Escolhida
50 Entendimento e... Fazendo as pazes.
Notas iniciais
Vamos à história...
Pov Bella.
– Bella. – Klaus disse suavemente pisando em minha direção, lentamente, como se ele estivesse se aproximando de um animal assustado. – Acredito que você tenha todas as razões do mundo para ser zangada, mas se de fato não quer ser tratada como uma criança então você vai voltar lá e falaremos sobre isso.
Ele chegou até onde eu estava e beijou meus lábios calidamente com um sorriso em seu rosto.
– Eu nunca imaginei que alguém iria ter a coragem de fazer o que você fez com Edward... – ele disse me virando para descer os degraus. -... Não seja muito dura com ele amor. – ele diz suavemente em meu ouvido antes de entrarmos.
Eu olho para Edward e dou um passo para trás para ser segurada firmemente por Klaus.
Não ser dura com ele? E quem vai lhe dizer para não ser duro comigo?
Eu sentia meus nervos em frangalhos e Edward me olhando como se ele tentasse me decifrar não estava ajudando a diminuir meu nervosismo.
Eu sinto uma calma envolver meu corpo e imediatamente eu olho para Jasper que me dá um sorriso que de alguma forma me acalma ainda mais... Mas não a ponto de soltar os braços de Klaus que ainda me segurava de encontro a ele.
Parecia que estávamos há horas nessa posição que eu até sentia meus joelhos travarem.
– Por que vocês não começam a falar enquanto Bella come alguma coisa. – Charlotte diz suave. – Tenho certeza que ela deve estar com fome.
E para fundamentar seu ponto meu estomago resolveu se fazer presente o que fez todos se moverem em direção à bancada e se sentar... Menos Edward.
– Eu acho que vou subir e... Trocar-me. – Ele explica. Eu me sinto incapaz de olhar para ele. Eu não olho para nenhum deles em especial mesmo tendo Edward saído da cozinha.
Eu estava com medo e ansiosa.
O silencio estava me matando. Mais uma vez uma onda de calma veio em minha direção e eu me deixo relaxar.
– Então... Quem vai começar? – eu murmuro.
– Eu acho que eu posso começar contando. – diz Klaus se sentando ao meu lado.
Klaus me contou como eles haviam chegado e estabelecido sua residência ali e como era a dinâmica de sua família. Eu apenas o ouvia em silencio enquanto comia o alimento que Charlotte colocará à minha frente.
O modo como sua mãe era oprimida tendo que seguir os desejos de seu pai, visto que na época as mulheres não tinha voz ativa. E que era os homens que tomavam todas as decisões e que as mulheres apenas seguiam suas ‘ordens e desejos’.
– Só naquela época? – eu sou incapaz de parar a ironia que vem aos meus lábios. Mas me senti culpada ao ver o choque e a dor em suas faces – Desculpe... Eu...
– Não. Você tem razão. Sem perceber te tratamos assim. Perdoe-nos. – Disse Damon pegando minha mão e depositando um beijo cálido em meu pulso.
– Tudo bem, eu...
– Não, não está tudo bem. Agimos como uns idiotas. – Jasper disse com pesar e sorriu quando eu estendi minha mão e apertei a sua. – Tentaremos ficar mais atento para que isso não volte a acontecer e você sempre pode nos chamar a atenção sobre isso.
– Mas, por favor, poupe meu carro. – disse Damon fazendo todos caírem na risada antes de voltarem a ficar sério novamente.
Klaus me contou sobre suas infinitas divergências com seu pai. Aparentemente Mikael era uma pessoa bem difícil de lidar.
– Eu não entendo... Por que ele os odeia tanto? Quer dizer, vocês são seus filhos e...
– Mikael não é meu pai. – Klaus declarou me deixando confusa.
– Hum?
Então em poucas palavras Klaus me disse que não era filho biológico de Mikael. Eu podia entender a raiva de Mikael, afinal depois de tudo que eles haviam contado eu podia ver o quanto isso poderia tê-lo... Humilhado. Já que ele parecia um homem muito orgulhoso. O que era de certa forma muita hipocrisia de sua parte, visto que Edward e Damon eram frutos de uma relação extraconjugal.
Eu ouvi atentamente quando eles disseram quando perderam seu irmão Joshua e logo depois sua irmã Rebekah que agora eles sabiam que estava viva e com Mikael.
Por que ela estaria com Mikael e não com seus irmãos?
– Por...
– Não sabemos. – Damon responde minha pergunta não formulada. – Eu não quero imaginar o que aquele monstro esteve fazendo com Rebekah todo esse tempo. – ele diz incapaz de ficar mais tempo sentado.
