Escolhas
1 único
Notas iniciais
Glams, eu te amo!
—Calma?! Como eu posso manter a calma quando minha filha está matriculada em uma escola incompetente?! -Era a segunda vez que Brian Dust ia a escola de Alice, sua filha mais nova. Ela reclamou que algumas meninas estavam tirando sarro dela.
—Senhor, Dust, nós já estamos em processo de resolução desse assunto. -O diretor tentava -de forma falha e nervosa- me manter ele calma. Ridículo, Brian pensou.
—Eu quero todas expulsas. Ou retiro minha filha.
—Mas senhor, uma delas não tem condições de uma boa escola. Não deixar elas sem escola, seria crueldade.
—Desculpa, acredito que não fui claro. Ele levanta sentindo o sangue ferver mais uma vez em apenas uma manhã. Hoje não era seu dia. -Se elas não forem expulsas, eu tiro a minha filha e ainda desvinculo todas as parcerias que eu conseguir para manter essa escola de pé. Lembre-se que se você tem um emprego, é graças a mim! Passar bem.
Brian acredita que a melhor forma de crescer na vida é com estudo e tendo um bom aprendizado. Quando a única escola de Escola de Ensino fundamental e médio da cidade declarou falência, Brian como descendente direta da família fundadora, não poderia deixar aquilo acontecer. Era contra seus costumes.
Por meses buscou por empresas, patrocínios, viajou por diversas cidades e até buscou apoio online. Ele era bom em convencer as pessoas. Seis meses depois a escola estava reformada e em funcionamento.
Ele saiu sem esperar uma resposta e logo se dirigiu para sua oficina. Onde teria mais uma vez que escutar toda a conversa desnecessária da senhora Walker. Ele sabia que ela quebrava o caro de propósito apenas para ir velo, era deprimente e Brian odiava mulheres com esse tipo de intenção, principalmente por ela já ser casada e ele também. Ele apenas fingia que notava pelo o dinheiro, de qualquer forma ele tinha uma família para sustentar.
Brian decidiu fechar a oficina mais cedo já que era sexta-feira. Passou no mercado e comprou umas cervejas para beber em casa. Brian não era de sair, ele achava perca de energia sair. Sendo assim ele passava mais tempo com sua família, mesmo que nos últimos meses a mesma está em caos, mas qual a família que não tem crises?
Da janela do carro ele viu Josh segurando a mão de outro garoto, na entrada do novo café da cidade. Josh era seu filho mais velho e ele o zelava da mesma intensidade que Alice, ele não queria um filho achando que era preferido.
—Mas que merda é essa? -Ele deu a volta estacionou em frente do café. Ele empurrou a porta com tanta força que todos no estabelecimento o olhou assustados, inclusive Josh. Caminhou até a mesa do filho extremamente irritado. Ele sabia muito bem do que aquilo se tratava.
—Josh, mas que porra é essa aqui? Vamos embora. -Ordenou rude.
—Pai? O que você está fazendo aqui? -Assustado Josh procurava palavras para explicar o que estava acontecendo.
—Você ficou surdo, garoto? Vamos embora! -Brian segurou o braço do seu filho e começou a arrastá-lo para fora.
—Pai, me solta! O senhor está me machucando!
—Cala a boca. Você não quer levar uma surra de verdade no meio da rua, quer? -Josh rec
uou e balançou a cabeça em negação.
Eles entraram no carro com Brian resmungando. Ele passou metade do caminho em silencio até perceber que seu filho chorava.
—Não me diga que você está chorando por aquele garoto? Josh você não teria nem coragem de fazer isso! -Ele gritou, isso fez que o garoto chorasse ainda mais. -Eu sabia. As pessoas andam comentando, garoto. Você acha que isso é bonito para a família? Ter um filho gay? É isso que você é?
—Para o senhor apenas a imagem da família importa? -Ele falou entre os soluços. -E quanto ao que eu sinto? Quanto o que me deixa feliz? Como pai era exatamente o senhor deveria fazer!
Então Josh sentiu o punho do seu pai no rosto. Um grande soco. Ele levou sua mão até o local atingido, chocado. Olhou para o seu pai e o mesmo o olhava de relance com desgosto.
