Erros Estúpidos
1 One-Shot
Notas iniciais
Erros...
Todos cometem, certo?!
Sim, todos cometem erros.
Erros idiotas.
Alguns são Fatais.
Como o meu.
Meu erro foi fatal.
Mortal.
Qual foi meu erro?! Rá! Que erro estúpido cometi! Acreditando em falsas verdades, criando ilusões, almejando coisas que a mim não poderiam ser dadas, confiando nas próprias mentiras.
Ordenando a aranha a tecer a teia que a mataria, a estúpida borboleta atirou-se nos braços do predador procurando o afeto que não tinha.
Estúpida borboleta! Cega por um amor que não podia possuir!
Maldita aranha! Que arrancara as asas da borboleta tão docemente e a prendera em sua teia apenas para ter o prazer doentio de vê-la apodrecer.
Sou um estúpido.
Porquê?! Pergunto-me também, todavia, sei a resposta.
Cometi um erro imperdoável o qual paguei com a vida.
Por que acreditei no amor de quem não tem sequer um coração!
A aranha olha, de certa forma interessada, para a borboleta presa em sua gaiola de ouro, rodeada por sua teia. O aracnideo sabe que não há escapatória.
As asas pendem ao seu lado mas o tolo inseto ainda deseja voar.
O tempo passa e a aranha se cansa do inseto imbecil que ainda está preso na jaula de seus erros e ilusões.
Sofrendo por algo inútil.
Triste é o sofrimento da Borboleta!
Miserável seja seu amor masoquista!
Assim sou eu.
Triste é meu sofrimento.
Maldito quem trás a dor até mim!
Dor que nunca cessa.
Dor essa que em minha profunda estupidez e amor masoquista, tal como a borboleta, vou aguentando.
Dia após dia.
Por fim, um brinquedo quebrado, um "produto" velho, uma alma "podre" é trocada por uma novidade.
Alguém "melhor". Com uma alma melhor. Mais saborosa.
E a aranha abandona a borboleta, qua incapacitada de voar não a pode seguir.
Mas este não é o fim para a toloa borboleta. Que agora desprovida da máscara da ilusão começa a exergar a verdade. Humilhada por seu inimigo é salva por mãos gentis, que tanto desprezou. Mãos essas que arrancaram asas de outras borboletas no passado agoram salvam a borboleta do iminente destino.
O inseto prova que idiotice não tem limites e parte em direção a quem já lhe abandonou.
A aranha ri dos esforços inúteis do inseto e esfrega a verdade cruel no rosto da borboleta. A aranha não a ama. Nunca a amou. Nunca a amará.
A borboleta observa agora, na escuridão, a luta entre um corvo e a aranha por algo que nenhum dos dois poderá ter.
Contenta-te com tua ilusão, borboleta masoquista.
A razão grita-lhe, urgente.
Ama-me somente por um instante.
Clama a borboleta, em silêncio, para a aranha.
O sorriso cruel do animal é o suficiente para se ter a resposta.
Yes, Your Highness.
Logo após é tudo trevas e solidão, suas lembranças são turvas .
A borboleta deixou sua alma esvaecer, sorrindo.
Sabendo que o sofrimento de uma certa ave, que ousara maltratar sua preciosa aranha, apenas iria começar. Para durar a eternidade.
Sabe qual foi o erro que eu e esta estúpida borboleta cometemos?
Se apaixonar por alguém que não conhecia este sentimento.
Se apaixonar por um demônio.
Uma aranha infernal.
Claude Faustus.
– Alois Trancy
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