– Ele não faria nada para machuca-la... – eu digo em conforto, mas incapaz de sentir que isso seja de alguma forma verdade, mas apenas prosseguir dizendo em beneficio de Damon que parecia bem perturbado. – Ele não machucaria sua filha.
– Ela não é filha de Mikael. – diz Jasper.
– Hã? Como assim ela não é filha de Mikael?
– Rebekah não é filha de Mikael... – disse Klaus segurando minha mão e levando ela próxima ao seu peito. – Rebekah é minha filha.
Eu estava chocada. Eu apenas continuei olhando para ele que apenas me fitava atentamente esperando... O que ele estava esperando? E então o pensamento me bateu... Ele estava esperando minha ira... Minha raiva.
Contudo eu não sentia nada disso. Eu apenas o amei mais e de alguma maneira queria apagar a dor que eu via em seus olhos. Eu me aproximei dele, beijei sua mão e voltei a olhar em seus olhos que me olhava... Chocado?
Eu quase tive vontade de ri de sua reação. Quase.
– Klaus. Isso não muda o que eu sinto por você. – eu digo suave esticando meus pés e dando um beijo rápido em seus lábios no qual ele suspirou apertando levemente minha mão que ele ainda segurava.
Klaus me contou sobre todo o evento que sucedeu o nascimento de Rebekah e como sua mãe Esther lhe dera uma solução para que ele pudesse ficar com sua filha.
Eu estava dividida em muitas emoções nesse momento. Raiva por essa mulher que ousou usar Klaus de forma tão cruel, admiração por Esther que apesar de sua dor no momento soube achar uma solução para que seu filho não perdesse sua filha no qual eu mesmo podia sentir o amor que ele sentia por ela somente por dizer o seu nome... Horror em saber o comportamento de Mikael em relação a sua suposta filha quando está chegou a sua maturidade e pesar ao ver que Klaus sofria por saber que sua filha estava viva e, no entanto longe de seu alcance e de seu convívio.
– E quais são os planos para resgatar Rebekah? Vocês tem um plano, não tem? – eu pergunto olhando cada um.
– Não sabemos se Rebekah está com Mikael por livre e espontânea vontade. Teremos que esperar antes de tomar qualquer providencia.
– Esperar?
– Temos um tipo de agente duplo por assim dizer. – Damon me informou.
– Alice. – declarou Klaus.
Eu não gostei disso. Eu não confiava em Alice.
– Nós não confiamos nela, mas nesse momento não temos ninguém mais a quem recorrer e não sabemos onde se encontra Mikael. – Continuou Damon como se de alguma forma soubesse o que eu pensava.
– Vocês não podem simplesmente ir até o apartamento onde Rebekah...
– Rebekah já não se encontra no apartamento. Tudo que tinha nele ou qualquer indicação de seu paradeiro é ido. – disse Klaus frustrado, olhando de volta para Peter.
– Mikael chegou e levou Rebekah e o Salvatore. Eu não pude segui-los. – Peter disse, fazendo com que eu olhasse para ele. – Mikael estava com uma bruxa a tiracolo e conseguiu me despistar.
– Greta? – eu pergunto.
– Não. Eu não sei quem era a bruxa, mas não era Greta... Acho que Greta não pode ser mais considerada uma bruxa.
– É o que o seu dom diz? – pergunta Jasper interessado.
Dom? Que dom? E então eu me lembro de Jasper dizendo que Peter tinha o dom de saber algumas coisas... Ele não sabia tudo, mas o que ele sabia não mudava indiferentes nossas decisões e ações.
– Greta agora é uma vampira. – eu murmuro. – Nesse momento ela já deve ter passado pela transição. – eu digo a ninguém em particular.
Eu me perco em meus pensamentos tentando absorver tudo que me foi dito e me passa despercebido à troca de olhares entre os vampiros presentes.
Subitamente eu me sinto cansada. O dia tinha sido longo.
– Bella por que você... – começou a dizer Damon antes de fazer uma pausa e voltar a dizer. – Você gostaria de subir para seu quarto e descansar um pouco?
– Sim, eu gostaria disso.
– Eu vou lhe mostrar seu quarto. – disse Charlotte prestativa.
Nós andamos lentamente até a parte superior e Charlote foi me dizendo de quem pertencia cada quarto que fomos passando e logo estávamos em um quarto de porta dupla, no qual eu presumi que era meu.
O quarto era excepcionalmente grande, mas bem decorada. Um contraste com os laços e fitas cor de rosa de meu antigo quarto designado. O que eu senti muito aliviada.
Depois que Charlotte me mostrou onde ficava tudo ela saiu me dizendo que se precisasse de qualquer coisa era só avisar. Eu apenas sorri em agradecimento.
Eu tomei um longo banho e vesti uma camisola de cetim preto.
Eu deitei na cama e me virei de um lado para o outro, mas por mais que eu me sentisse cansada eu não conseguia dormir.
