Escola De Vampiros
4 Capítulo 4 - E agora Mel?
Notas iniciais
4° capitulo! E agora? Mel vai ajudar?... Comentem pfpfp. Obg ;)
Desci as escadas meio nervosa e apavorada. Óbvio que era mentira... Mas algo dentro de mim está me apavorando, está me fazendo acreditar que pode ser verdade... Não! Nunca! Você é uma pessoa "concreta" Luciana! Vai acreditar em boatos e bobeiras que tontos colocam na internet? Talvez...?!
– Lucy! Achei que ia ficar trancada naquele quarto para sempre...! — disse o Lucas brincando comigo.
– E como eu iria sobreviver sem água e sem comida?! — disse revidando.
– Só se você for uma vampira... — ele olhou profundamente nos meus olhos — Hahahaha!
– Seu bobo — disse dando um leve riso.
Claro que isso mexeu comigo, depois do que vi na internet, é claro que isso me deixou "mal".
Mas vampiros precisam de sangue... Burro!
Sentei-me no sofá ao lado do meu irmão. Estava ansiosa à chegada de Mel. Ela me prometeu que viria, eu iria conversar com ela sobre as hipóteses que me atormentavam. Ou era uma "simples" dor no dente, ou... você sabe.
Ding — Dong.
– Deixa que eu atento! — disse já me levantando euforicamente do sofá.
– Mel! — dei um abraço caloroso nela.
– Oi Lucy. Oi lucas — disse Mel olhando pra ele. ( Ela tem uma quedinha por ele. Quem não tem? Eu. )
– Oi Mel. Quanto tempo... — disse o Lucas irônico.
Não consegui conter o riso. Estava rindo da cara da Mel.
– Para! — disse Mel baixinho pra mim.
– Lucas, estou no meu quarto com a Mel. Qualquer coisa, me chama.
– Tá. — disse ele sem tirar os olhos da TV.
Subimos as escadas e entramos no meu quarto. Mel se sentou na cama e eu na cadeira em frente ao computador.
– E então? Como vai seu dente? — disse Mel se jogando para traz de braços abertos na minha cama.
– Bem. Almoçei sopa, porque minha mãe saiu e porque não estava conseguindo morder absolutamente nada. — fiz uma cara de infelizmente.
– Delícia! Hahaha... — disse Mel zombando da minha cara.
– Mel, preciso te contar uma coisa... Hoje, logo depois que almoçei, entrei na internet para pesquisar sobre dor no dente. E você sabe que sou muito "encafifada", então não fale nada. — e fiz sinal, colocando o dedo indicador no lábio.
– Não estou nem criticando... — disse Mel confusa.
– Então, daí, eu entrei em um site... — e continuei contando toda a história pra ela.
Mostrei as páginas da internet, onde tinha encontrado as coisas "bizarras" de vampiros e tudo mais. Ela estava olhando seriamente para a tela do computador, como se acreditasse naquilo tudo.
– E então... é isso. O que vc acha? — disse olhando profundamente para Mel.
– Não sei. Isso é uma situação muito... como posso dizer... "engraçada". — disse Mel olhando para minha cara.
– Como assim Mel? Eu não vejo graça nenhuma nisso! — disse com uma cara confusa.
– Bem, mas na verdade, é sim! Isso está acontecendo com você. Você não sabe se é verdade ou não, fica confusa, e se for verdade... Você vai virar uma vampira, não é magico? — disse Mel com brilho nos olhos.
– Mais ou menos — disse fazendo uma careta.
– Pense comigo. Se isso for verdade mesmo, e você virar uma vampira... Você vai ser incrível! Vai ser muito mais gata do que já é, — comecei a rir muito quando Mel disse isso — vai ter "poderes", vai brilhar igual ao Edward — fiz uma careta nessa hora — vai conhecer vampiros e é óbvio que vai apresenta-los para mim, vai ter presas lindas, vai caçar, vai ter uma visão e uma audição poderosa, e não seremos mais as "excluidas" da escola! Vai ser perfeito! Todos ficarão com inveja, isso mesmo, inveja, de você e de mim, por ser sua amiga! Simples assim! — Mel está euforica, está planejando um futuro para nós.
– Mel, acho que você exagerou um pouquinho — disse mostrando uma pequena quantidade com os dedos — Olha, não vou brilhar igual ao Edward, isso é ridículo, vou caçar, isso não é bom, vou matar animais indefesos, ver o sangue deles, ou melhor, provar do sangue deles. Só de pensar em beber sangue, já fico enjoada — fiz uma cara de nojo — e você ta louca? Nunca que eu iria contar para o colégio inteiro que virei vampira, nunca! Eu iria me esconder ainda mais, e olha que péssimo, não poderia comer arroz, feijão, pizza... Não poderia comer mais nada, apenas beber sangue. — disse indignada.
Silêncio.
Mel estava pensando sobre isso, ela mentalmente concordou.
– Resumindo: Isso seria péssimo — disse olhando dentro de seus olhos e fazendo um sinal negativo com a cabeça.
– Eu entendo agora. É verdade, seria péssimo — disse Mel fitando seus pés.
– Mas, afinal de contas, ninguém sabe se eu sou mesmo uma vampira. Isso não é certeza. Você já viu um vampiro? Então, não podemos acreditar nisso, estamos viajando to-tal — disse levantando-me da cadeira.
– Mas, tem um jeito de descobrir — disse Mel fazendo gestos com a mão — Vamos ver, até que passo, fase, você vai! — disse Mel sorrindo.
– Como assim? — disse com cara de confusa.
– Depois fala que é a Fransesca que tem amnésia — disse Mel zombando da minha cara.
– Ha — ha — ha. Muito engraçado — disse brava.
– Enfim, lembra do site? "Guia de um Vampiro"? Lá dizia sobre 5 passos de transformação...
– Sei... — disse desanimada.
– Então, vamos ver, até que passo você vai. Se você seguir direitinho aqueles passos, se tudo que está escrito lá, ocorrer com você... É porque é verdade! — disse Mel com um sorriso animado.
– É, faz sentido... Mas, não coloque o carro na frente dos bois tá?
– Pode deixar chefa — disse Mel com uma postura de soldado.
– Para tá? — e caimos na risada.
***
Depois de muita conversa jogada fora...
– Lucy, acho melhor eu ir indo — disse Mel olhando para a janela com cara de preocupação.
– Porque? Fica até o jantar — disse "chateada".
– Olha lá fora! Vai cair um pé d'água. Acho bom eu ir logo, ou vou chegar ensopada– disse Mel com um olhar de preocupação.
– É verdade. Nem tinha reparado que o tempo mudou...! — disse surpresa.
– Bem, vou nessa — disse Mel preparando para se despedir.
– Calma, acompanho você até a porta! — disse abrindo a porta.
Descemos as escadas e o meu irmão ainda estava vendo TV. Não sei o que estava passando de tão interessante...!
– Tchau Lucas — disse Mel.
– Tchau — disse vidrado na TV.
– Tchau vampirinha — disse Mel baixinho, gesticulando uma mordida com as mãos.
– Tchau — disse rindo.
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