Bati na porta do quarto de Dimitri antes de abri-la, encontrando meu noivo sentado na cama, entretido com um celular. Eu entrei, arrastando as duas malas que eu carregava atrás de mim, atraindo sua atenção.

— Blair, eu pensei que você não viria mais — ele sorriu, colocando o aparelho em cima da mesa de cabeceira ao lado da cama, onde a caixa estava.

Já passavam das três da tarde, eu tinha decidido dar um pouco de espaço para a família dele aproveitar sua companhia, e também tinha muito a fazer.

Eu deixei as malas no canto, indo até a cama, lhe dando um rápido beijo antes de me afastar.

— Desculpe a demora, eu estava arrumando o seu apartamento e tentando encontrar um lugar para colocar as minhas coisas — eu expliquei.

— E pelas malas eu devo presumir que você criou um espaço me despejando?

Não pude evitar sorrir diante da conclusão, se ele está disposto a fazer piadas, quer dizer que está melhor do que quando o deixei ontem após contar detalhes do acidente.

— Essa seria uma boa solução, porque sinceramente eu não vejo nenhuma outra maneira de colocar as minhas roupas no seu closet. Me diz, pra que você precisa de quatorze camisas brancas?

Aquela pergunta o fez rir, levando a mão até o abdômen, como se tivesse medo de sentir dor.

— Você contou minhas camisas? — ele me encarou com diversão enquanto eu me acomodava ao seu lado na cama.

— Você tem quarenta e duas camisas, e quatorze delas são camisas brancas simples, fora as do uniforme. Por quê?

— Em primeiro lugar, são boas camisas, por que não? Em segundo lugar, você não deveria falar das minhas roupas, eu nunca te vi repetir um lenço, e você os usa para tudo!

Ele me desafiou, fazendo com que eu o encarasse com as sobrancelhas erguidas.

— Exatamente, eles são variados! Não é como se eu tivesse quatorze lenços brancos!

Ele sorriu, desistindo de rebater meu argumento.

— Isso sem contar as outras roupas, como você espera que eu viva no seu apartamento assim?

— Nosso — ele me corrigiu.

— O que?

— Não é mais meu apartamento, é o nosso apartamento — ele explicou — E por favor, tem outro closet no quarto de hóspedes, não precisa jogar minhas roupas fora.

Eu sorri, me aconchegando junto ao seu corpo.

— Me ligaram mais cedo, pediram para trazer algumas peças de roupa para você, parece que você vai poder se livrar dessa camisola de hospital — eu expliquei.

— Mesmo? — Ele parecia animado com a possibilidade.

— Eu posso até ajudar você a se trocar. Tenho certeza que vou gostar de te ver pelado, apesar do seu receio — eu zombei.

— O que? — ele me lançou um olhar confuso.

— Você não se lembra, não é?

— Lembro do que?

Não pude evitar rir. Aquilo era típico, eu fico com as lembranças embaraçosas enquanto ele não se lembra de nada.

— É melhor continuar assim.

— E a outra mala?

— Eu consegui mudar minha passagem para amanhã, eu vou dormir aqui hoje e vou direto para o aeroporto — eu expliquei.

— Você vai para Newark? Quando volta? — Ele entrelaçou nossos dedos.

— Em três dias, vou empacotar as coisas do apartamento, e com sorte, conseguir um inquilino — eu suspirei, pensando em tudo o que tinha que fazer.

— Vou sentir sua falta — ele suspirou.

Eu virei minha cabeça para olhá-lo, sorrindo ao encontrar o seu olhar.

— Eu também vou, mas eu pretendo voltar antes de você ter alta, e por sorte você agora tem outro celular, poderemos nos falar.

Um pequeno sorriso dançou em seus lábios enquanto ele pegava o aparelho que tinha sido deixado de lado quando ele notou minha presença.

— Meu pai achou que essa seria uma boa forma de me animar. Me sinto um adolescente.

