Escolhida 1 Temporada
2 Capítulo 2
Notas iniciais
(Bella como hibrida e sem poderes)
Um momento de silêncio se fez tudo da minha parte, para eu poder colocar as ideias e fatos da noite passada nos seus devidos lugares. Eu contaria tudo para Alice, isso era mais que um fato. Alice para mim era como uma irmã mais velha que se torna sua mãe. Fora ela e Esme que cuidaram de mim, me educaram e sempre ficaram presentes em todo esse tempo que precisei de uma presença materna ou simplesmente feminina próximo a mim. Ambas era o que eu tinha mais próximo de uma mãe.
Mas eu simplesmente precisava de um tempo para me acostumar com o que eu tinha presenciado na noite anterior.
–Estou petrificando aqui Bella. – disse Alice quebrando o clima sério que pairava no meu quarto.
–Calma Alice eu tenho que organizar as coisas direito para poder te contar se não nada vai fazer sentido, como já não está fazendo.
– Dramática! Mais tudo bem. – disse rindo.
–Me faz um favor? – pedi gentilmente.
–Sim qual é?
Rapidamente digitei no meu celular, “Tenta ouvir se tem alguém por perto”.
Ela concordou com um leve aceno de cabeça. Parou um instante, ficou com um ar concentrado, depois seu olhar ficou vago meio que perdido e depois voltou a forma normal para logo em seguida me responder:
– Ninguém na mansão, todos saíram.
Então comecei a relatar o que ocorrera comigo noite passada.
FlashBack On:
Estava no meu quarto dormindo, um sono pesado devido o dia cheio que tivera. Sonhando algo distante do meu alcance, muito distante para o meu gosto, estava sonhando com uma noite quente de sexo com Damon.
Céus como ele era maravilhoso, nunca tinha feito sexo em toda minha existência, mais se era tão bom assim como nos meus sonhos principalmente com Damon, garanto que eu seria quase ou uma própria ninfomaníaca. Seus beijos, seus toques, seu corpo ao meu, nossos movimentos cadenciados. Ele me enlouquecia com tão pouco, bastava só senti-lo próximo, o leve roçar de seus dentes em meu pescoço era algo surreal. Escutar o meu nome ser sussurrado por Damon, era algo muito prazeroso.
Até que escuto novamente ele sussurrar o meu nome, só que dessa vez era bem mais real.
Eu acordei de uma vez, afobada, atordoada, com sono e sem entender nada. Uma sensação estranha que alguém me chamava e não era em sonho, era como se me chamasse ao pé do ouvido, arrepiei-me só em pensar na possibilidade de ser algo ruim em meu quarto, sentei abruptamente na cama, olhando em meio a escuridão para ver se não tinha ninguém.
Pelo menos uma visão privilegiada vampiresca eu tinha.
Nada nenhuma sombra conhecida ou desconhecida, o quarto estava conforme quando fui dorme. Acendi minha luminária e olhei melhor em volta e nada. E novamente como um leve sussurro chamou meu nome de forma próxima a mim novamente.
Percebi que agora ela me impulsionava a segui-la, então eu fiz isso. Levantei-me abrir a porta do quarto, olhei para o corredor do mesmo, ele estava calmo e tranquilo. Passei por frente ao quarto do Damon o silêncio reinava ali. Bati de leve na porta e não obtive nenhuma resposta. Fiz o mesmo no quarto de Edward e mais uma vez nenhuma reposta.
Mulheres, com certeza estavam com mulheres. Pensei com uma raiva não conhecida por mim.
E mais uma vez ouço meu nome ser chamado. Isso está, ficando estranho.
Decido ir a seu encontro, com passos leves pelos corredores da mansão, tanto para não ser descoberta pelo o que quer que fosse e quanto pelo o sono que ainda não me abandonará, vagueio um pouco pela mansão, curiosa para saber o que estava de fato acontecendo.
Caminhando na direção que a voz queria me levar, percebi algo que de inicio a única coisa que eu conseguir distinguir era que ela pertencia a um homem, mais agora, no entanto ela era claramente reconhecida por mim. Era a voz do Edward, sussurrada vindo pelo o que podia perceber do terceiro andar, mais precisamente no último quarto no fim do corredor. E só uma coisa passava na minha cabeça.
O que diabos Edward estaria fazendo no quarto de hóspedes?