—Nunca mais me diga o que tenho ou não quer fazer. Você é meu filho e vai ter que me ouvir e fazer o que eu disser; e vai ter que fazer tudo calado. -E mais uma vez, a raiva e o ódio sucumbia dentro de si. Ele não tolera e não iria tolerar um filho homossexual. -A partir de hoje, você vai ter que namorar uma menina, nunca mais vai falar com aquele garoto. E se apenas eu desconfiar que você teve contato com ele, bom, você acabou de ter uma amostra do que pode acontecer.
Eles chegaram em casa, Josh logo correu para o seu quarto. Alice estava na sala brincando com suas bonecas. Melinda, sua mulher, estava saindo de cozinha vestindo um avental e estranhou o comportamento do filho. Ele costuma falar com ela e contar como foi seu dia na escola.
—Brian? -Ele indaga irritada já sabendo que era obra do marido.
—Você sabia que o Josh é gay? -Ela permaneceu em silencio abaixando a cabeça. -Porra, Melinda?! Eu sabia! Isso é tudo culpa sua por ter criado ele para ser uma maricas.
—Do que você está falando, Brian?! Você o criou tanto quanto eu!
—Mas nunca o coloquei para lavar roupas ou a louça, ou para lhe ajudar a arrumar a casa. São essas coisas que influenciaram, foram essas coisas de mulheres que estragaram meu filho -Ele passou por Melinda e colocou as cervejas na geladeira, logo após abriu uma e bebeu todo o seu conteúdo de uma vez. Em seguida ele abriu outra.
—Por acaso você perdeu sua cabeça? Essas coisas todas as pessoas devem saber e aprender, sendo homem ou mulher! -Ela tirou o avental e jogou na mesa. -Eu não estarei aqui pra sempre e muito menos você. Como ele iria se virar se nunca aprendesse certas coisas de mulheres. -Ela fez aspas com as mãos.
—Por acaso você, perdeu a cabeça? Já é segunda vez que levanta sua voz em minutos. -Ele a olha sério, Melinda sente um arrepio na espinha, mas não recua, não hoje.
—Brian, entenda que eu tenho os mesmos direitos que você dentro dessa casa. Somos todos iguais e se for preciso que eu grito, eu farei e você não pode me impedir disso. -Alice começa a chorar na porta da cozinha e a Melinda vai pegá-la em seus braços. -Não aguento mais todo dia ter que brigar, Brian. Isso acaba hoje. Eu quero um divórcio.
—Até parece, você não tem nem onde cair morta, imagina os seus filhos, você precisa de mim. -Ele fala tomando outro gole da cerveja e sorrindo. -Além do mais, essa casa é minha.
—Eu não preciso de você, nunca precisei. Eu apenas me acostumei com o pouco que tinha. -Ele vira as costas pra Brian. -E não se preocupe comigo ou com as crianças. Irei ficar com a Evellyn.
Melinda subiu e colocou Alice para dormir e depois passou no quarto do Josh apenas para encontrar ele chorando. Brian bebeu toda as cervejas, mas decidiu que precisava tirar o estresse e então foi para um bar.
*
*
*
Algumas semanas depois, Brian estava chegando em casa bêbado pronto para dizer a Melinda que ela teria que embora o quanto antes e que cada um precisava seguir sua vida mesmo não gostando da ideia, mas a casa estava vazia. Todas as fotos, roupas, alguns moveis, objetos e mais alguma coisa que ele não estava dando conta no momento, haviam sumido.
—Melinda? Onde você está desgraçada? -Quando ele se sentou na cadeira da sala, viu um pequeno papel em cima da mesinha. Era uma pequena carta de Melinda, onde dizia:
Brian,
Eu te amei por muitos anos, realmente te amei, mesmo com algumas coisas que me incomodavam, mas aprender a viver com isso. Por quê? Todo mundo tem defeitos e por mais que eu tentasse -ou até mesmo você- não iria mudar tão facilmente. A questão é: O preço que eu, e agora seus filhos, pagamos por amar você é alto demais.
Espero com todo o meu amor, que um dia você possa mudar e achar alguém que você possa amar por igual.
