Erros de Sempre
3 Capítulo 2
Notas iniciais
Ele fez o impossível para ignorar o formigamento nas palmas das mãos que veio apenas por toca-la outra vez. Por que diabos não deu ouvidos a sua intuição? Ela não costumava falhar nunca. Desde pequeno, tinha essa espécie de sexto sentido para coisas importantes, assim como algumas mulheres afirmavam ter, para justificar as suas paranoias a respeito dos seus parceiros.
Esteve inquieto durante toda a noite e ao mesmo tempo em que queria deixar a família para dar uma volta, clarear a mente e pensar um pouco, não achava uma boa ideia sair de casa sozinho. Por isso, quando sua mãe com toda aquela gentileza, pediu para que ele fosse até o restaurante e pegasse a sobremesa que haviam encomendado, não foi capaz de recusar. E sentiu até certo alivio quando Alice se ofereceu para acompanha-lo.
A inquietação passou no segundo em que o ar frio de Forks o atingiu e ele foi capaz de respirar aliviado durante a caminhada, certo de que agora ficaria tudo bem.
Ele não podia estar mais enganado. Sua noite estava arruinada a partir do momento em que pôs os pés naquele estabelecimento.
Mas também não seria tão hipócrita.
Ele sabia que deveria ter saído dali assim que pegou o cheiro dela ao redor. Sentiu-se como um maldito cão adestrado pronto para reconhecer a sua dona e então a raiva de reagir a um simples perfume foi tão grande que fez exatamente o oposto. Buscou-a em cada lugar que seus olhos puderam alcançar e qual não foi a sua surpresa ao ver uma bela morena de costas ao lado de sua irmã mais nova?
Isabella.
De costas, ela estava quase irreconhecível. O cabelo que antes costumava pouco passar dos ombros e estar sempre tingido de preto, agora descia até quase alcançar o quadril, em ondas castanhas extremamente brilhosas. Parecia tão macio que seus dedos se moveram com a vontade de tocar. Seu corpo também havia mudado drasticamente. O salto alto não lhe passou despercebido e ele estreitou os olhos pensando sobre onde teria ido parar aquela adolescente de pés esquerdos a quem conheceu no passado. De longe não era possível avaliar muito bem as alterações que o tempo causou, mas as pernas parecendo tonificadas e cobertas por um tecido preto quase transparente, fez a sua respiração engatar.
Tratava-se de Isabella Swan. É claro que ela não estaria menos do que incrível.
Xingou a si mesmo quando percebeu que estava em um canto do restaurante, observando e admirando a ex namorada como um pervertido e a pior parte, é que ela não merecia. Aquela mesma mulher que fazia o seu sangue esquentar, era a que lhe traiu da forma mais suja e baixa possível. A que assombrava os seus relacionamentos, impedindo-o de levar qualquer uma a sério por muito tempo.
— Edward... — Isabella suspirou com os lábios trêmulos e ele enrijeceu ao ouvir seu nome saindo daquela boca outra vez. Inferno, ela estava ainda mais bonita e por isso não arriscou desviar o olhar do seu rosto — Eu... huh, os m-meus p-ais. – A moça gaguejou a resposta, mas ele entendeu perfeitamente.
Ele sabia através de Alice, que ela os visitava algumas vezes por ano e esse era o máximo de informação que tinha sobre a ex, apesar da afinidade entre as duas. Ele apenas não esperava que justo no dia em que decidisse pisar naquela cidade depois de 9 anos, a encontraria novamente. Era azar demais para uma pessoa só.
Por impulso, ela aproximou mais o seu corpo do dele e percebendo sua atitude, ele a soltou de repente, como se tivesse recebido uma descarga elétrica.
— Eu não quero você aqui, Isabella — Edward cuspiu o nome dela como se tivesse nojo e os olhos da morena se encheram de lágrimas através do choque — Eu passei anos sem visitar os meus pais por sua causa. Eu não queria voltar nesse buraco de cidade e quando volto, você decide aparecer também. Alice te contou que estaríamos aqui e decidiu fazer um dos seus joguinhos? Para que? Para todo mundo ficar comentando sobre nós dois e a merda que fez? Porque eles fodidamente vão.
— É claro que não! Eu jamais... eu não sabia... não fazia ideia de que você estaria aqui — Ela se defendeu com o lábio inferior tremendo. Isabella sabia que hoje, ele enfrentaria a situação de forma diferente, mas não queria de maneira alguma que Edward fosse motivo de fofoca como fora uma vez por sua causa — Desculpe.
— Não se desculpe, apenas vá embora — Rosnou de volta, chamando a atenção de algumas pessoas — Eu vou passar o final de semana com a minha família e não quero correr o risco de esbarrar com gente como você toda vez que puser os pés para fora de casa.
— Edward, você não deveria falar assim com ela! — Alice se pronunciou pela primeira vez, ia dizer mais coisas, mas o olhar furioso que o irmão lhe lançou, foi o suficiente para cala-la. Ela sabia que ele tinha muita entalada, que queria apenas um pretexto para dar um escândalo e humilhar a ex namorada ali mesmo, mas faria o possível para evitar. A moça já tinha sofrido o suficiente.
