Escolhas ruins... consequências piores
4 Dificuldade e mais dificuldade
Notas iniciais
Dias, meses, anos se passaram e desde aquele dia os caminhos de Pepper e Tony nunca mais se cruzaram, muita coisa de bom e de ruim aconteceu com ambos, todos os seus amigos tomaram rumos e começaram as suas famílias, exceto Tony, ele ainda é o mesmo playboy de sempre e não mais bilionário graças ao seu gasto demasiado com festas, bebidas, drogas e mulheres.
Ele estava exausto tinha acabado de chegar de dois eventos o primeiro tinha sido promovido pela Vanity Fair onde mais uma vez ele ficou com a repórter Christine Everhart e o outro foi promovido por uma nova modelo que era a queridinha de Malibu, tendo Christine a tira colo pois ela também iria fazer uma matéria sobre essa festa ele acabou soltando informações do tipo: " A Stark está falindo". Não deu nem tempo de tomar um bom banho e Jarvis logo o informou sobre as ligações que a mansão estava recebendo a cada segundo cobrando uma posição de Tony sobre a veracidade da história.
– Jarvis, fique no mudo e só me incomode se o mundo estiver prestes a acabar.- obedecendo as ordens, Jarvis parou de se pronunciar e Tony continuou com o seu banho, depois que saiu dali ele caiu na cama e dormiu por horas. — Jarvis... ai, que preguiça!- falou Tony ao se espreguiçar. — Que horas são?
– São 9:50 da manhã, senhor, o dia está parcialmente nublado e pode ocorrer pancadas de chuva no começo da noite, as ondas estão propicias para quem gosta de Surf e o melhor horário pra pescar é das 12:00 até às 17:00 da tarde.
– Hum... dormi por 14 horas me sinto novinho em folha. E então como está o mundo?
– Caótico como sempre, senhor.
– Maravilha. E as ligações?
– Pararam há algumas horas, senhor.
– Hoje vai ser um inferno! Maldita hora em que eu fui dormir com aquela mulher. Com tantas ali eu fui justamente degustar de prato que já comi. Jarvis, me lembre de nunca mais dormir com ela e se eu contestar me lembre disso.
– Sim senhor.- mais uma vez Tony se banhou, fez um esforcinho pra esconder a cara de ressaca, vestiu seu terno feito sob medida, tomou um farto café da manhã e foi para empresa "pronto'' pra ouvir os desaforos, quando chegou ele estranhou por não ver repórteres na portas alvoroçados por informações e nem funcionários temendo perder seu emprego a chegada de Tony causou estranheza perante seus empregados, mas eles o cumprimentaram como tipicamente faziam.
– Ei, Dress...
– É, Jess, Sr. Stark.- corrigiu o segurança do andar.
– Tanto faz. Onde está a minha assistente?
– O senhor a despediu depois que ela dormiu com o senhor.
– Ah, é mesmo. Era uma boa, moça, ótima, mas seus serviços não me interessam mais.- ele desviou a atenção do rapaz quando viu uma mulher morena de estatura mediana, com os seus cabelos pretos soltos caindo sobre seus ombros, olhos verdes e muito bem arrumada em uma saia de cintura alta cor de creme, um blusa social branca e saltos de bico fino saindo de sua sala.- Quem é essa?
– É a nova assistente, senhor. Se não me falha a memória seu nome é Cecília.
– Bela escolha.- Tony se afastou do funcionário e foi a mesa de sua mais nova assistente.- Oi.- ele deu seu sorriso cafajeste e tirou os óculos mostrando seus belos olhos castanhos.
– Em que posso ajudá-lo?- a moça perguntou com indiferença.
– Me dizendo o seu nome que tal?
– Cecília.
– Nome incomum pra uma linda americana.- ela rolou os olhos.
– Não sou americana, sou portuguesa. O que deseja?
– Você em minha cama.- antes que a mulher pudesse lhe responder o telefone de sua mesa tocou.
– Sim... Levarei agora mesmo.- recolhendo algumas pastas que estava na mesa ela ficou de pé e caminhou em direção a sala da presidência.
– Ei, portuguesa! Eu estou aqui.- a mulher não lhe deu valor e Tony foi atrás dela quando entrou na sala se deparou com Arnold o irmão a qual ele é intrigado e que não fala há anos.
