Escolhida
28 Caindo na inconciência.
Notas iniciais
Agora vamos a estória...
Pov Greta.
Eu olhei no espelho. A amargura de meu olhar não condizendo com minha pouca idade. Eu tinha apenas vinte e cinco anos, mas naquele momento eu me sentia velha e cansada.
Eu estava cansada de ser rejeitada pelo objeto de minha afeição.
Eu estudei todos os feitiços, mas nada que pudesse me ajudar. Eu lhe dei meu amor, minha dedicação e para que?
Para ser rejeitada.
Cheguei até a seduzi-lo e devo dizer que por um momento cheguei a pensar que tinha conseguido. Em poucas tentativas eu havia me tornado sua amante.
Amante...
Aparentemente era tudo que eu seria e logo eu descobri que não seria por muito tempo.
Voltei a me olhar no espelho.
Meu cabelo lindo cor de ébano rodou em torno do meu ombro. Meu rosto estava impecável, lindo, perfeito, sem emoção. Uma máscara que eu mantinha de fachada, muito necessária.
Ah como eu o amei.
Klaus era tudo que eu havia sonhado em um homem. Bonito, rico, educado e acima de tudo poderoso. Sim seu poder era uma das duas coisas que eu desejava com fervor. Era como afrodisíaco para mim.
Fomos íntimos em apenas três ocasiões, mas memoráveis. Klaus era um amante habilidoso, no qual acredito que sejam séculos de pratica.
Meus pensamentos vagueiam quando ele foi comigo, calor contra o calor, a pele na pele, rosna, gemidos, sussurros e gritos. Eu já podia sentir-me ficando quente assim que eu tirei minha roupa fora do meu corpo ficando apenas de lingerie, tentando fingir que ele estava lá.
Eu escorreguei minhas mãos em minha calcinha, fechando minhas mãos e imaginando que as minhas mãos eram as dele. Grande e poderoso. Eu passo lentamente os dedos pela borda do elástico da calcinha, e fecho os olhos perdida em minha pequena fantasia.
Escorrego minha mão para minha intimidade, imaginando que era ele.
Eu mergulho um dedo em minha entrada quente e úmida, seguida por outro enquanto meu polegar fricciona o meu clitóris e então escuto duas batidas na porta, que me assusta e me tira de modo eficaz de meu pequeno devaneio.
– Precisa de ajuda? – pergunta a vendedora de forma solicita do outro lado da porta.
– Não. – eu respondo de forma seca.
Volto a colocar a minha roupa e saio do provador irritada.
Era culpa dela. Ela não deveria existir.
Isabella Swan.
Uma garotinha idiota, sem nenhum atrativo e nenhum poder. Apenas uma simples humana. Ela não tinha nada de especial e, no entanto ela havia sido escolhida por ele. Por todos eles. Que raiva!
Ah! Como eu a odiava.
– Gostou de alguma coisa? – pergunta a vendedora. Eu entrego varias peças em suas mãos e me encaminho em direção ao caixa, não lhe dando nenhuma atenção. E por que deveria? Ela não era ninguém.
E falando em ninguém. Quem afinal de contas era Isabella Swan?
Ela era uma menina, sim uma menina que mal tinha saído das fraudas e nem sabia dar valor e apreciar o fato de ser a escolhida deles. O poder, a influencia, o dinheiro...todos desperdiçados com ela.
Ela era tão estupida que na primeira oportunidade tentou fugir em vez de levantar as mãos pro céu e agradecer a sorte que teve, como eu disse garota estúpida.
Se Klaus era o homem que eu havia sonhado, os outros não ficaram atrás. Eu mesmo já havia experimentado pelo menos um deles. Damon apesar de ser meio egocêntrico era um amante que não deixava nada a desejar.
Pena que só tivemos uma noite.
Eu não podia dizer nada de Jasper ou Edward, já que eu não tive esse prazer.
Agora me diz o que faz essa menina ser sua Escolhida?
Ah eu sabia sobre a coisa de alma e tudo mais, mas tinha que ser ela?
Ela tinha que ser eliminada. Mas como?
Ninguém ousaria mata-la. Nem mesmo aqueles que tinham meio cérebro se atreveriam a tanto. Seria suicídio. Eu mesmo se pudesse o faria, mas eu não sou estúpida e quero muito viver... de preferência como a próxima Escolhida deles. Escolhida por escolha e não por causa de algo induzido. Certamente eles foram induzidos por causa da coisa de alma. Era a única explicação plausível para eles quererem ficar com uma menina tão sem graça.
Com isso em mente, algo deveria ser feito.
Eu cheguei a pensar em vários planos, ultimamente tendo que sair de casa para evitar ser descoberta.
Edward podia ser irritante em demasia. Eu não sabia mais o fazer para mantê-lo fora de minha mente. Felizmente nosso contato era raro. Já Jasper... o fato dele ser um empático não era um problema de fato, já que ele podia sentir minhas emoções, mas não o motivo por de trás delas.
E Damon poderia me induzir a dizer o que eu pensava ou mesmo planejava se ele desconfiasse de alguma coisa, o dom de induzir as pessoas a seguir suas ordens poderia se tornar um problema por que diferente do demais ele poderia exercer esse dom mesmo em uma bruxa mais preparada.
Felizmente desde nossa pequena noite ele não demostrava nenhum atenção a minha pessoa. No começo foi irritante, mas agora era muito bem vindo.
E Klaus...ele era demais confiante em minha lealdade para desconfiar de alguma coisa.
Então ficava a pergunta. Como me livrar de Isabella Swan?
Dirigi em direção a casa, tentando pensar um jeito eficaz.
E então me bateu.