— Tudo bem, Alice... — Isabella suspirou. Em sua cabeça, naquele momento, ela merecia ouvir aquilo e qualquer coisa a mais que Edward quisesse dizer — Eu não vou embora com você quer, mas eu prometo fazer o máximo possível para não cruzar o seu caminho. — Disse endireitando a postura e se agarrando ao pingo de dignidade que lhe restava. Se não havia chance para os dois serem civilizados um com o outro, o mínimo que podia fazer, era ficar na sua.
— Que seja — Ele respondeu insatisfeito. Edward, no fundo, sabia que o que lhe aborrecia em dividir a cidade com ela, além das lembranças dolorosas que vinham à tona com força total, era o medo de cair em tentação e procura-la. Xinga-la de todos os nomes que conhecia na língua inglesa e depois beijar aquela boca avermelhada e suculenta — Vamos, Ali. Esme já deve estar preocupada com a nossa demora...
Alice assentiu e pegou as sacolas que haviam largado em uma mesa desocupada, próxima deles e confiando que o ruivo havia pago pela comida, rumou para a saída. Enquanto isso, Isabella suspirava de olhos fechadas, aliviada por aquilo ter acabado, mas acabou sendo surpreendida pela segunda vez quando seu corpo foi empurrado de repente e imprensado contra a madeira do balcão, machucando um pouco as suas costas.
Ela soltou um gritinho de susto. A senhora do outro lado do balcão, com os olhos esbugalhados para a cena, colocou a mão sobre o telefone, pronta para chamar a polícia se as coisas começassem a passar dos limites e esperou. Isabella tentou sair daquela situação, mas havia dois braços fortes, um de cada lado do seu corpo impedindo-a de mover-se para muito longe. Ela levantou o rosto e engoliu em seco quando percebeu que o do homem estava quase perto demais do seu.
— Não esqueça da sua promessa, Swan. Eu posso fazer com que o nosso próximo encontro seja muito desagradável para você. — Edward ameaçou em seu ouvido, inspirando uma última vez o cheiro daquela que lhe tirava o juízo da melhor e pior forma possível.
Isabella teve que fechar as mãos em punhos, porque não sabia se elas estavam tremendo para agarra-lo ou esbofeteá-lo para longe. A cada vez que ele abria a boca, menos vontade sentia de ser cordial e ter algum respeito por seus sentimentos. Tomando a decisão por ela, Edward se afastou e rapidamente desapareceu do seu campo de visão. Ela soltou uma respiração que estava presa não sabe há quanto tempo e segundos depois, uma Renée toda nervosa passou pela porta.
— Bella! Está tudo bem? Estávamos te esperando e eu... bom, eu vi o menino Cullen saindo daqui. Vocês se viram? — Isabella apenas olhou para a mãe sem esboçar nenhuma reação, ainda estava muito surpresa com o que aconteceu segundos atrás — Será que ele fez alguma coisa pra você? — Voltou a perguntar, parecendo pela primeira vez na noite, a delegada Dwyer falando.
— Não, mãe. Não seja absurda — Respondeu e automaticamente passou as mãos nos braços onde ele havia lhe apertado, esperando que não houvessem marcas — Vem, vamos para casa. Eu estou ficando com frio.
A volta foi silenciosa. Ela dirigia imersa em seus pensamentos que se resumiam ao dono daqueles ferozes olhos verdes. Quem no mundo imaginaria que os dois fossem se reencontrar? É claro que ela teve alguma esperança nos primeiros anos em que vinha ver os pais quando havia brechas na faculdade, mas logo ficou claro que aquilo não passava de uma fantasia que ele não compartilhava. Edward queria distancia de tudo que tivesse a ver com a morena e bem, alguém poderia culpa-lo?
Jasper cochilou durante todo o caminho, sempre muito cansado e Renée, que gostava demais do rapaz, apressou-se para deixar o sofá, o mais confortável possível para que ele pudesse dormir sossegado.
No andar de cima, a morena tomou um banho rápido para livrar-se daquela sensação em sua pele. Vestiu apenas uma calcinha boy short e um moletom antigo que achou na sua cômoda, ignorando totalmente a mala ainda feita ao lado da porta. Ela entrou debaixo das cobertas e fechou os olhos, pedindo aos céus para o sono chegar logo para impedi-la de pensar naquela boca... naquele cheiro... naquele corpo...
No homem incrível em que Edward tinha se transformado.
O que tinha de bonito, tinha de ruim e proibido.
*********
Isabella realmente tentara cumprir com o que havia dito na noite passada. Durante todo o sábado, ela fez o impossível para manter-se dentro de casa, apesar de ter sido tentada a sair ao menos uma boa dezena de vezes durante o dia. Tudo começou após uma discussão do casal Swan durante o café da manhã, que arrancou altos risos dos dois visitantes.
Charlie reclamava há algum tempo do modo como Renée fazia determinado prato no desjejum e ela retrucara que sua mãe havia lhe ensinado daquela forma e assim ela faria pelo o resto da vida e que se ele estivesse tão chateado com isso, preparasse a comida ele mesmo. Ambos trocaram farpas e olhares raivosos durante toda a refeição, mas antes de Renée sair para trabalhar, já estavam enchendo um ao outro de beijos – comportados, por causa da companhia – e Jasper achou graça ao comentar que os dois já não tinham motivos para brigar, então discutiam sobre uma receita ridícula de rabanada.