Anold Stark ou Arno como é chamado por quem o conhece é o irmão mais novo de Tony, não fugindo da genética Stark é um homem bonito e inteligente, ao contrário do irmão que é uma cópia de Howard, ele herdou mais o lado de sua mãe tanto na sensatez quanto na aparência, quem conheceu a família de Maria Collins Carbonell diz que ele é uma cópia fiel do avô materno.
– Arno?! O que você tá fazendo aqui?
– Engraçado é você me perguntar isso, Tony. — ele voltou a olhar para os papéis em sua mesa e coçou a cabeça ao ver os problemas que teria de enfrentar. — Me traga o balanço de setembro do ano passado até maio desse ano, por favor.
– Pode deixar.- a mulher saiu da sala e deixou os dois tendo um embate visual.
– Essa cadeira é minha.
– Não mais. Eu sou o presidente agora, Tony, você colocou a empresa na lama e eu estou tentando tirá-la. Seu irresponsável!
– E quem decidiu isso posso saber?
– Eu e os acionistas. Como é que você não viu isso? — ele falou jogando os papéis na mesa pra que Tony os visse.
– Isso o quê?
– O roubo!
– Estávamos sendo roubados? Puxa, e eu achando que estávamos falindo por que eu estava tirando do capital da empresa e não estava repondo.
– Por isso também! Qual o teu problema, Tony? O papai constrói uma empresa pra você vim e jogar tudo no lixo por que você não consegue parar de farrar e gastar todo o seu dinheiro.
– Ah, não, nem começa, Arno. Você tá aqui e tenho fé que vai resolver. Foi bom te ver e adeus.
– Você virou um drogado, um alcoólatra, Tony. Nem o Homem de Ferro você é mais.- Tony parou antes de chegar a porta e não se virou para encarar o irmão.
– Eu estou de férias, Arno.
– Há quase 1 ano? Que férias longa, não é? O que é que tá acontecendo, Tony? Eu achei que ser o Homem de Ferro ia te dar um propósito, mas parece que como em tudo na sua vida você também enjoou de ser o personagem heroico que você mesmo criou e que as pessoas aprenderam a gostar.
– Eu não sei se você sabe, mas eu fiquei paraplégico por algum tempo e não tava a fim de ficar andando de cadeira de rodas pra cima e pra baixo.
– E por isso você achou melhor transformar o seu nariz em um aspirador de pó, sua boca em uma chaminé e seu figado em um alambique? — Tony não respondeu e Arno contornou sua mesa para poder se aproximar. — Seja homem uma vez na vida, Tony! Encare seus problemas ao invés de ficar procurando coisas para mascará-los.
– Não me venha com esse seu papinho de irmão preocupado, Arno! Onde você estava quando eu fui sequestrado? E quando fiquei aleijado? Onde estava esse irmão tão preocupado que está aqui na minha frente?
– Estava preocupado do mesmo jeito que estou agora, eu me envolvi com as buscas mesmo com o Obadiah dizendo que cuidaria de tudo e quando você voltou eu tentei falar com você, fazer as pazes com você, mas você pediu para Jarvis bloquear as minha ligações ou não lembra disso?
– Não, eu não lembro.
– Pois eu me lembro, Tony, e mesmo assim eu não deixei de saber sobre você, nem antes e nem agora eu deixei de ter notícias suas, Rhodes era quem me dizia como você estava e o que fazia... Quis muito estar aqui pra te ajudar em qualquer coisa por que é isso que os irmãos fazem, mas você só queria saber qual a próxima garrafa de uísque que iria tomar ou a próxima droga que iria usar.
– Comovente isso, irmãozinho. — Tony voltou a caminhar e Arno balançou a cabeça negativamente.
– Se você não é capaz de ser o Homem de Ferro passe o bastão. — Tony riu e pela primeira vez se viu na necessidade de se virar.
– E quem é capacitado, você? Hm... presidente das Indústrias, querendo ser o Homem de Ferro, tenho a leve impressão que você está querendo ser eu, Arno.
