Notas iniciais
Espero que gostem!!

Acordei me sentindo ótimo, era segunda feira e eu iria ver a minha linda namorada. A gente tá namorando tem um tempo e cada vez mais o meu amor cresce por ela. Aí, aí. Acho que encontrei a minha alma gêmea. Ha, ha. É até engraçado pensar isso. Logo eu que nunca me apaixono, ou não era de me apaixonar. Mas agora, to completamente apaixonado.

Levantei da cama, pois até agora eu estava aqui, olhando para o teto e pensando nela. Espreguicei-me e caminhei lentamente até o banheiro. Fiz minha higiene, tomei um banho morno, pois de manhã faz frio. São exatamente seis da manhã, a faculdade não é tão longe, mas mesmo assim gosto de acordar cedo, pois chegar atrasado não é comigo.

Depois da higiene vesti uma calça jeans e uma camiseta preta, e nela estava escrito I Love rock! Depois calcei um tênis branco da Adidas, e desci para tomar o café junto de minha adorável mãe. Sim, eu moro com minha mãe, não me envergonho disso, afinal ainda tenho 18 anos.

Desci as escadas e fui para a cozinha, mas não encontrei minha linda mãe, só o meu irmãozinho de 10 anos tomando café.

— Cadê a mamãe? — Perguntei curioso.

— Ela não desceu, está no quarto. — Falou ele para logo depois dar uma bela mordida na torrada que estava comendo.

— Hum...

— Já estou indo, tchau. — Disse o meu irmão passando por mim e pegando a sua mochila que estava no sofá.

— Tchau.

Fiquei preocupado, ela sempre estava na cozinha nos esperando para tomar café, e então subi as escadas e fui ver onde ela estava. Ao adentrar seu quarto a encontrei na cama enrolada por várias cobertas.

— Mãe, você está bem? — Caminhei até ela e coloquei minha mão em sua testa, estava quente. O seu rosto estava vermelho e isso mostrava que não estava bem. Ela estava com febre.

— Aí filho, hoje não estou me sentindo bem. — disse ela.

— O que a senhora tem? — Perguntei preocupado.

— Eu acho que é só uma gripe, logo passa. — Disse ela tentando fazer parecer que não estava tão mal assim.

— Não me engane dona Carla! A senhora sabe muito bem que não se pode mentir para mim, principalmente quando se está doente. — Falei em tom de repreensão, mas ao mesmo tempo preocupado.

— Ei, esse roteiro é meu. — Disse ela brincalhona, até mesmo quando se está doente minha mãe é divertida.

— Olha, eu não vou à aula hoje. Ficarei aqui com a senhora, até que você melhore.

— Não se preocupe comigo, cof cof, eu estou bem, vá para a aula. — Disse ela após tossir um pouco.

— Não senhora, você não está bem. Ficarei aqui com você. — Disse firme e então ela sorriu.

— Cabeça dura que nem o pai. — Disse ela dando um sorriso fraco.

— Tal pai, tal filho, né mãe. — Disse sorrindo para ela. — Bom, irei fazer um chá para a senhora. — Disse me levantando.

— Tá.

Então fui para a cozinha fazer o tal chá.

O meu pai não estava em casa, pois fazia uma viajem de negócios. Ele sempre viajava, mas nos dava todo o carinho do mundo quando estava em casa. Ele cuidava da nossa empresa. Eu não era um milionário, mas era rico, o que era bom, mas nem tanto por que tem muita gente interesseira nesse mundo. Bom, o nome da empresa tem o nosso sobrenome Martins. Só que não era só Martins, era Martins Corporation. É um nome bem melhor do que só Martins, pelo menos eu acho.

Logo fiz o chá para a minha querida mãe. E o levei para ela. Era o chá predileto dela e que fazia muito bem a saúde. Quando ela viu que era o chá que ela gostava, deu um sorriso. Eu adoro esses sorrisos dela, me fazem acalmar não importa a situação.

— Aqui mãe, o chá que a senhora adora. — Falei entregando para ela.

— Obrigada filho. — Disse ela tomando um gole. — E o seu irmão?

— Já foi. Pelo jeito ele estava apressado. — Falei e então ela riu. — Tá rindo de que?

— O seu irmão ta apaixonado.

— Mentira! — Falei surpreso. — Ele? Apaixonado? Essa é nova pra mim.

— Sabe esse foi à fala dele quando descobriu que você estava apaixonado.

— Ah mãe. Eu sou eu, ele é ele. Tem muita diferença nisso. — Falei e então ela riu novamente.

— Não tem não.

— Humph! — Fiz um bico emburrado e então ela começou a rir mais ainda. Adoro a ouvir rir e então ri junto com ela.

— Te amo mãe.

— Também te amo, meu filho. — Disse ela passando a mão nos meus cabelos castanhos. —Bom, eu acho que vou voltar a dormir.

— Tá bom, então eu vou assistir televisão. Qualquer coisa me chama, viu? — Perguntei antes de sair do quarto.

— Viu.

Desci as escadas e fui pra sala.

Estava passando anime no canal Animax. Era Fairy Tail. Eu adoro esse anime, é realmente muito bom. Por sorte o anime é legendado, por que anime dublado é uma merda. Eu sinceramente não gosto.

As horas foram passando, e eu não saí de frente da TV. Quando olhei no relógio vi que era 11:30, minha amada estava prestes a sair da faculdade, pois a mesma terminava 12:30.

— Filho, vem cá. — Gritou a minha mãe.

— Já vou. — Então subi rapidamente as escadas e fui indo para o seu quarto. — Sim? — Perguntei ao adentrar o aposento.