Mais tarde, o celular de Isabella tocou.
— Eu marquei um horário para nós depois do almoço, Bella. Você já quer ir? Podemos comer em algum lugar antes. — Bella suspirou pensando em uma desculpa para dar. Logo cedo fora avisada que acompanharia Renée em sua ida à manicure, mas ela não queria dar de cara com ele de novo.
— Eu acho melhor não, mãe. Estou com uma dor de cabeça insuportável, acho que não dormi o suficiente. Prometo que na próxima, eu vou. — Respondeu com um gemido e fazendo uma careta para ajudá-la com o seu teatro de doentinha, mesmo que apenas Jasper pudesse vê-la no momento.
— Tudo bem, querida. Tome uma aspirina. Está na segunda gaveta do armário.
Resolvida aquela situação, algumas horas depois, foi a vez de Jasper começar a reclamar como um garotinho mimado sobre não ter nada o que fazer. Ele queria que ao menos os dois se arrumassem no final da tarde para correr pelos arredores. Milagrosamente, o frio não estava tão significativo durante o dia, então seria uma atividade interessante para mantê-los ativos.
Ela recusou.
Porém, rendida à cara de desgosto do rapaz, convidou ele e ao pai para jogarem um pouco de basquete na frente da garagem. Charlie estava mostrando uma boa melhora e alguns sintomas começaram a desaparecer, então em pouco tempo, o homem pegou o ritmo e deu uma baita surra na filha, que adorou cada segundo da pequena distração que criou para si.
Perto de escurecer, eles entraram para limpar o suor e como Isabella foi a primeira a descer, partiu para a cozinha e preparou algo para os três comerem. Enquanto ela fazia algumas torradas, refletia sobre o que estava fazendo ali. Bella entendia perfeitamente que Edward não quisesse vê-la nem pintada de ouro, afinal, saiu tão machucado quanto ela mesma daquela situação desastrosa em que os colocou, mas por que não podiam apenas seguir adiante? Ela já o tinha perdoado.
Por um breve momento, se permitiu voltar no tempo.
Quando chegou em Forks para concluir o ensino médio, era explosiva e geniosa, quase totalmente o oposto do seu eu de hoje em dia. A adaptação foi mais difícil do que ela imaginava. A maioria dos alunos não a queriam por perto e pareciam sofrer da Síndrome do Imperador: todos agiam como um bando de crianças autoritárias, que se achavam superiores por causa das suas habilidades e classe social. Quando algum garoto se aproximava, era sem dúvidas, querendo arrancar suas roupas fora.
Então o menino de ouro dos Cullen se apresentou.
Isabella já havia perdido a conta de quantas moças tinha visto suspirando pelo jovem que realmente não era algo ruim de se pôr os olhos, além de um ótimo jogador. Ele não aparentava ser um babaca como a maioria dos caras, mas andava em má companhia e por isso, acabava comportando-se igual em várias situações.
Quando Edward ofereceu-lhe uma carona em sua Amanda, Isabella ficou com um pé atrás, mas sem ele, ficaria presa na escola até a chuva passar e ainda teria que voltar para casa caminhando. Sem demora, ele ludibriou a garota totalmente com seu excelente gosto para livros e música, assim como o charme que sabia usar a seu favor independentemente de com quem estivesse lidando. Isabella realmente acreditou que aquele rapaz estivesse apreciando a sua companhia.
Eles passavam a maior parte do tempo livre juntos e saiam várias vezes durante a semana, mas dentro da escola, fingiam ser apenas colegas de classe. Um frequentava a casa do outro e logo ele atacou. Depois de traze-la para casa depois de uma rápida viagem ao hospital por causa de uma ralada horrível no joelho, Edward ficou para preparar seu lanche e aproveitou-se da sonolência de Bella para beija-la. Naquele mesmo dia, houve o segundo e o terceiro beijo, até que nos dias seguintes eles não pareciam querer fazer qualquer outra coisa.
Os dois namoraram escondido por três meses antes de assumir o relacionamento para todos. Os comentários duraram a semana inteira. O Cullen e a Swan? Isso é alguma piada? Ele com certeza está lhe fazendo um favor. O que diabos ele viu nela? Era o que todos se perguntavam. Não que ela fosse uma moça feia, de forma alguma, mas as suas roupas pouco femininas e meio largas, não a ajudavam a prender o interesse de ninguém e ela era sempre tão impulsiva e briguenta, que não parecia em nada com as femininas e delicadas garotas com quem Edward costumava sair.
Nenhum deles demonstrava ficar chateado com as fofocas e os comentários maldosos sobre eles, principalmente porque tinham o apoio de Alice, dos pais de ambos e dos poucos amigos de Isabella. Mas sempre que a morena tentava falar a respeito, seu namorado tratava logo de ocupar a sua linda e convidativa boca, de alguma maneira.
Ela estava caindo de amor por ele cada vez mais fundo.