– Quando é que você vai aprender que nem tudo gira ao seu redor, Tony? Eu não quero ser você e nem me tornar o Homem de Ferro, mas você assumiu um compromisso com você mesmo e com os outros e se não puder cumpri-lo passe pra alguém que tenha essa capacidade. — Tony não o respondeu apenas saiu da sala deixando Arno frustrado por não ter conseguido ter uma conversa sem brigas.
– Pelo visto vocês não se acertaram. — constatou a mulher ao entrar com mais pastas sobre o balanço que ele pediu.
– Não. — suspirou ele em derrota, ela colocou as pastas em cima de mesa a contornou e sentou-se no colo dele. — Tô tentando me lembrar da última vez em que conversamos sem brigar.
– Vocês sempre foram assim?
– Não, mas depois que nossos pais morreram a coisa entre nós ficou feia, brigamos muito e depois disso eu fui embora abrindo mão de tudo isso aqui. Mas agora eu vou ter que retomar tudo isso, não posso deixar tudo o que meu pai construiu ir pro lixo.
– Eu sei, querido. — ela lhe deu um selinho e ele encostou a cabeça em seus seios.
– Não deu nem tempo de dizer que me casei e que tenho um filho.
– É, mas deu tempo dele me cantar. — ela falou em um tom divertido e Arno fez uma careta. — Não se preocupe eu não lhe dei ousadia. Só existe dois Stark nesse mundo a qual o meu coração pertence e seu irmão não é um deles.
– E como está o nosso pequeno Howard?
– Pra ele essa é a hora do cochilo da "tarde''. Ele ainda está no fuso de Lisboa, vai demorar um pouco pra ele se adaptar.
– Eu sei. Ainda bem que a babá concordou em vim conosco imagine ter de acostumá-lo com outra babá.
– Ia ser um sacrifício.
– Ia sim. — ele voltou a encostar a cabeça nos seios de sua esposa e os dois ficaram em silêncio por alguns minutos.
– É a Pepper? — ela perguntou ao ver a foto que estava em um porta retrato onde Tony a abraçava por trás e beijava seu rosto.
Cecília conheceu Pepper através de Arno o anel de noivado que por alguns meses ela usou foi feito por ela que também esteve presente em seu casamento, mas ela nunca soube que Tony e Pepper tiveram alguma coisa, bom, ela nunca procurou saber.
– Uhum. Quando eu vi na internet que Tony tinha assumido publicamente o namoro com ela eu pensei comigo mesmo ''agora vai", mas um ano depois tudo acabou. Eu realmente achei que ela faria ele mudar, mas isso parece ser uma missão impossível pra qualquer um.
– Uma pessoa só muda quando quer, Arno, não adianta insistir. Um dia ele aprende com os erros você vai ver.
– Só espero que não seja tarde demais.
– Bom, enquanto ele não aprende você vai ter que consertar os erros dele. Pronto pra mergulhar em um mundo de contas?
– Com você estou pronto pra tudo.- ela riu e voltou para o outro lado da mesa para que pudesse junto com ele analisar o rombo que estava na empresa.
Em casa, Tony, assistia a coletiva que seu irmão concedeu mais cedo, ele anunciou que seria o novo presidente das Indústrias e assumiu as dividas da empresa, relatou que grande parte do problema aconteceu por um roubo interno e que a ação seria investigada com meticulosidade, perguntas como: " Onde está Tony Stark?", " O Homem de Ferro ainda existe?", " Você será o novo Homem de Ferro?" eram feitas e Arno desviou de cada uma delas deixando bem claro que seu compromisso era apenas com a empresa, demorou uma semana pra que Tony se pronunciasse não com palavras, mas sim com ações sendo mais uma vez o Homem de Ferro, ao finalizar mais uma missão, Tony pousou no estacionamento da empresa e foi a procura de seu irmão.
– Arno, eu...- ele estancou ao vê-lo sentado no chão da sala e dando comida para o menininho que estava em seu colo. — Mas o quê?
– Oi, Tony. Quer almoçar conosco? — ele lambeu os dedos que tinha levado carne para o menino de 1 ano e poucos meses e sorriu.
– Eu espero que você esteja satisfeito por ter sujado a mamãe, How! — Cecília saiu do banheiro da sala de cabeça baixa e passando um pano molhado na blusa que há pouco havia sido suja de molho. — Vocês... Oh! Oi, Tony.
