Escolhida
24 A conversa.
Notas iniciais
Agora vamos a estória...
POV Jasper.
Depois de deixar Bella em seu quarto eu me dirigi ao fim do corredor abrindo a porta de meu quarto, mantendo ela aberta mostrando que eu precisava conversar com eles. Klaus sem nenhuma hesitação entrou em meu quarto.
Arquei a sobrancelha em direção aos meus dois irmãos que haviam parado como se decidisse o que deveria fazer. Eu podia sentir sua frustração e raiva saindo em ondas.
Como sempre eles agiam como meninos mimados quando as coisas não funcionavam ao seu modo. Senti uma onda de irritação me bater vindo de Edward. É claro que ele havia pegado meu pensamento.
Eu não dava à mínima.
– Eu não tenho a noite inteira. É melhor os dois entrarem antes que eu os faça entrar. – Klaus disse calmamente numa voz gélida.
Vi Damon e Edward estremecerem. Eu sorri com conhecimento de causa. Klaus nunca falava conosco dessa forma, o fato dele fazê-lo nesse momento só mostrava o quanto ele estava chateado e furioso.
Uma coisa que você não quer fazer é deixar Klaus chateado ou furioso, acredite nunca é uma boa coisa.
Eu estava no final do corredor, esperando. Edward e Damon caminharam tensos, então eu tentei enviar-lhe algumas ondas calmantes em seu beneficio. Eles rosnaram para mim.
Acenei levemente a cabeça em entendimento. Eu entendi que eles só queriam passar esse dia com seus próprios sentimentos, sem que eu tentasse manipulá-los.
Foi quando lembrei que não deveria tentar amenizar os seus desconfortos. Eu estava além de chateado com toda a situação.
Não tentei abrandar a ira de Klaus, só o deixaria mais furioso e além do mais de certa forma eu gostei de tal sentimento, pois alimentava o meu próprio.
Eu precisava senti-la. Eu mesmo estava muito irritado.
Não era mais sobre alguma garota lá fora ou uma disputa entre irmãos. Era sobre Isabella. Nossa escolhida.
POV Klaus
Depois de conversar com meus irmãos foi decidido dar a Isabella mais informações sobre ser nossa escolhida.
Jasper tinha razão em dizer que ela não estava pronta e que ela valia a pena.
Chegamos a debater a possibilidade de ela ir morar com seu pai para que ela se sentisse mais a vontade em se relacionar conosco, mas depois do ocorrido com os lobisomens essa possibilidade não existia mais.
Não era seguro.
Agora aqui estamos nós.
Em seu quarto, esperando ela acabar seu banho para que pudéssemos conversar.
Poderíamos deixar a conversa para amanhã, contudo essa conversa já tinha demorado muito para acontecer.
Eu tinha que reconhecer que eu errei em não conversar com ela de forma apropriada... Em não explicar a ela antes de praticamente arrasta-la para nossa casa.
Ela era nossa companheira e merecia um tratamento melhor.
Ouvi os seus passos onde aguardei em expectativa. Ela notou nossa presença de imediato nos olhando com espanto e... Medo.
Suspirei em desgosto. Ela tinha medo de nós? Eu não queria que ela tivesse medo de nós.
– Precisamos conversar. –disse calmamente, ignorando o turbilhão de emoções que eu me encontrava.
POV Edward.
Eu podia ver que ela hesitava em avançar os passos em nossa direção.
Isso quebrou meu coração.
– Edward, se você não parar de enviar fora rajadas de tristeza, daqui a pouco eu vou sentar aqui e chorar como uma menina. Se fosse possível para eu produzir lágrimas. – disse Jasper baixo demais para audição humana.
Eu ri.
– Desculpe Jasper. – sussurrei de volta.
Voltei minha atenção para Klaus que nesse momento explicava para Isabella o que seria uma Escolhida. Ela ouvia atentamente o que me deu esperança, esperança que morreu rapidamente com suas palavras.
– Eu não quero ser a Escolhida de vocês. Eu quero ir para casa.
– Desculpe, mas isso não vai acontecer. – ouvi Damon dizer.
– Vocês não podem me manter aqui contra a minha vontade.
– Podemos e vamos. – retrucou Damon.
– Damon já chega. – disse Klaus irritado.
– Isabella... – comecei a dizer para logo ser cortado por Klaus.
