Escola de Cavaleiros

3 Capítulo 3 - A Virgem Mais Pura


Notas iniciais
Primeiro eu gostaria de dizer que estou triste porque o capítulo 2 não teve tantos Reviews quanto eu esperava =(
Sinceramente eu esperava bem mais Reviews levando em conta que o primeiro capítulo teve 8 e esse segundo capítulo foi muito pedido e aguardado, mais enfim...É a vida, espero que esse capítulo 3 renda mais Reviews ^^
Sobre esse capítulo, teremos a introdução de vários novos personagens e a história começa a se desenrolar. Outra coisa que eu gosto muito nesse capítulo é que ele adiciona um terceiro elemento à lista de "principais" da fic, elemento que chegou pra ficar e sem dúvida vai dar um Q há mais na história toda... hahahahaha
Bem, é isso, espero que gostem e Boa Leitura! ^^

Aioros acordou cedo no dia seguinte, olhou para o relógio na parede e ele marcava 5h30, ainda era bem cedinho, e a preguiça começava a tomar conta do Sagitariano, aquela velha vontade de permanecer deitado na cama, mesmo sabendo que teria compromisso para aquele dia, seria seu primeiro dia na Academia de Treinamento do Santuário e não queria se atrasar, aos poucos, seus sentidos, ainda desnorteados pelo cansaço acumulado da viagem começaram a acordar lentamente, o suficiente para perceber o barulho de água vindo do banheiro, Aioros então se moveu vagarosamente, colocando sua cabeça para fora do beliche de cima para procurar pelo irmão, quando olhou, encontrou a cama do mais novo vazia. Seria possível que Aioria já estivesse de pé?! Pensou o mais velho. Ambos tinham o costume de acordar cedo, até porque a vida havia sido cruel para com eles e tudo que haviam vivido até aquele momento sempre se deu ao esforço continuo de ambos, ou seja, acordar cedo para viver a vida, esse era o lema, afinal de contas, antes de virem para o Santuário, suas vidas eram bem difíceis, e sobreviviam de qualquer bico que arrumassem por ai. Sua mente vagava entre lembranças mais antigas e recentes, enquanto ouvia o som da água parar, logo em seguida ouviu a porta do banheiro se abrir e os passos do irmão indo pelo corredor, se deu conta então que ele também deveria se apressar, assim como Aioria, caso contrário chegaria atrasado ao primeiro dia, e isso não era algo bom.

Levantou-se e dirigiu-se ao banheiro com a toalha e a muda de roupa, entrou rapidamente, pois enquanto estava perdido em devaneios, já haviam se passado 20 minutos e já estava começando a se atrasar. Tomou um banho rápido, escovou os dentes e saiu apressado vestido apenas com a calça jeans e sandálias. Precisava achar seus tênis, camisa e material para ir, pegou tudo o que precisava rapidamente e se vestiu, indo em seguida de encontro ao irmão na cozinha/sala de seu apê.

Na cozinha, Aioria, já totalmente vestido com uma camiseta cinza, jeans e tênis, terminava de tomar um copo de suco. Aioros chegou meio que desconfiado, se lembrava muito bem do que havia acontecido entre ele e Aioria na noite anterior e sabia que seu irmão poderia ser imprevisível, e não tendo a menor ideia de qual poderia ser a reação dele agora, preferiu ser cauteloso e ficar na defensiva inicialmente.

Aioria percebendo a presença do irmão que o observava, o encarou rapidamente, com um olhar vago que não dizia absolutamente nada, o Leonino se mantinha inexpressivo e indiferente à presença do irmão, que por sua vez, já havia entendido que Aioria não estava pra papo aquela manhã. Pensamento que fez o Sagitariano se irritar internamente, mas afinal de contas, o que é que estava acontecendo?! Por que Aioria estava daquele jeito, como se estivesse muito irritado e chateado com ele?! Afinal ele não havia reclamado de nada ontem à noite, então porque essa reação agora?! Seria “culpa”?!

