Escolhida
16 Hormônios descontrolados?
Notas iniciais
POV Damon
Olhei a menina molhada a minha frente, sua face contorcida de raiva, seus cabelos grudados em sua cabeça, o vestido colado em suas formas... Humm, mas que droga! Mesmo depois de tudo meu corpo clamava pelo dela.
Lembrei quando seu corpo estremeceu quando beijei seu pescoço. Num ato impulsivo disse a ela para passar a noite comigo e fiquei confuso com a sua recusa.
Quando ela fez menção de me deixar sozinho eu a mantive cativo. Eu já tive bastante rejeição para durar uma vida inteira? Com certeza. Eu a deixaria partir? Inferno! Não mesmo.
Tenho certeza que sussurrei direito contra a sua orelha, usando um timbre baixo para envolvê-la em minha sedução e da forma que ela empurrava seus quadris contra o meu sabia que estava tendo o efeito desejado. Meu dia até então tinha sido nada, mas o tédio do tédio.
Como você pode imaginar, fiquei bastante surpreso ao descobrir que minhas atitudes não tiveram nenhum efeito sobre ela. Sedução? Nada.
Agora eu estava lambuzado de sorvete e molhado e mesmo a contra gosto eu me sentia excitado. Mesmo a água fria da piscina não conseguiu apaziguar minha evidente ereção. E para meu desgosto eu via claramente o divertimento de Klaus sobre minha aparência.
Eu a desejava e quando esse desejo fosse consumado eu a esqueceria. Ela era apenas um desafio a ser superado e quando o fizesse eu não seria mais afetado com sua presença.
Eu fiz uma promessa a mim mesmo. Eu teria a doce Isabella em minha cama.
POV Klaus
De todas as coisas que eu esperava eu não estava preparado para o que vi. Sendo a primeira que Isabella estava dentro da piscina com roupa e tudo, com o rosto muito corado devido sua raiva explicita e a segunda mais espantosa ainda foi ver Damon na mesma situação, sendo que ele estava com algo marrom escorrendo na cabeça. Pela vasilha no chão eu podia dizer que era... Sorvete?
– O que aconteceu? –minha pergunta fez com que Isabella notasse minha presença.
–Ele... –ela mordeu seu lábio inferior ganhando uma coloração mais pronunciada em seu rosto.
–Ele? –ela olhou para baixo sem emitir uma resposta. Olhei para Damon. –Damon?
–Não aconteceu nada. Nada do que eu tinha em mente, mas se Isabella mudou de opinião eu estou mais do que disposto a continuar de onde paramos.
Isabella ficou mais corada do que estava, se é que era possível. Tentei entender o que acontecia vendo que nenhum deles iria responder.
Maldito Damon. Mesmo ele estando dentro da piscina eu conseguia ver sua clara excitação me fazendo perguntar o que se passou ali. Comprimir os lábios de frustração. Minha irritação só perdia para minha curiosidade.
–Eu já tive o bastante de você para durar uma vida inteira. Assim me faz um favor e evapora... Eu apreciaria. –ela disse com raiva para ele.
–Uma hora você vai ter que parar de negar o óbvio. –ele disse a ela presunçoso.
Eu já disse maldito Damon?
Decidi que não queria saber o que houvera ali. Vendo que Isabella estava bem, seja o que houve entre os dois não era relevante.
Ele era companheiro dela tanto quanto eu e se ele decidiu tomar algum partido não seria eu a criticá-lo. Eu repetia isso a mim mesmo varias e varias vezes. Por que então eu ainda queria esmurrar a cara de meu irmão?
–Venha Isabella, eu te ajudo a sair daí. –Ela olhou de volta para mim em dúvida, mas vendo que para chegar à escada teria que passar por Damon ela acabou por aceitar minha ajuda.
Uma vez fora da piscina, ela me olhava fixamente, sua respiração ficou irregular. Ela ficou um pouco agitada.
–Isabella você está bem? –ela era tão bonita, desviei meus olhos para seu corpo e quase deixei um gemido escapar. O vestido molhado colava em seu corpo revelando sua forma delicada, voltei meus olhos em seu rosto, percebendo sua expressão confusa.
Em sua pressa para se afastar de mim ela quase caiu devido ao piso molhado. Eu a segurei até que ela estivesse firme sobre seus pés.
–Obrigada. –ela sussurrou sem levantar seu olhar para mim.
Ela caminhou rapidamente em direção a casa. Fiquei olhando em sua direção até ela ficar fora de minhas vistas.
Olhei de volta para Damon, ele parecia meio perdido.
–Não sabia que gostava de sorvete de chocolate.
–Ah cala a boca Klaus! –ele falou irritado o que me fez rir.
POV Bella.
Klaus me olhava com intensidade. Algo em seu olhar fazia me sentir aquecida mesmo estando em água gelada. Percebi que ele havia feito uma pergunta
–Ele...
–Ele? -O que eu deveria responder? Que Damon estivera me acariciando? Era muito constrangedor, principalmente ao lembrar-se de como reagi. –Damon?
–Não aconteceu nada. Nada do que eu tinha em mente, mas se Isabella mudou de opinião eu estou mais do que disposto a continuar de onde paramos.