Animar… Eu me lembrei como ele estava ontem, suas lágrimas e toda a dor que sentiu quando lhe contei sobre seus colegas.

— E como você está? — eu lhe lancei um olhar simpático.

— Estou bem — Dimitri garantiu com um pequeno sorriso no rosto.

Mas eu ainda pude ver aquela dor em seus olhos.

— Dimitri…

— Eu não quero falar sobre isso, Blair!

— Mas você precisa falar sobre isso, não pode ficar guardando para você — eu suspirei, olhando em seus olhos.

— Eu vou falar, provavelmente durante a terapia obrigatória para minha reabilitação, mas até lá, eu prefiro me focar no que tem acontecido de bom para mim — ele suplicou.

Eu mordi o interior de minhas bochechas, eu não poderia negar isso a ele, Dimitri merecia superar o que aconteceu.

— Nós podemos falar de qualquer outra coisa — ele forçou um sorriso.

— Como os preparativos para o nosso casamento? — eu zombei.

— Eu preciso conseguir um anel, como você quer? — seu sorriso foi mais natural com a mudança de assunto.

Eu deitei minha cabeça em seu ombro, pensando na resposta para sua pergunta.

Como eu quero o anel? Eu nunca pensei em receber um.

Foi quando eu percebi que eu não me importava com o anel, e sim, com a pessoa que me daria o anel.

— Isso é com você, comandante — eu me levantei da cama, indo até onde tinha abandonado as malas.

— Mas eu quero te dar algo que você vá gostar! — ele reclamou.

— Vamos colocar dessa maneira, eu vou gostar de qualquer coisa, desde que você escolha — eu lhe lancei um olhar por cima do ombro, levando as malas até o armário.

Ele suspirou, voltando a mexer em seu celular, eu me sentei na poltrona ao seu lado, aproveitando em silêncio sua companhia enquanto ele terminava de configurar o novo aparelho.

— É uma pena que não vou conseguir te pedir em casamento como imaginava — ele comentou depois de um tempo, atraindo minha atenção.

— Como você imaginava? Você ia me pedir em casamento? — um sorriso involuntário chegou ao meu rosto.

Quando eu comprei a passagem para St Petersburg, eu pensava em reatar nosso relacionamento e passar a viver com ele assim que aprendesse o essencial de russo e conseguisse um emprego. Mas nunca cheguei a pensar em casamento.

— Não pensei que seria agora, mas desde o ano novo eu estava pensando nisso. Antes do casamento do meu irmão, eu quero dizer — ele começou enquanto eu arrastava a poltrona para próximo de sua cama — eu pensava em esperar até que completassemos um ano.

Meu coração se aqueceu diante de suas palavras, eu queria saber cada vez mais detalhes, mas para minha frustração ele começou a mexer no celular.

— Você percebeu que muitas pessoas começaram a seguir a gente? — ele mudou de assunto.

— Você pode parar de fingir que não sabe que eu quero todos os detalhes? Me conta como você faria o pedido. Você sabe, se a sua irmã não tivesse feito por você.

Aquele comentário o fez rir, ele se ajeitou na cama antes de me observar.

— Bom, eu faria em um voo onde eu fosse o comandante através da linha de contato com os passageiros — ele explicou, me fazendo sorrir.

Por um momento eu me imaginei naquela situação, como seria minha reação, como eu me sentiria.

— É claro que o pedido feito pela minha irmã foi tão bom quanto, então…

Ele deu de ombros, voltando a mexer no celular.

— Acho que eu devia me casar com a sua irmã, então — eu o provoquei.

— Pode ser, mas eu te garanto que ela não vai te amar como eu — ele piscou, me fazendo rir.

***********

Eu cheguei em meu loft em Newark no início da noite seguinte, me sentindo exausta por conta do jet lag, mas me esforcei para me manter acordada pelas próximas horas. Eu tinha muito o que fazer antes que pudesse me mudar.

Após pedir meu jantar em um restaurante indiano da região, peguei duas malas no meu closet e comecei a guardar algumas roupas e sapatos.