O Leonino, apenas desviou o olhar ao ver o irmão mudar sua expressão para algo mais sério, terminou seu suco colocando o copo na pia e saindo logo em seguida, ao passar por Aioros, o mais novo nem se quer se deu ao trabalho de encarar o irmão, ou de lhe dizer qualquer coisa, apenas se dirigiu ao sofá do apê, onde estavam alguns livros e apostilas, Aioria viu que havia duas cópias de cada, cada uma com o nome de um deles, pegou então apenas as que tinham seu nome, colocou debaixo do braço, abriu a porta e saiu, fechando a porta atrás de si com certa força, reação que deixou Aioros ainda mais irritado com tudo aquilo. Parecia mesmo que a “experiência” da noite passava havia criado uma barreira entre ele e o irmão, a expressão séria e chateada de Aioros mudou para uma triste e penosa, o Sagitariano meio que estava arrasado, pensava em conversar com Aioria sobre esse assunto, mais estava claro que o irmão não queria conversa alguma, ficou ali pensando mais alguns segundos em tudo aquilo, achando que talvez fosse ele mesmo o culpado de tudo por impor a Aioria algo que ele não queria, que ele não estava pronto e que evidentemente não fez bem pra ele e nem para si mesmo, de qualquer forma, o tempo passava, o relógio já marcava 6h30, e teria muito tempo para resolver essa situação quando chegasse em casa à noite, ai sim, conversaria com o irmão e as coisas iriam se acertar, assim pensou o Sagitariano enquanto engolia as pressas um copo de suco, quase se engasgando no processo.

Terminou seu “café de manhã”, por assim dizer, pegou o material no sofá correspondente a ele e saiu apressado do apê levando consigo a chave e trancando o local.

Já no térreo do alojamento onde os aprendizes de Cavaleiros ficavam, Aioria andava rápido e de cabeça baixa, estava pensando em tudo o que estava acontecendo, havia ficado muito chateado com a situação em que ele e o irmão, por quem tanto tinha apresso, haviam se colocado. Não estava com raiva de Aioros, mas sim da situação, a única pessoa de quem realmente ele sentia raiva era de si mesmo, estava confuso, chateado, tentando ignorar aqueles sentimentos e desejos, não podia deixar que as coisas continuassem assim: “Somos irmãos, entre nós não pode haver segredos, não temos nada a esconder um do outro, e não temos nenhuma dúvida sobre o outro, então, não vejo o porquê de tanta regalia”. Essas foram as palavras de Aioros para ele na noite passada, e de fato, elas tinham bastante sentido, mas de qualquer forma, eles eram irmãos, como Aioros mesmo havia dito, e por mas que o que tivessem feito não fosse algo tão grave assim, sentia-se mal por pensar no irmão de tal forma, seria possível que estivesse se “apaixonando” pelo seu próprio irmão?! Não, não poderia pensar em tal hipótese, obviamente amava Aioros, amava com todo seu coração, mas isso era normal, era apenas um amor fraternal, que todo irmão tem pelo outro, certo?! Ou será que não?! Aioria realmente se irritava com a continuidade de seus próprios pensamentos, que mas pareciam unhas aranhando um quadro negro em sua mente, estava se tornando insuportável pensar naquilo, e não podia continuar assim, teria um dia longo pela frente e precisava de foco e concentração, preferiu então deixar esses pensamentos para depois, quando chegasse em casa mais tarde, conversaria com o irmão e esclareceria tudo, sim, era isso que faria, mas por hora, achou melhor deixar pra lá.

Continuou andando pensando em como seria seu primeiro dia de aula na Academia, como seriam seus colegas e o que aprenderia afinal de contas. No documento que havia encontrado dentro de uma de suas apostilas estava escrito que sua turma ficava no 3º andar do prédio, sala “A”. Apressou-se então para não chegar atrasado.