– Discutimos a possibilidade de você ir morar com seu pai, mas com a aparição dos lobisomens vimos que isso não seria seguro para você. Eles são perigosos e não sabemos o que eles querem e até lá será mais seguro se ficar conosco.
– Eles não são perigosos, eles jamais me machucariam. Eles não...
– O que você sabe sobre eles? – perguntei.
– E-eu...
– Você sabe alguma coisa sobre o fato deles ter aparecido essa noite? – perguntou Jasper.
– Não. –ela respondeu de pronto.
Eu não precisava ter o dom de Jasper para ver que ela mentia. Que por sinal devo dizer que ela mentia muito mal.
– Isabella. – repreendeu Damon.
– Eu já disse que não sei de nada.
– Você é nossa companheira e não deveria mentir para nós. – eu disse a ela.
– Eu não sou companheira de vocês. – ela teimou.
– Sim você é. Sei que ainda não está pronta, mas vamos remediar isso. Teremos tempo de conhecer uns ao outro. – Klaus disse de forma suave.
– Me diga Isabella, você não tem nenhum sentimento por nós? – perguntou Jasper deixando de lado o tema sobre os lobisomens. Algo que seria abordado em outro momento.
Klaus e Damon pareciam ter o mesmo pensamento.
POV Jasper.
Era obvio para mim que Isabella sabia algo sobre os lobisomens, mas também era obvio que nós não conseguiríamos arrancar nada dela sobre esse assunto. Teríamos que deixar esse assunto para outro momento. Resolvi abordar outro assunto. A meu ver o mais importante agora.
Fazer ela nos aceitar.
– Eu não sinto nada por nenhum de vocês.
Ela sorriu tímida para mim, tentando projetar falsa confiança. Levantei uma sobrancelha para ela. Ela esqueceu meu poder?
Ela corou sob meu olhar intenso. Ela ainda se lembrava.
– Tem certeza? – insisti me aproximando dela.
Eu havia prometido a ela que iria dizer a verdade sobre nós no restaurante e eu iria cumprir tal promessa, mas eu espero nada mais do que a verdade da parte dela.
Como eu havia dito a ela no restaurante ela era nossa companheira e nada do que ela fizesse iria mudar isso.
– E-eu n-não sinto nada por n-nenhum de vocês.
– Você não se sente nem um pouco atraída por nenhum de nós? – Damon sussurrou em seu ouvido a fazendo estremecer levemente. Eu podia ver Klaus próximo a suas costas.
– N-não.
– Eu não acredito em você. –Sussurrou Edward em seu outro ouvido.
Klaus enlaçou sua cintura para lhe dar algum suporte.
Eu tinha que lhe dar crédito. Ela estava diante de quatro vampiros e mesmo denotando nervosismo sua postura era altiva.
Eu me aproximei mais dela ficando a apenas um passo de distância dela.
Eu ouvi uma mudança na respiração de Bella. Ele passou de lenta e constante para rápida e irregular.
Eu não fiz nenhum movimento para colocar a distância entre nós. Se eu estava sendo honesto comigo mesmo eu realmente gostei do fato de que nós estávamos tão perto. Ele me animou de varias maneiras que eu mesmo não acredito que fosse possível, eu nunca me senti assim sobre alguém antes. No entanto, a coisa que eu estava mais feliz foi o fato de que Bella não estava puxando longe de qualquer um de nós.
Eu podia sentir seu nervosismo, ansiedade, insegurança, mas acima de tudo sua luxúria e então... Nada.
Olhei em seus olhos.
– Agora isso foi interessante. Como você fez isso? – perguntei.
– Como ela fez o quê? – Damon perguntou confuso.
Continuei olhando para ela esperando que ela me respondesse.
– Fazer o quê? Eu não fiz nada. – ela disse defensiva.
– Sim, você fez. – respondi lentamente.
– Alguém pode me explicar o que se passa? – indagou Damon.
– Isabella acaba de bloquear o dom de Jasper. – respondeu Edward.
– Jasper como..? – Klaus pediu.
– Antes eu podia sentir seu nervosismo, ansiedade, insegurança e sua luxúria e agora... eu não sinto nada. Não posso sentir nada dela.
– Como assim nada? – Klaus voltou a pedir.
– Eu posso sentir todos vocês, mas dela eu não posso sentir nada é como se ela não sentisse qualquer coisa, ela apenas caiu completamente do meu radar como se nunca existiu.
Olhávamos a menina em nossa frente com espanto e admiração. Edward já não podia ler seus pensamentos e agora eu não podia senti-la.
