Escolhida

7 Sou Motivo de Piada


Sou motivo de piada.

Acampamento Meio sangue?Não fora esse o nome do lugar que mais era falado na reunião?Depois do meu é claro.
Será que tudo aquilo havia sido real?Eu realmente havia deixado meu corpo e ido a um lindo castelo enfrentar gigantes?
Achei que sim.Não era todo dia que eu sonhava com algo desse jeito,pelo que eu me lembrava isso nunca havia acontecido.Só costumava a sonhar com uma nova vida ,com meu pai e Leo,mesmo sendo impossível,porque um deles estava morto e o outro perdido.

Nico e Percy me observavam até que outro garoto,loiro dos olhos azuis se juntasse a eles.

–Então,como estamos?-Perguntou ele para mim.

–Dor na cabeça-Murmurei.

Ele assentiu e me deu algo estranho em um pratinho,parecia ser um pedaço de pudim,logo que ingeri,senti a melhora imediata,olhei surpresa a ele:

–Ambrosia,comida dos deuses,é essa é a bebida,néctar-Disse ,me oferecendo uma caneca com algum tipo de liquido branco

Engoli rapidamente,sem deixar de me surpreender com o gosto bom.Levantei-me mesmo aos olhares de repreensão dos meninos,apoiei-me na cama até sentir segurança nos meus pés.

Espiei a janela até o menino loiro dar ordens sob meus cuidados a Nico e Percy,o último disse algo ao outro ,algo que não me interessou.

–Miranda,eu tenho que ir...Problemas pessoas se é que me entende-Disse ele,eu não entendi,mas só precisava de um para me guiar naquele novo espaço,mesmo que preferisse Percy como guia,porque ele era mais simpático.Deixou-nos sozinhos logo em seguida,andando com rapidez até a porta,Nico pareceu desconfortável ao encontrar-se apenas comigo.

–Mostre-me tudo-Ordenei ainda olhando a janela-Quero saber exatamente aonde foi que me meti

....

Enquanto andava revia a reunião em minha mente,alheia aos passos do menino ao meu lado:Os deuses olimpianos existiam,era tão reais que haviam alterado minha vida toda.Todos eles me vigiavam desde o início,atentos aos meus passos que muitas vezes eram disfarçados por minha antiga professora de inglês ou Hestia,a deusa das lareiras ,dos laços familiares em geral.Também não era filha de Heitor e Paola Vega e sim de um deus amargo e que pouco ligava para mim:Zeus,que havia dado minha custódia aos outros deuses.

Havia Hades também.Que não tinha nenhum direito sobre mim,mas que tinha um estranho interesse sobre minha segurança,o que me levava a pensar no garoto carrancudo ao meu lado,ele fora avisado sob minha existência e tratara de me procurar,mas porque parecia tão irritado com minha presença?

Eu, de qualquer forma ,estava confusa e todos esses pensamentos colocados em ordem não haviam me ajudado em nada.Deuses do Olimpo existem e eles tem um ''leve'' interesse em mim,nada bom.

–Esse aqui é o refeitório,essa é a arena,pra lá ficam os chalés,e bem aqui fica nossa próxima parada- Ia dizendo Nico,parando abruptamente,me assustando.

–O que é?-Perguntei.Era um arsenal,embora a ideia de tê-lo ali,em um acampamento, me parecesse um tanto bruta.

Entrei a contragosto,havia passado cinco anos sozinha me virando para ficar segura,eu nunca me dava bem com armas:facas de cozinha sim,armas de fogo ,realmente não.Mas Nico ia me mostrando armas antigas ,nada de balas ou outros,só uma escopeta que eu larguei logo de mão.

–Então?Vai querer o que?-Perguntou ele.

–Não sei,escolha qualquer uma-Respondo dando de ombros.Ele ergue a sobrancelha e sorri sombriamente

–Você que pediu.

O menino procurou,com um certo divertimento por dentre o arsenal,armas que me pareceram boas,espadas ,arcos,escudos,lanças que desejei que ele as largasse em meus braços ,como minha ordem,que ele as escolhesse para mim,mas nenhuma delas o agradou,ainda mais com o humor negro que nele se instalara.

