Escolhida

2 Minha garotinha


Notas iniciais
Oi lindas, quero agradecer todas aquelas que deixaram reviews. Eu iria só postar segunda-feira, mas depois de tanto carinho resolvi postar antes. Esse capítulo é para todas vocês.

Pov Charlie

Eu andava pelo corredor do hospital, não havia muitas pessoas ali, uma ou outra me olhava curioso, eu já sabia o motivo. A noticia já tinha se espalhado. Algo inevitável.

Entrei na cafeteria que ficava dentro do hospital e me sentei na mesa mais distante das outras que se encontravam ocupadas, esperava que com essa atitude desestimulassem a vir a falar comigo. Um pouco mais de quarenta e oito horas minha vida havia se modificado.

“Bella”, pensei com um suspiro. Eu deveria estar no quarto ao seu lado e prepará-la com o que estava por vim, mas vê-la tão vulnerável me tinha tirado a coragem, as palavras antes ensaiadas sumiram como num passe de mágica. Era para ser simples. Ri internamente com isso, um riso sem humor.

O chefe de polícia que enfrentara varias situações de perigos, não conseguia conversar com sua própria filha.

“Bella...minha garotinha”. Tinha esperança que ela aceitasse bem a noticia, não que acreditasse nisso. Para desviar meus pensamentos peguei um jornal esquecido na mesa ao lado.

O mundo já sabia da existência dos vampiros há pelo menos 150 anos, mas mesmo hoje as pessoas demonstrava fascínio por eles.

Há cerca de 150 anos houve uma grande epidemia no mundo inteiro. Muitos médicos e cientistas trabalharam para uma cura, em vão. Muitas pessoas morrerão. Houve um único medico a descobrir a cura e esse se encontrava numa célula no sangue de vampiro. O médico também era vampiro. Foi criado uma vacina a parti daí e a existência dos vampiros se tornou publico. A vacina teve o efeito desejado, porém ela não dava imortalidade a ninguém ou mesmo transformasse alguém em vampiro.

A parti daí os vampiros tomaram conta do mundo, eles estavam na política, no comercio, nos departamentos públicos, é claro que havia humanos nessa área também, até mais do que vampiros já que estes não existia em grande números. As leis foram reformuladas para melhor se adequar ao novo mundo que se formava. Ao me ver os vampiros foram uma grande dádiva ao mundo. Para mim eles eram pessoas como qualquer outra, num mundo que existe tantas religiões, raças e costumes diferentes, por que com eles deveria ser diferente? Tudo era questão de respeito não é mesmo?

Os crimes em si havia caído consideravelmente, as punições eram mais severas aos vampiros que cometiam algum delito. Os volturis eram responsáveis por tais casos, eles eram muito eficientes em aplicar punições e assim valer as leis. Mesmo os vampiros temiam transgredir alguma lei, os vampiros tinham algumas próprias e a primeira era: Não matar nenhum humano para se alimentar.

Os vampiros ainda se alimentavam de humanos, doadores voluntários, mas eles não precisavam matar. A mordida não transformava em vampiro. Havia milhares de pessoas que eram doadores voluntários, já que a mordida em si dava grande prazer naquele que era mordido. Havia aqueles que se alimentava de bolsas de sangue. Havia milhares de banco de sangue espalhado pela cidade. As pessoas que não era doadores voluntários, doavam para o banco de sangue a cada quatro meses, somente permitido para maiores de idade em ambos os casos.

-Charlie.- Eu me sobressaltei ao ouvir meu nome, olhando na direção do chamado- Desculpa, eu não queria assusta-lo.

-Não, tudo bem Denise, eu estava distraído. E Bella?- perguntei preocupado.

-Ela está bem, não se preocupe.- ela se apressou em dizer- Você deveria contar para ela, antes que ela saiba de outra forma.

-Eu sei.

-Vai dar tudo certo.- ela acrescentou suavemente apertando levemente meu braço como um incentivo e saiu.

-Eu espero que sim.- eu respondi, mas ela já se encontrava longe para poder ouvir.

Eu me levantei e tratei de voltar ao quarto. Eu deveria conversar com Bella, comecei a caminhar lentamente pensando nas palavras que iria dizer.

Os vampiros escolhiam suas companheiras. Elas eram consideradas especiais. Um vampiro por ser imortal, era imutável, talvez por isso só ama uma única vez. Era comum ter dois vampiros com uma única companheira, algo que entre humanos era impraticável, os vampiros conseguiam fazer dar certo. Eu mesmo não compreendia como conseguiam, não conseguiria dividir Caroline com outro homem, isso me fez voltar a atenção a Bella. Eu já me encontrava em frente ao quarto com uma das mãos na maçaneta, mas não a abrir de imediato.

Como Bella reagirá quando souber que foi escolhida por quatro vampiros para ser sua companheira? E não era quatro vampiros comuns, mas aqueles que governavam todos os demais.

Era uma honra ser escolhida. Temia que ela não pensasse da mesma forma.

Entrei no quarto, este se encontrava vazio.

-Bella...-chamei, como não ouvi resposta a chamei novamente- Bella...

-Aqui- ela gritou do banheiro- Eu já vou sair.

Percebi que já não me encontrava sozinho no quarto, olhei para trás e o vi, eu não poderei prepará-la antes, virei meu rosto rapidamente para frente quando ouvi a porta do banheiro sendo aberta me deparando com a minha garotinha. Eu vi o momento que ela fixou seu olhar na figura próxima a mim, o choque, a ansiedade e por fim o medo tudo muito claro em sua expressão.

Eu não há via há seis anos, minha profissão tomara bastante de meu tempo desde que eu me tornará chefe da policia e a outra parte com meu segundo casamento. Caroline não tinha ciúmes de minha filha mas o mesmo não se podia dizer de minha ex-esposa. Era triste constatar quanto tempo eu perdi da minha garotinha e agora que ela iria morar comigo eu tive esperança em reatar ou até mesmo criar laços de pai e filha. Eu tinha feito muitos planos nesse sentido. Porém o destino havia reservado outros planos para minha Isabella.

Notas finais
Por favor não me matem, no proxímo capítulo vocês já vão saber de quem se trata. E aí algum palpite?