Amanhã eu teria que comprar um pouco de plástico bolha para embalar os enfeites que eu levaria para meu novo lar.

Meu novo lar. Como as coisas mudaram em tão pouco tempo? Já faz quase um mês desde que recebi a ligação sobre meus pais e deixei meu apartamento, naquele dia eu sequer imaginaria que voltaria para casa apenas para embalar tudo.

Eu consegui encher uma mala inteira antes que o cansaço me vencesse, adormeci em meio a uma pilha de roupas em cima da cama, despertando apenas na manhã seguinte com o toque do meu celular.

— Bom dia, comandante — eu o cumprimentei em meio a um bocejo.

— Nem preciso perguntar se você dormiu bem, a baba no seu rosto já responde — ele me provocou.

Eu me sentei na cama, me espreguiçando antes de passar a mão no rosto na tentativa de parecer mais apresentável.

— Hey, eu babo enquanto durmo, é bom você se acostumar com isso, em alguns dias você vai dormir todas as noites ao meu lado. Com certeza eu vou babar em você! — voltei a bocejar.

— Eu não vejo a hora — ele riu.

— Como você está se sentindo?

— Melhor, as dores têm diminuído cada vez mais e a doutora Pavlova disse que se continuar assim, até o fim da semana eu vou para casa.

— Ótimo, vou me esforçar para arrumar tudo antes de você chegar — Eu me levantei da cama, indo em direção à escada.

— Você já comeu?

Eu franzi o cenho enquanto descia os degraus.

— Dimitri, você me acordou. Às vezes eu falo dormindo, mas não cheguei ao nível de comer enquanto durmo ainda — eu zombei.

— Você fala dormindo? — ele levantou as sobrancelhas.

— Não é algo tão constante.

— Mas fala?

— Hey, você me pediu em casamento, não pode desistir ao primeiro defeito que descobre — eu o avisei.

— Na verdade, Masha te pediu em casamento e não eu. E esse é o segundo defeito — ele piscou.

Seu bom humor me fez sorrir. Ele com certeza estava se recuperando e aquilo fazia com que eu me sentisse bem. Eu fui até o armário, pegando um pacote de cookies.

— Nesse caso acho que vou me casar com a sua irmã, tenho certeza que ela não vai reclamar dos meus defeitos. Aliás, onde ela está? Ela não dormiu com você?

— Ela foi atrás de alguns catálogos de anéis. Está empenhada em me ajudar a conseguir a jóia perfeita para você, já que foi responsável por essa situação.

Eu senti meu coração acelerar, me sentia ansiosa para receber o anel e tornar oficial aquele noivado improvisado.

— Nesse caso é melhor eu desligar e voltar a arrumar as malas, eu quero que pelo menos o modelo do anel seja uma surpresa — decidi me despedir dele.

Depois de terminar com o pacote de cookies, eu me arrumei e fui em busca de tudo o que precisava para terminar a minha tarefa, logo eu estava sentada no chão da minha sala rodeada de diversos enfeites que eu tinha retirado das prateleiras.

Uma brisa agradável vinha da janela aberta para amenizar o clima quente de agosto. Eu tinha deixado a música alta, cantarolando enquanto enrolava cada um dos itens em plástico bolha.

Eu procurava não pensar muito no quanto minha vida estava prestes a mudar, eu nunca fui muito boa para lidar com mudanças e preferia evitar uma crise de ansiedade naquele momento.

Pausei a música ao ouvir a campainha soar, antes que eu pudesse me levantar, a voz de Abby soou do outro lado.

— Blair?

Abby, o quanto eu terei que explicar para ela? Minha amiga sequer aceitou quando disse que pediria demissão, me aconselhando a pensar com cuidado antes de tomar qualquer decisão.

— A porta está aberta — eu gritei em resposta, pegando a caixa de música que Dimitri me deu, girando a manivela para ouvir sua melodia.

