Escolha

17 Capítulo 15


Notas iniciais
Boa leitura....

Minha Bella,

Essas rosas são uma simples lembrança

pela noite maravilhosa de ontem e pela manhã perfeita de hoje.

E. Cullen.

Eu suspirei com um sorriso bobo no rosto enquanto olhava para o cartão em minhas mãos. Eu já tinha o lido umas duzentas vezes e não parava de sorrir e suspirar.

- Senhora Cullen, tome pelo menos um suco. – Zafrina falou entrando na sala com um copo de suco nas mãos.

Eu não tinha conseguido comer nada desde que acordei no quarto de Edward. O enjoo me deixou completamente sem fome.

- Pelo bebê. – ela pressionou carinhosamente – É importante se alimentar devidamente.

Eu assenti e peguei o suco de sua mão. Tomei um gole e meu estômago revirou por completo.

- É a primeira vez que eu estou enjoando. – eu falei me forçando a tomar mais um gole.

- É normal na sua situação e daqui a pouco passa. – ela disse sorrindo para mim e saiu da sala.

- Espero que sim. – eu falei distraída para mim mesma depois de dar mais um gole do suco.

Aos poucos meu estômago foi se acalmando. Eu fiquei deitada no sofá assistindo a um filme romântico que passava na televisão. Eu não prestei atenção em uma cena sequer do filme, pois eu só conseguia pensar na noite com Edward. E na manhã também....

Depois de um tempo, Zafrina voltou e me perguntou o que eu queria para o almoço. Então tive a ideia a brilhante ideia de almoçar com meu marido. Sem pensar muito, porque se eu pensasse eu desistiria, eu a dispensei e corri para o meu quarto para trocar de roupa, pois eu ainda estava de camisola.

Tomei um banho rápido e coloquei um vestido preto mais soltinho e um sapato de salto preto. Ajeitei meu cabelo em um coque solto e passei um batom rosinha.

Pedi para Zafrina chamar um táxi para mim e quinze minutos mais tarde eu já estava na porta da Black-Cullen.

Entrei no prédio e fui para o quinto andar. Estava completamente vazio porque já estava na hora do almoço. Fiquei com medo de Edward já ter saído para almoçar.

Fui até sua sala, porque se ele tivesse saído, eu o esperaria ali. Abri a porta devagar e vi Edward sentado em sua mesa lendo alguma coisa.

Rapidamente ele levantou a cabela e me viu.

- Olá! – eu disse sorrindo e entrando no escritório.

- Oi. – ele me respondeu sorrindo lindamente – A que devo a honra de sua visita aqui?

- Vim te roubar. – falei dando os ombros.

Não queria que ele percebesse que eu estava nervosa e com medo da sua resposta. Ele não deixou de sorrir e isso me incentivou ainda mais.

Eu fui andando até ele e sentei em seu colo, o olhando nos olhos.

Percebi que ele ficou surpreso, mas hora nenhuma me rejeitou. Pelo contrario. Suas mãos foram instintivamente para minha cintura.

- Primeiro vamos almoçar em um restaurante italiano que abriu há poucas semanas. Depois vou te roubar pelo resto da tarde. – contei a ele meus planos.

- Por quê? Está com desejo? – ele me perguntou como se estivesse preocupado.

Amei sua preocupação e por isso, eu o beijei no pescoço.

- Sim... desejo de você. – respondi.

Então ele me beijou. Rapidamente, eu abri os lábios, lhe dando toda permissão do mundo para me beijar.

Seu beijo era selvagem como se ele quisesse tudo de mim. Acho que ele só não sabia que ele já me tinha por completo.

De repente um pigarro ecoou pelo escritório de Edward e nós nos separamos ofegantes.

- Desculpe incomodar, mas não pensei que veria praticamente um filme pornô na empresa. – Jacob disse nos repreendendo.

Eu corei e fiz menção de me levantar do colo de Edward, mas ele me apertou em seus braços me impedindo de sair.

- Da próxima vez, bata na porta antes de entrar Jake e assim não verá cenas que não quer ver. O que você quer? – Edward respondeu no mesmo tom de Jacob.

- Eu vim deixar esses contratos. – Jacob jogou alguns papéis sobre a mesa com certa brutalidade.