Isabella quase gemeu quando suas lembranças foram interrompidas por uma dor horrorosa em seu peito. Rapidamente vieram flashes da tarde em que descobrira toda a brincadeira. A tarde onde os seus colegas, amigos de Edward, a ridicularizaram na frente de boa parte dos alunos que se preparavam para deixar as arquibancadas, após assistir ao treino dos rapazes.
Descobriu o quanto havia sido ingênua e burra.
Doeu tanto. Às vezes doía até hoje.
— ... você deixou. Isso. Também estou ansioso. Até mais tarde — A voz de Jasper tirou-a de seus devaneios como era de costume e ela xingou um palavrão quando viu sua mão suja de requeijão. Onde diabos estava com a cabeça? Ah, sim. Bem... nele — Que bagunça, hein, bebê?
— Eu... me distraí. Com quem estava falando?
— Com Claire.
— E quem é essa?
— A garota do restaurante, lembra? Como você não quer fazer nenhum programa decente comigo, imaginei que essa seria a solução mais óbvia para o meu problema. — Deu de ombros guardando o celular no bolso da calça jeans e se serviu do suco na jarra bem ao seu lado.
— Não é que eu não queira! Você sabe que eu prometi... — Ela justificou quase sussurrando a última palavra quando viu o maxilar dele endurecer. Ela lhe contou mais cedo sobre o seu breve e explosivo encontro com o Cullen no restaurante e Jasper havia ficado puto por ela ter feito um acordo com o cara.
— Isso é tão ridículo! — Disse apertando a ponta da bancada com força — Você nasceu aqui, viveu aqui, seus pais moram aqui, esse babaca não tem direito de impedi-la de sair por aqui só porque não quer te ver.
— Jasper, eu só não quero problemas... eu não quero que nos vejam na cidade ao mesmo tempo e comecem a falar — Explicou tentando fazê-lo entender que aquele arranjo seria melhor para todo mundo — Você não sabe como são as pessoas daqui. Elas nunca vão esquecer o que eu fiz. Aposto que já estão todos comentando sobre a cena de ontem no restaurante.
— Foda-se! Ele meteu o pé na estrada quando as coisas ficaram feias e você teve que aguentar a merda dessa gente sozinha. Tenho certeza que ele consegue lidar com algumas fofocas.
— Olha, não fale do que você não sabe — Isabella bradou, irritada. Quase quis morder a língua por estar prestes a brigar com o amigo por causa do Edward, mas não era capaz de evitar — Eu sei bem como eles podem ser maldosos e a primeira vez que voltei aqui depois de ir para a faculdade foi quase traumatizante. Eles falaram sobre a criança, Jasper! Tem noção do quanto isso é cruel?
Jasper olhou-a por vários instantes e suspirou derrotado. Ele não aguentava ver aquela dor em seus olhos e sofria também por não ter estado com ela em tais momentos para ajudá-la. Realmente teria que ser alguém de coração muito frio para falarem de algo tão delicado, no intuito de magoa-la novamente. Babacas.
À noite, quando todos já estavam em casa, ela tentou usar o seu antigo computador para responder alguns e-mails, mas a coisa era mais lenta para ligar do que ela mesma de sair da cama em dias de menstruação, por isso resolveu como pôde pelo celular mesmo.
Quando mexeu em algumas gavetas, Isabella acabou encontrando alguns diários e álbuns empoeirados. Ela limpou tudo com uma blusa velha e rasgada, também largada por ali e passou cada página com lágrimas nos olhos.
Como ela foi capaz de esquecer de tudo aquilo?
Havia fotos de seus aniversários quando pequena, em Denver. Charlie convidava todos os colegas de classe dela, montava uma tenda no quintal e lá debaixo, eles comiam e brincavam muito. Achou fotografias dela e do filho mais velho do Sr. Black fazendo bolos de areia molhada em algum lugar na reserva de La Push. O garoto olhava bobamente para a menina e a mesma abria um grande sorriso banguela em direção à câmera, com o rosto sujo de lama.
Como era mesmo o seu nome? Jonathan... Jo... Joab...
— Ei, Bella? Você poderia fazer um favor para a sua mãe? — Ela quase pulou com o som da voz de Renée e virou para a porta com a mão sobre o peito. Todo mundo resolvera assusta-la! — Pode ir até a farmácia comprar esses remédios para o Charlie? Eu me esqueci totalmente de passar lá na volta e nós vamos precisar deles pela manhã. Eu até iria, mas teria que ouvi-lo re...
— Tudo bem, mãe. — Ela interrompeu rindo da careta de Renée. Ela com certeza não queria ouvir o velho discurso de Charlie sobre o quanto ela era relapsa, que só tinha cabeça para o trabalho e mais nada.
Ela fechou o álbum e o deixou na beira da cama para ir até a sua mala e trocar de roupa. Encontrou no meio das peças, uma blusa do mesmo tamanho da que usou na noite passada. Ela as adorava. Colocou um short confortável, uma sandália preta sem salto nos pés e optou por não usar qualquer maquiagem. Passou seu óleo favorito com aroma de pitangas e uma vez satisfeita, pegou o dinheiro, o papel sobre a cômoda com o nome da medicação do seu pai e desceu as escadas.