Aioria subiu até o 3º andar, chegando lá, rapidamente encontrou a sua sala, era a primeira do corredor, e ao entrar já se deparou com a sala quase cheia, havia muitas pessoas lá, conversando, rindo, falando alto, e poucos lugares vazios, geralmente os mais atrás, o Leonino se dirigiu a quarta fileira de cadeiras, e sentou-se na 5º cadeira, ao todo, eram oito, do seu lado, havia a quinta fileira, colada nas janelas, grandes, de vidro, que irradiavam o brilho alaranjado do sol matinal, mas não era só isso, Aioria também pode prestar atenção em um colega que estava sentado ao seu lado, nessa quinta fileira, olhando para o sol ainda tímido ao nascer, ele tinha longos, dourados e brilhantes cabelos lisos, olhos azuis como safiras, e uma expressão doce, gentil e muito calma, que passava uma paz para qualquer um que o observasse. Aioria não conseguiu tirar os olhos daquela visão, quem era aquela pessoa?! Era um homem ou uma mulher?! Não sabia dizer ao certo, mais sabia apenas que era uma visão única, e que poderia olhá-lo por horas sem fim. O Jovem de cabelos loiros, ao sentir ser secado pelo vizinho de turma, virou-se para Aioria o encarando, arqueando uma de suas sobrancelhas em curiosidade, o Leonino corou rapidamente e desviou o olhar de volta para a sua cadeira, mas permaneceu observando o loiro de rabo de olho. O atraente colega mantinha um olhar curioso sobre o seu observador, e deixou escapar um leve sorriso devasso por alguns segundos, ato que não deixou de ser percebido por Aioria, que também sorriu de leve em resposta.

Segundos depois, um homem de terno vinho entra na sala fechando a porta atrás de si, esse aparentava ser o professor da turma. A entrada dele no recinto não passou despercebida e todos se sentaram, pararam as conversas e se acomodaram diante do imponente e sério olhar que aquele homem descarregava sobre todos os presentes ali. Era frio como gelo, essa era a descrição que passava pela mente de Aioria ao ver o olhar do seu possível professor sobre todos. O Homem dirigiu-se a mesa, sentou-se colocando sua pasta por sobre ela, e dirigindo-se a todos:

- Bom dia Alunos, Sejam todos muito bem vindos a Academia de Treinamento do Santuário, meu nome é Camus. Sou o Cavaleiro de Ouro de Aquário, e a partir de hoje, serei também professor de vocês! (disse o professor com uma voz terna, calma, mansa, porém fria e direta).

- De antemão, já aviso que não permitirei comportamentos estrambólicos e desnecessários em minha aula. Não gosto que me interrompam para fazer perguntas inapropriadas durante as explicações. Qualquer dúvida sobre a matéria, vocês poderão tirar comigo após as explicações, ou em minha sala, depois da aula. Também não permitirei conversas paralelas em minha aula, tendo ou não haver com o assunto que estou dando. E por último e não menos importante, todos devem me chamar por Sr. Camus, e dirigissem a mim apenas desse modo, estamos todos entendidos?! (disse friamente o professor, metendo medo em quase todos ali presentes)

Durante a “citação” das regras da turma, Camus manteve-se inexpressivo, não demonstrando emoção alguma, realmente, era um homem muito centrado e direto, aquele famoso tipo de professor que a grande maioria dos alunos tem medo ou titula de “chato”.

Aioria engoliu a seco após ouvir tudo aquilo do professor, achava realmente que ele era do tipo “casca grossa” e que as coisas já não haviam começado bem... Enquanto suspirava levemente, olhou mais uma vez para o vizinho de sala, aquele loiro era realmente muito interessante, mas o Leonino não sabia o porquê, apenas tentava entender o que ele tinha de tão interessante para ter chamado a sua atenção de tal modo. O Loiro misterioso, apenas continuava a observar o céu da manhã através da janela da sala, aparentando estar alheio a tudo o que estava acontecendo, até mesmo do fato de estar sendo secado mais uma vez por Aioria.

Após alguns segundos observando a turma, Camus levantou-se, olhou friamente mais uma vez para todos e virou-se para o quadro:

- Abram suas apostilas no capítulo I: O Cosmo. (disse o professor, que começava a transcrever algo na lousa).

O Loiro e Aioria também se viraram para frente e começaram a abrir seus livros à procura do tal capítulo.

Aioros estava com problemas, seu relógio marcava 7h05 e obviamente já estava atrasado, tudo parecia estar dando errado para ele, havia meio que brigado com o irmão, ou era o que pensava, estava atrasado no primeiro dia de aula, e ainda procurava a sua sala. No documento que estava entre seu material dizia que sua turma ficava no 3º andar, sala “B”.