– Alguém pode me explicar o que tá acontecendo aqui? Você transformou a sala numa creche só pra agradar a assistente gostosa?
– Mais respeito, Tony. A assistente gostosa é minha esposa.
– Como é?
– Isso mesmo que você ouviu, Cecília é minha esposa e esse daqui é Howard nosso filho.- Tony ficou um tempo quieto e tanto Arno quanto Cecília olharam para o pequeno que cobrava atenção.
– Será que ele tá bem? — ela perguntou ao ver Tony ainda parado e olhando pro nada.
– Tá sim, daqui a pouco ele volta ao normal.
– Howard.- Tony falou depois de alguns segundos. — Você deu o nome do nosso pai pra ele? Coitado do moleque vai ficar traumatizado.
– Não fale assim, Tony. Ele teve seus defeitos, mas tentava ser um bom homem.
– Tomara que ela não tenha feito o mesmo. — falou ele sozinho.
– O que você disse?
– Eu? Nada. — respondeu ele arrependido por ter falado demais.
– Não, você disse '' tomara que ela não tenha feito o mesmo.''
– Se você ouviu por que perguntou?
– Você tem um filho, Tony?
– Eu e minha boca grande.
– Tem ou não?
– Tenho! Satisfeito?
– E onde ele está?
– Não faço ideia.
– Você é inacreditável! Como é que você tem um filho e não sabe onde ele está?! Quantos anos ele tem? E a mãe pelo menos você sabe quem é?
– Deve ter uns 5 ou 6 anos. Quanto a mãe... Eu conheço e você também, é a Pepper. — Arno arregalou os olhos assim como sua esposa, os dois trocaram olhares surpresos e em seguida olharam pra Tony.
– Você só pode tá brincando.
– Acredite, se esse ser não existisse provavelmente estaríamos juntos... ou não vai que eu tivesse enjoado dela.
– Se tivesse enjoado dela a foto dela não estaria na sua mesa.
– Esqueci de tirar.
– Por 7 anos?
– Sou muito esquecido. — justificou ele.
– Eu o conheço, Tony.
– Bom pra você. — falou ele com desdém.
– Você não quer saber sobre ele?
– Se eu quisesse ele estaria morando comigo... Me esclarece uma coisa é menino mesmo? — perguntou ao lembrar do "ele'' que tanto o pai de Pepper usou durante a conversa.
– Sim... Espera aí, você não o conhece?
– Não.
– Vocês terminaram por que ela engravidou, não foi? — ele confirmou com um aceno. — Você não pediu o que eu acho que pediu, pediu?
– Depende, o que você acha que eu pedi? — Cecília olhou para Tony com desprezo e pegou Howard em seu colo.
– Vamos indo, How, parece que o irmão do seu pai não curte muito crianças. — a mulher passou direto com o menino balbuciando algumas "palavras" e abandonou a sala.
– Ah, diz a tua mulher pra deixar de frescura. Eu não sou um bicho que vai comer o figado das crianças. O Rhodes, o Barton, o Bruce e o Rogers tem filhos, aliás, eu sou o padrinho da Lindsay que é filha do Rhodey e nunca fiz mal a nenhum deles.
– Então por...
– Por que eu não quero. Voltando ao que eu ia dizer inicialmente, tenho que reconhecer que você estava certo. Eu preciso de ajuda, já não tenho mais tanto controle quanto eu achei que tinha. — confessou ele.
– Eu sei, e o que for preciso pra te ajudar eu vou fazer. — Arno ficou de pé e sem arrodeio abraçou Tony que ficou sem jeito. — É bom saber que ainda tenho um irmão.
– Eu digo o mesmo.
– Acho que por hoje meu expediente acabou.
– O que você vai fazer?
– Eu disse que ia te ajudar e vou. Nós vamos procurar uma clínica de reabilitação.
– O quê? Não, de jeito nenhum!
– Você disse que precisava de ajuda, Tony, e eu disse que ia te ajudar. Então essas são as condições ou você se emenda ou eu vou fazer de tudo pra que você seja interditado como incapaz e todo o dinheiro que você pegar vai ser estipulado por mim e a quantia que eu lhe darei será mensal e suficiente para que você sobreviva durante o decorrente.
