Escola de sangue
6 O dia 02 de Fevereiro, de manhã - em revisão
São 07 horas da manhã do dia 02 de Fevereiro de 2016, o dia da morte da professora Ana Cleia e as aulas seguem normalmente. Alguns alunos tentam esquecer e outras tentam lembrar de algo que ajude a polícia a resolver esse mistério que assustou esse pequeno bairro de São Paulo.
Alguns dos alunos estão sendo levados até a delegacia para serem interrogadas, mas não qualquer aluno, apenas alguns alunos específicos. Será que a polícia sabia de algo?
Enquanto isso, na turma do 2°C a aula era de matemática, mas quem dava aula no lugar era a antiga professora de matemática, Nicole, ela era amada pelos alunos antigos da escola e parecia feliz para uma escola que acabara de perder uma professora nova.
— Bom dia, classe. — simpatizou ela. — Me chamo Nicole e sou a velha ou nova professora de vocês. Infelizmente, a professora Ana Cleia foi morta brutalmente nessa madrugada, mas a vida continua para os vivos, não é mesmo?
Um aluno saiu da sala com desprezo para a nova professora.
— Bem, vamos começar por onde ela parou. Irei escolher um número da chamada para me dizer onde paramos... vejamos, — ela fechava os olhos e descia e subia o dedo pela lista de chamada em seu diário. — Pronto. — ela parou o dedo. — Número 15? Alguém? — ela sorriu.
O número 15 era Eduardo e ele não estava feliz com a alegria da professora diante de uma morta tão trágica como essa que acontecerá durante a madrugada, mesmo ele odiando Ana Cleia ele sentia pena e ausência dela, pois afinal ela também era uma humana e merecia viver.
— Só tivemos uma aula com ela, então, não tivemos muito o que ver, apenas revisão. — respondeu Eduardo.
— Ótimo. Podemos começar do zero, digo, do começo, digo, da onde ela parou da revisão... — disse a professora rindo.
— Com licença, você não tem nenhum respeito pela morte da professora Ana? — disse uma aluna do fundo.
— Me desculpe, como é? — murmurou a professora.
— Eu disse que você parece não ter pena pela morte da professora Ana!
— Qual é o seu nome mocinha? Saia dessa sala agora!
— Meu nome é Fernanda e saio com muito orgulho.
A aluna saiu da sala e alguns alunos aplaudiram a saída dela, ato de coragem.
— Mais alguém quer sair?! — perguntou a professora, olhando para a cara de cada adolescente sentado nas carteiras. — Isso mesmo.
50 minutos foram o bastante para fazerem Eduardo, Denis, Ygor, Jeniffer e Gabriel odiarem mais Nicole do que a própria Ana Cleia. Ela era chata, arrogante e odiava a todos, até mesmo ela mesma e por vários motivos: se achar gorda, se achar magra, se achar alta ou até mesmo se achar mais baixa que ela mesmo é na sua ficha médica, uma louca de pedra.
— Saudades, Ana Cleia... — disse Ygor.
— Com licença — disse um policial se aproximando do grupo —, vocês disseram Ana Cleia?
— Sim... eu acho... — respondeu Ygor, devagar.
— Preciso que você venha e Marcelo, confisque os celulares deles. — disse o policial Rodrigo, que agora entrou de volta a cena.
— É pra já! — disse Marcelo, tomando o celular dos bolsos de Jeniffer, Denis, Gabriel e Eduardo, enquanto Marcelo tirava o celular de Ygor.
— Ei! Vocês tem autorização para isso? — perguntou Jeniffer tentando pegar o seu celular de volta.
— Sim, moça e por acaso o que há de tão importante nesse celular? Você não enviou mensagens para nenhum criminoso certo? — brincou Rodrigo.
Os dois policiais foram embora levando Ygor para testermunhar na delegacia, mesmo ele alegando não ter visto nada.
— Dá pra acreditar?! — disse Denis.
— O quê? — diz Eduardo, olhando para Denis.
— Eles levaram o meu celular com todos as minhas notas com capítulos das minhas fanfics!
— Denis, para. — disse Jeniffer.
Na delegacia, Ygor estava sentado numa ponta de uma mesa e o policial na outra, até que a mãe de Ygor entra e dá um beijo em sua testa.
— O que está acontecendo aqui?! — gritou ela.
— Acalme-se senhora! — disse o detetive.
— Como eu posso ficar calma se meu filho está numa delegacia!
— Mãe, calma! — disse Ygor, segurando a mão da mãe.
— Senhora, eu sugiro que sente-se, temos algumas perguntas para fazer a seu filho.
A mãe de Ygor se senta, mas logo se levanta
— Como é que é? Meu filho vai responder perguntas? Ah não vai mesmo! Ele é de menor! — grita ainda mais alto a mãe de Ygor.
O detetive se levanta e bate na mesa com toda sua força, um barulho alto é feito. A mãe de Ygor se senta e se acalma mais.
— Senhora, o que está acontecendo aqui é um assassinato. Um assassinato, entende? Toda medida tem que ser feita para que o assassino seja punido pelo menos fique numa fundação casa!
— Tudo bem, mãe, eu posso. — diz Ygor.
— Muito bem, Ygor, não é? — pergunta o detetive.
Ygor assente com a cabeça.
— Muito bem, onde estava na madrugada desse dia às duas horas da manhã?
— Eu estava em casa, dormindo, eu acho.
— Você acha?
— Não, eu estava dormindo mesmo. Me lembro que acordei umas duas e pouco e fui colocar o celular para carregar e o tirei às 06h00.
— Muito que bem, temos o seu celular conosco e vimos que a última vez que ficou online foi às 02h30, ou seja, não estava dormindo não é mesmo?
A mãe de Ygor olhou para ele com uma cara de brava.
— Então você estava mentindo, certo? — completou o detetive.
— Não... eu não estou! — disse Ygor.
— Alguma testemunha de que estava dormindo às 02h00 da manhã?
— Na verdade sim, o meu histórico no Netflix! A última que assisti foi Doctor Who às 01h30 e depois disso dormi e pode ver que a TV ficou pausada até às 03h00 da manhã na hora que coloquei o celular para carregar.
— Vamos ver? Tudo bem, mãe? — pediu o detetive.
— Certo. Podem entrar na conta.
Em seguida o detetive saiu da sala e voltou minutos depois com o notebook da polícia, que estava logado a conta de Ygor que provava que a TV ficou pausada entre às 02h00 e às 03h00 da madrugada e com a câmera do Kinect provava que Ygor estava dormindo no sofá, o que significava que Ygor não havia matado Ana Cleia, assim ele fora liberado da delegacia, teve o celular devolvido e um pedido desculpa do detetive.
Minutos depois que Ygor saiu da delegacia outro policial entrou com um celular na mão, era um Galaxy Gran Prime, o mesmo celular de Jeniffer:
— Senhor, encontramos isso nas mensagem. — o jovem policial virou o celular para o detetive onde ele viu as mensagem trocadas entre Denis e Jeniffer:
Denis: "Parece que falamos de mais ontem de tarde..."
Jeniffer: "Denis preciso te contar"
Denis: "O quê?"
Jeniffer: "Fui eu. Eu que matei a Ana Cleia"
— Parece que pegamos você, não é mesmo? — disse o detetive.
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