Abby abriu a porta e eu procurei agir de maneira natural, enquanto ela e Noah caminhavam pela sala com uma expressão surpresa.

— Bom dia Abby — eu a cumprimentei com um sorriso.

— O que você está fazendo?

— Você decidiu redecorar o apartamento, Blair? — Noah completou.

Eu suspirei, pensando em como contar para os meus amigos sobre minha mudança.

— Mais ou menos, eu decidi redecorar o apartamento do Dimitri — eu forcei um sorriso.

Noah arqueou as sobrancelhas enquanto Abby parecia ainda mais confusa.

— Você vai devolver a caixa de música que ele te deu? — ela franziu o cenho.

— Acho que ela pretende decorar a casa com os enfeites e o closet dele com as roupas dela — Noah me provocou.

Eu ofereci um sorriso sem graça em troca e voltei a embalar os enfeites enquanto Abby processava a informação.

— Espera, você vai morar com ele?

A encarei com o cenho franzido, ela se incomodou com isso?

— Sim, Dimitri vai precisar de cuidados depois da cirurgia, e além disso, vai ser mais fácil organizar o casamento morando no mesmo país que ele — eu decidi jogar todas as informações de uma vez.

— Casamento? — Noah arregalou os olhos.

— Me diz que você quer dizer que vai ajudar a organizar o casamento da irmã dele!

Espera, ela está mesmo incomodada com a notícia? Essa não foi minha reação quando ela me contou que ia se casar!

— Eu te conto que estou noiva e essa é a sua reação? — perguntei me levantando.

— Blair, isso é loucura, vocês dois se conhecem há alguns meses e passaram mais da metade do tempo separados!

— E agora nós voltamos, não é como se fossemos nos casar amanhã!

— Mas vão morar juntos, é a mesma coisa — ela devolveu.

— Abby, isso é uma decisão dos dois.

Eu não conseguia compreender qual era o problema dela. Não é como se eu tivesse aceitado me casar com alguém que conheço há uma semana. Sei que teoricamente passamos pouco tempo juntos, mas nossa situação não era tão favorável para um namoro longo.

— O que exatamente você pensou que fosse acontecer quando eu te falei que ia reatar com Dimitri?

— Eu não pensei que você fosse voltar de St Petersburg noiva. Você deveria ir mais devagar!

Eu a encarei sem saber como responder, eu não esperava essa reação dela!

— Ao invés disso, você se demitiu, e agora está prestes a abrir mão de tudo o que você conhece por um cara.

— Ele não é apenas "um cara". Esse "cara" foi a única rede de apoio que eu tive no momento que mais precisei. Esse "cara" me colocou como prioridade quando ninguém estava se importando, e esse "cara" quase morreu sem saber como eu realmente me sentia, então me desculpe se eu decidi não perder mais tempo — eu devolvi irritada, voltando a me sentar.

Os dois me encaravam surpresos por minha explosão, mas Abby foi a primeira a se sentar ao meu lado, soltando um longo suspiro.

— Desculpe, eu estou feliz por você — ela começou.

— Eu acho difícil de acreditar — eu murmurei em resposta, enrolando uma galinha de cerâmica que tinha comprado em uma das minhas poucas visitas ao nordeste do Brasil.

— Eu estou, de verdade. Mas… Blair, você é a minha melhor amiga e acaba de me falar que está indo embora pra Rússia. Rússia!

Tudo bem, eu entendia o sentimento que corria dentro dela. Eu senti algo similar quando ela e o Noah ficaram noivos, e nós ainda somos vizinhas! A diferença é que eu guardei esse sentimento para mim, ou melhor, despejei em cima do Dimitri.

Noah se sentou ao nosso lado, pegando um dos enfeites e embalando.

— Eu ainda vou ser a sua melhor amiga, mesmo na Rússia. E vocês podem me visitar — eu garanti.