– Tá me ameaçando?
– Tô. E então reabilitação ou dependência financeira e social?
– Você deveria ser comediante, Arno.
– Estou falando sério, ou você aceita as minha condições ou dê adeus a sua liberdade pois eu vou restringi-la ao máximo. — Tony riu e voltou alguns passos. — Eu vou lhe dar 2 dias pra que você decida, mas saiba que se não concordar eu vou fazer o que lhe falei. — ele não levou a sério a ameaça feita e se foi deixando Arno ciente de que teria de apelar para convencê-lo.
Durante esses dois dias ele com a ajuda de Cecília procurou uma clínica de responsabilidade e assim que a acharam marcaram a internação de Tony, temendo ser contrariado ele tomou as medidas drásticas que provavelmente teria de usar e foi encontrar seu irmão para saber qual a decisão.
– Boa tarde, Sr. Stark.- saudou Jarvis.
– Boa tarde, Jarvis. Quanto tempo, não é! Onde está...
– Estou aqui. E minha resposta é não. — falou ele surgindo da cozinha e com um copo de uísque na mão.
– Já esperava por isso. Tome. — ele entregou um documento redigido pelo o advogado da família onde o mesmo informa que Tony está incapacitado de administrar seus bens e de ser o Homem de Ferro devido ao uso de álcool e entorpecentes. A primeira e única reação dele foi de incredulidade e sempre que parava de olhar para o papel que obviamente era uma cópia olhava para seu irmão.
– Você...
– Eu disse que faria e fiz. Seu declínio social começa agora. — Arno sorriu e se dirigiu a porta de saída da mansão rezando para que Tony mudasse de ideia.
– Tudo bem!- falou ele antes do irmão cruzar a saída. — Eu vou pra reabilitação. — Arno sorriu consigo mesmo e se virou para olhar para Tony.
– Maravilha! Isso vai ser bom pra você. Vamos? Eu já dei entrada nos papéis da internação e estão lhe aguardando.
– Mas já? Eu nem tive tempo de me preparar... E a imprensa?
– Eu lhe dei 2 dias pra você se preparar e não se preocupe com a imprensa eu cuido disso também. A sua única preocupação vai ser em se restabelecer. — depois de ajudar Tony a fazer a mala, Arno o levou para a clínica e quando o momento de dar entrada na clínica chegou ele quis ir embora, mas Arno foi enfático em suas ameaças, não sabendo se o medo de perder a sua liberdade era maior que a hesitação por ser internado, Tony escolheu o caminho que pra ele era mais difícil e aceitou as condições de seu irmão, dando entrada na clínica para que pudesse ser tratado e quem sabe assim no final ter sua chance de redenção.
Já havia se passado uma semana desde que Tony foi internado, a imprensa de nada soube, pelo o contrário acreditam que o Homem de Ferro está ativo já que Tony deixou que uma armadura não tripulada fizesse o trabalho dele enquanto estivesse fora. Arno embora tivesse aliviado por saber que por alguns meses Tony estaria fora de encrencas também estava chateado com ele por conta do desprezo que ele dá a vida e as chance que ela lhe dá.
– Eu ainda não consegui superar isso!- ele exclamou batendo as mãos na mesa e assustando sua esposa.
– O que foi?
– Tony. Por que ele fez isso com a Pepper e com o Thomas?
– Deixa isso pra lá. Se quer saber eu acho que foi melhor assim. Você viu como aquele menino é amado pela mãe e pelo pai.
– Padrasto.
– Pai. Você querendo ou não aquele homem é o pai dele, Arno. Sinceramente, eu acho que ele pode dar mais amor ao Thomas do que seu irmão poderia dar caso tivesse aceitado.
– Eu sei, mas ele é meu sobrinho, é um Stark, é da família!
– E o que você pretende fazer? Esperar que ele cresça pra poder dizer que você é tio biológico dele e que o "pai" dele é um babaca? Me desculpe falar desse jeito, mas seu irmão é um babaca.
– É, eu sei. Mas eu quero que ele saiba que eu sou tio dele e que independente das escolhas do Tony, ele é da família e que tem parentes que gostam dele.
