Escarlate

5 Capítulo 5


Notas iniciais
Oi! Feliz natal! Feliz ano novo! Depois de cinco lindos e maravilhosos meses, eu voltei (MUITO atrasado, mas estou aqui vamos reconsiderar xP). Me perdoem mesmo mesmo mesmo mesmo pela demora. Mais pedidos de desculpas nas notas finais, vou deixar vocês lerem logo. Boa leitura gracinhas :3

[...]

Balões, eram muitos deles. Era um dos poucos festivais que raramente acontecia na cidade. E era bonito, agradável. O parque ficava cheio de gente, crianças, adultos, mulheres, homens... era tão... refrescante. Seis anos, minha idade. Papai não queria vir aqui, num evento tão pobre e chulo para pessoas da nossa classe social, mas Ambre implorou muito. E não foi uma má ideia daquela pirralha, é até legal sairmos do monótomo de quando em quando.

Eu assistia as outras crianças correrem pelo parque, em várias brincadeiras e jogos que elas inventavam. Eu nunca havia ouvido tantas gargalhadas, era um som gostoso. Já me sentia suficiente e satisfeito observando a diversão alheia, me agradava saber que existiam pessoas que conseguiam sorrir involuntariamente. Em todo parque, papai era o único de terno e mamãe a única com as roupas totalmente impecáveis, sufocada de jóias caras. As expressões deles mostravam nojo, como se assistissem aberrações barulhentas em uma gaiola.

— Vamos. — a voz grave de meu pai despertou Ambre, que olhava aquilo tudo com um sorriso no rosto. Ela vestia um vestido rosa que mamãe havia lhe obrigado a usar, era impossível ver minha irmã vestida com roupas que não eram de "mocinhas", isso era uma regra.

— Mas papai! — reclamou — Eu quero me divertir! Devemos fazer isso!

Revirei os olhos, eu só queria ir para casa. Ambre não entendia que "aquilo" não era para nós. Apesar de que eu queria sair correndo como todos, ser uma "aberração" também. Minha irmã também queria aquilo, estava estampado no ânimo dela. Vi mamãe olhar para papai repudiando o que Ambre falava. Seus lábios se moveram, mas não saiu qualquer indício de sua voz, depois me puxou pelo braço, apertando um pouco mais que necessário, não doía e nem era gentil.

Aquela era mamãe, uma pessoa que não sabia ser gentil e também não sabia machucar suficiente seu filho, vulgo eu. Seu corpo não era feio, era esguia de seios médios. Seus cabelos loiros desciam até o meio das costas, com olhos esverdeados. Eu não tinha os olhos esverdeados. Se eles fossem verdes, talvez, mamãe olharia profundamente dentro deles... eu gostava dos olhos de mamãe, mas ela não gostava dos meus olhos.

Comecei a imaginar o que ela havia dito a papai.

"Se apresse." não se parece com algo que ela diria.

"Leve essa menina pra bem longe dessa algazarra." foi rápido de mais para ter sido isso.

"Culpa sua." é, talvez. A culpa era dele, ele que havia cedido a birra de Ambre...

— Mamãe. — chamei por ela sem pensar, ela não parou, nem me olhou, nem afrouxou a mão no meu braço, só murmurou para eu dizer o que queria.

Mas eu não sabia o que queria, não sabia nada. Não sabia de nada. Não iria pedir nada. Apenas fiquei quieto e ela aceitou isso, porque não queria me ouvir. Ela nem se importava mesmo.

Chegamos em casa em 5 minutos, ou menos, ou mais. Não faço ideia do quanto seja 5 minutos, mas sei que 10 minutos é mais que 5 e que 4 é menos, eu havia aprendido isso. E tinha orgulho por saber isso, mas ninguém além de mim sabia sobre esse fato interessante que eu havia aprendido.

— Tire os tênis Nathaniel.

A obedeci.

— Vá para o seu quarto.

Não queria obedecer. Mas obedeci.

Eu odiava aquele quarto, aquela solidão. Eu não podia brincar com Ambre, papai não deixava, para eu não pegar hábitos de mulherzinha.

— Mamãe. — chamei por ela.