Fiquei frente-a-frente com a porta, mais nesse momento um medo que não existia se a ponderou de mim. Uma raiva, uma angústia, sei lá, tomou conta de mim, sem nem ao menos saber o que tinha ali. A porta estava claramente fechada, mas não na chave. Coloquei a mão na maçaneta girei-a devagar sem fazer barulho algum, entrei no quarto que era bastante amplo e não vi ninguém, a não ser o barulho de água caindo do chuveiro.
Dei mais um pouco de minha atenção e percebi que vozes vinham de lá, meu coração apertou naquele momento eu não sabia o que fazer algo me impulsionava a olhar o que estava acontecendo da mesma forma que me mandava ir embora o mais rápido possível.
Sem pensar duas vezes para não perder a coragem, fui para o banheiro que estava de porta aberta e olhei e me arrependi na mesma hora de ter olhado. Edward estava com uma mulher, branca de cabelos longos e ruivos cacheados que ia até a metade das costas. Ajoelhada na sua frente lhe fazendo um sexo oral.
Coloquei a mão na minha boca para impedir que qualquer som fosse escutado, eu estava em choque com o que via. Edward ditava o ritmo que queria que ela acompanhasse, até que como se soubesse que estava ali, ele olhou fixamente em direção a porta e mais uma vez eu escutei meu nome ser chamado.
Assustada com o que acontecia e enojada com o que presenciava no exato momento. Decidir sair do quarto. Procurando sair da mesma forma que entrei. Desço as escadas correndo e indo direto para cozinha lá eu poderia fazer qualquer barulho só não contava ter que passar por perto do escritório e vê mais uma vez uma cena bem lamentável.
Damon estava transando com uma garota loira e também desconhecida era deprimente olhar aquilo. Ela de quatro para ele, gemendo feito uma puta no cio que era pedindo mais, e ele satisfazendo sua vontade.
Ai! Que ódio!
E mais uma vez escutei meu nome ser chamando, na minha cabeça.
Comecei a não me sentir muito bem, caminhei rapidamente para cozinha. Minha cabeça girava e uma dor muito rápida se a ponderou de mim, do meu estômago, estava ficando cada vez mais tonta, e com a dor ficando maia forte, gemi baixinho de dor e quando dei por mim já estava vomitando horrores na pia da cozinha mesmo.
Tão rápido quanto a tontura, a dor de estomago e o vomito, Edward e Damon estavam perto de mim, deixando seus entretenimentos de lado, devidamente vestidos e recompostos.
–Bella você está bem? – perguntou Edward um pouco aflito.
–O que foi que aconteceu? – perguntou Damon também preocupado.
Me esquivei das mãos de ambos, as cenas que presenciará estavam frescas em minha memória e mais uma vez o nojo tomou conta de mim, fazendo-me vomitar novamente o que eu achava que não tinha no estômago.
Ambos vieram para perto de mim, e eu logo fiz sinal para que não chegassem perto, permaneci de cabeça baixa. Sentia-me tão vazia, no estômago como em mente e intimamente.
Maldita hora que decide seguir essa porra de voz.
–Bella deixa a gente te ajudar! – disse Damon estudando o meu humor.
–Me ajudarão bastante se ambos me deixarem em paz. – disse com olhar acusatório para ambos.
–Não fizemos nada. – disse Edward defendendo ele e Damon.
–Vocês nunca fazem nada, não é mesmo? – perguntei sarcasticamente, minha paciência estava no espaço.
–Isso não está ajudando em nada Bella, só queremos ajudar você. Você acabou de passar mal.
–Só me deixarem em paz, eu agradeço.
Ambos tentaram se aproximar de mim, mais não conseguiu, eles eram simplesmente afastados por algum tipo de força invisível. Eles se olharam interrogando-se e depois me olharam e juntos perguntaram.
–É você que está fazendo isso?
–Como? Não entende? – perguntei confusa.
–Você... Você está bloqueando nossa aproximação a você! – disse Damon tranquilamente.
–Agora eu me pergunto como? – perguntou Edward pensativamente.
–Se eu tivesse algum poder que vocês estão querendo sugerir que eu tenha. Eu com toda certeza não estaria aqui evitando a aproximação de vocês, eu estaria com certeza o mais longe possível dessa prisão medieval moderna.
