Escolha
13 Capítulo 11
Notas iniciais
Boa leitura!!!
Bjossssss
-- PDV EDWARD --
Eu e Bella fomos do hospital direto para o resort. Durante todo o caminho ficamos em completo silêncio.
Por diversas vezes eu olhei para Bella e até tentei puxar um assunto qualquer, mas ela parecia alheia a tudo.
Nós chegamos ao resort e eu ignorei a recepcionista do resort, que me chamava informando que havia alguns recados para mim. Que os recados ficassem para mais tarde.
Guiei Bella para a nossa cabana, porque sabia que precisávamos conversar. Assim que entramos, ela se sentou na cama. Eu fechei a porta e a olhei.
Ela estava com as mãos em seu colo e olhando para chão, em uma tentativa de evitar me olhar.
Ela estava me evitando.
Mas eu a conhecia bem demais e sabia o que ela estava pensando. Aposto que ela estava morrendo de medo de ser mãe solteira e ter que encarar tudo sozinha.
Eu me aproximei dela, me agachei na sua frente e segurei suas mãos.
- Bella. – eu a chamei, mas ela não me olhou.
Ela definitivamente estava me evitando. Eu respirei fundo. Acho que eu teria que começar a conversa sozinho.
- Bella, eu gostaria de conversar com você. – eu disse esperando qualquer reação dela.
Mas ela continuou impassível.
- Bem... então eu acho que será um monologo. – eu disse e respirei fundo mais uma vez – Desde o início de toda essa confusão, eu te disse que arcaria com as conseqüências da nossa noite em Las Vegas. – eu a lembrei.
Ela me olhou pela primeira vez desde a notícia. Seus olhos castanhos estavam cheios de água e o medo estava estampado neles.
- E eu vou cumprir a minha palavra. Eu vou arcar com todas as conseqüências. Eu não vou te deixar. Nós estamos juntos nessa. Eu quero que você me entenda de uma vez por todas: eu nunca vou abandonar você. – eu disse – Ou o nosso bebê.
Bella, então, começou a chorar e praticamente se jogou em cima de mim, me abraçando. Como estava ajoelhado, eu me desequilibrei e caí no chão, com ela em cima de mim.
- Obrigada Edward. Por tudo. – ela disse sorrindo ainda em cima de mim.
Eu também sorri.
- Eu faço tudo por você, minha Bella. – eu disse – E agora pelo nosso filho.
Agora ela estava sorrindo ainda mais, se isso era possível.
Seus lindos olhos castanhos me fitavam intensamente. Eu levei minha mão até seu rosto e limpei o resto das lágrimas. Ela fechou os olhos com meu carinho e encostou a testa na minha.
- Eu tive tanto medo de você me abandonar. – ela disse em um sussurro.
Eu também fechei meus olhos. Nós respirávamos em sincronia. E eu sentia o calor de seu corpo.
- Nunca. – eu disse baixinho.
Eu levei minha mão até a sua nuca e colei meus lábios nos dela. Por segundo ficamos assim. Apenas sentindo um ao outro.
Então, ela entreabriu os lábios e eu aprofundei o beijo, explorando sua boca. Eu passei o braço pela sua cintura e a abracei com força.
Ela retribuía meu beijo enquanto passava a mão lentamente pelo meu peito.
Era um beijo doce. Cheio de carinho.
Mas, de repente, ela se afastou. Rapidamente ela se levantou, me deixando no chão completamente atordoado.
Ficamos um tempo em silêncio, enquanto tentávamos recuperar nossos fôlegos. Eu me levantei e a olhei, em expectativa.
Nós dois estávamos desconfortáveis.
- Estive pensando em voltar para casa. Agora com a gravidez, eu gostaria de ir a um médico o mais rápido possível. – ela disse atropelando as palavras.
- Claro. – eu disse – Marcaremos um médico o mais rápido possível. Faça as malas enquanto eu providencio nossas passagens de volta.
- Tudo bem. – ela assentiu e eu saí do quarto, indo para a recepção.
Um filho! Cara, eu ia ter um filho! Um filho! Minha vontade era de gritar para os quatro cantos que eu ia ser pai.
Pai. Eu ia ser pai! De um garotão sapeca ou de uma princesinha linda como a mãe.