O Sagitariano estava subindo ás pressas às escadarias e chegou a tempo de impedir que o professor fechasse a porta na sua cara e que perdesse a aula. Quando a porta estava quase se fechando, o moreno colocou o pé para que ela não fechasse, o que fez seu professor abrir a porta mais uma vez para ver o que estava acontecendo:

- Desculpe pelo atraso professor, eu me perdi nos corredores, esse lugar é muito grande e eu tive alguns problemas, por isso cheguei atrasado, eu sinto muito, eu posso entrar?! (perguntou Aioros dando uma rápida explicação de tudo ao seu professor).

O Sagitariano estava tão agitado, que apenas após alguns segundos pode perceber quem era o seu professor afinal de contas. O homem a sua frente era o mesmo que havia lhe entregado a chave do apartamento na noite passada. Esse, por sua vez, demonstrava uma grande imponência ao jovem de cabelos castanhos, estava com um terno de cor azul marinho, assim como os seus longos cabelos ondulados, também de um tom azul magnífico que chegava até a sua cintura, seus olhos, também azuis como o mar. Aioros permaneceu fitando aquele ser a sua frente, aguardando tímido por uma resposta.

- Está muito bem então, pode entrar sim, perdoarei o seu atraso por hoje meu jovem, mas que isso não se repita. Afinal, não posso deixar de ter um aluno tão lindo assim na minha aula, não é mesmo?! (disse o professor com uma voz rouca, máscula e muito sugestiva)

Aioros engoliu a seco aquele comentário, ficando extremamente corado com as palavras do seu professor, então, de cabeça baixa, dirigiu-se a um acento vazio no final da sala, enquanto o professor o observava com um olhar predador e um sorriso no mínimo malicioso no rosto, o que deixava o Sagitariano ainda mais nervoso. Todos da sala também observavam Aioros, alguns inexpressivos, outros com o mesmo sorriso malicioso que o professor, e outros apenas com olhares disfarçados. Aioros odiava essa sensação, a sensação de ser observado, de ser julgado, era horrível chegar atrasado à sala justamente por conta dessas e mais outras. Por fim, sentou-se na última cadeira da quarta fileira da sua sala, apoiando a bochecha na mão e o cotovelo na mesa, nessa hora, olhou para o professor, e este ainda o fitava com uma expressão que remetia ao puro desejo.

Aioros arregalou os olhos levemente, e ficou ainda mais corado, estava mesmo sendo secado pelo professor, não podia acreditar nisso, o dia já havia começado ruim, e agora mais essa.

- Muito bem alunos, agora sem mais distrações, podemos dar continuidade à aula. Meu nome é Saga. Sou o Cavaleiro de Ouro de Gêmeos, e a partir de hoje, também seu professor. Abram suas apostilas e vamos começar... (disse Saga olhando para todos na sala, mas em especial para um certo moreno alto, de cabelos castanhos dourados).

Aioros precisava se distrair... Enquanto Saga de costa para todos escrevia algo no quadro sobre “Cosmo”, o Sagitariano olhou para o lado, vendo as grandes e bonitas janelas da sua sala que deixavam o brilho alaranjado do sol entrar, do seu lado, havia uma pessoa, um jovem de cabelos azuis, num tom claro, diria azul turquesa, com olhos também azuis e lábios rosados, em sua orelha, uma rosa vermelha ajudava a prender as madeixas.

Aioros olhou rapidamente aquele ser andrógeno ao seu lado, não sabia ao certo se ele era homem ou mulher, por alguns instantes pensou que fosse mulher, mas havia apenas homens na sala, pois não era permitido que mulheres concorressem às Armaduras de Ouro, então, seria ele um homem?! Mas como poderia, era tão parecido com uma mulher, e tão bonito quanto uma, hora, mas o que era aquilo?! Estava dando pra achar homens bonitos agora?! Mal sabia como resolver o problema com o seu irmão e agora mais essa, tinha é que se concentrar na aula, que era o melhor que poderia fazer naquele momento.

