Escolhida

19 Convite.


Notas iniciais
Oi lindas. Eu teria postado ontem, mas fiquei sem internet, enfim...
PS:Eu devo dizer que a taby não é mais minha beta, infelizmente ela não está tendo tempo.
Vamos a estória...

POV Jasper

Peter e Charlote me esperavam em frente à cabana. Peter era meu melhor amigo, eu o considerava como um irmão. Ele não era meu irmão de sangue, mas era meu irmão de veneno. Eu fui o seu criador.

–Sentimos a sua falta. – disse Charlote ao me abraçar.

– Eu não eu não sei o que está acontecendo com os lobisomens... E por mais que eu sinta a sua falta você deve voltar para casa agora, ela precisa de você lá. – disse Peter.

Eu arqueei a sobrancelha em questionamento. Para quem não sabia nada ele parecia estar ciente que eu queria saber sobre os lobisomens. Ele arqueou as sobrancelhas de volta para mim.

Eu levei cerca de quinze segundos para entender. Filho da puta de sabe tudo. Peter tinha um dom interessante. Ele sabia das coisas. Ele não tinha visões do futuro ou passado.

Ele tentou me explicar uma vez, mas não era algo que pudesse ser explicado. Ele só sabia.

Olhei para Charlote e de volta a Peter.

– Peter uma vez na vida será que você poderia ser menos enigmático? Seu dom está dizendo algo?

Ele apenas deu de ombros. Pensei em suas palavras. Quem precisa de mim? Ela? Quem era ela? Merda de vampiro enigmático. Passei a mão na minha cabeça.

– Para um original você é um pouco lento. – ele olhava de forma debochada para mim. “O amor deixou ele idiota” ele sussurrou para Charlote. Eu olhei incrédulo para ele. Eu podia escutá-lo perfeitamente. Quem era o idiota agora? – Você. – ele respondeu como se soubesse o que eu pensava e algo me dizia que ele sabia.

Isabella. O nome dela veio a minha cabeça como um trovão. Meus olhos alargaram e senti um leve tremor em meu corpo.

– Até que enfim. Ele chegou lá. – disse Peter.

Voltei a minha moto sem uma palavra. Senti Peter e Charlote em meus calcanhares, mas não me virei.

–Esperamos conhecê-la em breve. – disse Charlote de forma amável. Eu podia sentir sua curiosidade e seu contentamento.

Eu sentia uma urgência em voltar para casa. Eu teria que voltar em outro momento para conversar com Peter sobre os Lobisomens.

– Ficarei aguardando a sua volta. Da próxima vez traga doçura com você. Charlote vai adorar ter companhia feminina e Jasper...

Olhei para ele com atenção.

–Sim?

– Gosta de cheiro de rosas?

Eu podia ver que ele tentava segurar o riso. Mesmo se eu não estivesse olhando para ele nesse momento eu poderia sentir sua diversão. O que era agora? Em um momento ele era apreensivo como se algo de ruim estivesse para acontecer e no momento seguinte ele era todo diversões. Resolvi morder a isca.

– Gosto.

– Fico feliz em saber. Agora vai para casa e leve a para jantar.

Esperei ele dizer mais alguma coisa. Não houve mais nenhuma palavra.


POV Peter

Eu fiquei feliz em saber que Jasper e os outros encontraram sua alma gêmea. Minha existência seria triste sem minha Charlote. Beijei o topo de sua cabeça loira.

–Peter?

Eu sorri quando ela pronunciou meu nome.

–Vai dar tudo certo Char. Teremos tempos difíceis, mas dará tudo certo no final.

–Que bom.

Vai dar tudo certo. Tem que dar. E o que eu espero. Meu presente me diz que as coisas vão ficar muito feias mais para frente.


POV Jasper.

Voltei para casa o mais rápido possível. Perguntei-me quando é que eu teria uma conversa coerente com Peter. Às vezes eu me pergunto se ele não era louco ou se eu era por conversar com ele.

Ao estacionar em frente a casa senti a raiva e o ódio profundo vindo de dentro da casa. Era tão forte que quase me fez dobrar os joelhos tamanha fúria.

Isabella. Um sentimento imperioso de ir até ela se fez presente. Corri em velocidade vampiresca até seu quarto, o sentimento era ainda mais forte conforme eu me aproximava.

Eu não tive tempo de assimilar o que aconteceu a seguir. Num momento eu via Isabella de frente para mim e no outro eu estava no chão. Senti-me atordoado. Senti algo viscoso no chão, olhei minha mão por um instante. O cheiro de rosas impregnava todo o quarto. Ouvi uma melodia ressoar no ar.

Eu olhei em sua direção.

Era Isabella que estava rindo a minha frente. Seus olhos brilhavam de alegria e divertimento. Eu deveria me sentir irritado com ela, porém ela emanava tanta alegria que eu não pude ficar sequer bravo com ela.

Seu riso morreu ao ver que eu a encarava. Ela foi até onde eu me encontrava com os olhos preocupados e levou a sua mão em meu rosto numa leve caricia. Eu podia sentir seu calor, fechei os olhos desfrutando de seu toque suave e abri-os quando senti a perda de seu contato.

Ela parecia surpresa. Ela emanava desejo.

Confusão.

Curiosidade.

Raiva.

Desejo.

Raiva.

Preocupação.

