Escola de Magos - Interativa
13 Colar de Selamento Dimensional
Notas iniciais
E do portal saiu ele, o emissário Rob. Seu olhar estava confiante e em torno do seu corpo, uma aura mágica necessária para ativar o portal. Os olhos dos magos do Grupo 1 brilharam.
— Rob! Seu... maldito! – gritou Max, quase indo para cima dele. Arvel o segurou. – Você nos mandou para a morte! Qual o intuito de tudo isso? Nos levou para o lugar errado, seu imbecil. Isso não se faz com alunos. Isso é trabalho de gente grande!
Rob estava silencioso. Analisando o comportamento de Max. Respirou fundo. Pensativo. Respondeu:
— Em breve tudo vai se encaixar. Outra coisa, eu não levei vocês para o lugar errado. Aquela vila destruída era o antigo esconderijo da Coroa Vermelha. Eu descobri o motivo de eles terem saído de lá. Não sei como, mas eles tomaram uma cidade. A antiga cidade Bosque Imenso se tornou Grande Gardena, base militar da Coroa Vermelha. Eles pretendem começar uma guerra.
Arvel analisou tudo e perguntou, desconfiado:
— E como você sabe disso?! Quem te informou desses detalhes?!
— Tenho contatos de moradores de lá. A minha família, infelizmente, está refém dos Coroa Vermelha e eles deixaram isso claro a todos os moradores. Pretendem dominar todo o continente, em seguida, o mundo. Eles estão em vantagem numérica. Apenas vocês não vão conseguir. – respondeu Rob, tentando desviar o assunto.
— E o que você pretende fazer? Tirar a missão das nossas costas, é claro. – estimou Kristie, dando um passo à frente.
— Eu trouxe o Grupo 2 comigo. – Rob abriu novamente o portal e de lá saíram Shae, Aurora, Thayer, Kyle e Liedson.
— Eu odiei esse portal. Me deu enjoo. – Reclamou Kyle, cambaleando de tontura.
— Você reclama muito, Kyle. – Criticou Liedson.
Rob estalou os dedos para chamar atenção e silenciar aquele tumulto adolescente. Com a palavra, ele começou:
— Vocês têm uma nova missão. Com a autorização do Conselho Nacional de Magia, vocês têm a responsabilidade de libertar Grande Gardena e fazer dela o Bosque Imenso que ela sempre foi. Por isso, em dez magos, vocês devem conseguir isso. O problema é que não consegui informações de quem está no comando, qual o poder do inimigo e quem vão enfrentar. Entretanto, não se esqueçam das aulas de trabalho em grupo. A partir de hoje, está oficializado a guilda de vocês. Quando essa missão acabar, vocês já podem se considerar magos profissionais e sair da escola. Juntos, Grupo 1 e Grupo 2, devem se tornar um só. Escolham o nome para a guilda de vocês.
Todos ficaram em silêncio. Cada um tinha escolhido vários nomes. Coisa de adolescente. Criatividade aflorada nos hormônios. Rob desistiu, pedindo para que escolhessem um nome depois que a missão acabasse. Todos concordaram, mas ficaram tristes em saber que deveriam sair da escola em seguida.
— E por onde devemos começar? – Perguntou Dayna, fazendo Thayer balançar a cabeça concordando.
— Eu analisei o mapa da região e vi que Grande Gardena está bem próximo. Vou abrir um portal para levar vocês para uma caverna que há dentro da floresta, que também está dentro da cidade. Eu ia lá quando criança. Um esconderijo meu para fazer coisas de adolescente. Há! Há! Há! Bons tempos em que eu dava no coro. Enfim, isso não vem ao caso. – Respondeu Rob, olhando para o céu, brisando e sonhando acordado com as lembranças de sua vida.
— Que inconveniente. – Disse Max.
— E depois? O que devemos fazer? – Perguntou Aurora.
— Vocês devem derrotar os inimigos até que a cidade seja tomada. E, claro, trazer a Ônix. Eu vou distribuir a vocês colares que sugarão os inimigos quando eles estiverem derrotados. Não há a necessidade de matar, a não ser que seja em último caso. – Disse Rob, jogando os colares para cada um. – Isso se chama Colar de Selamento Dimensional. Vão prender os inimigos em outra dimensão, fazendo com que apenas o Conselho consiga chegar até eles. É a forma mais segura e eficiente de fazer isso... eu desejo boa sorte a todos vocês. Assim que eu for embora, o portal será aberto. Sobrevivam.
Um grande portal azul se abriu. Rob entrou e sumiu. O portal se fechou. Um outro portal dourado surgiu. Com medo, os grupos entraram. O portal sumiu.
...
A caverna estava iluminada por velas brancas e flutuantes. A água gelada estava nivelada até os calcanhares. O clima frio era de arrepiar. Uma luz indicava a saída por um corredor de pedras banhado por trepadeiras.
