Notas iniciais
Espero que gostem!

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Oque ele estava falando não fazia sentido nenhum.

- Violetta, escuta...

- Você traiu a mamãe? — Perguntei, já com os olhos molhados. Mas eu não ia chorar por causa daquilo.

Eu não estava acreditando naquilo.

- Não, eu não traí. — Respondeu ele calmo.

Olhei para ele descrente e com raiva.

- Nós estavámos separados, eu fiz uma viagem para o espanha encontrei com uma amiga minha. Mas não pense que traí sua mãe, filha. Eu nunca fiz isso, entendeu?

- Não, não, claro que não. Oque é que você fez então?

As lágrimas já corriam soltas pelo meu rosto. Eu me sentia uma idiota. E estava com muita raiva do meu pai. Claro que não o odiava, mas nunca pensei que ele poderia fazer algo assim.

- Sua mãe soube sobre meu caso com a Lúcia e ela me perdoou. Eu sei os erros que cometi no passado! Será que não pode me perdoar também?

- Mamãe sabia sobre a garota?

-Não. Ninguém sabia. Nem eu.

Ele me entregou o papel para que estava olhando e eu pude ler:

"Germán,
Sei que isso pode ser uma surpresa muito grande para você e que provavelmente sua esposa não vai aceitar, mas sinto que você deve saber. Nós tivemos uma filha.
O nome dela é Dominique. Ela é uma menina ótima e estou deixando você como guardião. A coloquei em uma escola interna nos Estados Unidos. Ela fica lá o ano todos, vem para casa nos feriados.
Quero que Nicky conheça você e que passe um tempo em Buenos Aires.
Não sabe como me dói ter que me separar dela, mas sei que é para seu bem. Espero que você e sua família estejam ótimos, e espero também que aceite mainha proposta.
Lúcia"

Amassei o papel com raiva e joguei nele. Sei que não deveria ter feito isso, mas ele estava tão surpreso quanto eu e não se importou.

- Você não sabia sobre a Dominique? — Citei o nome da garota com desprezo na voz, mas foi sem querer.

- Não. Essa carta chegou junto com a da diretora da escola interna há uma semana.

- Porque? — Perguntei.

- Dominique virá morar com a gente.

Minha boca se abriu em um "O" perfeito. Não queria ouvir mais nada. Não queria saber de mais nada sobre aquilo. Corri para meu quarto, trancando a porta e me jogando na minha cama. Só queria que eu acordasse e que percebesse que tudo aquilo fora um pesadelo.

Mas infelizmente isso não aconteceu.


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(Dominique POV)

Dona Consuella me ajudava a levar minhas malas até o carro. Olhei para o prédio pela última vez. O lugar qual eu fiquei mais tempo, já que era expulsa de uma escola a cada 2 meses. Escola Joddine. Era mais um lugar para crianças que dão problemas demais em casa.

E o lugar onde preferia ficar.

Não queria ir para Buenos Aires. Muito menos ir morar com meu pai. Eu só queria continuar naquela escola.

Entrei no carro e coloquei meus fones de ouvido, tentando esquecer todos os meus problemas. Mas era impossível, porque eu sabia que daqui a uns minutos chegaria ao aeroporto. E depois iria ter que ir viver numa mansão cheia de riquinhos e pessoas que provavelmente me odeiam.

É. Minha adorável mãe me deixou uma carta antes de me largar nesse lugar. Uma carta contando toda minha história. Sobre ela. Sobre meu pai. Sobre minha meio-irmã.
Eu simplesmente não queria conhecer nenhum deles.

Notas finais
Espero de verdade que tenham gostado! Comentem oque acharam, devo continuar a história ou está ruim demais e eu tenho que parar de escrever ela agora mesmo? rs, suas opiniões são tudo, viu? :33