Escolhida

13 Levando ela para casa.


Notas iniciais
Oi lindas! Vamos a história...

Eventos anteriores...

POV Damon

Estava em cima de um Abeto, meus pensamentos estavam a quilômetros de distancia, mais precisamente em um quarto de hospital e não necessariamente em sua estrutura. Uma brisa trouxe o cheiro que eu estava procurando. Era um rastro bem suave, cerca de pelo menos três horas atrás. Fez-me voltar à atenção a presente situação. Desci rapidamente ao solo, correndo na direção do cheiro ou seria mais apropriado odor? Por que eu me voluntariei a verificar rastro de cachorro?

Com certeza tinha coisa melhor a ser feito e cheiros melhores a sentir. Lembrei vagamente da morena de hoje de manhã na praça. Ela era bonita. Por que não a levara para casa? Sua voz era doce, seus lindos olhos azuis demonstrava interesse, seu corpo era mais do que agradável e seu sangue era tão doce quanto à voz, não que pudesse atestar já que sequer a mordera.

Quando me aproximei o suficiente perto dela de alguma forma seu cheiro era errado, algo me dizia que a cor de olhos não era o que eu procurava e o tom de seu cabelo não estava certo.

Percebi que procurava ela. Fiquei surpreso com essa revelação, levei a mão no cabelo da bela morena. Sentindo sua textura, analisando sua cor. Negro era negro, não é mesmo? Ou pelo menos devia ser.

–Oi meu nome é Vivian. –ela se apresentou dando um sorriso sugestivo. Soltei seu cabelo imediatamente como se este me queimasse e lhe dei as costas sem nem mesmo uma palavra.

Voltei para casa. Havia certa movimentação de entra e sai da residência me fazendo arquear a sobrancelha. Olhei Greta de forma indagadora quando ela vinha em minha direção.

–Lembra o quarto da escolhida.

Ah! É claro como poderia ter esquecido se eu mesmo dera a ordem de arruma-lo. Deveria ver como estava ficando? Olhei Greta novamente, ela dava instruções a uma das pessoas que supus ser um dos funcionários contratado para tal função, já que eu tinha certeza que nunca o vira antes. Não, eu não iria ver como estava ficando, Greta poderia fazer esse trabalho. Ela estava mais do que apta para isso. O que eu entendia sobre decoração? Nada.

Meu telefone tocara nesse instante. Era o Jasper.

–Damon?

–Ele mesmo.

–Preciso que averigue uma informação que me foi dada.

–E qual seria essa informação e por que ela deve ser averiguada?

Uma única palavra e me encontrava no meio de nenhum lugar especifico. Não podia dizer que estava totalmente focado em minha busca. Uma morena em particular povoava minha cabeça.

Maldição! Eu odiava essa menina-mulher que me fazia sentir... Vivo. Essa era a palavra? Suspirei.

Eu me sentia vivo desde que colocara os olhos nela pela primeira vez. Ela despertava em mim sentimentos a muito enterrados. Eu não queria sentir. Sentir significava sofrer e eu já sofri antes, não queria repetir o mesmo erro.

Estava feliz do jeito que estava. Desliguei meus sentimentos há muito tempo e estava satisfeito com minha escolha. Escolha, escolhida... Só essa palavra me remetia de volta à garota adormecida a alguns quilômetros de distancia.

Sem me dar conta eu havia parado a um longo tempo, perdendo o rastro. Que inferno! Em uma busca como essa não era sábio ficar distraído, isso era um erro de principiante como diria meu irmão.

Meu celular vibrou em meu bolso. Só me faltava essa como iria dizer ao Jasper que encontrei o rastro e depois o perdi por estar distraído, isso levantaria perguntas, perguntas que eu não queria e nem saberia como explicar.

POV Edward

Isabella. Sorri ao pensar no nome dela. Dar um nome ao seu rosto não o fez mais ou menos perfeito, ela era linda e seu nome combinava perfeitamente com ela.

Fui até o hospital. Queria vê-la. Entrei bem no momento que o elevador abria suas portas, adentrei rapidamente apertando o botão de seu andar. Chegando lá tive três surpresas inesperadas.

Primeiro: Tive a grata noticia que ela havia acordado e estava de alta, ou seja, ela poderia ir para casa.