- Amanhã eu olho. – Edward respondeu ríspido.

- Eu preciso com urgência. – Jacob retrucou, o desafiando.

Eu fiquei parada apenas vendo aquel embate se desenrolar na minha frente.

- Mas hoje eu passarei a tarde com minha esposa. Eu nem deveria estar aqui, porque estou na minha lua de mel. Então, amanhã te entrego os contratos. – Edward deu a cartada final e Jacob assentiu contrariado.

Depois, ele me olhou sorrindo de uma maneira meio sombria, que me deu medo. Edward me apertou mais contra seu corpo e me instantaneamente me senti segura.

- Oi querida. – Jacob me cumprimentou.

- Oi. – eu murmurei sem conseguir encará-lo.

- Fico feliz que vocês estão aproveitando um ao outro. Façam isso... nunca se sabe quando será a última vez. – Jacob disse e se virou, saindo da sala.

Eu senti um calafrio ruim e estremeci. Edward me apertou contra ele mais uma vez e mais uma vez me passou segurança.

Eu o encarei preocupada com as palavras de Jacob. Em resposta, ele sorriu, mas não conseguiu esconder totalmente sua preocupação.

- Então, onde é o restaurante que você quer me levar? – ele perguntou e sorriu verdadeiramente, mudando totalmente o clima do escritório.

- É pertinho. Duas quadras daqui. – eu respondi – Eu estou morrendo de fome.

- Por que? O que você comeu no café da manha? – me perguntou.

- Eu não comi nada. – falei com vergonha – Eu estava muito enjoada... mas consegui beber um copo de suco.

Edward colocou a mão na minha barriga.

- Então, vamos agora para o restaurante. Eu tenho que cuidar da minha família. – ele disse com orgulho.

Eu sorri e me levantei de seu colo. Ele também se levantou e colocou todos os papéis em uma gaveta e depois a trancou.

Fomos andando e conversando alegremente até o restaurante. O almoço foi delicioso. Tanto pela comida e como pela companhia.

Eu e Edward começamos a pensar em nomes para o bebê, mas não conseguíamos chegar a um acordo. Eu gostava de um nome e Edward detestava. E quando ele sugeria um nome eu discordava veementemente.

E assim a semana passou rapidamente. Eu e Edward dormimos na sala algumas vezes. Eu dizia que dormia no meio de um programa, mas na verdade era a desculpa perfeita para dormir nos braços dele.

Na semana seguinte, tia Esme ligou nos convidando para um jantar na sexta feira. Eu aceitei, é claro.

À noite, eu estava comendo um sanduiche natural que Zafrina tinha feito enquanto Edward assistia a um jogo de futebol.

- Sua mãe ligou e nos chamou para um jantar na casa dela na sexta feira. – eu disse quando deu intervalo do jogo.

- Meu pai comentou alguma coisa assim comigo e com Jacob, mas eu não prestei muita atenção. – ele disse me trazendo para mais perto dele.

Quando acabei de comer, eu me aninhei em Edward, que começou a fazer um carinho no meu cabelo.

E rapidamente, eu adormeci.

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Era sexta feira e eu estava apenas de toalha olhando para meu closet. Eu não tinha me decidido qual roupa usar. Eu estava com quase um mês de gravidez, mas eu já sentia certas roupas um pouco apertadas, principalmente na cintura e no quadril.

Meu cabelo já estava arrumado e eu já tinha feito uma maquiagem mais sofisticada. Eu queria estar linda no jantar... para Edward. Acabei decidindo usar um vestido azul e sapatos de salto também azuis.

Pronta, desci para a sala, onde Edward já estava esperando por mim. Ele usava um terno cinza e uma camisa social meio aberta branca.

- Está linda. – ele disse quando me viu.

Fiquei um pouco envergonhada e sorri, agradecendo.

No carro, à caminho da casa do tio Carlisle, Edward me contou como foi sua semana e das ações que eles estavam tomando por causa do problema na Black-Cullen.

Chegamos à casa dos meus tios e descemos do carro. Edward segurou minha mão e nós entramos na casa.

Assim que entramos na sala, onde todos já esperavam por nós, eu simplesmente travei, parando na porta e olhando fixo para um determinado lugar. Ou melhor, para determinada pessoa.