POV Klaus.
Isabella se recusou a falar qualquer coisa depois disso. Eu podia ver que ela estava cansada. Ela ainda era humana no fim das contas.
Saímos de seu quarto lhe desejando boa noite, mas não antes de deixar claro que a parti de amanhã nós iriamos gastar certo tempo com ela para que ela pudesse nos conhecer melhor.
Ela era nossa Escolhida e nada iria mudar isso e mais cedo ou mais tarde ela iria nos aceitar.
Pelos menos é o que eu espero.
POV Bella
Eu acordei com algo frio me cutucando bem forte nas costelas. "Acorde." A coisa gelada disse.
– Não. – gemi em protesto.
Puxei o cobertor mais apertado no meu rosto e rolei.
– Eu disse acorde.
Cutucão, cutucão, cutucão.
Talvez, se eu rolasse para o outro lado, essa coisa vá embora.
Cutucão, cutucão, cutucão.
– Argh! – exclamei abrindo meus olhos.
Eu descobri meu rosto e olhei para a coisa que me cutucava.
Damon.
Ele estava sorrindo pra mim, quase estupidamente, e então começou a puxar o cobertor para descobrir o resto do meu corpo. Devagar comecei a acordar, percebi que deveria estar um caos.
E Damon estava em meu quarto.
– Damon, mas que inferno! O que você quer? – Perguntei para ele me sentando. Seu sorriso ficou ainda maior.
– Bom dia flor do dia. – ele sorriu para mim. Eu estreitei meus olhos nele. – Oh vejo que não é uma pessoa matutina. – ele disse zombeteiro.
– Damon...
Ele colocou as duas mãos a sua frente como se rendesse.
– Ok, Ok. Eu vim te buscar para leva-la em um passeio.
– Eu não vou a lugar nenhum com você.
Ele ergueu a sobrancelha.
– Não? Se você não deseja sair, podemos muito bem ficar na cama. Eu posso pensar em outras coisas para nós fazer. – ele disse sugestivo.
Levantei-me rapidamente da cama.
– Mudei de ideia.
– Foi o que pensei.
Fui em direção ao banheiro resmungando como idiota um vampiro pode ser para diversão de Damon que apena
POV Jasper.
Depois de deixar Bella em seu quarto eu me dirigi ao fim do corredor abrindo a porta de meu quarto, mantendo ela aberta mostrando que eu precisava conversar com eles. Klaus sem nenhuma hesitação entrou em meu quarto.
Arquei a sobrancelha em direção aos meus dois irmãos que haviam parado como se decidisse o que deveria fazer. Eu podia sentir sua frustração e raiva saindo em ondas.
Como sempre eles agiam como meninos mimados quando as coisas não funcionavam ao seu modo. Senti uma onda de irritação me bater vindo de Edward. É claro que ele havia pegado meu pensamento.
Eu não dava à mínima.
– Eu não tenho a noite inteira. É melhor os dois entrarem antes que eu os faça entrar. – Klaus disse calmamente numa voz gélida.
Vi Damon e Edward estremecerem. Eu sorri com conhecimento de causa. Klaus nunca falava conosco dessa forma, o fato dele fazê-lo nesse momento só mostrava o quanto ele estava chateado e furioso.
Uma coisa que você não quer fazer é deixar Klaus chateado ou furioso, acredite nunca é uma boa coisa.
Eu estava no final do corredor, esperando. Edward e Damon caminharam tensos, então eu tentei enviar-lhe algumas ondas calmantes em seu beneficio. Eles rosnaram para mim.
Acenei levemente a cabeça em entendimento. Eu entendi que eles só queriam passar esse dia com seus próprios sentimentos, sem que eu tentasse manipulá-los.
Foi quando lembrei que não deveria tentar amenizar os seus desconfortos. Eu estava além de chateado com toda a situação.
Não tentei abrandar a ira de Klaus, só o deixaria mais furioso e além do mais de certa forma eu gostei de tal sentimento, pois alimentava o meu próprio.
Eu precisava senti-la. Eu mesmo estava muito irritado.
Não era mais sobre alguma garota lá fora ou uma disputa entre irmãos. Era sobre Isabella. Nossa escolhida.
POV Klaus
Depois de conversar com meus irmãos foi decidido dar a Isabella mais informações sobre ser nossa escolhida.
Jasper tinha razão em dizer que ela não estava pronta e que ela valia a pena.
