Erro primordial
1 ZERO
Entre monstros e homens.
Entre o predador e a presa.
Entre a luz e as trevas…..
O mundo foi forçado a escolher.
O céu foi rasgado por uma batalha de dois reis, dois predadores que jamais recuariam
A atmosfera estava tomada e tremia sob suas presenças
A pressão era tão densa que apenas uma respiração em falso sua vida seria tirada.
O chão se afundava sob seus passos.
Mesmo à distância, o impacto de seus socos fazia os Virkhyns tremerem.
Núcleos vibravam.
Instintos gritavam para recuar.
Então, por um breve instante…
o foco dos dois reis se desviou.
Havia alguém lutando ao redor deles.
Ele não sentia aquela pressão.
Era como se nada estivesse acontecendo.
E… ele estava sorrindo.
Em meio ao caos, a voz do terceiro indivíduo ecoou acima da destruição:
— Que rei egoísta… vai querer ficar com toda a diversão?
A pupila dele se afilou lentamente…
como se finalmente tivesse encontrado sua presa.
Pela primeira vez naquela batalha —
um dos reis percebeu algo impossível.
Ele era a presa.
O silêncio caiu por um único segundo.
Não porque a guerra cessou.
Mas porque a intenção mudou, O Rei sentiu.
Não era desafio, Não era rivalidade.
Era fome.
Ele sabia.
Apenas um ser poderia estar naquele nível.
Um ser tão perverso…
condenado até pela própria espécie.
Alguém que não ligava para honra.
Nem para glória.
Apenas para força.
O Virkhyn encarregado de fazer o trabalho sujo.
O erro primordial.
A lenda que assombra até os céus.
Malkhyr.
O Rei percebeu.
Estava em desvantagem.
Ele recuou.
Ergueu um braço aos céus.
E apontou o outro para o solo.
— Virkhyns… jamais deveriam ter existido.
O céu respondeu.
Marcas nunca vistas antes começaram a se formar acima dos quatro extremos do território Virkhyn.
Símbolos antigos.
Marcas que não pertenciam àquele mundo.
A atmosfera se partiu.
— Por isso… hoje eu lhes trago o seu fim.
O ar parou.
— Zona de Soberania…
O mundo escureceu.
— EXTINÇÃO.
Em milésimos de segundo.
No bater de asas de uma mosca.
O mundo tremeu.
— Zona de Soberania.
A atmosfera foi repartida em três.
Como se o próprio espaço tivesse sido dividido por vontades absolutas.
Em um único piscar de olhos…
Malkhyr reagiu.
E o seu Rei também.
Ambos ativaram suas Zonas.
O território do Rei Virkhyn se expandiu.
— Singularidade.
O espaço começou a convergir.
Tudo era puxado para o centro.
Instinto.
Matéria.
Vontade.
A Zona de Extinção colidiu contra ela.
E então…
Um silêncio absoluto pairou sobre o campo.
Nem vento.
Nem som.
Nem respiração.
Apenas três vontades esmagando o mundo.
Malkhyr sorriu.
— ZERO.
Não houve expansão.
Não houve impacto visível.
Apenas ausência.
Quando Singularidade tentou concentrar tudo…
Zero negou o centro.
Quando Extinção tentou apagar…
Zero não apagou.
Ele reduziu a nada.
Não era começo.
Não era fim.
Era o ponto onde significado deixava de existir.
O conflito não tinha vencedor.
Zero não venceu.
Zero não perdeu.
Ele forçou os dois conceitos à sobrecarga.
E o mundo…
não suportou.
EXPLOSÃO.
-E naquele dia…… MALKHYR desapareceu.
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