— Gente, eu não aguento mais. Esses portais vão acabar me matando. – Kyle reclamou novamente, vomitando isolado logo em seguida.
— Eu estou com receio. Essa cidade é imensa. Eu já a vi no mapa. Como que eles conseguiram pegar tudo isso para eles? – Se perguntou Arvel, pensativo.
— Eu não sei, mas devemos ficar juntos. – Comentou Max, tremendo de medo.
— Eu tenho um plano. – Thayer levantou a mão, fazendo com que todos olhassem para ele. – Devemos procurar pelo líder. Assim que gente prender ele, podemos reivindicar a cidade. Isso funciona em gangues criminosas. Deve funcionar aqui, também.
— Excelente ideia. – Elogiou Arvel. – O problema é: somos capazes de enfrentar um líder que, pelos últimos fatos, pode ser absurdamente forte?
— Juntos podemos, claro. Mas para podermos procurar por ele, devemos nos separar. – Respondeu Thayer.
— Estamos em dez magos. Podemos fazer cinco grupos de dois. Que tal? – Sugeriu Shae.
Todos concordaram e instantaneamente se dividiram em cada ponta daquela parte da caverna. Os grupos eram: Max e Shae, Kristie e Liedson, Arvel e Aurora, Brian e Thayer, Dayna e Kyle.
Depois de conversarem sobre as divisões, eles resolveram sair um por vez. Cada um em uma direção. O que seria dos subgrupos? Quem será o primeiro que encontrará algum obstáculo pela frente? A resposta foi decidida em questão de minutos.
Max e Shae encontraram um mago apenas de calça jeans, com um símbolo da Coroa Vermelha tatuada nas costas. Ainda estavam na floresta e esse mago estava fazendo algum tipo de ritual.
— Senti a presença de vocês, de longe. Estava esperando por esse momento. – Comentou Dayton Basil, um mago recém recrutado da Coroa Vermelha.
— Você é da Coroa? Se sim, levante-se e renda-se. Isso é bem mais inteligente do que lutar contra a gente. – disse Shae.
Dayton riu. Levitando, ele se levantou. Virou para Shae e perguntou:
— Você tem um alto nível de magia, Shae. Vou gostar de usar tudo que eu tenho contra você. – Elogiou Dayton, sem expressão no rosto. Estava analisando os dois adolescentes em sua frente.
— Eu também tenho um alto nível. Você vai ver quando eu quebrar a sua cara em mil. – Disse Max, estalando os dedos.
— Max. Você é um inútil. Mesmo tendo o nível de Shae, você não sabe usar sua magia. Eu sinto isso. Você não vai ser problema. Respondendo à pergunta de Shae... sim. Sou da Coroa. E não, eu não vou me render. Estou pronto para a batalha.
Max, rápido como o som, correu em direção a Dayton, mas sem sucesso. A magia de Dayton era a criação de barreiras e escudos mágicos, além da intuição, presente em todo mago, avançada. O mago velocista ficou preso dentro de uma barreira inquebrável:
— Merda! Primeiro o Rob me congela, agora acontece isso. Shae, tire-me daqui, por favor? – Perguntou Max, sentando-se.
— Vou ver o que eu faço, mas agora não dá. A briga começou e eu não posso fazer nada nesse instante. – Respondeu Shae, a primeira aluna da turma. – Você, inimigo, qual o seu nome?
— Dayton. Dayton Basil. Isso é relevante?
— Namprision. – Shae juntou poder mágico em suas mãos e bateu elas uma na outra. O corpo de Dayton começou a ficar mole. Ele cambaleou para esquerda, cambaleou para a direita e caiu com tudo no chão.
— O que você está fazendo?! – perguntou ele, enfraquecendo cada vez mais.
— Eu vi essa magia em um dos meus inúmeros livros. Estou sugando todo o seu poder mágico.
A barreira que segurava Max desapareceu e ele, aproveitando a brecha, usou sua super velocidade para pegar Dayton pelo pescoço e o arremessar com tudo na árvore. Em seguida, começou a disparar socos que emitiam explosões sônicas de tão ligeiros. Em seguida, ao ver o inimigo inconsciente, parou.
Pela inteligência de Shae, Dayton estava derrotado. Max pegou o colar e sem saber como usá-lo, encostou na testa de Dayton, fazendo o objeto sugar todo o seu corpo.
Shae deu um pulo de alegria, sentindo-se a garota mais vitoriosa do mundo.
— Isso foi bem rápido, Shae. Obrigado por me tirar dali. Isso foi bem rápido. Vamos andando, talvez algum dos nossos precisa de ajuda.
Shae balançou que sim com a cabeça e os dois começaram a correr em direção a floresta. O problema começou quando Max sentiu uma dor forte no lado direito do peito. Shae perguntou o que era e Max disse que não sabia, mas os dois continuaram andando. Consideraram aquilo uma dor de esforço físico, mas não era.
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