A arma que ele retirou de uma das caixas não poderia ser mais cômica por que era só uma faca,simples,sem nenhum adorno e a lâmina era pequena,parecia até ser meio quebradiça e não inspirava nenhuma confiança.Mas como eu havia dito para que ele escolhesse,eu aceitei,desafiando-o com o olhar.Puxei o instrumento com a mão,sentindo o objeto ficar um pouco frio,coloquei-o no bolso sem olhar.Nico mantinha seu rosto sério,mas eu sabia que para ele era apenas uma piada,que deveria estar se matando de rir por dentro.

Ergui meu queixo,orgulhosa.Dei meia volta e sai.-É,sinto-me tão bem vinda aqui-Murmurei,andando pelos chalés.

...

No chalé onze eu me arrumei do jeito que podia,Connor havia recebido ordens para que me fizesse sentir em casa,como qualquer outro ali,mas eu não me sentia em casa fazia tempo,nem sabia mais o que era estar assim.Ele me deu um colchonete,algumas roupas e uma mochila para coloca-las.Tirei meus tênis massageando meus pés,desamarrei meu cabelo,penteando-os com as mãos,desfazendo os nós dentre os dedos.

No fim da tarde caminhei,olhando os chalés e suas assombrosas diferenças.Cada um de seu jeito ,com um deus de mascote.Um era vermelho vivo,o outro parecia uma forja,com fumaça saindo do telhado.Um tinha uma linda coruja estampada na porta,outra uma pomba.Tinha também um que parecia uma casinha a beira da praia,enfeitado com conchas.Havia um separado dos outro em que vi Nico me observando,era negro com algumas tochas com chamas verdes queimando mesmo com o vento forte balançando-as,chalé de Hades ,eu pensei.Nico quando foi pego,fechou as janelas com rapidez me fazendo uma carranca de retribuição.

Maluco

Andei mais um pouco,avistei um mini-olimpo e decidi parar para observá-lo,relembrando do verdadeiro,onde passei algumas horas assustadoras.Primeiro abri a porta, lentamente,uma brisa atingiu meu rosto me trazendo o cheiro de queimado.Alguns ruídos de pequeninos raios vinham do chalé e eu só pude os escutar quando adentrei o cômodo.Haviam dois beliches ali,todos vazios.Nenhum sinal de que aquele lugar era habitado ou fora.

Uma estátua de Zeus dava um ar mais do que assustador ao chalé,dava também a sensação de estar todo o tempo sendo vigiado.Toda construção era de mármore branco,exatamente como o Olimpo.

Se aquele sonho foi real ,tudo isso é meu,pensei,depois envergonhei-me por tal pensamento.Zeus não era meu pai,ele nem ao menos me queria,Senhor Vega sim,com suas mãos calejadas conseguira me dar todo apoio que eu precisava.

Quando ia dar meia volta e sair do aposento vejo um homem na porta, impedindo minha passagem.

Mas não era um homem,não era nem ao menos humano.Quem havia me barrrdo havia patas e um grande porte de cavalo.

...

Precisei um tempo para me recompor.

Coisas estranhas não me acontecem com frequência,por isso preciso de um tempo a mais do que segundos

–Esse lugar não é para você menina-Disse ele com autoridade.

Autoridade?Quem ele é?

–Eu apenas o achei bonito e vim dar uma olhada.Se você sair da minha frente eu poderei ir embora.-Respondi,sem me controlar,o tom do ''homem'' havia me acordado.

–Quem você é ?Nunca a vi aqui.-Perguntou.

Bom,eu não costumo responder com educação a caras que na parte inferior tinham corpos de lindos corcéis brancos.Sabe o que a gente faz no México com cavalos?Os doma.Não pude evitar de imaginá-lo como uma estranha, mas bonita,montaria

–Sou nova,não por muito tempo.Só estou dando uma olhadinha-Falei,sorrindo.

Um premio para minha atuação,por favor.Não deixei nenhum sinal de apavoramento espelhar-se em minha voz

–Então vá agora ,pedi para que as Harpias viessem arrumá-lo para a chegada de uma nova filha de Zeus,elas não te pouparão se a encontrarem aqui-Disse ele dando meia volta-A propósito meu nome é Quíron,sou o diretor de atividades por aqui.

–Meu nome é...-Ele fechou a porta atrás de mim.