O Tempo passou depressa naquele primeiro dia de aula, as aulas se sucederam rapidamente e logo o relógio já marcava meio dia.

O Sinal bateu, era o fim do expediente de aulas da manhã, agora as próximas aulas seriam apenas ás 16h, os alunos teriam muito tempo livre para revisarem as matérias e descansarem.

Aioria estava arrumando suas coisas, enquanto observava que o loiro ao seu lado, por quem tanto se interessou a princípio fazia o mesmo, rapidamente a atenção dos dois se voltou para uma cena pouco comum.

- Professor, estou com um dúvida na matéria e gostaria que o Senhor me explicasse. (disse um dos alunos com uma voz manhosa ao professor)

Esse estava usando apenas uma camiseta regada branca, um shortinho jeans extremamente curto para o padrão masculino, seus cabelos eram azuis escuros e olhava para o professor de forma provocante.

- Ora, mas claro que posso tirar a sua dúvida, porque não passa na minha sala agora, estou livre nesse horário, poderei tirar todas as dúvidas que você quiser. (disse o professor Camus com um sorriso malicioso no rosto, enquanto percorria o corpo do jovem com seu olhar).

Aioria não podia acreditar no que estava vendo, aqueles dois estavam mesmo flertando?! Não, não podia ser, as coisas estavam mesmo loucas ultimamente. O leonino olhou para o loiro ao seu lado, e este observava a cena meio que enojado, olhava friamente aquela situação e balançava a cabeça negativamente em claro sinal de desaprovação.

Levantou-se e saiu da sala logo em seguida. Aioria terminou rapidamente de arrumar as suas coisas e também saiu da sala, estava com pressa e precisava resolver vários problemas, saiu correndo tão apressadamente que não viu por onde andava e acabou esbarrando no loiro que havia saído a pouco da sala, derrubando seus livros no chão.

- Ah, minha nossa, eu sinto muito, me desculpe! (disse o leonino tentando se redimir)

O Loiro de longos cabelos lisos apenas o olhava visivelmente irritado com o ocorrido, seu olhar era quase mortal, e junto com o leonino recolhia seu material que havia ido de encontro ao chão.

- Aqui está, me desculpa, foi sem querer... (dizia Aioria, tentando se desculpar novamente)

O loiro o fitou friamente, sem demonstrar nenhuma emoção, apenas assentiu com a cabeça e revirou os olhos, seguindo seu caminho. Aioria ainda o observava meio pasmo, quem era ele e porque ele era tão atrativo para si?! O loiro continuava caminhando enquanto passava as mãos por seus longos cabelos, os jogando para trás, Aioria via aquilo e era como se a cena rodasse em câmera lenta em sua mente, fazendo os cabelos dele flutuarem no ar, parecia cena de filme.

O leonino apressou o passo rumo ao loiro, precisava realmente conhece-lo.

- Então, me desculpe de novo por tudo... (disse Aioria ao chegar ao lado dele). Dessa vez, a intensão do leonino era apenas puxar conversa.

- Você já disse... (respondeu somente o loiro que parecia tender a ignorar Aioria)

- Pois é, mas, você não me disse o seu nome?! (continuou o leonino)

- É... Não disse mesmo... (respondeu o loiro com uma frieza que nem o professor deles conseguiria)

Aioria engoliu a seco, minha nossa, que cara difícil, nem pra fazer amizade estava fácil.

- E não vai dizer? (perguntou Aioria mais uma vez, mas já esperando uma resposta bem evasiva).

- Porque quer tanto saber o meu nome? (perguntou o loiro misterioso, finalmente voltando seu olhar para Aioria)

O jovem parou, não andou mais e se escorou na parede do corredor, dando a entender que agora iria conversar.

- Só por curiosidade mesmo! (exclamou Aioria, também parando, ficando frente a frente com aquele indivíduo)

- Não costumo dizer meu nome para as pessoas que eu também não sei o nome... (disse fria e diretamente ao Leonino)

- Bem, não seja por isso, meu nome é Aioria... (disse o leonino, dando um leve sorriso matreiro).