Victória.

A ruiva que usava um vestido vermelho colado e os cabelos ruivos esvoaçantes e encarava meu marido como se ele fosse a melhor comida do mundo.

Ela estava sentada ao lado de Leah e Jacob. Ela e Jacob eram amigos desde adolescentes e eu nunca tinha ido com a cara dela, ainda mais depois de tudo.

- Bella? – Edward me chamou e eu olhei para ele ainda meio perdida.

O que ela estava fazendo aqui?

- Você está bem, meu anjo? – ele perguntou preocupado sem tirar os olhos de mim.

- Foi só uma tontura. – eu menti – Mas já passou.

Ele franziu o cenho sem acreditar em mim, mas assentiu. Nós entramos na sala efetivamente e todos nos cumprimentaram com um sonoro “oi”.

Percebi que Edward tinha ficado rígido ao ver Victória.

- Bella, querida, essa é Victória, uma amiga de Jacob. Ela estava na Inglaterra e voltou essa semana. – tia Esme falou sorrindo.

- Eu a conheço tia. Como vai Victória? – perguntei educadamente.

- Melhor agora. – ela falou passando o olhar pelo corpo de Edward – Quanto tempo não nos vemos!

- Sim... muito tempo. – eu respondi completamente sem lugar e completamente incomodada.

- Faz tempos que nós não nos vemos também Edward. – ela disse sorrindo para ele – Senti saudades de você.

Ele me abraçou quando ela fez menção de se levantar da cadeira para abraçá-lo.

- Realmente faz muito tempo. – ele respondeu secamente e ela se sentou novamente fingindo estar sem graça.

- Sabia que eu e Edward namoramos, Esme? – Victória perguntou com a voz cínica.

- Oh! Eu não sabia... – tia Esme respondeu sem graça e me olhou me pedindo desculpas.

Eu sorri fracamente para ela. Eu sabia quer não era culpa dela. O problema era que Victória era a lembrança de tudo que eu queria esquecer.

- Não foi um namoro. – Edward cortou o assunto sem se preocupar em não parecer mal educado – Foi um erro. – ele disse para ele mesmo, mas eu escutei.

O clima estava pesado e ninguém disse mais nenhuma palavra.

Ele então me olhou e sugeriu:

- Se você quiser, podemos ir embora agora mesmo.

Eu o olhei e vi a preocupação em seus olhos.

- Não precisa. Eu vou sobreviver. – eu brinquei lhe dando um sorriso.

Ele sorriu e me deu um selinho rápido. Foi o suficiente para eu me sentir mais confiante.

Emmett, Rose e Alice começaram a conversar comigo e com Edward sobre nossa lua de mel e aos poucos o clima foi ficando mais leve. Leah se juntou a nós e eu percebi que todas as mulheres simplesmente ignoraram Victória. Meia hora depois, tia Esme nos chamou para jantarmos.

Estávamos todos sentados da mesa. Eu ao lado de Edward e Alice. Nós já estávamos comendo o prato principal.

- Você está linda Bella! – Alice disse e eu enrubesci.

- Está mesmo! O casamento realmente te fez bem. – tio Carlisle falou satisfeito.

- Obrigada tio. – agradeci sem graça.

- Então vocês se casaram mesmo? – Victória, que estava sentada na minha frente, perguntou e alguma coisa em sua voz me deu nojo.

- Sim. Nós nos casamos. – Edward respondeu levando minha mão esquerda até os lábios e beijando minha aliança.

- Nunca pensei que Isabella conseguiria te conquistar Edward. – ela comentou como quem não queria nada – Afinal, todo mundo sabia que ela era apaixonada por você.

- Não mais do que eu era por ela. – Edward respondeu firme.

E eu sorri, gostando de escutar isso de Edward, mesmo sabendo que era mentira.

- Apesar de não podermos afirmar de quem ela realmente gostava, porque até pouco tempo atrás, ela jurava que era apaixonada por mim. – Jacob falou o um silêncio desconfortável se fez na sala de jantar.

Eu senti meu estômago embrulhar e as lágrimas encherem meus olhos. A comida começou a revirar na minha barriga e eu me levantei sem sequer pedir licença. Eu sabia que se abrisse a boca, eu vomitaria em cima da mesa.