— Não vai ser a mesma coisa, aposto que você vai chamar a sua cunhada para ser sua dama de honra, eu vou perder todos os momentos importantes, nós não vamos escolher as porcelanas juntas, nem fazer a lista de presentes, eu nem vou te ajudar a escolher o vestido branco perfeito. Eu queria ser a primeira a te ver vestida de noiva — ela fungou, desviando o rosto para que eu não visse seu olhar marejado.

— Ah meu Deus, por que você está tão emotiva? É claro que você será minha dama de honra, e quanto a todo o resto, ,nós daremos um jeito de fazer juntas!

Eu me lancei em sua direção, a envolvendo em um abraço enquanto Noah trabalhava em silêncio.

— E você já me viu vestida de noiva, inclusive escolheu o vestido.

— Eu quero dizer um vestido de verdade, e não aquele trapo velho que eu escolhi para te irritar — ela revirou os olhos, fungando.

— Aquele trapo velho custava dez mil dólares — eu lembrei, me afastando depois de soltá-la.

O sorriso de Abby foi mais natural, pegando o merlion que Dimitri me deu em nossa visita a Singapura.

— Como ele fez o pedido? — Abby perguntou.

Por um momento eu pensei em contar a verdade sobre nosso noivado, mas depois de considerar por um momento, decidi que quanto menos pessoas soubessem a verdade, melhor.

— Ele não chegou a fazer o pedido oficial. Ele prefere esperar pelo anel — eu expliquei.

— Ele te pediu em casamento sem um anel? — Noah franziu o cenho antes de mostrar meu narguilé para a esposa — Por que nós não temos um desse?

— Nós não fumamos.

— A Blair também não!

— Dimitri tinha o anel, e ia fazer o pedido quando eu chegasse a St Petersburg. Mas estava com ele no acidente — eu mantive a história combinada.

— Ele perdeu o anel? — Abby suspirou pesarosa.

— Ele e a Masha estão procurando outro anel, então vamos tornar oficial — eu expliquei.

— E como ele está? — Noah perguntou.

— Fisicamente está se recuperando, ele tirou um pequeno pedaço do intestino e passou alguns dias em isolamento, eu só pude entrar no quarto no terceiro dia.

— E psicologicamente? — Abby me observou.

Bom, psicologicamente ele está uma bagunça, imerso em traumas e pesadelos.

— Ele quer superar, o que eu acho que é um bom começo, mas não é tão simples, ele ficou arrasado quando contei a ele sobre a morte de seus colegas, ele ainda pensava que tinha errado.

— Como o controlador enviou ele para uma pista ocupada? — Abby perguntou inconformada.

— Todos nós podemos cometer erros, a diferença é que na nossa profissão, esse erro pode custar muitas vidas. O acidente poderia ter sido muito pior — Noah suspirou, e eu não pude deixar de concordar com ele.

Nós voltamos a trabalhar em silêncio, aproveitando a companhia um do outro.

— Por que você tem um relógio cuco? — Noah pegou o objeto.

— É um relógio cuco suíço, eu comprei em Zurique — eu expliquei — Aliás, o que você está fazendo aqui? Não deveria estar trabalhando?

— Essa é uma ótima história, conte para a Blair, querido — Abby provocou o marido.

Eu alternei o olhar entre os dois, esperando pela história completa.

— Eu estou de licença médica até amanhã — ele murmurou sem desviar a atenção de seu trabalho.

— Licença médica?

— Você conta ou prefere que eu conte, Noah? — Abby zombou.

Os dois não estavam agindo naturalmente, aquilo só despertava ainda mais minha curiosidade.

— Eu tive uma concussão ontem — ele suspirou.

— Concussão? Como um controlador de vôo consegue uma concussão durante o expediente? — eu pisquei atordoada.

— Caindo da cadeira enquanto se espreguiçava — Abby riu, recebendo uma carranca do marido.

Eu alternei o olhar entre eles, imaginando a cena antes de começar a gargalhar. Não importa onde eu estivesse, eu com certeza

Sentiria falta dos meus amigos.