Chegamos a debater a possibilidade de ela ir morar com seu pai para que ela se sentisse mais a vontade em se relacionar conosco, mas depois do ocorrido com os lobisomens essa possibilidade não existia mais.
Não era seguro.
Agora aqui estamos nós.
Em seu quarto, esperando ela acabar seu banho para que pudéssemos conversar.
Poderíamos deixar a conversa para amanhã, contudo essa conversa já tinha demorado muito para acontecer.
Eu tinha que reconhecer que eu errei em não conversar com ela de forma apropriada... Em não explicar a ela antes de praticamente arrasta-la para nossa casa.
Ela era nossa companheira e merecia um tratamento melhor.
Ouvi os seus passos onde aguardei em expectativa. Ela notou nossa presença de imediato nos olhando com espanto e... Medo.
Suspirei em desgosto. Ela tinha medo de nós? Eu não queria que ela tivesse medo de nós.
– Precisamos conversar. –disse calmamente, ignorando o turbilhão de emoções que eu me encontrava.
POV Edward.
Eu podia ver que ela hesitava em avançar os passos em nossa direção.
Isso quebrou meu coração.
– Edward, se você não parar de enviar fora rajadas de tristeza, daqui a pouco eu vou sentar aqui e chorar como uma menina. Se fosse possível para eu produzir lágrimas. – disse Jasper baixo demais para audição humana.
Eu ri.
– Desculpe Jasper. – sussurrei de volta.
Voltei minha atenção para Klaus que nesse momento explicava para Isabella o que seria uma Escolhida. Ela ouvia atentamente o que me deu esperança, esperança que morreu rapidamente com suas palavras.
– Eu não quero ser a Escolhida de vocês. Eu quero ir para casa.
– Desculpe, mas isso não vai acontecer. – ouvi Damon dizer.
– Vocês não podem me manter aqui contra a minha vontade.
– Podemos e vamos. – retrucou Damon.
– Damon já chega. – disse Klaus irritado.
– Isabella... – comecei a dizer para logo ser cortado por Klaus.
– Discutimos a possibilidade de você ir morar com seu pai, mas com a aparição dos lobisomens vimos que isso não seria seguro para você. Eles são perigosos e não sabemos o que eles querem e até lá será mais seguro se ficar conosco.
– Eles não são perigosos, eles jamais me machucariam. Eles não...
– O que você sabe sobre eles? – perguntei.
– E-eu...
– Você sabe alguma coisa sobre o fato deles ter aparecido essa noite? – perguntou Jasper.
– Não. –ela respondeu de pronto.
Eu não precisava ter o dom de Jasper para ver que ela mentia. Que por sinal devo dizer que ela mentia muito mal.
– Isabella. – repreendeu Damon.
– Eu já disse que não sei de nada.
– Você é nossa companheira e não deveria mentir para nós. – eu disse a ela.
– Eu não sou companheira de vocês. – ela teimou.
– Sim você é. Sei que ainda não está pronta, mas vamos remediar isso. Teremos tempo de conhecer uns ao outro. – Klaus disse de forma suave.
– Me diga Isabella, você não tem nenhum sentimento por nós? – perguntou Jasper deixando de lado o tema sobre os lobisomens. Algo que seria abordado em outro momento.
Klaus e Damon pareciam ter o mesmo pensamento.
POV Jasper.
Era obvio para mim que Isabella sabia algo sobre os lobisomens, mas também era obvio que nós não conseguiríamos arrancar nada dela sobre esse assunto. Teríamos que deixar esse assunto para outro momento. Resolvi abordar outro assunto. A meu ver o mais importante agora.
Fazer ela nos aceitar.
– Eu não sinto nada por nenhum de vocês.
Ela sorriu tímida para mim, tentando projetar falsa confiança. Levantei uma sobrancelha para ela. Ela esqueceu meu poder?
Ela corou sob meu olhar intenso. Ela ainda se lembrava.
– Tem certeza? – insisti me aproximando dela.
Eu havia prometido a ela que iria dizer a verdade sobre nós no restaurante e eu iria cumprir tal promessa, mas eu espero nada mais do que a verdade da parte dela.
Como eu havia dito a ela no restaurante ela era nossa companheira e nada do que ela fizesse iria mudar isso.
– E-eu n-não sinto nada por n-nenhum de vocês.
