Escola de Magos - Interativa
3 Rob Darel
Notas iniciais
Era manhã.
09:47, mais precisamente.
A brisa matutina mesclando-se com os leves raios solares levavam as folhas com sutileza. Tanta calmaria contra o desespero de Kristie.
— Meu Deus do céu!! Tô atrasada de novo! Vou ser expulsa da missão e da escola! – gritava ela no meio da rua, esbarrando com todos no centro. Ela olhava para a frente, conseguindo ver de longe o Castelo Embryo. – Estou chegando lá! Estou chegando lá! Estou chegando lá!
Três minutos depois, ela conseguiu abrir o portão do castelo que estava preso. Os guardas não estavam ali naquele momento, mas com um soco bem dado ela conseguiu quebrar uma haste que prendia o portão.
Cinco minutos antes do horário, Kristie consegui chegar a tempo.
— Nossa, gente. É um milagre de Merlina! – zoou Arvel, rindo baixinho em seguida.
— Sorte tua que você chegou, garota. Eu mandei. Você obedeceu. Assim mesmo. – elogiou a mandona da Dayna, aplaudindo silenciosamente com as mãos.
— Eu disse que ia melhorar, não disse? Eu sou Kristie, a mais forte de Embryo.
— Há! Há! Há! Há! Há! Que comediante! – gritou e debochou Max, vibrando com sua super velocidade.
O Grupo 1 estava em uma sala confidencial e secreta, no subterrâneo do Embryo. Não tinha mesa, nem cadeiras. Um candelabro no centro de cada parede, com velas de chamas brancas. O chão todo sujo, aparentando ser habitat de muitas bactérias e parasitas. Entretanto, eles não estavam ligando, apenas esperando pela diretora que não chegava.
— Vagabunda da diretora! Me deu um sermão da montanha falando que eu sou atrasada, mas olha quem se atrasou. Vagabunda nojenta. – reclamou Kristie, xingando-a como se não ouvesse outro mal no mundo.
— Calma, garotinha. Vai ver aconteceu alguma coisa. – tentou aliviar o velocista.
— Estou ouvindo passos. É ela chegando. – alertou o mago de fogo, Brian, empurrando todo mundo, deixando todos confusos e um empurrando o outro.
Em segundos uma forte presença chegou naquela sala. Um poder mágico tão grande que fez as chamas das velas mudarem de cor, o local estremecer e a respiração do grupo mais difícil.
“Que poder mágico é esse? Não é a diretora nem aqui e nem na Rússia. ” – pensou Arvel, fechando os punhos tentando suportar aquela presença.
— Bom dia. Meu nome é Rob Darel, o novo Emissário de Missões de Embryo. Vocês estavam esperando pela vossa diretora, mas ela está com suas tarefas, nesse momento. E desculpa por fazer vocês suspirarem pela minha presença. Sou um mago de penúltimo nível mágico, mas em breve vocês aprenderão sobre isso nas aulas. E também seu corpo se acostuma com minha presença. Umas duas semanas e já era.
— Cara, você é muito chato. – Max deixou soltar, fazendo todos soltarem um “Vish, olha a treta.”
— Eu sou mesmo, ainda mais com uma missão desse nível em que vocês vão enfrentar. – retrucou o emissário, deixando todos com a mesma cara de “bem feito, trouxa. ”
Nervoso, Max começou uma discussão:
— Fala logo e para de se vangloriar.
— Quem você acha que é, garoto? – perguntou Rob.
— Eu sou aquele que vai correr em volta de você, criar uma coluna de fogo e te pulverizar vivo. Eu vou matar você só de sentir a minha velocidade.
— Eu não tenho medo de você. Você é um mago de nível três e eu, seis. Tenho o dobro do teu poder mágico. Você não me conhece, rapaz. Me respeita.
— Você não é meu pai então não tenho que te respeitar. Você fez eu acordar tão cedo para escutar você falando de fazer a gente sufocar diante o seu poder. Eu e meus amigos vamos acabar com você.
— Não vamos, não. – retrucou Arvel.
— Nem a pau, Max. – disse Dayna, ficando atrás de Kristie, medrosa.
— Para com isso. Você não é páreo para ele. – Brian, puxando Max a força.
Rob respirou fundo e continuou com a sua tarefa:
— Vou ignorar esse pirralho antes que eu o congele eternamente. O que eu venho dizer é que um artefato que mantem a defesa mágica de Embryo foi roubada e vocês terão que recuperá-la ou serão presos pelo Conselho de New Nebraska, vulgo CNN. O artefato se chama Pedra Onix, uma fonte de poder mágico que sustenta o campo mágico invisível em torno da escola.
Brian colocou a mão no queixo, pensou em alguma coisa e comentou:
— Eu não quero participar.
— Você é obrigado. Ponto final. Ou você será preso por mim e agora. – ordenou Rob, colocando medo nele e fazendo ele desistir da ideia de desistir, na hora.
Arvel, mais responsável – quando quer, né – perguntou:
— Se somos obrigados então não temos outra alternativa a te perguntar sobre os detalhes da missão, como local, com quantos soldados vamos, quando e como vamos.
Rob deu de costas, deu alguns passos para perto da porta e virou novamente:
— Vocês vão sozinhos e sem nenhum soldado. A missão é tão difícil que quero testar o poderio de vocês. O inimigo é desconhecido. Sei apenas da base deles e vocês vão ter que os derrotar sem suporte da escola e do governo municipal. Resumindo, se virem.
Max, nervoso, partiu para cima do emissário, que estalou os dedos e o deixou congelado coberto por uma grosseira camada de gelo. Brian, rapidamente, colocou fogo em suas mãos e tentou derreter aquele gelo, mas sem sucesso. Dayna, preocupada, pediu ajuda ao culpado da situação:
— O que você fez? Ajude a gente.
Rob pensou bem se deixaria Max vivo, mas nem precisou o ajudar. O velocista vibrou dentro do gelo, fazendo com que seu corpo conseguisse quebrar aquela camada de gelo. Tremendo de frio e enfraquecido, Max desmaiou e Brian o pegou no colo, deixando seu corpo aquecido para ver se ele acordasse o mais rápido possível.
— Me desculpem, mas ele precisava de uma lição. Não sou qualquer um. Vocês irão partir semana que vem para a missão, então treinem duro até lá. Sinto que o inimigo é forte o suficiente para destruir vocês já que conseguiram roubar a Onix. Ele vai ficar bem, falando nisso. – pediu perdão Rob, saindo daquela sala lentamente e arrependido do que fez.
Kristie, arrasada com aquilo tudo, disse algo que mudou a vida de todo mundo, evidenciando toda a situação em que eles estava vivendo em forma de uma filosofia popular:
— Fodeu.
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