Tinha que ter uma forma de eles mesmos matasse ela, mas só havia duas possibilidades. Uma delas seria se eles perdessem seu controle sobre sua sede de sangue e a drenasse, mas eu os conhecia há bastante tempo para saber que o controle deles era perfeito e a outra...
Eu já tinha tentado, mas sempre teria uma oportunidade de tentar novamente, uma vez que ela atualmente morava na mesma residência. O que era muito conveniente.
Estupro.
Não é algo que eu aprovo, eu sou mulher e tal violência cometida contra meu próprio sexo me deixa revoltada, mas eu tinha que usar as armas que eu tinha e mesmo não gostando era algo a ser levado em conta. E na guerra e no amor vale tudo, não é o que dizem?
Emily havia dito que seria um jeito da Escolhida morrer, bem não necessariamente... ela é humana no final das contas e pode morrer como qualquer humano comum, mas seria a única maneira de seu espirito ser quebrado. Se o espirito dela fosse quebrado, ela perderia a ligação que ela tem com eles e eles ficariam livres.
Tudo bem que eles sofreriam um pouco no começo, mas logo eles a esqueceriam, não é mesmo?
E eu estaria lá para consolá-los e aí...
Tá eu sei que eles não precisam se forçar a nenhuma mulher, pois havia muitas mulheres mais do que disposta, mas o fato dela ser sua Escolhida os fazia ansiar por ela ainda mais e se... ela tentasse fugir novamente, eles se sentiriam compelidos a fazer dela sua companheira em seu mais primal conceito.
O fato dela não estar de acordo ou mesmo somente em parte seria o suficiente para quebrar seu espirito e ela definharia até morrer.
Mas como eu poderia fazer isso sem me comprometer?
Estacionei o carro em frente a casa e entrei.
E então como se o meu pedido houvesse sido atendido surge uma oportunidade. Foi tão simples. Bastou deixar uma chave qualquer de carro cair no chão e ela havia mordido a isca. Ela havia tentado fugir. Eu não fui tola em deixar cair à chave real do carro, isso só me traria problemas com Klaus e eu como disse antes eu não era estúpida.
Foi impagável ver a confusão em seu rosto, ainda mais seu medo ao ver os quatro parados olhando diretamente para ela.
Olhei com desgosto quando ela saiu do carro caindo em seus próprios pés. Mais uma vez me perguntando como tal criatura desengonçada poderia ter sido escolhida.
Então o inesperado aconteceu. Eles a atacaram. A idiota havia se cortado ao cair. Aparentemente eu supervalorizei seus controles.
Eles iriam mata-la. Não era possível ela sobreviver sendo drenada por quatro vampiros.
Eu sorri de satisfação, mas meu sorriso morreu rapidamente quando percebi o que eles estavam fazendo. Eles estavam lambendo seu sangue, fazendo com que cada área machucada se curasse no processo.
– A vadia miserável... – eu sussurrei e antes que eu compreendesse Klaus segurava o meu pescoço.
Tentei me esquivar para a esquerda, a fim de me soltar, mas Klaus era mais rápido que uma serpente. Muito mais rápido e mais forte do que o costume.
Eu encarei aqueles olhos inteiramente pretos e cheios de ódio e vi um lampejo fugaz de uma chama.
Tentei refletir sobre o que aquilo podia ser, mas o aperto em minha garganta dificultava até mesmo o ato de respirar. Klaus sempre era rápido no ataque, em partir para a ofensiva. Mas não desse jeito.
Eu o conhecia há bastante tempo para saber que tinha algo fora do comum. Algo estava errado, mas o que?
O que havia mudado?
Minha visão começou a ficar turva devido à falta de oxigênio. Eu não me preocupei muito, se Klaus queria de fato me matar ele já o teria feito.
Eu escuto uma voz ao fundo e antes que eu pudesse perder a consciência, Klaus me solta no chão em um baque audível. Eu poderia gemer com o impacto abrupto, mas eu estava muito ocupada tentando respirar para dar a devida atenção a isso.
– Greta você deveria parar de me chamar de vadia.
Olhei a figura a minha frente.
Alice?
O que ela fazia aqui?
Então eu me perdi na escuridão.
POV Bonnie.
O anoitecer havia caído e o bosque ficava mais frio, embora eu não sentisse frio. Com as pupilas completamente dilatadas, eu consegui enxergar duas figuras sob o grande carvalho.
Uma tinha cabelos escuros e grossos quase como o pêlo de um animal. Era um pouco mais alto do que o outro. O outro também tinha cabelos escuros, mas mantia um sorriso de forma que parecia mais amigável e acolhedor do que o anterior. Eu mordi meu lábio inferior me perguntando mais uma vez o que diabos eu estava fazendo ali?
Dois lobos apareceram atrás deles me fazendo arfar alto.
Meu coração afundou. Esta era uma coisa que nunca havia me ocorrido.
Eu jamais conseguiria lembrar muito bem como foram os instantes seguintes quando minha mente afundou na inconsciência.
Eu acordei devagar, reunindo informações de onde eu estava. Pelo que parecia, era o sótão de alguém.
Mas o que eu fazia ali?
Eu empurrei o cobertor e me levantei para investigar. Eu me sentia como se estivesse acordado depois de muito tempo estando doente.
Que dia é hoje?
Eu podia ouvir vozes abaixo. Alguma coisa dizia que eu deveria ir para o primeiro andar. Eu me movia devagar como se qualquer movimento brusco fosse causar alguma perturbação.
Abri a porta do sótão sem fazer ruído e cautelosamente desci até o patamar. Olhando para baixo eu podia ver uma sala de estar. Eu podia ouvir varias vozes masculinas, eu me aproximei lentamente tentando ouvir o que eles falavam até que uma voz familiar se fez ouvir:
– Venha Bonnie estávamos esperando você acordar.
Vovó?
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