O loiro o encarava com desconfiança, indiferença e frieza, Aioria começava a achar que ele era assim mesmo, afinal, para que ser tão defensivo?!

- Shaka! (disse o loiro)

Em seguida, voltou a tomar seu caminho indo em direção à escadaria.

- Como? (Aioria saiu novamente atrás dele)

- Meu nome é Shaka! (disse o loiro sem nem olhar para o leonino que o seguia)

- Muito bem então Shaka, olha só, agora agente já se conhece... (disse Aioria sorrindo satisfeito)

- Saber o nome de uma pessoa não é o que eu chamaria de “conhece-la”... (disse Shaka com sua indiferença de prache, Aioria já estava até se acostumando com aquele jeito)

- Mas já é um começo... (disse o leonino com seu típico sorriso de menino danado)

Shaka mais uma vez parou de andar se escorando na parede do corredor, próximo a escadaria, e a uma porta vermelha, que provavelmente dava numa escadaria alternativa, usada somente em casos de incêndio.

Aioria também parou no ímpeto de conversar mais com o novo “amigo” por assim dizer.

- Você vai concorrer a que Armadura de Ouro? (perguntou Aioria curioso)

- Virgem... (respondeu somente o loiro)

- Nossa! Armadura importante, os Cavaleiros de Virgem tem muita importância, são sempre santos e corretos e... (dizia Aioria mas foi interrompido)

- Bobagem... (disse Shaka)

- Ahn?! (indagou o Leonino confuso)

- Um Cavaleiro de Ouro deve ser julgado por seu poder, sua força e sua capacidade de defender Athena, não por ser santinho ou bonzinho... Isso é pura politicagem e hipocrisia. (disse o Virginiano)

- Mas todos os Cavaleiros de Virgem são assim... (disse Aioria)

- Eu não pretendo ser... (rebateu Shaka)

- Posso muito bem ser um baita de um puto safado e ainda assim ser o Cavaleiro de Virgem, o que importa é que eu tenha poder e força pra defender a Casa de Virgem e a deusa Athena, só isso... Virgem é só um signo, ele não está necessariamente ligado aos conceitos de santidade e castidade eterna. Valorizar tabus e conceitos acima de poder e força que é o que realmente importa, esse santuário está realmente precisando de uma reformulação drástica. Hipocrisia pura isso tudo. (disse Shaka com um tom de voz mas indignado)

Aioria estava de boca aberta diante das constatações de Shaka, realmente, fazia sentido, eram apenas tabus tudo aquilo, mas de qualquer forma, ir contra a tradição, seria mesmo possível?!

- Mas mesmo sendo tabus, eles julgam como algo essencial para os Cavaleiros de Virgem, se você pensa assim, não vai poder ir muito longe... (disse Aioria meio preocupado)

- Meu objetivo aqui não é ganhar ou perder, e sim impor minhas ideias, sejam elas ouvidas ou não, não me importo de ganhar a Armadura, contanto que eles parem de ser tão superficiais e aprendam a valorizar o que importa, pra mim está ótimo... (concluiu o Virginiano com um leve sorriso no rosto)

- É uma nova maneira de pensar... Interessante! (disse Aioria rindo levemente)

- Na verdade, estou com vontade de fazer uma coisa errada agora mesmo... (disse Shaka olhando felinamente para Aioria e com um sorriso malvado no rosto)

O Leão também sorriu malicioso e disse:

- Tipo o que?!

Shaka então olhou para todos os lados do corredor e não viu ninguém, todos já haviam ido embora e os dois estavam sozinhos ali, Shaka então abriu a porta da escadaria de Incêndio próximo a ele e entrou. Aioria rapidamente o seguiu e os dois adentraram naquele local totalmente deserto.

Desceram um andar ate mais ou menos o 2º piso, e lá ficaram sozinhos, na escadaria.

Shaka então olhou malicioso para o leonino que o fitava com um olhar predador, como o de um Leão para uma gazela.