Ela era um rodizio para um empata. Ela mudava tanto de uma emoção a outra que era difícil acompanhar.

– Jasper está tudo bem com você?

Eu olhei seus orbes marrons olhando-me com preocupação, uma ruga entre as sobrancelhas. Eu queria alisar o local com meus dedos para dissipar as linhas que havia se formado ali.

Eu não queria que ela se preocupasse comigo, no entanto eu fiquei comovido com sua atenção.

–Eu estou bem. – a ouvi suspirar levemente. –Querida?

– S-sim Jasper?

–Por que tem óleo no chão?

Seu rosto ganhou uma tonalidade de rosa, eu quase podia sentir seu embaraço em minha língua. O cheiro de seu sangue se acentuava quando ela corava. Ela cheirava a canela. Picante. Humm. Droga! A garota cheirava a sexo. Não é hora de ficar excitado.

– É o que eu gostaria de saber. –disse uma voz feminina que me fez saltar sobre meus pés. Olhei para Greta nesse instante. Há quanto tempo ela estava aqui?

–Greta o que faz aqui?

–E-eu...

–Diga logo. –falei de forma impaciente. Meus irmãos poderiam gostar da presença dela em casa, mas eu não confiava nessa submissão que ela demonstrava perante nós. E algo me dizia que os sentimentos que eu senti antes eram de Greta. No momento eu só podia sentir seu nervosismo e confusão.

– Eu vim ver se Isabella precisava de alguma coisa. –ela disse calmamente.

Ela parecia sincera em suas palavras e seus sentimentos condiziam com suas palavras. Então por que eu não acreditava nela?

Eu estou ficando paranoico. Minha convivência com Peter está me afetando. Peter não gostava de Greta e sempre deixou isso bem claro. Sacudi a cabeça afastando tais pensamentos.

– Isabella? –olhei de volta a minha escolhida.

– Eu não preciso de nada. Obrigada.

–Bem se é assim. Com licença.

Ela saiu do quarto quase graciosamente se não fosse o chão escorregadiço.

Olhei de volta a Isabella. Ela agora se encontrava sentada na cama. Fui até ela sentando ao seu lado.

–Então?

Ela me olhava pensativa.

– O óleo caiu no chão?

Creio que ela estava me dando uma resposta, mas saiu como se ela me perguntasse.

–Tem certeza?

– Sim. Eu tenho certeza. – eu senti a sua mentira.

Peguei uma de suas mãos e com as pontas de meus dedos eu fazia círculos em sua mão. Senti que ela estremeceu com meu contato. Ela não retirou a mão, então continuei a fazer círculos em sua palma.

– Você não precisa mentir para mim. –disse de forma suave.

– Eu não estou mentindo.

Sorri com sua resposta.

– Sabe alguns vampiros tem um dom. – ela me olhava com atenção. – sabe qual é o meu?

– Não.

– Eu posso sentir as emoções de outras pessoas e posso manipulá-los e com isso eu posso dizer quando uma pessoa está mentindo ou não.

Ela puxou a sua mão. Eu a deixei ir. Para minha surpresa ela não se afastou. Ela virou de forma que ficasse de frente para mim.

– Você pode sentir como eu me sinto?

– Sim. — Ela corou. Eu apontei para o chão. – Se não quer falar sobre isso, eu vou respeitá-la e não vou insistir.

Ela me olhava entre chocada e curiosa. Eu agora estava curioso. Não era a reação que eu esperava. Por que afinal ela estava chocada? O que eu disse que a chocou?

– Ok.

Dei um tapinha em sua mão e levantei.

– Jasper?

–Sim querida. –ela estava adorável, sua boca estava entre aberta e tudo que eu pensava era tomá-la em meus braços e beijá-la até que ela esquecesse o próprio nome.

– O que trás ao meu quarto?

– Eu... – o que eu devia dizer? Que me sentia desesperado para vê-la sem saber por quê? – Eu vim ver se gostaria de jantar comigo.

– Jantar? Você e eu? – mais uma vez ela parecia chocada. Merda! O que eu estava fazendo de errado para ela se sentir assim?

–Bem, tecnicamente você iria jantar e eu apenas lhe faria companhia. Achei que gostaria de sair de casa um pouco. Você gostaria de sair para jantar?

Ela praticamente ficou de boca aberta. Agora isto estava começando a me irritar. Era uma pergunta simples por que tanto espanto. Talvez ela não tenha entendido a pergunta.

– Isabella. Você. Gostaria. De. Sair. Para. Jantar? –falei pausadamente.

– Eu não sou idiota. Eu entendi quando você me perguntou antes. – ela falou irritada. “idiota” ela sussurrou para si mesma. Estreitei meus olhos. Será que ela não sabia que eu podia escutá-la? Antes que eu pudesse chamar sua atenção ela completou. – Eu aceito.

Minha irritação foi logo esquecida dando lugar a uma felicidade extrema.

– Acha que consegue ficar pronta em uma hora? — Ela afirmou com a cabeça. – Bom. Não se preocupe com o chão, eu mandarei alguém limpar.

Fui para o meu quarto. Eu precisava de um banho e me preparar para o jantar.



Notas finais
Espero que tenham curtido o capítulo, logo mais teremos o novo. Beijos e obrigada a todas que me deixam um review. Eu adoro todos eles. Beijos.