Eric, o melhor amigo
2 Capítulo 2
Já tinha se passado duas semanas que Mark dormia de favor na casa dos Foster, mas eles não estavam irritados. A Sra.Foster até estava agradecida por ele destrair o seu filho, não o deixando deprimido.
Na segunda manhã de sábado que ele estava ali, percebeu que Eric tinha passado a noite fora e ainda não tinha chego. Mark sentou-se no sofá da sala com uma vasilha de cereais e ficou a s observar a garotinha brincar com suas bonecas.
– Meu irmão disse que ia sair, — ela piscou os grandes olhos e continuou — disse que ia ver a garota da vida dele. Ele disse que a ama.
Mark ficou paralizado. Foi por isso que ele tinha parecido tão feliz, que estava melhor e ia para o banheiro telefonar para a alguém. Se sentiu idiota por não ter percebido, os dois namorados sempre voltavam após uma briga.
Mark deixou o cereal na pia da cozinha e saiu da casa, indo para a casa de Julie. Quando chegou a uma distância razoável, ele parou e ficou a observar os dois namorados sairem. Julie enrolou suas mãos no pescoço de Eric e o beijou com vontade, ele deixou suas mãos deslizarem além da cintura dela.
Mark se afastou do local e correu. Sentiu ciúmes e um misto de raiva e dor. Puxou os próprios cabelos ao perceber que estava apaixonado pelo amigo.
Apaixonado. Essa era uma palavra tão forte. Ele nunca tinha sentido isso, não sabia o que era amar até aquele dia. E sentiu medo e desespero, como revelaria isso ao amigo? Seu melhor amigo... Isso era tão errado.
Ele estava com os braços cruzados e não podia negar que estava com frio, fungava e carregava dor em seus olhos. Seus lábios estavam secos e gelados, assim como sua pele.
Caminhava em direção a casa de Eric quando uma mão o agarrou pelo ombro. Um sorriso caloroso se formou no rosto do amigo.
– E aí, Mark? — Eric perguntou simpático — Tá frio e... — parou ao perceber as lágrimas nos olhos do melhor amigo.
Mark reprimiu o choro segurando-o na garganta. Não iria chorar na frente do causador de suas lágrimas.
– Eu estava com Julie e nós estamos tão bem. — Eric continou a falar quando o amigo pareceu bem. Mark sorriu fraco e concordou dizendo que isso era ótimo.
Quando chegaram na casa os dois se sentaram no sofá, e o loiro continuava a falar sobre a namorada e como a amava. Mark mordeu os lábios tão fortes que podiam sangrar.
Não iria chorar. Não iria chorar. Não iria chorar.
– Preciso ir ao banheiro — disse levantando rápido, correndo em direção ao banheiro. Eric soltou uma exclamação preocupada.
Mark trancou a porta e se sentou de costas para ela. As lágrimas correndo livremente enqunanto puxava os cabelos com raiva, sentia ódio e dor de si mesmo. Ele podia ter nascido hétero, ter se apaixonado por qualquer outra pessoa. Levantou e se olhou no espelho: traços finos, maxilar rude e grandes olheiras, cabelo escuro como a noite vista de uma floresta.
A raiva o atingiu. Agarrou firme um vidro de perfume e o quebrou contra a parede, então sentiu a dor na mão e o sangue pingar. Olhou assustado para o ferimento e disse um nome feio.
– Mark? Mark, tá tudo bem? Mark, o que aconteceu? — Eric batia furiosamente na porta.
– Eric, eu... ai meu Deus! — abriu a porta com o sangue escorrendo entre as mãos. Eric colocou as próprias mãos contra as do amigo e pressionou.
Os dois correram escada abaixo e com as mãos manchadas pelo sangue do amigo, Eric ligou o carro. Ele parecia atordoado e preocupado, mas Mark parecia pior.
O corte tinha sido sobre toda a palma esquerda do garoto, não era muito profundo mas precisou levar pontos. Mark entrou no carro de Eric e o outro sorriu sem jeito.
– Você me assustou, cara... Mas então, me conta aí... Por que fez isso?
– Eu.. hum... — Mark tentava enrolava, pensava em algo — Sabe quando você se apaixona por alguém? Mas essa pessoa, ela... ela não percebe isso e tudo o que ela faz é te machucar mais ainda?
– Sinto muito, M. — Eric parou o carro em um acostamento. Olhou o celular e atendeu, era sua mãe. Quando desligou, percebeu que Mark chorava baixinho. Então, o abraçou e o moreno deixou o rosto sobre o peito do loiro. Eric abraçou forte Mark contra o seu corpo, sentindo o calor do corpo. Mark agarrou-se as vestes do outro, berrava alto. O apaixonado sentiu uma vontade imensa de beijar o outro, sua boca estava a centímetros do canto da boca do outro. Os dois tinham a respiração acelerada.