Senti a raiva aflorar em mim.
–Eu já tive o bastante de você para durar uma vida inteira. Assim me faz um favor e evapora... Eu apreciaria.
–Uma hora você vai ter que parar de negar o óbvio. –ele disse a ela presunçoso.
Eu queria arrancar seu sorriso presunçoso à tapa. Respirei profundamente tentando me acalmar.
–Venha Isabella, eu te ajudo a sair daí. –disse Klaus suavemente. Aceitei sua ajuda depois de ver que teria que passar por Damon para sair da piscina.
Eu não me sentia segura o suficiente sobre minhas ações se eu me aproximasse dele nesse momento. Estava dividida entre o desejo de tocá-lo e o desejo de enfiar uma estaca em seu peito. Emoções bem contraditórias.
Minhas emoções ficaram ainda mais confusas quando Klaus me ajudou a sair da piscina. Ao sentir o seu toque eu o olhei profundamente.
Seus cabelos loiros eram agitados pela brisa. Ele é mais sexy do que qualquer estrela de cinema que eu tenha visto! Eu quero dizer. O homem era só... Uau! Ele estava falando novamente. O que ele estava dizendo? Foco!
Bonnie tinha razão eu me sentia atraída por eles. Isso não é bom. Eu tenho que sair daqui.
Na pressa de sair dali eu quase caio. Ele me amparou. Caminhei rapidamente para a casa.
Chegando ao quarto, retirei minhas roupas apressadamente.
Tomei um banho relaxante pensando em tudo que aconteceu na piscina. Ralhei comigo mesma ao lembrar-se de minha própria reação nas caricias de Damon e quando fui amparada nos braços de Klaus. Malditos hormônios! Era essa a reação mais do que plausível para mim. Meus hormônios de adolescentes estavam malucos.
Caramba Bella! Eles estão te mantendo contra sua vontade. Você sequer os conhece direito. Eles não sabem nada a seu respeito.
Arghhh! Por que mesmo dizendo tudo isso eu ainda queria sentir o toque de suas mãos?
Só me faltava essa eu estava com síndrome de Estocolmo.
Sai do banho vestindo uma legging preta e uma bata azul com detalhes em branco (n/a: eu não sou boa em descrever vestuário, desculpe).
Ao chegar ao quarto me perguntei se eu deveria mesmo ficar surpresa de encontrar um deles em meu quarto.
–Edward... –eu estava pronta para expulsá-lo do quarto quando ele me interrompeu.
–Oi Isabella. Eu trouxe um presente para você.
Ele estava sentado em minha cama segurando uma caixa em sua mão.
–Não devia comprar presentes para mim. –falei aborrecida. Eu não gostava de receber presentes. Não sabia como reagir a isso. Percebendo meu desconforto ele deixou o pacote de lado e levantou indo em minha direção.
–Não seja difícil quanto a isso. Eu queria presenteá-la. –ele levantou a mão em minha direção, eu retrocedi um passo para evitar seu toque. Uma sombra passou pelo seu olhar o fazendo abaixar o braço.
–Como eu disse não precisava me dar um presente. Peço que saia agora.
–Só depois que você abrir o presente que eu te trouxe.
–Eu... –olhei em seus olhos vendo sua determinação. Era melhor abrir logo a porcaria do presente se eu queria que ele saísse logo dali.
Ao passar por ele sentir suas mãos enlaçar minha cintura me fazendo parar no lugar.
–Você cheira maravilhosamente bem. –sussurrou contra meus cabelos.
Ele afastou meu cabelo do meu ombro roçando seu nariz em toda a extensão da minha garganta, inalando profundamente.
Senti meu baixo ventre se contrair me deixando tensa. Fazendo-me dar um passo a frente. Seus lábios chegaram até a minha orelha.
–Relaxe, eu não vou machucá-la. –sua voz ligeiramente rouca, me deixando excitada.
Tornei-me repentinamente autoconsciente como ele inalava. Oh Deus, por favor, não me diga ele pode sentir o cheiro... Fiquei de frente para ele. Vi que minhas esperanças tinham sido em vão quando vi que ele estava com os olhos fechados respirando profundamente. Ele poderia me cheirar! Oh Deus! Minha respiração parou completamente quando seus lábios traçou a curva do meu maxilar. E meu coração que batia irregularmente desde que eu coloquei os olhos sobre ele praticamente explodiu do meu peito quando seus lábios pressionaram os meus. Senti sua língua pedindo passagem e involuntariamente eu abri a boca. Meu Deus! Por que ele está me beijando? E por que eu estava gostando?
Isto está realmente acontecendo?
Antes que percebesse senti o colchão em minhas costas, suas mãos estavam em ambos os lados da minha cabeça e seus joelhos estavam descansando em minha cama. Eu estava presa debaixo dele e eu estava gostando, na verdade eu achava que não estava obtendo o suficiente dele. Torci meus dedos no seu cabelo puxando ele em minha direção aprofundando nosso beijo.
Ele quebrou o beijo, eu precisava de ar. Para minha surpresa ambos estávamos ofegantes.
–Eu tenho que me lembrar de presenteá-la mais vezes.
Essas palavras enviou um arrepio até minha espinha. O que eu estava fazendo?
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