Isso é um adeus, minha grande areia.
Com amor e muita tristeza no coração,
Melinda, Alice e Josh.
Sim, Brian tinha sido abandonado. E não havia nada que ele possa fazer e isso o deixava ainda mais irritado. O que as pessoas iriam comentar? Como ele poderia encarar todas as pessoas de quando elas souberem que sua mulher e filhos foram embora, levando sua dignidade junto? Ele simplesmente não podia.
Depois de um tempo pensando, ele decidiu que teria que ir atrás de Melinda e seus filho. Iria exigir uma explicação, um motivo para ter sido abandonado quando ele deu seu suor para proteger e dá tudo de bom e do melhor para eles. Não era justo, não com ele.
Brian, pegou a chave do carro, foi até o carro tonto devido ao álcool no sangue, ligou o som no máximo onde passava Someone To Stay do vancouver sleep clinic na rádio e foi na casa de Evellyn, onde sua família estava.
Chuva resolveu cair, a música entrava em seu ser como facadas, a visão turva da estrada. E então a escuridão.
Quando sua visão voltou ao normal, não estava mais tonto e nem com a visão turva. Em sua frente havia acontecido um acidente, um caminhão havia colidido com o outro pequeno. Tinha muitos bombeiros e de longe podia-se ouvir o barulho da sirene da ambulância chegando. Algumas pessoas estavam tentando ultrapassar a faixa amarela para ver quem era e ele fez o mesmo.
A mulher ao seu lado teve a passagem bloqueada por um policial, mas ele o deixou passar. Ele foi chegando perto do acidente e podia sentir alguns calafrios, que era devido a chuva, ele presumiu. Um enfermeiro passou muito perto de si com uma maca e gritando para todos se afastarem, mas o enfermeiro não se importava que Brian estivesse ali tão perto, parece até que não tinha notado a presença dele ali.
—Meu Deus! -Gritou uma mulher do outro da rua. A senhora Walker. -Esse carro é do Brian! Ele está bem?
—Claro que estou bem, Senhora Walker, não vê aqui? -Ele gritou de volta, mas ela continuava com a expressão de choque. -Mas que merda tá acontecendo aqui?
Ele foi para perto da senhora Walker e tocou seu ombro. Mas ela não se moveu.
—Senhora Walker, está tudo bem! Volte para casa e saia dessa chuva. -Mesmo perto ela não parecia ouvir.
—Ele... Morreu, senhora. Eu sinto muito. -O enfermeiro falou e então Brian se virou. Daquele lado e teve uma visão dele mesmo, no meio dos escombros do seu carro, sangue por toda parte, o seu carro extremamente amassado. Morto.
—Mas... -Brian não entendia, como ele poderia estar ali vivo, mas também naquele acidente, morto?
—Você não está vivo. -Olhou para trás e um homem alisava o rosto da senhora Walker. Ele sorria. -Uma pena... Ou não!
—Você pode me ver?
—Com quem acha que estou falando? -Era um homem estranho: Pele extremamente branca, cabelos longos, olhos verdes, nariz pontudo e usava um terno preto. Em seu peito esquerdo havia um broxe com uma asa entalhada a ouro. Ele olhou para Brian e foi a se encontro. -Você meu caro, sabe por que está aqui? Digo, quer saber por que morreu?
—Isso é um sonho, certo? Isso só pode ser um sonho. Aquela bebida daquele bar novo... -Ele colocou as mãos na cabeça em desespero.
—Isso não estava nos planos e eu estou sem tempo. -O homem falou olhando um objeto redondo platinado em sua mão. -É o seguinte, você não deveria ter morrido agora, mas aconteceu e eis aqui suas opções: Desistir de viver -e cá entre nós? Você é um homem deplorável – ou voltar a vida, mas uma condição. A escolha é sua, rápido.
—Mas obvio que quero viver, eu tenho uma família para sustentar. -Brian falou irritado, mesmo não acreditando no que estava acontecendo. -Qual a condição?
—Bom, mude. Seja alguém melhor, mas você tem que mudar não só as atitudes, você tem que mudar seu coração. Só a mudança dele pode fazer você um homem melhor, caso faço o contrário quando voltar a vida, sua vida se tornara cheia de escuridão. E mais uma vez, a escolha é sua. – O homem estranho colocou a mão na testa e de Brian e então a escuridão novamente.