Saí correndo e subi em direção aos quartos. Entrei no quarto que era de Edward e fui para o banheiro.

Joguei-me de joelhos em frente do vaso sanitário e vomitei tudo que tinha comido. Senti as lágrimas descendo por meu rosto e comecei a suar frio.

Senti alguém me abraçar pelas costas. Eu reconheceria esse toque até debaixo d’água. Era Edward. Meu Edward.

- Você está melhor? – ele perguntou carinhosamente.

Eu apenas afirmei com a cabeça. Ele se levantou e foi até o quarto. Eu também me levantei e bochechei com o enxaguante bucal. Eu queria tirar o gosto amargo da minha boca.

Acabei de limpar minha boca e me sentei no chão do banheiro. As lágrimas saiam sem minha permissão.

- Não fica assim. – Edward disse me levando para seu colo.

Eu nem tinha percebido que ele tinha voltado e se sentado ao meu lado no chão do banheiro.

- Por que essa mulher tinha que aparecer na nossa vida de novo? – eu perguntei entre lágrimas.

Edward não me respondeu, apenas me deu um beijo na testa. Eu continuei chorando por algum tempo.

- Por que você não gosta dela? – ele perguntou de repente.

Eu dei os ombros sem responder.

- É por causa do Black? – ele perguntou.

- Não! – eu respondi quase gritando.

- Então por quê? – ele insistiu.

- Edward... por favor. – eu tentei enrolar.

- Fala Bella. Por quê? – ele me pressionou.

- Por você! Por tudo que aconteceu! – eu falei.

Eu me levantei com um pulo e o encarei com raiva.

- Como você acha que eu me senti quando eu te vi beijando Victória no mesmo dia em que eu te beijei? Você pode não ter gostado do meu beijo, mas esfregar outra na minha cara foi demais. – eu desabafei o que estava no meu peito desde a adolescência.

- Como assim “não ter gostado do seu beijo”? – ele perguntou se levantando e também me encarando.

- Eu sei de tudo Edward. Sei que você não queria nada comigo. Que achou meu beijo nojento...

Parecia idiota agora, mas na época, quando se é adolescente, foi quase o fim do mundo para mim.

- Eu nunca achei seu beijo nojento. – ele me interrompeu – Pelo contrário. Eu me senti incrivelmente bem... como nunca tinha me sentido antes. Nunca mais eu senti com outra mulher o que eu senti com seu beijo. Acho que por isso que nunca tive um relacionamento sério. Porque nenhuma delas era você. Porque desde a primeira e única vez que nós nos beijamos, quando ainda éramos adolescentes, eu nunca mais quis outra mulher.

- Mas... mas... eu te vi com Victória.. no mesmo dia... – eu gaguejei sem acreditar no que ele me dizia.

- Eu fui estúpido, admito, mas ter sido rejeitado por você foi como um murro no estômago. Eu estava com o ego ferido e ela estava lá... disponível. – ele disse.

- Quando eu te rejeitei? – perguntei confusa.

- Hoje eu entendo que você achou melhor não falar pessoalmente comigo o que você sentia, mas Jacob fez o que você pediu e me explicou tudo. – me contou.

- O que Jacob que te explicou? – perguntei apreensiva.

Não fazia sentido o que Edward falava.

- Que você não tinha gostado da experiência e não queria mais repetir comigo. – ele esclareceu e eu perdi o ar.

- Bella? Você está bem? Você está pálida. – ele falou me segurando pelo braço.

- Eu nunca pedi para Jacob te falar nada. – eu falei e ele me olhou confuso – Eu nunca disse nada disso para ele.

- Mas ele disse... – Edward começou e parou – Aquele desgraçado! Eu vou matar aquele desgraçado.

Era Jacob. Era tudo culpa do Jacob. Edward já estava saindo do banheiro com um olhar assassino.

- Edward? – eu o chamei. Ele parou e me olhou – Por acaso, você falou com ele que não tinha gostado do meu beijo?

- Claro que não! Eu disse a ele que tinha sido maravilhoso e que eu ia pedi-la em namoro. Por quê? O que ele te disse?

- Ele me disse que você tinha achado nojento e que ficou rindo de como eu era inexperiente. Eu não acreditei nele, mas ele disse para eu ir até a sua casa e ver que você já estava com outra. – eu falei.