- Dizem que um dos pré-requisitos para ser o Cavaleiro de Virgem é se manter puro e casto, mas... que tal você me ajudar a se livra desse conceito?! (perguntou Shaka de forma atirada ao outro loiro)

Aioria arregalou os olhos em surpresa, era isso mesmo que estava ouvindo, uma proposta indecente de um cara que acabara de conhecer e que ainda por cima era candidato a Armadura de Virgem, isso não iria acabar bem, pensou o Leonino.

Shaka deixou seus livros caírem no chão enquanto se aproximava felinamente do leonino. Aioria engoliu a seco, não acreditava no que estava havendo, será mesmo que aquele cara havia enlouquecido?!

- Espera! O que você vai fazer?! (perguntou Aioria nervoso ao ver Shaka se aproximar daquela forma tão tentadora)

- Relaxa, tenho certeza que você vai gostar! (disse o Virginiano maliciosamente)

Ao se aproximar totalmente de Aioria, Shaka derrubou os livros dele no chão e empurrou o leonino contra a parede com força, o que fez Aioria gemer um pouquinho, aproximou-se da orelha do loiro maior e começou a passar levemente a língua por ela, Aioria gemia baixo, enquanto isso, com uma das mãos, o Virginiano apalpava o volume no meio das pernas do leonino que crescia a cada toque. Aioria estava muito excitado, mas também muito envergonhado e assustado com tudo aquilo. Shaka também estava muito excitado, seu rosto estava mais vermelho que um tomate naquele momento.

- Espera Shaka, e se alguém aparecer?! (perguntou Aioria entre gemidos baixos)

- Não se preocupe. Ninguém vem aqui, por isso eu escolhi esse lugar, ninguém vai nos incomodar aqui. (disse o Virginiano enquanto ia se ajoelhando na frente de Aioria)

Aioria não conseguia acreditar no que estava acontecendo, estava mesmo deixando aquilo acontecer, não podia acreditar, mas o seu membro já totalmente rígido dentro da calça implorava por alívio, e na noite anterior havia chegado a um ponto parecido com seu irmão. Se com o próprio irmão já havia acontecido algo semelhante, para que se fazer de regado agora, resolveu ignorar os pensamentos puritanos que vinham a sua mente e se entregar e viver aquele momento, adotando a filosofia de Shaka.

O Virginiando desabotoou a calça do leonino, e em seguida, desceu o zíper, fazendo aparecer a box azul que ele estava usando, e o volume que ela guardava, com um olha lascivo, Shaka fitou o rosto de Aioria que estava extremamente vermelho com tudo aquilo. O Leonino olhou para Virginiano correspondendo ao seu olhar de desejo, e apenas assentiu que sim com a cabeça, dando permissão para Shaka continuar.

O Virginiano então desceu a box azul do leonino liberando aquele monstro de membro que ele tinha, estava grande, grosso e suculento, como na noite passada com o irmão. Shaka olhou para aquele mastro já levemente lubrificado com o líquido pré-gozo e olhou para Aioria novamente, que assentiu novamente com a cabeça, o que fez o virginiano abocanhar aquele membro com desespero e vontade. Aioria gemeu alto, Shaka fazia um vai e vem frenético em seu membro, parando rapidamente para movimentar a língua pela sua glande, enquanto que masturbava o resto do membro de Leão que não conseguia engolir, os movimentos de Shaka eram rápidos, precisos e deliciosos, aquele homem era realmente um “expert” no que estava fazendo, e mamava muito bem, melhor do que todas as garotas que Aioria já havia tido na vida, sim, foi essa a conclusão que o Leonino chegou enquanto se perdia entre espasmos e gemidos altos por aquela escadaria.

Shaka continuou ali, chupando de forma faminta o seu novo “colega”, estava realmente querendo mostrar a que veio e como era bom no que fazia, mas não só isso, queria quebrar os tabus de Virgem, e isso era só o começo. Sentia o membro de Aioria pulsar em espasmos de prazer em sua boca, estava adorando tudo aquilo, apesar de tudo. O que Shaka realmente queria mesmo era apenas sentir um prazer, sentir-se vivo, e não preso a conceitos morais, e sabia que Aioria poderia ajuda-lo nisso, ah, e como poderia, além de ser bonito, másculo e gostoso, o seu novo “amigo” também era bem dotado, e tinha um membro delicioso. Shaka continuou o seu trabalho dando a Aioria e a si mesmo um prazer descomunal.