Dei as costas para ambos peguei duas bolsas de sangue no freezer, e caminhei para meu quarto em nenhum momento ambos conseguiram se aproximar, como estavam querendo girei nos calcanhares para eles
–Espero que estejam bem servidos. – disse em cumprimento ao voltar a subir as escadas para meu quarto.
Flashback Off.
–E minha noite passada foi esse pesadelo quase sem fim.
–Parece mais filme de terro de quinta, onde a mocinha apaixona-se pelo monstro que não podem ficar juntos, no fim ele mata ela e se mata logo depois. -Alice comentou fazendo pouco.
–É, a sensação de coisa ruim, é a mesma.
–Como esta do estomago? – perguntou Alice um pouco preocupada.
–Vazio, esperando urgentemente por sangue. – disse fazendo cara de fome.
–E as bolsas de ontem?
–Sangue de animal, eu não percebi, nem o sangue sintético que não foi testado pelo Carlisle eu peguei.
–Urgh! – Alice fez cara de nojo.
–Partilho o mesmo pensamento.
–No fim das contas o que você acha que foi tudo isso?
–Não faço a mínima ideia Alice, de verdade mesmo. Não tenho nenhuma opinião formada, é tudo muito bizarro.
–Não é bizarro é inesperado.
– Incrível sua fé em mim. Que eu não seja o bizarro da história dos vampiros!
–Você não é bizarra Bella, só é diferente bem diferente de tudo. Porém deve ser bem mais forte do que imagina, essa diferença não pode ser em vão. Bella eu fiquei refletindo aqui comigo, enquanto você me contava a história. Não sei muito só sei o básico de tudo, tanto quanto você e nada se encaixam com ele. Mais acho que temos um caminho já!
–Você acha! Como o quê, por exemplo? – perguntei com esperança de ter alguma resposta positiva.
–Bem espero que você mantenha a sua cabeça bem aberta.
–Farei o possível. – a expectativa era grande.
–Bem eu acho que você teve uma crise de ciúmes das bravas, só que você nem sabe. Acho que deve ter sido algo tão assim que por fim os seus poderes resolveram aparecer.
“Tipo quando você escutou eles sussurrarem seu nome, ambos de fato não a chamaram em voz alta. O que me faz me pensar que você pode ler a mente deles, mais só a deles mesmo, outra você disse que tinha alguma coisa invisível que impedia que eles chegassem até você, no mínimo um escudo físico você tem também”.
–Não Alice isso não pode me acontecer, eu não cheguei a minha idade adulta, meu crescimento não é mais como antes mais eu não sou adulta para de fato ter algum poder.
Disse sem fé em mim mesma. Uma coisa era algo positivo, outra era uma esperança muito acima das expectativas.
–Então me explica a crise de ciúmes que você teve?
–Eu não tive crise de ciúmes alguma. – neguei meio nervosa ela não conseguia esquecer isso.
–Então me explica como você conseguiu ter esses poderes com seus respectivos parceiros?
–Não sei, quem garante que foi eu? – perguntei em dúvida.
–Pode até não ter sido intencional, mais o fato disso tudo acontecer é que enfim sua fase adulta chegou, e com ela os dons que uma escolhida tem para estar perto do seu parceiro. – disse por fim.
–Isso não pode ser verdade! – disse incrédula caminhando até a janela do meu quarto, eu estava começando a não me sentir bem, com toda essa estória.
–Por que não seria? – perguntou Alice arqueando uma sobrancelha.
–Por que para isso acontecer eles tem que de fato sentirem alguma atração por mim. Não podem mais olhar para mim como a menina dos olhos deles, a protegida, eu tenho que ser uma mulher aos seus olhos, desejada, admirada. E nada disso eles sentem, por que se não já teriam insinuado algo e não estariam ambos com humanas debaixo do mesmo teto que eu, satisfazendo suas vontades. Eu também teria que ter mudanças sei lá. -disse dando de ombro de tão nervosa que estava.
–Bem por esse lado você está certa, mais se eles não estão atraídos ou algo parecido por você, me diz o porquê deles chamarem seu nome quando estavam fazendo sexo com elas ou por que você sonhou fazendo sexo com Damon?
Fez um minuto de silêncio e enfim a minha ficha caiu.
–Não. – disse negando totalmente assustada.
–Sim.
–Não. – disse teimando.
–Sim Bella, você enfim atingiu sua idade adulta.
–Isso não pode estar acontecendo. – disse sentando na cama atordoada.
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