chacoalhavam com o vento forte e davam um ar mais sombrio ao local.

– Tempo o suficiente para saber que você é a pessoa certa.

– O que? — limpei o suor do meu rosto com a manga da blusa de frio e dei um suspiro profundo.

Roger abaixou sua cueca até os pés, retirando-os do chão delicadamente para fazer com que a roupa de baixo saísse por completo. Segurou meu pescoço e me beijou violentamente. Tentei empurrar Roger para longe de mim mas ele era dez anos mais velho que eu, consequentemente era mais forte também. Ele apertava minha bunda e avançava sua língua contra a minha boca. "Roger, me solte!" eu gritei diversas vezes, mas ele não estava me ouvindo. Foi nesse momento que eu dei um murro no rosto do homem, que se recolheu com a mão no rosto.

– Eu disse para me soltar, idiota.

Roger se virou para mim com a mão no rosto, e eu pude ver que havia algo de errado com ele. Seus olhos estavam completamente brancos. Eu dei alguns passos para trás, franzindo a testa para tentar enxergar melhor. Ele tirou a mão do rosto e eu entrei em choque pois seu rosto estava torto e havia um buraco no local exato onde eu o soquei. Era como se a sua pele fosse uma fantasia.

– Roger... Você tá bem? — perguntei, esticando minhas mãos para frente.

Roger levou as mãos para trás da cabeça e se abaixou. Eu fechei os olhos e respirei fundo porque ele parecia querer se recuperar de algo, ou se concentrar. Roger levantou-se novamente ainda com as mãos na altura da nuca e começou a puxar a pele do pescoço para os lados, rasgando-a. Eu não pude me conter e então comecei a gritar. Gritar mais alto do que qualquer pessoa ou animal existente na terra. Aquele não era mais o meu Roger. Ele era um monstro. Uma besta. Algo parecido com um... Demônio.

Notas finais
A história também será postada no Wattpad. Você pode acessar a página da história a partir do link: https://www.wattpad.com/story/45439517-escolhidos, e também pode dar uma olhada na nossa galeria de personagens: http://escolhidoswtp.tumblr.com/ all rights reserved. © 2015
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.