Diretor de atividades?Deve ser por isso que eu não gostei muito dele.Há uns cinco anos que venho reunindo certa raiva de autoridades,desde que fui obrigada pela justiça a ir para outro país com gente estranha,desde que Leo foi pego por um guarda e mandado para longe de mim e isso não diminuía,nunca havia visto um líder nato ,alguém que não usava de seu poder sem ter como recurso a força,me lembro do modo como Leo se debatia nas mãos do homem,desesperado...
Arrepiei-me e tratei logo de sair dali,sentindo que aquele clima do chalé me deixava confusa,além disso viriam as Harpias ,eu não sabia o que eram ou quem eram ,mas depois do corcel com rosto de gente,tinha medo do que poderia encontrar por aqui.

Andei até o chalé de Hermes e deitei-me ,sentindo meu estomago se contorcer de fome.A quanto tempo eu não comia?Minha ultima refeição fora um pedaço generoso de hambúrguer que haviam me dado na rua,alguém não havia ficado satisfeito e ameaçara o jogar fora,eu me ofereci para fazer esse favor,mas hambúrguer nunca chegou a lata de lixo,eu o devorei antes,mas isso havia sido a um dia atrás,precisava de algo para satisfazer minha necessidade,por isso o alívio ao ouvir Travis e Connor guiando todos para o jantar.

...

Era muita comida para meu pequeno estõmago,que não vira uma mesa dessa fazia tempo.
Variedades de pães,queijos ,frutas,todos trazidos por meninas estranhas e sorridentes vindas da floresta,eram até meio verdes se for para olhar de perto.

Mas eu nem liguei para as meninas verdes,estava interessada em outras cores,mais alegres,tipo o roxo das uvas,o vermelho impressionante das maçãs,a multicolorida pizza me parecia bem deliciosa também.Senti minha boca salivar,espero que não esteja babando.

Todos estavam agitados,algum anúncio feito mais cedo os fazia olhar para os lados constantemente,os carrancudos do chalé vermelho eram os únicos a não ficar meio que saltitando na cadeira,eles e Nico,que havia cruzado os braços com tanta força que eu achava que seria difícil desatá-los.

Percy me deu uma piscadela sutil do outro lado do refeitório.

Eu acenei desanimada.

Muita gente com a minha idade ali,eu que vivia só em um canto não sabia se acabaria por me acostumar.

Mas que ideia estúpida,me acostumar?Vou é embora daqui assim que pegar comida suficiente para minha viagem.
Não era O pensamento animador,era só o único plano que eu tinha.

–Não coma-Alertou-me Connor assim que eu fiz o gesto de pôr uvas na boca-Pirmeiro a oferenda

–Hum..Certo.-Respondi.

Segui a fila que ia em direção a lareira,alguns campistas depositavam no fogo uma boa parte de comida,pedaços de pizza ,carnes vermelhas,o que eu achei irritante.Tanta pessoa passando fome por ai e você desperdiçando comida!

–É para os deuses -Murmurou Connor ,me guiando.

Mesmo assim não relaxei,os deuses são deuses podem arranjar comida com um estalar de dedos.

–Escolha um e direcione sua oferenda.

Um?Mas haviam doze esperando por mim,cada um com o rosto ansioso esperando saber minha preferência,talvez até fazendo apostas sobre minha escolha,mas só um nome me veio a cabeça,um nome que eu sabia que não era certo,que eu não gostava e nunca gostei,mas que me escapou dos lábios assim que fiquei cara a cara com as chamas.

–Para Héstia.

Foi ai que as coisas começaram a acontecer.

Foi como em um pesadelo,você vê o perigo iminente,mas está assustado demais para correr.Eu via as chamas crescerem e gritos espantados,eu via a fumaça enegrecendo tudo a minha volta,mas meus pés estavam paralisados.

Senti primeiro o ardor do fogo se aproximando ,saindo da lareira ,rastejando pelos lados como serpentes,eu via o laranja e o azul ,uma combinação perfeita,vindo com rapidez crescente.

Só fui capaz de despertar ao ouvir um grito de alguém:

–CHAMEM O LEO! CHAMEM LEO VALDEZ!



Genteeee!Me desculpem!Por favor!Tem alguém ai ainda?Se tiver,manda reviews!

Minha net ficou mais de quatro dias sem pegar,fiquei morrendo de ódio!

E eu ainda apaguei o capitulo do rascunho do Nyah!Que doida!

E então?gostaram do final?Se tiver qualquer erro,me perdoem e avisem ai!

Bjs meus e da Carol!

Desculpe¹ºººº

Reviews?Recomendações?

Notas finais
;^)