Segundo: uma não muito boa de que ela não aceitara bem a noticia de ser nossa escolhida.

Terceiro: que em minha opinião a pior de todas que ela havia fugido e não parando por ai, ela fugiu com o meu carro. Meu carro. Lembrei que na ânsia de vê-la eu não trancará o carro, deixando a chave na ignição.

Como eu me sentia? Aborrecido? Ou enfurecido estava mais perto da verdade?

Blasfemando internamente peguei meu celular rapidamente conseguindo facilmente a localização do carro. Não estava muito longe. Liguei para Damon explicando em poucas palavras o que havia acontecido, ele chegaria mais rápido ao local uma vez que ele já se encontrava perto do lugar.

Nesse momento Klaus para o carro ao meu lado. Entro rapidamente e antes que eu executasse o movimento de fechar a porta completamente este já se encontrava em movimento. A estrada passava voando por baixo dos pneus.

POV Damon

Fiquei aliviado ao ver o número no visor, porém o alivio durou pouco. Edward informara apressadamente o que havia acontecido no hospital, logo eu corria em direção as coordenadas dadas.

O carro foi fácil de achar. Ainda bem que não foi o meu carro que ela bateu. Pensei olhando o estrago. Será que ela tá muito machucada? Em vista do estado do carro, eu espero que não.

Respirei profundamente pegando seu cheiro ainda fresco no ar, cheguei facilmente na cabana e adentrei a porta rapidamente me posicionando atrás dela.

Ela estava bem. Senti meus músculos e nervos afrouxarem, eu não imaginei que estava tão tenso até esse momento. Senti sua fragrância me envolver. Minhas mãos formigaram para tocá-la.

Ela virou em minha direção. Fitei pela primeira vez seus olhos chocolate, ouvi seu doce suspiro. Ela me olhava com surpresa, seus olhos logo desviaram dos meus focando sua atenção no meu cabelo, passando pelo meu rosto e vagando seu olhar pelo meu corpo até chegar aos meus pés, voltando rapidamente para meu rosto. Ela corou ao ver meu sorriso. Eu nem sabia por que eu estava sorrindo, mas estava.

Eu sabia que ela gostava do que via e posso dizer que eu também gostava do que via. Talvez fosse isso. Desejo. Eu podia lidar com isso. Tinha que ser só isso.

Fui desejado por muitas mulheres e desejei muitas delas, talvez se eu a tomasse ali, o encanto que ela exercia em mim desapareceria. Eu só estava curioso quanto a ela. Depois que prová-la eu a esqueceria como todas as outras.

Durante minha divagação eu não tirei meus olhos dela e ela me olhava com a mesma intensidade. Inclinei-me em sua direção. Ela tombou a cabeça para trás, deixando levemente seus lábios separados e fechou os olhos. Hesitei, e se um único beijo me dissesse o contrario?

Não. Não seria essa menina que me faria crer no contrario. Ela abriu os olhos, antes que ela se afastasse eu a beijei, minhas mãos rodearam seu corpo colando ao meu, num beijo avido e mais exigente que eu desejei a principio, ela deixou escapar um gemido entre meus lábios que fez meu corpo incendiar, minha mãos ganharam vida própria e deslizava pela sua costa, ela estava ofegante. Humana. Ela precisava de ar, terminei o beijo relutante. Eu fiquei irritado, em vez de meu desejo por ela ter diminuído, cresceu ainda mais.

Só nesse momento me lembrei do motivo de estar ali.

–Por que você fugiu Isabella?

Vi um pequeno brilho de compreensão cintilar em seu olhar. Ouvi quando a porta foi aberta. Não me dei o trabalho de olhar, focando minha atenção na menina a minha frente. A menina que seria minha perdição.

Ela olhou em direção a porta, vi seu corpo ficando tenso e encolher ligeiramente quando Klaus falou.

–Damon eu vejo que encontrou a nossa escolhida.

POV Edward.

Não falei nada com Klaus. Não havia nada a ser dito. Ele já fazia um bom trabalho se recriminando sozinho, não havia nada que eu pudesse acrescentar.

Na velocidade que estávamos não demorou muito para localizar o carro. Klaus diminuiu a velocidade. O que vi me chocou. Havia grandes arranhões na lateral do carro como se tivesse raspado em alguma coisa. A parte da frente estava bem amassada devido à batida no barranco à frente. Vestígios de fumaça era vista saindo da frente do carro.