Isabella ignorou o carro quando saiu de casa e foi caminhando, pegando à direita de sua rua. A lua já estava alta no céu e escondia-se o tempo todo sob algumas nuvens carregadas que vinham e iam. Ela sentia-se estranha de estar sozinha nas ruas da cidade como há muito tempo não fazia e também tinha aquele sentimento se insegurança no peito a lembrando de sua promessa.
Não demorou a chegar na farmácia e foi atendida por um senhor de meia idade que não pareceu reconhece-la, o que achou ótimo. Ela pagou pelo remédio e deixou o troco para trás. Estava saindo de lá quando sentiu um arrepio estranho na espinha. Isabella endireitou a coluna e deu mais alguns passos adiante antes de suspirar e paralisar no lugar.
Aquela sensação... não, não era apenas uma impressão.
Ela estava sendo observada.
— Eu deveria saber que você não tem palavra.
Aquela voz. Oh, puta merda, não!
Isabella virou-se aos poucos e encarou a figura de Edward encostado à porta de seu carro, um Mercedes-Benz preto, Classe C, lindíssimo e igualzinho ao que viu na TV em dezembro passado. Ele estava delicioso em sua calça jeans que mostrava bem os músculos das coxas, uma camisa branca e outra azul de botões por cima, com as mangas arregaçadas até o cotovelo.
— Olá, Edward. — Respondeu, engolindo a insegurança. Ora, aquilo não era o fim do mundo. Eles eram adultos e podiam ver um ao outro sem causarem a terceira guerra mundial.
Ele acenou com a cabeça, parecendo assustadoramente calmo e começou a vir em sua direção enquanto ela tinha o lábio inferior sendo praticamente mastigado de nervosismo. Era perfeitamente capaz de controlar a si mesma, desde que ele ficasse longe. Bem longe. Mas não parecia ser esse o seu plano...
— Você se lembra do que eu prometi, certo? — Perguntou sério e isso a aborreceu de repente.
— Ora, chega dessa palhaçada, Cullen — Retrucou já irritada com a sua arrogância e Edward arqueou as sobrancelhas, visivelmente surpreso com a sua explosão — Você tem todo o direito de não me querer por perto, mas não venha para cima de mim me dando ordens. Não sou nada sua!
— Graças a Deus, por isso. E a você também, é claro. Se o álcool não a deixasse tão... verdadeira, jamais teria descoberto quem você é de verdade. E então, como eu estaria hoje se tivesse ao lado de um tipo daquele?
Doía. Simplesmente doía no fundo do peito dos dois ouvirem aquelas palavras altas e claras. Ele não se arrependia de ter dito o que pensava, mesmo encarando os bonitos olhos dela, cada vez ficando mais molhados pelas lágrimas não derramadas.
Ela fez pior com ele, então que se foda.
— Você não precisa me tratar dessa forma, Edward — Suspirou e ele aproximou-se mais. Agora ambos estavam de frente um para o outro e aquilo não parecia ser o suficiente. Eles queriam mais perto ainda, mas não podiam. Não deveriam — Eu amei você... de verdade. Você precisa me perdoar. Isso já faz tanto tempo.
— Acha que não sei? Você acha que eu consigo esquecer aquela data? Essa porra está gravada na minha cabeça como se você tivesse me marcado com ferro em brasa, Swan! — Ele cuspiu irritado e ela encolheu-se um pouco mais — Eu pensei que depois que sumisse daqui, que nunca mais visse a sua cara sonsa outra vez, eu estaria finalmente livre, mas não... — Edward continuou a descontar sua ira e eles se encaravam sem sequer piscar os olhos que faiscavam de raiva — Você destrói tudo o que toca, não é à toa que estragou o único momento que eu tinha com a minha família. A mesma família que você corrompeu quando mostrou a vagabunda que realmente é!
Edward pretendia continuar descontando a sua raiva ali, mas o tapa que atingiu seu rosto o deixou momentaneamente paralisado. Ele subiu com a mão e acariciou a bochecha que agora ardia muito e olhou para a morena com os olhos estreitos.
— O que diabos você está pensando? — Isabella perguntou e jogou o corpo dele para trás, dando-lhe um empurrão — Não era você que estava com tanto medo de ser visto junto comigo para não ser motivo de fofoca e agora está me xingando a plenos pulmões? Porque se você quiser um escândalo, Cullen, eu posso te dar um, principalmente se dirigir essa palavra a mim novamente. — Garantiu.
Edward ainda tinha a face meio dolorida, mas sorriu diante da cena. Aquela sim era a garota por quem tinha se apaixonado. Ele achou estranho vê-la toda amedrontada e tremendo na noite passada sendo que em uma época diferente, Isabella teria facilmente lhe chutado nas bolas e mandado ele para o inferno com toda a sua petulância.
— Eu disse alguma mentira? A Isabella que eu conheci fingia ser boa moça, mas mal continha o fogo entre as pernas, não era? Pena que eu não percebi antes! Teria me poupado tempo e eu teria te comido bem antes — Retrucou com ironia e ela tentou empurra-lo outra vez, mas foi detida quando as mãos dele aprisionaram os seus pulsos como algemas — Se tentar me bater outra vez, eu vou espancar a sua bunda de uma maneira até eu ter certeza que não sentará por dias! — Avisou e estava falando sério. Qualquer pretexto era o suficiente para bater naquela carne redonda e empinada que ele tanto queria ver sem aquele pano por cima.