— Filho, eu quero que você compre um remédio para dor de cabeça para mim. — Falou ela me entregando o dinheiro.

— Qual?

— Dorflex.

— Ok, então.

Saí de casa e fui caminhando lentamente pela rua. A farmácia não ficava muito longe, então não iria precisar ir de carro. Depois de andar uma quadra lá estava a farmácia. Eu e minha linda passamos por esta rua quando saímos da faculdade. Entrei na farmácia e pedi um Dorflex, logo o atendente o trouxe para mim e eu o paguei. Ao sair da farmácia vejo uma garota de cabelos castanhos vindo na minha direção. Eu a conhecia, ela fazia faculdade junto de mim e a minha amada.

— Oi Vinicius. — Disse ela sorrindo.

— Oi. — Não sorri, não gostava muito dela.

— Então o que está fazendo aqui na farmácia? — Perguntou ela. Eu juro que me deu vontade de falar: ‘O que se faz em uma farmácia? Comprar roupas?’ Mas resolvi ficar quieto.

— Comprando um remédio para a minha mãe. — Falei mostrando a sacola.

— Hum... Não foi para a faculdade também? — Não imagina, eu criei uma cópia minha e mandei ela pra faculdade no meu lugar. Claro que eu não fui sua burra!! Cara, eu acredito que essa garota é loira e pintou o cabelo de castanho.

— Não e você? Faltando de novo?

— Ah, sabe como é, né? — Não, eu não sei como é. Essa garota é igual turista, vai uma vês no mês.

— Bom, eu vou indo, tenho que levar o remédio para a minha mãe. — Disse passando por ela, mas a mesma segurou o meu braço me impedindo de ir.

— Espera. Eu quero te falar algo. — Disse ela olhando para o chão.

— Então fala.

— Eu... Eu te amo. — Tá isso eu não esperava. Amar? Ela? Essa garota é mais rodada que catraca de ônibus.

— Karita, olha, eu amo outra e você sabe disso. Sinto muito. — Falei e então ela olhou para algo atrás de mim, fui me virar para ver o que era, mas então ela me puxou e me beijou.

Fiquei surpreso. Karita não era feia, era até gostosinha. Então sem pensar correspondi ao seu beijo.

— To atrapalhando? — Essa voz, eu não tinha duvidas. Era ela. Minha namorada.

— Lucy?! — Perguntei surpreso. Não a esperava ali, não há essa hora, estava muito cedo para ela sair da faculdade.

— Não me esperava? Ah, é. Esqueci. Era para eu estar na faculdade, estudando e me preocupando pelo fato de você não aparecer. Mas olha onde você estava? Aqui aos beijos com essazinha.

— Essazinha nada!! — Falou Karita irritada. E então só escutei o barulho. Lucy havia arrumado um tapa na cara dela, que chegou a deixar a marca dos dedos. Um tapa? Ela com certeza está se controlando.

— Você cala essa boca que eu não estou falando com você! — Disse ela com a fúria estampada na cara.

— Olha Lucy, eu posso explicar. — Falei nervoso.

— Explicar o que? Que estava aos beijos dela por que simplesmente sua boca voou na dela? — disse ela com sarcasmo.

— Lucy deixa ele se explicar. — Falou uma voz e só então que eu percebi que ela não estava só. Estava junto dela a Amanda que acabara de falar, Guilherme e o Arthur.

— Não tem nada para se explicar! — Falou ela olhando para Amanda, e então depois os seus olhos se direcionaram para mim. Eles estavam vermelhos. Ela queria chorar, mas não o faria. Não na minha frente. Ela é muito orgulhosa para fazer tal coisa.

— Lucy, espera! A Karita veio e me beijou. — Disse desesperado tentando me explicar.

— Ah, é? Então quer dizer que sua língua entrou na boca dela por vontade própria?! — Ela tinha razão, eu correspondi. E isso era algo que eu definitivamente não deveria ter feito.

— Eu... — Não sabia o que dizer, eu não tinha nada para falar.

— Acabou! — Disse ela e então o meu mundo desmoronou.

— Lucy, eu...

— Você pode ficar com essa puta de esquina aí, por que comigo você não fica mais! — Disse ela completamente nervosa.

— Puta de esquina? Quem você acha que eu sou? Puta aqui é você! — Falou Karita e então Lucy não se contendo meteu um murro na cara dela a fazendo cair sentada e com o nariz sangrando. — Meu nariz!! Você quebrou o meu nariz! — Disse ela chorando.

— Puta é você que fica aos beijos com o namorado dos outros! — Falou ela e então Karita se levanta e vai embora correndo e chorando — E você! Eu esperava mais de ti. — Falou ela se virando para ir embora, mas eu a seguro pelos braços. A conseqüência disso foi que eu levei um murro bem dado na cara. — Me larga!

E então ela saiu correndo e eu fui atrás dela.

— Lucy, espera!! — gritei, mas ela não deu ouvidos.

Ela passava pela rua, e então como se o tempo estivesse em câmera lenta, eu vi um carro se aproximar dela.

Não podia fazer nada, ela estava longe e o carro estava muito rápido.

Então eu só vi quando o carro bateu em suas pernas a fazendo voar até o capo do carro e ela bater a cabeça no pára-brisa do mesmo desmaiando logo em seguida.

— LUCYYYY!!! — Foi o que eu disse antes de correr até ela desesperado.

Notas finais
Espero que tenham gostado!!
Isso é só o prólogo.
O próximo haverá outras coisas.
Reviews??