*
*
*
Era quinta-feira, Brian estava prestes a fecha a sua oficina quando a senhora Walker chegou com um sorrisinho de lado atrás do volante. Mais uma vez. Brian estava decidido, aquilo tinha que acabar.
—Boa noite, senhor Brian, eu acho que tem algo de errado com meu carro... Outra vez. -Ela parecia envergonhada, era difícil saber se era pela a mentira ou por Brian está sem camisa.
—Boa noite, senhora Walker. Infelizmente, já estou com a oficina fechada. Mas peça para o seu marido vim amanhã com o carro, pois eu posso tentar resolver seu problema. -Ela não gostou de ouvir isso, mesmo assim sorriu e foi embora.
Acontece que, Brian estava sentido culpa por todos esses anos por alimentar algo que nunca iria acontecer: Ele e senhora Walker. Ele lucrou em cima dela durante meses, lucrou o dinheiro do marido dela, pois era ele quem trabalhava 24 horas por dia arduamente para entregar qualquer luxo para sua mulher. Sinceramente, ele merecia mais. E ela também, a falta de atenção podia ser algo que Brian julgava como fonte de tal comportamento. Ele não estava errado.
Sim, Brian Dust acreditava que a senhora Walker merecia algo melhor. Sim, uma mulher.
Dust havia passado três meses internado no hospital da capital devido ao acidente. Em mais dois meses ele já estava trabalhando em uma oficina na capital e resolveu morar lá. Por dois anos ele viveu na capital e lá ele mudou. Conheceu muitas pessoas, boas e ruins. Mas o aprendizado e a força que ele tinha de sempre querer mudar era nítido, mesmo que ele não saiba de onde tinha tirado ela e nem de quando resolveu iniciar isso. Ele também não lembrava muito bem do acidente, apenas flashs: A chuva, a música na rádio, a escuridão, a senhora walker chorando e ele acordando no hospital 3 dias depois do acidente e com 3 cirurgias feitas.
Depois de 3 meses de volta a sua cidade natal, ele estava se esforçando o máximo para reconquistar todo o respeito e confiança da sua família. Assim quando voltou era duro ver Josh, prestes a ir para faculdade e ele não querer conversar ou se quer olhar para seu pai. Mas Brian não o culpava, ele tinha o direito e a razão. Em alguns dias atrás finalmente conseguiu um progresso. Depois de três meses ele conseguiu algo. Agora ele poderia ir buscar os dois filhos da escola. Ele chorou de alegria quando Melinda ligou dizendo que Josh tinha aceitado.
Com Alice a situação é diferente, quando tudo aconteceu ela tinha apenas seis anos. Ela ama o pai, mesmo que Josh tenha contado tudo o que o pai fez no passado ela não se importava. Ela sempre dizia “Todo mundo erra, Josh. Até você, ou esqueceu que você é um humano igual o nosso pai?! Ele ainda vai voltar diferente e eu estarei aqui para dizer o ‘eu avisei’, babaca!”. A garota fazia questão de sempre ligar para o pai enquanto ele estava na capital. Brian chorava em todas as ligações e sempre pedia perdão por tudo que fez.
O celular vibrava desesperado enquanto Dust dirigia, ele parou no sinal e pegou o celular do bolso. Era Melinda.
—Melinda? Aconteceu alguma coisa? -Ele e Melinda se tornaram amigos, nada muito próximo.
—O que?! Não! – Ela ria. -Pode jantar hoje a noite? Quero te apresentar o Louis... Se for não se impor...
—Claro! -Ele riu novamente. -Ele é seu noivo, certo?
—Como você sabia disso?
—Cidade pequena, sabe como é...