Doce Jesus, ela estava incrível.
— Você é um grandessíssimo imbecil, Cullen. Tire suas mãos de mim. Agora! — Ela exigiu se debatendo. Era óbvio o quanto ele estava se divertindo enquanto a provocava e isso mexia muito com ela. Não queria ficar e lhe dar aquele gostinho.
Um grupo de jovens começou a se aproximar dali, falando alto e dando risada, quebrando assim a batalha de olhares ferozes e apertos possessivos entre os dois ex-amantes. Isabella apertou a sacolinha de plástico em sua mão com força e se livrou dos braços dele. Ela estava decidida e ir embora e deixar o idiota ali parado com toda a sua amargura e queixas, mas ele foi mais rápido e a puxou pelo braço em direção ao seu carro. Isabella não teve tempo para questionar nada, quando se deu conta estava sentada no banco do passageiro e ele já entrava do outro lado dando partida e os tirando dali.
— Mas que merda é essa? Para esse carro — Mandou quando ele começou a dirigir sem lhe falar uma palavra — Para a droga do carro, Cullen. Eu não quero ficar aqui! — Tão perto de você.... Não posso me dar ao luxo de ficar trancafiada em algum lugar contigo, quando cada célula em mim chama pelo seu corpo estúpido.
Edward ignorou-a totalmente e continuou dirigindo, mas também se recriminava pela atitude impensada. Tudo que ele queria desde ontem à noite era distância daquele demônio em forma de mulher. Ela fodeu com tudo quando era jovem e inexperiente, o que diabos não poderia fazer agora como uma mulher madura e com um corpo daquele? O deixaria completamente maluco. Por que se arriscar?
Sua ex namorada sempre foi bonita, apesar do que seus colegas comentavam sobre sua aparência. Apenas ele conheceu a pele acetinada que ela tinha e viu as curvas que o moletom largo escondia. Ela era perfeita na época... e agora não havia palavras. Edward deu olha olhada rápida em suas coxas bem modeladas que agora estavam mais expostas pelo short ter subido e engoliu seco. Seu pau pareceu inchar dentro das calças e ele se perguntou como seria estar com o rosto entre elas.
— Você não vai me dizer ao menos para onde estamos indo, Edward? — Depois de alguns minutos em silencio, ela parecia mais calma. Até conformada com a situação. Merecia aquela surra na bunda por estar quase satisfeita em compartilhar um carro com ele, como já fizerem algumas vezes — Você está quase saindo da cidade, não há mais nada aqui....
— O motel. — Jogou sem pensar e a ouviu engasgar.
— O motel? Será que você bateu a cabeça em algum lugar? — Gritou, finalmente se exaltando e ele apenas deu de ombros sem desviar o olhar da estrada — Eu só iria a um motel com você, se estivesse desacordada e mesmo se fôssemos, nos reconheceríamos lá. Vão falar sobre nós dois pelo resto das nossas vidas.
Edward pareceu vacilar quando lembrou desse detalhe. As coisas aqui eram muito mais complicadas do que na Califórnia e ele realmente não queria que ninguém, especialmente a sua família, ficasse sabendo da estupidez que estava prestes a fazer, então apenas seguiu até o acostamento e parou o carro.
Os faróis se apagaram e ele acendeu a luz fraca que ficava no teto, entre os dois bancos. O silencio só não era maior por causa das respirações ruidosas dos dois.
— Você quer conversar? Talvez sobre quando nós...
— Eu não quero falar sobre nós, Isabella — Edward interrompeu, mudando de ideia e apertando as mãos no volante. Elas estavam escorregadias e suadas — Vou me aborrecer outra vez e você não vai querer ouvir o que eu tenho pra dizer, acredite em mim.
— Talvez seja até melhor você falar toda essa porcaria de uma vez. Não somos mais crianças, Edward, nós dois fizemos merdas e pagamos por isso, mas já é hora de parar de ficar remoendo toda essa história louca que aconteceu.
— Ah, sério? Simples assim? Você me traiu de uma forma que eu nunca serei capaz de esquecer. Eu fui expulso da escola na última semana de aula, passei anos distante da minha família por sua causa...
— Você me apostou, porra! — Ela gritou virando no banco para ficar de frente para ele, mas Edward rapidamente se acovardou e fitou a escuridão da estrada. Sabia que tinha sido um bastardo com ela desde o começo, mas ele a amou. Estava disposto a rastejar de joelhos diante de quem fosse para mostrar que estava arrependido, mas então ela mostrou quem era de verdade e então era tarde demais para os dois — Fiquei exposta para todos aqueles idiotas que riram de mim sempre que eu entrava em algum lugar, sequer tinham o bom senso de me deixar sair antes de começarem a falar. Era horrível e tudo por sua causa. Eu jamais quis me vingar. Tudo que aconteceu, foi no calor do momento, porque...
— Cala a boca.
— ... quando entrei na casa da Jessica, eu esperava te encontrar e quem sabe-
— Cala a porra da boca!