Um desespero enorme cresceu em mim. Ela estaria machucada? Seria grave? Saltei do carro indo em direção do carro.

–Não sinto cheiro de sangue. –sussurrou Klaus ao meu lado. Vi em seus pensamentos sua mente trabalhando freneticamente nos possíveis danos. Uma possível concussão, machucados internos... nada muito promissor. Mesmo não sentindo cheiro de sangue não significa que ela estava bem. Dependendo do dano interno poderia ser fatal. Humanos são frágeis.

Seu cheiro ainda era perceptível no ar mesmo com a chuva que caia.

–Ela não deve estar longe.

Apenas acenei de forma positiva e segui-o enquanto corríamos.

Quando entrei na cabana, meus olhos focalizaram de imediato sua figura.

Seus cabelos negros um pouco molhados pela garoa lá fora, seu rosto se encontravam pálidos o que constratavam com seus lábios rosados que no momento se encontrava um pouco inchados como se ela tivesse sido beijada, e olhando de relance para o Damon poderia dizer que esse era o caso, seus olhos era um intenso mar de chocolate.

Eu sempre pensei que essa cor era rasa e sem graça, mas os dela eram profundos, era como se houvesse um grande segredo ali oculto. Eu queria desvendá-los.

Olhei atentamente seu corpo de curvas suaves e bem femininas, minha inspeção não levou nem dez segundos. Ela estava bem, um grande alivio se apossou de mim sendo logo substituído pela raiva ao lembrar meu carro.

–O que foi que você fez com meu carro?- eu perguntei irritado, passando as mãos pelos meus cabelos, resistindo ao impulso de puxá-los.

Olhei atentamente para ela, tentando ler seus pensamentos, mas era isso uma tentativa já que não obtive sucesso. Nem uma palavra. Nenhum som.

Soltei um suspiro frustrado. Passei a mão no cabelo, um costume humano que não foi esquecido, eu fazia isso frequentemente quando estava frustrado com alguma coisa. Sentia a intensidade de seu olhar sobre mim, minha raiva e o motivo de estar ali momentaneamente esquecida.

–Você não achou mesmo que ia conseguir fugir, princesa? –perguntou Damon me lembrando do motivo de estar ali. Minha irritação voltou. Vi quando sua pele ficou arrepiada e se afastou alguns passos. Ela estava com medo?

–Como conseguiram me achar? –ela perguntou a ninguém em particular.

–GPS. –respondi simplesmente.

Ficamos fitando ela intensamente.

“Ela está bem. Devemos levá-la para casa. Hoje é noite de lua cheia.” Pensou Klaus.

“É uma sorte eu tê-la achado antes, há cheiro de lobisomem a poucos metros daqui, devemos sair daqui o mais rápido possível.”

Concordei com um gesto mínimo de cabeça com ambos os pensamentos. Lobisomens eram criaturas instáveis.

Vi quando ela estremeceu ao mesmo tempo em que passava uma corrente de ar. Coloquei um casaco em suas costas. Ela pulou sobre os próprios pés.

–Me desculpe não queria assustá-la. –ela fez menção de se afastar — Você deve vesti-lo ou ficará doente. Eu me chamo Edward.

Ela aceitou meu casaco e se afastou, ficando entre a parede e nós.

–É melhor levá-la para casa. –Damon falou a Klaus de forma impaciente.

Se antes ela não estava com medo, agora certamente estava. Ela respirava de forma irregular, o que me preocupou.

–Eu não vou a lugar nenhum com vocês. –ela disse firme apesar de sua voz estar um pouco tremida.

Ela não podia estar falando sério. Ela estava no meio do nada, numa cabana infestada de poeira, não havia sequer um sofá onde ela pudesse dormir. Não estava vestida apropriadamente para o clima que mesmo ali dentro era nítido que era frio para ela, da forma que ela agarrava o casaco no próprio corpo. E acima de tudo, em noite de lua cheia. Eu podia sentir o cheiro de lobisomem que a corrente de ar trazia. Ela era louca se pensava que a deixaríamos ali. Se bem que não a deixaríamos ali mesmo sem esses agravantes.