– Olha, eu acho bonito isso de você querer seu sobrinho por perto mostra que você dá valor a sua família, mas se você fizer isso vai fazer a maior torta de climão com a Pepper e o marido dela, não acha? Por que você não tenta ser como o Rhodes? Thomas chama ele de tio e gosta muito dele e nem parentes eles são.
– Isso seria um bom jeito de estar por perto.
– Seria sim.
– O problema agora é só arranjar uma desculpa para me aproximar.
– Você vai arranjar, amor, sei que vai.- Cecília levantou, recolheu o prato da mesa e deixou Arno pensando em uma maneira de se aproximar de seu sobrinho sem despertar desavenças entre ele, Pepper e Zack.
♦♦♦
Nervoso, era assim que Zack estava, desde o segundo que Pepper entrou no consultório que ele não consegue ficar quieto, ele anda de um lado para o outro, bate o pé e fica tamborilando os dedos, a angústia acompanha ele e Pepper desde que ela descobriu um tumor em seu ovário há alguns meses. Desde que Thomas completou 6 anos e Melanie completou 4 anos, tanto Pepper quanto Zack manifestaram a vontade de ter um filho geneticamente deles e não só pela metade como é no caso dos dois "filhos" do casal, após muitas tentativas frustradas e de Pepper demonstrar alguns desconfortos como: dor na hora do sexo, fadiga e alteração do ciclo menstrual, ela resolveu procurar ajuda médica e tiveram uma desagradável surpresa quando a ginecologista descobriu o tumor, o primeiro conselho foi fazer exames mais detalhados e após chegar o resultado todos temeram o pior.
O tumor era cancerígeno e já estava caminhado para estágio II que seria o câncer se espalhando por outras partes da pelve, explicando as dores e a dificuldade em engravidar, os óvulos, no entanto, apesar das circunstâncias estavam perfeitamente saudáveis e quando a médica deixou no ar que provavelmente seria preciso fazer uma histerectomia total, Pepper pediu para que seus óvulos fossem retirados e congelados para que no futuro pudesse ser feito a combinação do seu material genético com a de seu marido e depois uma fertilização in vitro em uma mulher que estivesse disponível a emprestar a sua barriga, depois disso Pepper foi submetida a quimioterapia o que acabou fazendo ela perder os cabelos, o interesse no trabalho e a vontade de seguir com a vida. Ainda nervoso com a demora, Zack, esperou cerca de uma hora pra ver Pepper sair do consultório visivelmente abalada, de cabeça baixa ela caminhou até ele e procurou conforto em seu abraço.
– Amor, o que houve? Me conte o que aconteceu lá dentro.- ela permaneceu calada e o abraçou mais forte, ele entendeu que ela não queria falar por agora e a levou embora. Ao chegar em casa recebeu o abraço caloroso de seus filhos e ligações da família que queriam saber como tinha sido a consulta, enrolando a todos ela disse que estava bem e encerrou o assunto ali, durante o jantar ela não comeu apenas observou toda a interação da família e isso não passou despercebido perante Zack, sem querer questioná-la da frente das crianças ele esperou até a hora de ir dormir para que pudesse insistir nas perguntas feita mais cedo.- Virginia...
– Eu tô com uma infecção. — ela jogou a informação e Zack engoliu seco, Pepper voltou a chorar e puxando-a para o seu lado da cama ele a abraçou.
– Eu estou do seu lado para o que der e vier.
– O câncer tá começando a se espalhar, e se...
– Não. Não vai. Você vai fazer o que for necessário para combater essa infecção, vai continuar com o tratamento e fazer a cirurgia, e depois quando os resultados chegarem nós vamos ter a certeza de que tudo isso acabou e que podemos seguir em frente. Sempre e para sempre, foi isso o que eu te disse no nosso casamento e é isso que está gravado nas nossas alianças, lembra? Então enxugue essas lágrimas, erga a cabeça e lute. Por que eu não vou deixar você ir assim, não mesmo.
– Eu estou com medo, Zack. Eu não quero morrer e perder vocês.
– Você não vai morrer, Virginia! Já disse que não vai. — ele falou com a voz embargada e tentando sorrir, seus olhos estavam marejados e o medo consumia todo o seu ser, pois ele assim como ela temia que a morte vencesse esse jogo e a levasse para todo o sempre.
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