Algo me incomodava... Eu sabia o que era.
Edward.
Edward não voltara lá para baixo. Ele ainda estaria zangado?
Ele deve estar furioso comigo.
Eu precisava pedir desculpas. Eu levanto da cama colocando o robe e o amarrando na cintura e abro a porta e caminho em direção à porta que Charlotte havia me dito mais cedo que era o quarto de Edward.
Eu paro a sua frente tendo meu coração batendo de forma furiosa em meu peito.
Tudo bem, você está com medo, agora trate de lidar com isso. – eu disse a mim mesma. Edward não pode está ainda bravo comigo... Poderia?
Eu fiquei um pouco parada, olhando a porta sem saber o que fazer... Eu deveria bater na porta?
Mesmo sabendo que eu não tinha nada a temer, vamos encarar estamos falando de um vampiro zangado e com motivos. Eu derrubei suco em sua cabeça e destruí seu carro... Duas vezes.
Ok. Pare de ser medrosa. Eu pensei furiosamente para mim mesmo.
Eu respirei fundo novamente e levantei a mão para bater na porta e hesito novamente antes que minha mão toque a porta.
Era a coisa certa a se fazer?
Por fim, experimentei a maçaneta e para minha aflição ela se encontrava destrancada e se abriu, revelando um interior tão escuro quanto à noite.
– Edward, estou entrando. – eu consigo dizer em um sussurro, como se eu quisesse me convencer que não havia ninguém ali.
Tudo bem. Eu posso fazer isso. Um passo de cada vez. Um passo... Dois... Três... Será que eu deveria ter acendido a luz?... Quatro... Cinco... Eu deveria chama-lo novamente?... Seis... Sete... Oito... Ele está deitado em sua cama... Nove... Ele estaria dormindo?... Dez... Onze... Doze... Treze... E então a contagem se perde ao fitar seu rosto.
Ele estava deitado com os olhos fechados. Sua respiração era suave como se ele dormisse profundamente.
Incapaz de parar o meu gesto eu afasto as mechas de seu cabelo que lhe cai sobre seus olhos, acariciando sua face.
Ele parecia um anjo... E então seus olhos se abriram e antes que eu pudesse me afastar ele segurava minha mão. A mão que afagava seu rosto.
– Bella.
– Edward. Eu sinto mui...
– Não. Quem tem que pedir desculpas sou eu. Não tratei você direito. Você é minha companheira e eu te tratei como uma criança ou pior... Como algum tipo de posse. – ele disse em desgosto. – Eu não mereço você... Eu...
– Shhhiii. Tá tudo bem. – eu dou um pequeno sorriso colocando minha mão em seus lábios para calar suas palavras em protesto. – Nós dois erramos. Eu deveria ter dito o que me incomodava e não ter agido... Não ter agido... Eu agi como uma criança. Eu sinto muito.
Ele beija a palma de minha mão antes de afastá-la da frente.
– Eu te amo Bella.
Meus olhos se arregalaram em surpresa. Era a primeira vez que ele me dizia isso... Nenhum deles tinha feito isso até o momento. Quer dizer, Klaus me chamava de amor o tempo todo, mas não era a mesma coisa.
Eu estava perplexa demais para exibir alguma reação.
– Bella?
– Eu...
Eu vi uma sombra se passar por seus olhos e me dou conta que eu não respondi o que ele certamente esperava.
– Tá tudo bem Bella, eu posso esperar e...
– Eu também te amo. – eu digo e sinto cada palavra sendo a mais pura verdade. Eu o amava. Eu amava todos eles.
Eu viro meu rosto para baixo enquanto Edward voltava o seu para cima começando um beijo longo e lento. Depois o beijo se intensificou, e eu tive que me segurar nele que já me envolvia em seus braços que poderiam partir granito, mas que me apertava na medida em que eu queria e na força exata que eu desejava.
Eu arfei ao ter meus lábios livres e ri tendo ele beijando toda a minha face.
– Temos que descer. Todos estão esperando lá na sala. — Todos? – Meus irmãos, Peter, Charlotte e... Bonnie e Matt. – ele diz se levantando e me ajudando a me levantar, visto que eu em algum momento tinha deitado na cama.
Bonnie e Matt estavam aqui?
Notas finais
Ah antes que eu me esqueça de eu quero divulgar mais uma novidade. Eu postei a continuação da fic Fantasiando com a Bellinha... Agora segunda parte e ela será uma long-Fic, ok? Então se você gosta do emparelhamento entre Jasper/Bella/Emmett dê uma passada em meu perfil e se gostar deixe um comentário... A fic está bem HOT, então se você faz parte das pervas em plantão se deliciem rsrsrsrsrsrs
Beijos.
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