Perguntei-me se faríamos isso se fosse outra humana no seu lugar. Eu queria poder dizer que sim, porém não seria totalmente verdadeiro.

–Creio que já tivemos essa conversa antes. –disse Klaus suavemente, tentando ocultar sua irritação, seus pensamentos mostrava certa preocupação devido aos lobisomens e um pouco de diversão em relação à menina a sua frente.

A postura dela era altiva, mesmo seus olhos demonstrando certa inquietude.

Klaus se aproximava dela muito lentamente. Vi em seu pensamento que ele não queria assustá-la mais do que já estava.

–Não... –ela sussurrou. Estávamos perplexos. Ela era a criatura mais vulnerável que vimos e, no entanto ela está na nossa frente como se fosse uma rainha nos enfrentando, coisa que nenhum outro foi capaz ou teve coragem a tanto. Eu não sabia se me sentia orgulhoso ou insultado.

–Venha comigo... -ele tentou novamente. Ela notou sua aproximação e recuou mais alguns passos para trás, encostando-se à parede.

–Por favor, não... VÃO EMBORA. –Ela gritou com raiva.

Não havia tempo para isso. O cheiro estava mais pronunciado, sinal de que eles estavam pertos. Poderíamos acabar com eles, mas tê-la no meio disso não era algo que queríamos nos preocupar. Ela seria uma distração.

“Chega! Não temos tempo para isso.” Ouvi o pensamento de Klaus.

–Venha comigo. –ele ordenou a ela furioso. Parando de frente a ela, houve uma troca de olhares que não pude presenciar, pelos pensamentos dele, vi que ele sorriu para ela tentando amenizar as palavras, creio. –Aceite as coisas como ela são.

–Não. EU DISSE PARA VOCÊS IREM EMBORA, ESTOU FALANDO SÉRIO.

Ela estava falando sério? Quem essa garota acha que é? Como ela impediria que nós a levássemos? Antes que eu pudesse pensar, as palavras saíram da minha boca.

–Você não pode estar falando sério. O que você pode fazer? –debochei. Ela me desafiava com o olhar. Isso mesmo, ela me desafiava. Uma simples humana tinha o atrevimento de me desafiar. –Você...

Antes que eu pudesse retrucar Damon a colocou em cima dos ombros.

–Chega isso não vai levar a lugar nenhum. –ele disse, mais para si mesmo.

Ela ficou mais irritada. Ela batia nas costas de Damon furiosamente.

“Ela parece um gatinho tentando ser tigre.” Pensou Klaus divertido.

Olhei para ela novamente, sorrindo. Eu tinha que concordar com tal pensamento, deixando quase escapar uma risada de meus lábios.

–ME SOLTA SEU TROGLODITA... VAMPIRO IDIOTA... EU NÃO QUERO IR COM VOCÊS... PARE DAMON.

Damon diminuiu os passos quando ouviu seu nome ser dito por ela.

–Vejo que se lembra de meu nome, princesa. –eu podia sentir um leve divertimento em sua voz. Por um momento queria que ela falasse meu nome.

–Mas que droga! –ela disse irritada e deu mais uns tapas nele, logo desistindo. Ela estava cansada.

–Cansou? –perguntou um Damon divertido. Ela revirou os olhos. Contive a risada que queria escapar. Pela minha visão periférica vi que Klaus também estava tendo dificuldade de conter o riso.

–Idiotas. –ouvimos seu leve sussurro, eu cheguei a levantar a sobrancelha em descrença. Será que ela não sabia que podíamos escutá-la? Ela sem duvida era muito divertida. Ela olhou para nós e bufou. Não me contive em provocá-la.

–Achou mesmo que seria simples assim?

Ela me ignorou. Caminhamos em silencio, chegando rapidamente no carro. Ela foi colocada no chão, porém não fez nenhum movimento mesmo quando Damon abriu a porta para ela entrar. Era como se ela estivesse imersa em um mundo particular. Eu queria saber o que se passava em sua mente. A curiosidade ardia em mim.

–Entre. –ela voltou de sua divagação olhando a porta aberta, olhou de volta a ele e olhou ao seu redor. –Eu não tentaria correr, você não teria a menor chance. –ele disse impaciente, se olhar matasse, poderia dizer que Damon estaria morto nesse instante pela forma que ela olhou para ele. Ela não tinha senso de autoproteção? –Só me conceda uma vez, está bem? –ele amenizou o tom, não deixando de ter uma margem de ameaça por detrás das palavras.