– Você não se sente nem um pouco atraída por nenhum de nós? – Damon sussurrou em seu ouvido a fazendo estremecer levemente. Eu podia ver Klaus próximo a suas costas.
– N-não.
– Eu não acredito em você. –Sussurrou Edward em seu outro ouvido.
Klaus enlaçou sua cintura para lhe dar algum suporte.
Eu tinha que lhe dar crédito. Ela estava diante de quatro vampiros e mesmo denotando nervosismo sua postura era altiva.
Eu me aproximei mais dela ficando a apenas um passo de distância dela.
Eu ouvi uma mudança na respiração de Bella. Ele passou de lenta e constante para rápida e irregular.
Eu não fiz nenhum movimento para colocar a distância entre nós. Se eu estava sendo honesto comigo mesmo eu realmente gostei do fato de que nós estávamos tão perto. Ele me animou de varias maneiras que eu mesmo não acredito que fosse possível, eu nunca me senti assim sobre alguém antes. No entanto, a coisa que eu estava mais feliz foi o fato de que Bella não estava puxando longe de qualquer um de nós.
Eu podia sentir seu nervosismo, ansiedade, insegurança, mas acima de tudo sua luxúria e então... Nada.
Olhei em seus olhos.
– Agora isso foi interessante. Como você fez isso? – perguntei.
– Como ela fez o quê? – Damon perguntou confuso.
Continuei olhando para ela esperando que ela me respondesse.
– Fazer o quê? Eu não fiz nada. – ela disse defensiva.
– Sim, você fez. – respondi lentamente.
– Alguém pode me explicar o que se passa? – indagou Damon.
– Isabella acaba de bloquear o dom de Jasper. – respondeu Edward.
– Jasper como..? – Klaus pediu.
– Antes eu podia sentir seu nervosismo, ansiedade, insegurança e sua luxúria e agora... eu não sinto nada. Não posso sentir nada dela.
– Como assim nada? – Klaus voltou a pedir.
– Eu posso sentir todos vocês, mas dela eu não posso sentir nada é como se ela não sentisse qualquer coisa, ela apenas caiu completamente do meu radar como se nunca existiu.
Olhávamos a menina em nossa frente com espanto e admiração. Edward já não podia ler seus pensamentos e agora eu não podia senti-la.
POV Klaus.
Isabella se recusou a falar qualquer coisa depois disso. Eu podia ver que ela estava cansada. Ela ainda era humana no fim das contas.
Saímos de seu quarto lhe desejando boa noite, mas não antes de deixar claro que a parti de amanhã nós iriamos gastar certo tempo com ela para que ela pudesse nos conhecer melhor.
Ela era nossa Escolhida e nada iria mudar isso e mais cedo ou mais tarde ela iria nos aceitar.
Pelos menos é o que eu espero.
POV Bella
Eu acordei com algo frio me cutucando bem forte nas costelas. "Acorde." A coisa gelada disse.
– Não. – gemi em protesto.
Puxei o cobertor mais apertado no meu rosto e rolei.
– Eu disse acorde.
Cutucão, cutucão, cutucão.
Talvez, se eu rolasse para o outro lado, essa coisa vá embora.
Cutucão, cutucão, cutucão.
– Argh! – exclamei abrindo meus olhos.
Eu descobri meu rosto e olhei para a coisa que me cutucava.
Damon.
Ele estava sorrindo pra mim, quase estupidamente, e então começou a puxar o cobertor para descobrir o resto do meu corpo. Devagar comecei a acordar, percebi que deveria estar um caos.
E Damon estava em meu quarto.
– Damon, mas que inferno! O que você quer? – Perguntei para ele me sentando. Seu sorriso ficou ainda maior.
– Bom dia flor do dia. – ele sorriu para mim. Eu estreitei meus olhos nele. – Oh vejo que não é uma pessoa matutina. – ele disse zombeteiro.
– Damon...
Ele colocou as duas mãos a sua frente como se rendesse.
– Ok, Ok. Eu vim te buscar para leva-la em um passeio.
– Eu não vou a lugar nenhum com você.
Ele ergueu a sobrancelha.
– Não? Se você não deseja sair, podemos muito bem ficar na cama. Eu posso pensar em outras coisas para nós fazer. – ele disse sugestivo.
Levantei-me rapidamente da cama.
– Mudei de ideia.
– Foi o que pensei.
Fui em direção ao banheiro resmungando como idiota um vampiro pode ser para diversão de Damon que apenas riu.
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