— Me deixa falar, Edward — Isabella pediu — Eu imaginei que era forte para te encarar e conversar a respeito da confusão em que você nos meteu, mas eu não era o bastante para assistir aquela desgraçada da Tanya chupando a sua língua como um maldito aspirador de pó!
— Espere um pouco aí... — Edward a interrompeu quando de repente, algo curioso veio à sua mente — É por isso que ela estava sendo chamada de Hetty na segunda-feira? — Isabella teve a cara de pau de piscar e corar antes de assentir, se lembrando de ter apelidado a garota com o mesmo nome que estava sendo dado a um aspirador de pó, cor de rosa da Numatic — Puta que pariu.
Edward jogou a cabeça para trás, gargalhando. Ele não tinha entendido na época como a garota tinha adquirido aquele apelido sem noção ou o porquê daquilo e ficou mais confuso ainda quando sua mãe comentou sobre o aparelho de aparência ridícula que tinha o mesmo nome. Agora sim tudo faz sentido. Ele ouviu a risada de Isabella ao seu lado, o acompanhando e balançou a cabeça para os lados, surpreso, por não imaginar que ela finalmente tinha feito algo contra Tanya.
Quando o som de risos foi cessando aos poucos, o silencio retornou e Isabella levantou o olhar em direção a ele. Como se fosse um ímã, Edward fez exatamente o mesmo, mas seus olhos foram exatamente para os peitos dela que subiam e desciam conforme ela puxava o ar com mais velocidade. Era um movimento hipnotizante.
Porra, xingou. Ele fechou os olhos, buscando qualquer resquício de força de vontade e tomou uma longa respiração. Quando os abriu novamente, instantes depois, foi a vez de ela engolir seco e praguejar. Eles estavam mais escuros, era quase impossível enxergar o verde e ela sabia exatamente o que aquilo significava.
— Oh, não — Ela alertou — Não se atreva a me encarar desse jeito.
— Que jeito? — Ele entortou o sorriso, fazendo-a sentir uma fisgada no sexo.
— Como se quisesse... — Ela pigarreou, tentando limpar a voz que havia ficado rouca com a sua excitação mal disfarçada — Como se quisesse me comer aqui.
— Bem, e se eu quiser? O que vai fazer a respeito?
Atordoada demais com o calor que tomou repentinamente o carro e o seu corpo, ela não soube o que responder diante da franqueza dele. Outra coisa da qual ela não tinha a menor ideia, era de como foi parar no colo do Cullen e também não tinha explicação para ele estar com os lábios em seu pescoço, lambendo sua pele, acendendo-a como há anos não acontecia.
O que diabos está havendo aqui?
Edward só queria prova-la, só para matar a sua curiosidade, mas assim que sentiu o peso do seu corpo em cima do dele e apertou as mãos naquela cintura fina, soube que estava perdido, por isso atacou a pele alva dela. Dos cabelos macios vinham um aroma maravilhoso, mas da pele... santa porra, como o seu pau podia endurecer mais do que isso? Aquele cheiro, ele se lembrava tão bem.
Enfiou o nariz na curva do pescoço dela e inspirou fundo. O cheiro gostoso concentrado todo ali era de enlouquecer qualquer homem. Isabella esfregou-se em sua ereção, incapaz de manter-se imóvel enquanto as mãos dele procuravam por toda pele nua que a roupa pudesse expor e o seu pau parecia querer atravessar o tecido da calça, de tanta excitação. Geralmente ele não entrava no clima tão rápido e aquilo só o enfureceu ainda mais. Sabia que tudo era por causa dela.
Isabella agarrava-se ao homem como se sua vida dependesse disso, sem dar tempo para nenhum dos dois pensar demais e não pode deixar de rir quando percebeu que eles já estiveram naquela mesma situação antes, dentro da Mitsubishi de Carlisle no estacionamento da escola. Trocando beijos e caricias enquanto matavam aula.
Os dedos de Edward queimavam a pele nua de suas costas onde conseguia tocar pela falta do tecido. Ele apertava a sua cintura e estava constantemente a empurrando para baixo, como se tivesse medo de que os movimentos inquietos dela fossem para pular fora do seu colo. Os lábios quentes subiram e deslizaram por toda a sua mandíbula, a pele dela era macia e a sensação em sua língua era deliciosa. Isabella gemeu quando dentes encontraram a sua orelha e se fecharam sobre ela. Ele mordiscou levemente, passou a língua na hélice, chupou o lóbulo e então a mordeu novamente, com força para arrancar-lhe um grito.
Sabendo que a tinha machucado, voltou a lamber aquela área, em forma de consolo – mas não de um pedido de desculpas – e ela teria achado tudo extremamente nojento se não fosse a intensidade com a qual ele o fazia. O modo com a sua respiração ficava pesada a medida em que seus dentes raspavam na sua pele era erótico e ela sentia os resultados entre as pernas. Normalmente, ficar excitada não a incomodava. Ela mal sentia algo de diferente ou alarmante em seu sexo e era capaz de disfarçar com maestria, mas a maneira como estava úmida e pronta nesse momento, fazia parecer que sua calcinha estava pesando.
