Escola de Mutantes e Humanos - Interativa
12 O contador de Histórias
Notas iniciais
~P.O.V Mathew Stone~
— Ok, preciso mostrar uma coisa para vocês, venham! — Falei animadamente saindo em disparada
— O que seria? — Indagou-me Eddie enquanto saia do quarto apressadamente atrás de mim acompanhado de Julius johnson.
Descemos a escada principal que ligava os blocos A e B que nos levava até o primeiro andar, onde logo podia-se notar uma porta feita de madeira maciça a esquerda, nela estava pendurado uma placa escrita "Direção", lugar onde os alunos nem pensam em passar, mas é inevitável a vinda de 50% deles até o fim do ano.
Andando mais um pouco encontramos outro corredor, que dá direto as salas, todas equipadas com ar-condicionado e notebooks para os alunos, dentro delas o uso de internet é bloqueado durante as provas, mas há sempre aqueles alunos que encontram uma maneira de invadir o sistema.
Do lado direito havia outro corredor. Sim, há muitos corredores em New age School. Seguimos reto e chegamos ao meu objetivo, em uma enorme janela.
— Uma... Janela? — Questionou-me Julius com o cenho franzido sem entender.
— Não é uma simples janela meu caro amigo! — Falei entonando a voz e continuei — A primeira vista você somente vai notar o vasto campo de futebol, um teatro abandonado, a quadra olímpica e a quadra de basquete, que a propósito preciso lhe apresenta-la depois. Mas se olhar atentamente, ali, do lado da antigo teatro há um pequeno estábulo, onde fica hospedado Blackjack, o amado e intocável cavalo do diretor Lumos. Dizem que Blackjack pertenceu ao Lorde Headles, que para os leigos, ele era o patriarca de uma das famílias de vampiros mais poderosas de Evergreen. Blackjack é um cavalo falante por conta de uma magia feita pela família Black, daí que vem o nome de batismo dele. Mas, desde a morte do Lorde Headles ele nunca mais se pronunciou, com raras exceções de membros da família H, que ao se alimentar receber uma maçã volta a falar. Dizem que a magia é tão forte no sangue desta família que ao tocarem em uma simples maçã, ela recebe as energias da árvore de Tolkien.
— Oh, eu conheço essa árvore! — Comentou Eddie animado — Ela tem propriedades mágicas que é a única capaz de fazer animais falarem!
— Como.. como você sabe disso? — Meus olhos brilharam, nunca havia conhecido alguém que conhecia sobre ela, sem antes eu ter falado.
— Eu morava perto de uma estufa, digamos que eu ia para lá todos os dias, então tenho um fascínio por arvores e plantas, um interesse por animais também.. então estudei muito sobre isso.. — Respondeu-me ele um pouco sem graça, Eddie parecia ser um cara interessante, talvez de poucos amigos, mas não era de demonstrar tanto isso, já que ele possuia um jeito bem humorado como o meu.
— Gente.. olha aquilo ali! — Julius chamou nossa atenção apontando para a janela.
Lá estava meus velhos amigos Keira Eldritch, Joshua Green e Gregg Huperford correndo sorrateiramente em direção ao velho teatro.
— O que será que aqueles alunos estão fazendo ali? — Questionou Eddie retoricamente.
— Coisa boa não deve ser — Comentou Julius
— Eles são os senhores confusão e a dona encrenca — Falei em meio a risadas — E como Eddie é humano e ambos são novatos, então o melhor a se fazer é fingir que nem os viram, tudo o que menos devem querer por aqui é ser um delator e se meter com esses três — Avisei. Ambos deram de ombro, e voltamos nossa atenção para a escola e aproveitei para mostrar um pouco mais, como havia prometido.
— Não posso deixar de mostrar para vocês a sala de combates, vamos nos divertir demais por lá galera. Tem diversos tipos de combate: corpo a corpo, espada, magia, esgrima, e artes marcias. — Julius pareceu bem interessado e continue — também tem sala de dança e teatro. Um enorme refeitório e uma biblioteca com uma precária demanda de livros ficcionais, porém repleta de livros de combates e estratégia, magia e aperfeiçoamento da mutação. Sei que são muitas informações e preciso detalha-las com o tempo! — falei
— Sim cara, você é realmente o contador de Histórias, não sei como você sabe de tudo isso! Espero que Charles Lee esteja errado e elas sejam reais — Comentou Eddie e rimos em uníssono — Agora vamos para a sala de poções, senão iremos nos ferrar já na primeira aula — Disse Eddie enquanto me empurrava para andar com mais pressa
— Ok... — Fingir estar triste — Mas.. vocês já ouviram falar sobre o calabouço? — perguntei
— Aaaah não, Matt Stone ataca outra vez! — Exclamou Julius acompanhado de um sorriso e um suspiro, acho que ele me considerava louco, mas era muito educado para dizer.
— Como ninguém questionou... — Falei baixinho para iniciar uma nova história, e mudei o tom para um ar de mistério — Dizem que dentro da biblioteca existe uma porta secreta para um calabouço, que é um lugar frio, escuro e sombrio durante a noite e o dia. Com tochas feitas de enxofre misturada com cal para seu fogo não apagar, e estão pressas em uma parede de pedra, para iluminar o caminho. Lugar onde Lumos puni alguns alunos, prendendo-os por um certo período, caso tenham descumprido algumas de suas regras.
Aquilo os deixou um tanto perplexos, e eu amava causar essa sensação nos novos alunos, a magia dos contos nunca perdia sua graça e eu jamais a deixaria morrer. Muitos poderiam duvidar de minhas histórias, mas eu garanto, elas são reais.
Não havia percebido mas tinhamos acabado de chegar na sala, olhamos um para o outro torcendo para que ainda não tivesse começado e entramos.
~P.O.V Mathew Stone off~
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