Quando Brian voltou, ele conversou com Melinda. Esclareceram coisas do passado, falaram sobre as crianças, novos empregos e como as coisas poderia funcionar de agora em diante. Acontece que Melinda sofreu por ter que abandonar Brian, não tanto por ela, mas por seus filhos. Ele era extremamente incapaz de educar seus filhos no tempo, estavam todos infelizes e vivendo apenas por comodismo e ela não fui criada para viver assim. Eles dias se viam as vezes em lojas ou lanchonetes e sempre acabavam conversando sobre os filhos e amenidades irrelevantes. Consequentemente eles viraram amigos. Certa vez quando Brian estava na capital, ele ligou para Melinda no meio da madrugada para dizer que tinha beijado outro homem. E que tinha achado estranho porque a barba de Luke (um amigo da capital) pinicava demais no seu rosto, mas que tinha sido bom, e logo após ele falou sobre Josh e de como ele tinha sido injusto em nunca ter dado uma chance de apenas conversar com o filho. Ele chorou muito nessa noite e Melinda foi dormir quatro da manhã confortando Brian. Ela entendia que ele tinha mudado e que ele merecia uma nova chance. Por isso ela nunca foi capaz de cortar ele totalmente de sua vida ou da dos seus filhos.
—Essa cidade é muito fofoqueira! Humpf! -Falou com falsa irritação. -Te vejo às 19! Tchau.
Ele chegou em casa e Luke estava sentado no sofá assistindo algum programa de culinária. Ele acenou para Luke e subiu para seu quarto. Depois de um longo banho ele desceu para avisar que iria sair mais tarde.
O cheiro que vinha da cozinha era ótimo. Três meses sem a comida do amigo era uma tortura, mas ele sabendo cozinhar. Ele teve que aprender para sobreviver na capital e mesmo quando Luke passou a morar com ele e se recusava a deixar Luke sozinho na cozinha.
—O que você está fazendo? -Luke o olhou com cara de desdém.
—Me preparando para invadir a área 51. -Brian rolou os olhos. -Mas é obvio que é a janta, mas vai demorar porque eu comecei agora.
—Então faz só para você, tá? Eu vou sair com a Melinda.
—Sua ex? -Luke falou em um tom série que Brian nunca tinha visto.
—Sim... -Ele começou a brincar com o saleiro.
—Porra, Brian! -Ele jogou a panela na pia e saiu da cozinha. Dust não entendeu nada e foi atrás dele.
—Luke? Aquela panela foi cara, comprei pra Melinda a muito tempo! -Luke parou de subir a escada e olhou pra Brian.
Luke era negro, barriga de chopp, barba por fazer, estiloso, olhos castanhos e muito humilde. Uma das melhores pessoas que Brian poderia ter encontrado. Um amigo de verdade. E seu ficante as vezes.
—Você já parou para pensar que desde que você voltou, Melinda é o único assunto para você? -Ele desceu e ficou de frente pra Brian. -Você está tão cego de culpa, mesmo quando quase toda sua família te perdoou, que não enxerga as merdas que fala.
—Não estou entendendo.
—Como que vai entender? Brian, você precisa superar Melinda! O mundo está cheio de pessoas e tenho certeza que existe uma que só quer te ver bem. Para ser bem direto, essa pessoa sou eu! -Ele falou tudo em uma respiração só. Estava guardando isso tem muito tempo, mas nunca teve coragem com medo de perder a amizade. -OK, eu sei que já ficou e namorou outras mulheres, mas com ela eu não me seguro, porque eu sei que o vocês tiveram foi verdadeiro. E putz, vocês têm filhos, como acha que deveria me sentir?
—Eu nem sei o que dizer. -Brian nunca iria imaginar escutar isso de Luke, justamente por o próprio dizer que eles nunca poderiam avançar a etapa para algo sério. Brian sentia algo para o Luke, não era amor, mas sentia. Ele sempre teve medo de sentir algo por Luke, pois era difícil, ele sempre lembraria do quão ruim foi para seu filho. Luke subiu para o seu quarto e ficou por lá a noite inteira.
Brian foi para o jantar com Melinda e Louis. Por mais que ele tenha errado, e por mais que ele tente mudar, nunca será perfeito. Uma hora o outro ele é vai errar. Iria tentar concertar o erro com Luke quando chegasse em casa.
Ele tinha ganhado uma segunda chance de mudar tudo, de ser alguém melhor e Brian Dust iria fazer o impossível para isso ou morreria tentando.
Notas finais
Leon Wellright.
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