Edward rosnou quando olhou para baixo e viu a maneira como ela estava escancarada em cima dele. Imagina-la da mesma forma, mas nua, quase, literalmente quase o fez vir nas calças. Aquilo seria o seu atestado de morte. Gozar em sua cueca por causa da ex namorada a quem ele nunca esqueceu, por péssimas razões, era admitir que ela o afetava mais do que só fisicamente e ele não estava disposto a tal coisa. Fechou os olhos e tomou duas respirações fundas enquanto sentia as mãos pequenas deslizando por seus braços e tentando achar o caminho para o seu abdômen, por baixo da camisa. Puta que pariu, ele estava tão perto.
A única vez em que explodiu nas roupas com um único toque em seu pau, foi quando tinha 13 anos e uma velha amiga de Esme foi convidada para um almoço informal em sua casa. Ele nunca tinha visto uma mulher tão bonita antes, com exceção de sua própria mãe. O garoto não tinha ideia do que merda estava acontecendo e o que todo aquele calor e dor em sua virilha queriam dizer, até que era tarde demais.
Agora ele se via desesperado para não reviver aquela situação vergonhosa, dessa vez, com essa mulher deliciosa e quente em cima dele. Os cabelos castanhos estavam jogados sobre o volante, ela segurava no banco e se movia sobre ele, como se não tivesse controle dos quadris e murmurava palavras baixas que seus ouvidos não conseguiam captar direito.
Os olhos deles se encontraram no momento em que a pôs imóvel e ela resmungou em protesto. Edward segurou a barra da sua blusa branca e colada que vestia e começou a levanta-la, mostrando cada vez mais pele até que o pano foi jogado em cima do câmbio. Os peitos dela saltaram quando se viram livres da blusa e o movimento deles fez o pau dele gritar por alivio. Merda, cara, que merda.
Os mamilos marrons ainda eram de um tom claro. Eles estavam enrugados e durinhos, implorando por uma lambida. Ele gemeu quando Isabella segurou o bico direito e deu um beliscão que a fez revirar os olhos. Ela tentou alcançar a sua nuca com a mão, para trazê-lo pra perto, mas Edward segurou-a em seus antebraços e caiu em seus peitos como um bebê faminto. Isabella gemeu alto e tentou se soltar, mas o aperto ficou mais forte, como um aviso de que ele estava no controle.
Ele faria o que bem entendesse com o que ela estava lhe oferecendo, mas os dois ainda estavam em pé de guerra.
— Isso... — Ela ouviu-se dizendo. Seus lábios estavam doloridos com as mordidas que dava em si mesma para controlar os sons, frutos do seu tesão desenfreado. Diabos, ele se lembrava do quanto os seus peitos eram sensíveis e a saudade do toque dele era tão grande, que se sentia quase capaz de vir apenas com isso — Porra, sim. Um pouco mais duro agora. — Pediu quando ele apertou o peito esquerdo e pela primeira vez, o homem a obedeceu.
Edward deu atenção a ambos os montes macios, até que os mamilos estivessem quase doloridos de tão sensíveis, brilhando com a sua saliva e só os largou quando Isabella ameaçou convulsionar em cima dele. Seu ego inflava com a maneira como ela respondia a qualquer toque seu, por menor que fosse. Sabia que não era a sua pessoa favorita, talvez ela também o odiasse – a ideia deixava um gosto amargo em sua boca, mas ele entendia –, por isso tê-la respondendo tão bem, entregue em seus braços como se uma década não tivesse se passado, fazia a sua barriga se retorcer de uma forma deliciosa.
Após beijar a bochecha da morena, mordiscar a pele e então envolver a sua orelha delicada e branquinha com os seus lábios, ele apertou levemente a sua nuca.
— Chega. Vamos para o banco de trás. — Decidiu, empurrando-a para sair de cima dele com cuidado.
O carro não era tão espaçoso na frente para que grandes movimentos fossem feitos ali de maneira segura e confortável, e ele não queria machuca-la. Ainda não. Isabella piscou atordoada com a mudança repentina e segurou os próprios ombros, usando o interior dos braços para cobrir a sua nudez.
Achou que o seu cérebro precisava de um pouco de ar. Estava tonta, um pouco embaraçada diante da sua entrega. Confusa com a pequena trégua e por vê-lo cedendo. Edward ergueu a sobrancelha, esperando por alguma reação. O que ele pretendia lá atrás? Ora, não seja tão inocente, gritou sua consciência.
Sexo.
Ele queria sexo quente no grande banco de couro caramelo.
— Edward... eu acho... acho que é melhor...
— Você não quer? — Perguntou passando o polegar sobre o umbigo dela e circulou o buraco, fazendo o gesto parecer mais sexy do que era. Ela tremeu, sem poder evitar e sua mente nublou novamente — Vamos, Bella, você sabe o que acontece a partir daqui. Quer mesmo que eu dê a volta e te leve embora agora? — A voz rouca de tesão a arrepiou. Inferno, Edward sabia como manuseá-la. E nesse momento, não tinha muita força de vontade para bater de frente com ele. Por que lutar contra quando ambos pareciam querer tanto isso? No fundo, ela sabia.
Tudo poderia acabar terrivelmente mal após dar esse passo.
Mas estavam juntos. Finalmente juntos.
Deveria ir com ele? Aproveitar a chance que tinha em suas mãos?
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