Ela me olhou, encarei ela. Estava 5 degraus abaixo de mim. Eu parei de subir as escadas, ela também. Era tão frustrante, aquele clima morto, de poucos assuntos, de nenhum sorriso, nenhum carinho entre mãe e filho.

— Por que não me olha nos olhos? — perguntei e ela enrugou o rosto.

— Para de falar bobeiras.

Confirmei com a cabeça, continuei a subir e ouvia seus passos atrás de mim. Exatamente 5 degraus abaixo de mim. Mas a distância entre nós era maior que 5 chulos degraus de escada. Era profunda como um precipício.

[...]

Levantei a cabeça. Minha testa estava um pouco suada. Havia dormido na sala do conselho, estava tão cansado, meus olhos estavam pesados... Suspirei ao olhar pela sala, na última cadeira da mesa Castiel fumava um cigarro, me encarando, uma fila de cookies de leite saíam da ponta da mesa onde ele estava e chegava até mim.

— Oi.

— Oi.

Silêncio.

— Tive um pesadelo.

— Um pesadelo?

— Uma lembrança.

— Lembrança...

Silêncio... era m silêncio agradável entre meninos que não se suportavam. Tragou o cigarro, soltando a fumaça para cima. Eu queria reclamar, dizer que aquilo era errado, mas era engraçado vê-lo sendo ele mesmo. Ele tinha essa opção. Ele podia ser o garoto tosco, chato, arrogante, irônico, rebelde que era. Eu não podia. Eu não tinha essa escolha.

Se levantou da cadeira. Tirou o cigarro da boca e pegou o primeiro cookie, levando-o na boca e comendo de forma lenta, enquanto encarava a janela aberta. Já estava bem escuro do lado de fora, talvez fossemos os únicos na escola. Fiquei lá, observando-o comer cada bolacha da mesa, até que chegou no último, até que ele chegou na parte da mesa em que eu estava. Pegou o cookie, mas diferente das outras vezes, levou à minha boca. Um clima estranho se iniciou naquela sala, ele me olhava profundamente... do jeito que eu sempre desejei que minha mãe me olhasse. E por isso, eu não conseguia deixar de olha-lo da mesma forma. Eu peguei o cookie que ele me oferecia com os lábios, ele se inclinou sobre mim, dividimos o último. Sua boca tocou levemente na minha, já que ele havia repartido o último cookie de leite.

Notas finais
Não tenho motivo nenhum para explicar a demora (tenho sim, mas não tenho capacidade para lembrar). Depois de 6 comentários no capítulos passado, dois recentes (o que eu não esperava de jeito nenhum), fiquei bem motivado. Mas sabe como é, não achei AQUELA música que me fez parar tudo, para buscar a inspiração. HORA DO DESABAFO MINHA GENTE. Eu não estou nenhum pouco satisfeito com esse capítulo. Sei que podia ter feito mais, como no capítulo passado (qual não estou satisfeito também, mas supera esse daqui). Isso está me deixando sufocado, "sufocado" não se refere a fic e antes de tirar conclusões extremas, eu não vou parar a fanfic de maneira alguma. O que realmente está me sufocando é o tempo, os dias, as horas... está tudo acabando rápido de mais. Quando se vai ficando velho você começa a refletir, acreditem em mim. Há muitas pessoas que gostam disso, de ficar mais velho, mais maduro, mais adulto, gostam dessa ansiedade de uma vida adolescente. Mas isso me enoja... eu ODEIO crescer, odeio saber que amanhã é quinta e que depois é sexta e que aí já é sábado e depois domingo... e que algum dia eu vou fazer aniversário e que meu tempo vai diminuindo mais. Desculpe por fazer vocês lerem isso, lerem uma parte da minha vida, sendo que isso é uma fanfic sobre o Nathaniel e o Castiel (me desculpem meninos por tomarem a fanfic de vocês, mesmo sendo nas notas finais xD). Talvez eu deva fazer um livro sobre mim, seria legal. Pelo menos para descontar minhas frustrações. E eu vou continuar, não posso dizer o mais rápido possível, mas assim que eu achar a música perfeita. A música que me deixe mais... nostálgico para continuar essa história notálgica. Obrigado por ler, por favoritar, por comentar, isso me deixa feliz mesmo! Até!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.