Ela entrou para nosso alivio.

Damon assumiu a direção, Klaus resolveu se sentar no banco de passageiro da frente, ficando eu e ela no banco de trás.

Ela me ignorou durante o percurso e por algum motivo aquilo foi doloroso. Eu só conseguia ver parte de seu perfil. Notei como ela ficou inquieta quando o carro não seguiu para o centro da cidade.

–Não moramos na cidade, gostamos de ter privacidade. –esclareci ocultando a ironia. Numa casa onde se vive com outros vampiros privacidade era algo muito raro, quase nula para se disser o mínimo. Houve um leve estremecimento da parte dela. –Está com frio? –ela continuou a me ignorar. –Você poderia facilitar.

Ela me olhou pela primeira vez desde que entramos no carro. Eu quase desejei que ela não o tivesse feito. Quase. Ela me olhava como se eu fosse... Nada e suas palavras confirmaram isso.

–Nem nos seus sonhos. –ela me disse com desdém.

Eu estava surpreso com sua reação. Geralmente as mulheres ficavam fascinadas a me ver. Era comum em minha espécie, somos atraentes para nossa presa, nosso rosto, nosso corpo... Nossa voz, não que isso fosse necessário. Eu não era atraente para ela?

Ela continuava a me olhar, ela mordia o lábio inferior com os dentes, um gesto que claramente era para ser inocente conseguiu mexer com minha libido. Eu queria beijá-la. Fiquei tenso com o pensamento.

Seu rosto tomou um encantador tom de rosa, o que me fez notar que da mesma forma que eu a encarava ela também o fazia. Ela desviou seus olhos rapidamente, voltando sua atenção para a paisagem lá fora.

Ela se sentia atraída por mim. Fiquei exultante com isso, sem me dar contar um grande sorriso se formou em meus lábios.

“Qual é a graça, Ed?” perguntou Damon mentalmente.

Eu não gostava que me chamasse de Ed. Damon só o usava por saber disso e mesmo ele chamando pelo apelido que eu odiava não consegui deixar de sorrir.

Klaus estava imerso em pensamentos sobre os lobisomens. Desde o tratado, eles se mantiveram longe de qualquer residência nossa e o fato de estarem aqui tão próximo levantava perguntas. Damon parecia pensar a mesma coisa.

Chegamos a casa. Saímos rapidamente do carro, nos reunindo brevemente.

–Não consegui localizar o lobisomem ou os lobisomens. Acredito que eles estiveram de passagem por isso o cheiro. –disse Damon não acreditando de fato no que dizia. “Não entendo por que resolverão fazer sua passagem por aqui, sabendo que estamos com residência fixa aqui no momento.”

–O cheiro ainda era muito nítido, para estarem muito longe... Eles nunca ousaram chegar tão próximo.

–Concordo. A pergunta é o que eles fazem tão perto de nossa residência? –Klaus meditou.

Foi quando notei que Isabella não havia saído do carro. Antes de completar o pensamento a porta do carro foi fechada com força. Abaixei o suficiente para vê-la através da janela fechada.

–Isabella abra a porta. –seus olhos estavam assustados, ela rapidamente travou todas as portas e olhou em direção a chave que continuava na ignição. Ela não faria isso. Faria? Sim ela faria. –Nem pense em fazer isso. –disse irritado. Uma fúria tomou conta de meu ser.

Antes que ela tivesse a chance de tocar a chave eu arranquei a porta do carro, jogando-a longe. Antes que eu pudesse pegá-la, Jasper de alguma forma conseguiu me passar e pegar ela. Eu a visto aninhado em seu colo, ela se agarrava a ele como se temesse alguma coisa. Percebi tardiamente que ela temia a mim. Senti-me frustrado. Parecia que era o único sentimento constante desde que eu a vi.


Notas finais
E aí gostaram? No proxímo capítulo teremos um pouco mais da perspectiva deles e finalmente um deles vai dar o primeiro passo em relação a Bella. Alguém tem algum palpite de quem dará o primeiro passo? Beijos e até o proxímo capítulo.