Eu sorri feito um bobo, enquanto vários hospedes e funcionários do resort me olhavam como se eu fosse um louco. Mas eu não estava me importando.
Um filho! Meu filho...
-- PDV BELLA --
Eu ainda estava com a cabeça a mil. Eu levei minhas mãos na minha barriga inexistente. Céus... um filho. Um filho com Edward.
Assim que o médico nos contou que eu estava grávida, a minha vontade foi de chorar de tanta alegria.
Mas antes que eu conseguisse ter qualquer reação de felicidade, a realidade me atingiu. Eu estava em um casamento falso. Com um marido que não me amava. Então, o pânico me tomou por completo.
Será que Edward iria querer um filho? Nós nunca tínhamos conversado sobre isso. E ele não era obrigado a querer um filho agora. Apesar de casados, ele não tinha nenhuma obrigação comigo. Mas eu também jamais abortaria, então, teria que ser mãe solteira.
Eu fiquei estática, enquanto mil ideias me passavam pela cabeça. Para ser sincera, nem vi quando Edward me tirou do hospital e me levou até a nossa cabana.
A verdade era que eu estava morrendo de medo do que aconteceria. Eu conseguiria ser uma boa mãe? Mesmo sozinha?
Eu balancei a cabeça dispersando os pensamentos negativos e me lembrei das palavras dele: Eu não vou te deixar. Nós estamos juntos nessa. Eu quero que você me entenda de uma vez por todas: eu nunca vou abandonar você. Ou o nosso bebê.
Eu sorri e comecei a arrumar as nossas malas. Sorri mais ainda quando me lembrei do nosso beijo. Foi um beijo tão doce que me assustou de certa forma, por isso, eu me afastei tão desesperada.
Mas o que eu mais queria era chegar em casa e marcar logo um médico. Queria saber se estava tudo certinho com meu bebê.
Eu suspirei enquanto guardava minhas roupas na mala. Apesar de toda confusão, eu tinha uma sensação de que tudo daria certo no fim.
Mais uma vez, eu coloquei a mão na minha barriga.
- Agora, bebê, nós temos que conquistar o papai o mais rápido possível. – eu falei sorrindo para meu filho.
...
Eu já tinha arrumado a minha mala e a de Edward e agora estava na varanda, em pé, olhando para a paisagem, apenas esperando Edward chegar.
Eu escutei a porta se abrir e se fechar, mas não me virei. Continuei olhando para a imensidão do mar azul.
Senti Edward se aproximar de mim. Ele, então, me abraçou por trás e colocou a mão na minha barriga.
Às vezes era tão fácil agirmos como se fôssemos um casal que era até estranho.
- A lancha já está esperando por nós. – ele disse.
- Tudo bem. Eu só estava me despedindo desse lugar. – eu falei, sem tirar meus olhos do mar.
- Nós voltaremos. E te garanto que aproveitaremos muito mais. – ele prometeu e me soltou – Mas antes de irmos, eu tenho uma coisa para você.
Eu me virei e o encarei. Ele parecia hesitante.
- O que? – eu perguntei.
Ele me puxou pela mão e me levou até a cama.
- Espero que goste. – ele disse me entregando uma caixa branca.
Eu peguei a caixa, ansiosa, e a abri.
Era uma roupinha de bebê. Eu tirei da caixa e comecei a chorar e a rir ao mesmo tempo. Era um body com os dizeres: “Meu pai é, no mínimo, o MÁXIMO!"
- Gostou? – ele perguntou e eu o olhei.
Os olhos verdes me encaravam com ansiedade. Eu sorri abertamente, mas ainda sentia as lágrimas caindo.
- Eu amei. – eu falei e ele abriu o sorriso mais lindo que eu já vi – É lindo Edward.
Eu sabia que a roupinha era mais que um presente. Era uma afirmação de que ele também queria o nosso bebê.
- Que bom, porque eu sou mesmo o máximo. – ele brincou.
Eu revirei os olhos, sorrindo da brincadeira. Ele estendeu a mão para mim.
- Agora vamos para casa. – ele disse.
Eu assenti e peguei sua mão.
- Vamos para casa. – eu falei sorrindo.
Notas finais
bjos e até a próxima...
Fale com o autor