- E quando você chegou à minha casa, eu estava com Victória. – ele concluiu e eu assenti.

- Céus Bella. – ele disse colocando as mãos na minha cintura e me trazendo para mais perto dele. — Me desculpa! Eu fui um idiota, mas eu só fiquei com Victória porque estava ferido por sua causa.

- Você realmente era apaixonado por mim como você disse no jantar? – eu perguntei com o coração acelerado.

- Não. Eu não era. – ele respondeu e meu coração se apertou.

Claro que não. Era bom demais para ser verdade. Sem que eu quisesse, comecei a chorar novamente.

- Eu não era Bella. Eu ainda sou. – ele falou e eu parei de respirar.

- Não brinca comigo Edward – eu avisei.

Meu coração não aguentaria se não fosse verdade.

- Não é brincadeira. Eu te amo desde o momento que te vi com uma Barbie no quintal da minha casa. – ele falou se lembrando da primeira vez que nos conhecemos, ainda criança – E se possível, te amei ainda mais quando descobri que você carrega meu filho. – ele colocou a mão no meu ventre.

- Eu também. – eu falei e ele sorriu.

- Então diz. – ele pediu sorrindo manhoso me apertando contra seu corpo.

- Eu te amo. – eu falei e me senti leve – Sempre te amei. Mesmo quando eu insistia em dizer que eu gostava de Jacob, no fundo, eu sabia que era mentira.

Ele sorriu e me beijou. Foi um beijo diferente de todos. Um beijo verdadeiro. Sem nada subentendido.

Sem interromper o beijo, ele me pegou no colo e me levou para a cama. Seu beijo ficou mais urgente e eu correspondia deixando transparecer o tanto que eu o amava... o tanto que eu o queria.

Cada peça de roupa que saiu do meu corpo foi substituída por beijos e carícias. Eu nunca tinha entendido a expressão “fazer amor” até aquele momento. Até a hora em que Edward me preencheu lentamente, olhando nos meus olhos e dizendo que me amava.

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- Seu cheiro é tão bom. – eu falei com a cabeça deitada em seu peito.

- Você sempre disse isso. – ele falou rindo.

- E você sempre me chamou de louca. – respondi também rindo.

Ficamos em silêncio um pouco e Edward disse:

- Jacob era nosso amigo. Nosso melhor amigo. Por que ele fez isso?

- Ele tem inveja de você. – eu falei me lembrando da conversa com Jacob no dia do meu casamento – Ele acha que você sempre teve tudo o que quis... menos eu.

- Eu ainda não consigo acreditar que ele é assim... – ele comentou, mas eu sentia certa tristeza em sua voz.

- Mas mesmo assim ele não conseguiu nos separar. – eu falei abraçando Edward com força.

- E ele nunca mais vai conseguir. – Edward prometeu e me beijou – Acho melhor descermos. Meus pais devem estar preocupados conosco. – ele disse e eu concordei.

Com preguiça, coloquei minha lingerie e meu vestido enquanto Edward também se vestia. Ele sorriu para mim e saímos do quarto.

- Onde estão todos? – Edward perguntou quando entramos na sala e vimos apenas o tio Carlisle e a tia Esme.

- Foram embora. – tia Esme falou e se levantou.

Ela veio até a mim e me abraçou.

- Sinto muito por tudo querida. – ela disse.

- Não é culpa sua tia. – eu falei e olhei para Edward sorrindo – Foi até bom.

Ela olhou para o filho e depois para mim e sorriu satisfeita com alguma coisa que ela viu em nós dois.

- Nós também estamos indo mãe. Bella precisa descansar. – ele falou e deu um beijo em sua mãe.

Eu me despedi do tio Carlisle depois de Edward e fomos para a casa.

Quando estávamos na porta, Edward me pegou no colo.

- Sei que estou em atraso, mas é tradição entrar em casa com a esposa nos braços. – ele disse e eu ri passando meus braços pelo seu pescoço.

Nós entramos em casa em meio a beijos e risos.

Estava tudo maravilhosamente bem... e eu rezava para que nada mais nos atrapalhasse.

Notas finais
Espero que tenham gostado... muito obrigada a todos pelos comentários...
Bjos