Passado alguns minutos, o leão resolveu se pronunciar entre gemidos:

- Sha..ka... Eu...eu...eu vou... (tentou dizer algo, mas o prazer que sentia era demais pra conseguir terminar a frase)

Shaka, por outro lado, entendeu muito bem o Aioria quis lhe dizer e aumentou ainda mais o ritmo de seu movimento, sugando ainda mais fortemente o membro do leonino. Segundos depois, o membro de Aioria inchou, começou a pulsar e em seguida, derramou todo o seu leite fresco e quente na boca do virginiano. Shaka prontamente bebeu o máximo que pode, aproveitando bem o sabor do loiro, mas o volume que Aioria despejava fora demais e um pouco acabou escorrendo pela boca do loiro menor.

Aioria e Shaka estavam ofegantes, para os dois, aquilo havia sido demais e estavam quase sem ar...

Aioria deixou seu corpo escorregar pela parede até cair sentado do chão. O Virginiano que já estava de joelhos apenas se apoiou com uma das mãos e também se sentou.

- Olha só, estou todo melado, tenho que ir pra casa tomar um banho e limpar isso... (disse Aioria ainda meio sem ar)

- Se quiser eu limpo pra você?! (disse Shaka com um sorriso malicioso nos lábios, enquanto passava a língua por entre eles)

- Não, muito obrigado, você já fez até demais... (disse o Leonino com o mesmo sorriso sacana no rosto)

Aioria então guardou seu membro ainda um pouco melado de esperma na cueca, e fechou sua calça, por sorte, nada havia caído no chão e em nenhuma outra parte da sua roupa. Shaka arrancava folhas de papel em branco do caderno e limpava sua mão e canto do lábio, onde ainda estava um pouco sujo do leite de Aioria.

O loiro encarou o leão e disse:

- Nada mal, leitinho bom! (falou olhando com uma cara de puto pra Aioria)

Aioria riu alto nesse momento, e também sorriu devasso para Virgem. Shaka levantou-se e ajudou Aioria a levantar estendendo a mão. Os dois recolheram seus materiais e saíram pela porta de incêndio o 2º andar, onde estavam. Saíram como se nada tivesse acontecido e continuaram a caminhar conversando sobre qualquer coisa...

Continua...

Notas finais
Ai está o tão esperado Capítulo 3! hehehehe, eu estava até discutindo com meus colegas sobre o título desse CP, em vez de "A Virgem Mais Pura", deveria ser "A Virgem Mais PUTA" hahahahha, mais de onda!
Outra coisa, e essa é importante: EU NÃO DISCUTO CASAIS!
Eu estou super aberto a críticas construtivas que me ajudem a melhorar, mais olha, vou logo avisando, essa história de "adorei sua fic, mais não gostei dos casais" não cola comigo. Gosto pra casal é que nem nariz, cada um tem o seu. Então se não gostar dos casais, nem mencione isso nos Reviews.
Se quiserem podem até ler no meu Perfil e saber de quem eu gosto e de quem não, mais se eu vir algum comentário tipo, nesse gostei desse casal, acho que fulano fica melhor com sicrano, eu vou apenas responder "EU NÃO DISCUTO CASAIS".
Qualquer erro vocês me avisem, pois eu não tenho um "Beta", então tenho que revisar eu mesmo, e por isso as vezes alguns erros passam despercebidos! ^^
Por último e não menos importante, eu agradeço aos fofos da Mangalove e do Matt por terem deixado Reviews e a fofíssima da P.a.R.a.M.o.R.e por ter favoritado a minha fic! Obrigado a todos e até o próximo.
Se tudo der certo, em poucos dias eu posto o CP 4, se não der, no final desse mês pro começo de Abril eu posto! ^^ Afinal, Imprevistos acontecem, principalmente comigo! =p
Agora... Me deixem Reviews, muitos e muitos para me fazerem feliz ^^ E se gostarem e acharem que eu mereço, favoritem e recomendem! hehehehehe #MeninoPidão =p
Abraços e até o Próximo gente! ^^