– Eric, eu... — Mark fechou os olhos e Eric apertou forte o ombro dele, sentia o peito forte do outro contra o seu. Mark deixou que sua mão desliza-se até a coxa do loiro, mordeu os lábios e se afastou. — Me desculpe, eu só estou me sentindo... solitário.
Eric tinha os lábios afastados, os olhos arregalados e a respiração descompassada.
– Tudo bem. — disse e ligou o carro.
Quando chegaram já era tarde, já tinha passado da hora do almoço mas ninguém estava em casa. Eric sentou-se no sofá e ficou encarando o nada enquanto Mark devorava um pedaço de bolo.
Estavam silênciosos, os dois.
– É hoje a festa, então. — Eric foi o primeiro a puxar assunto.
– É... — Mark concordou.
Silêncio.
As horas tinham passado incrivelmente rápidas, eram onze horas da noite quando os dois já estavam prontos para a festa. Eles usavam roupas neutras e escuras, estavam bem vestidos.
O Sr.Foster fez a gentileza de os levarem até a casa de Hanna. A casa da garota era a mesma de uma família mediana, tinha um imenso jardim com uma piscina. Os dois passaram por alguns conhecidos na entrada e foram recebidos por Hanna. Ela usava o cabelo no ombro e um vestido vermelho, segurava um copo de vodka.
– E aí. — disse com a voz embriagada. Encarando de forma maliciosa Mark.
Os dois entraram e foram calorosamente recebidos por alguns dos jogadores do time de futebol. Eles berravam um "eee". Os dois se jogaram no sofá recebendo os copos de bebida.
Eric foi para um canto ser recebido pelas garotas e Mark foi para o outro perto das bebidas.
Eric se curvou sobre a pia do banheiro e aspirou o pó, deixou se levado pela sensação. Sentado ao lado da banheira estava um garoto que fumava maconha e uma guria que vomitava no vaso sanitário. Quando o efeito passou, ele voltou para o corredor.
Mark estava em um quarto da casa, provavelmente era dos pais de Hanna. Tinha um garoto sobre ele, e suas bocas estavam juntas, as mãos bobas passeavam livremente. Então, Mark sentiu ânsia de vômito e empurrou o garoto, correu para o corredor e vomitou a frente de Eric.
Os dois se encararam.
– Vem, M. Vamos lá para fora. — Eric disse puxando Mark.
Tinha várias pessoas na piscina e a música eletrônica tocava alto. O centro das atenções eram duas garotas bebâdas quase nuas que se beijavam. Eric revirou os olhos e voltou para dentro da casa que agora estava calma, Mark ia atrás.
Então, o moreno se sentou no sofá. Estava tonto, quando olhou para cima viu uma mão lhe estendendo um copo com um líquido transparente.
– É água, vai ajudar. — a voz disse, mas ele não conseguia ver o rosto da pessoa de tão tonto que estava.
Bebeu tudo em um só gole, e então encarou o rosto. Era aquele garoto do quarto, o garoto bissexual.
– Austin, esse é o meu nome. — ele disse e sorriu. Parecia mais velho que Mark, porém ainda era jovem.
Mark tentou se levantar, mas a tontura o atingiu novamente fazendo-o cair sobre Austin.
– Opa. — disse e riu.
Austin o puxou para perto de si e o beijou, as mãos na nuca e nos cabelos do garoto. O outro acariciava as costas como um sinal de aceitação. Eles se beijavam com vontade mas não amor.
Eric soltou uma exclamação e deixou a garrafa de vinho se espatifar no chão. Os outros dois se afastaram, e com a visão turva, Mark pôde ver Eric correndo para fora. Ele o seguiu, é claro.
Correu entre as ruas atrás dele, até alcança-lo em uma praça. Ele empurrou o loiro que caiu, para não deixa-lo escapar, Mark se pôs em cima dele.
– Sai. — disse Eric tentando se soltar, ao perceber que era inútil, ele começou — Eu não acredito que você fez isso, você... você...
Para a surpresa de Mark, Eric o puxou e o beijou com vontade. Mark não recusou o beijo, era calmo e doce. Se afastaram de repente e se encararam, tinham perguntas em mente mas não as fizeram.
Já era tarde quando chegaram em casa, mas os pais de Eric não tinham acordado ainda. Ele trancou a porta do quarto e suspirou.
– É isso o que você quer? — Mark pareceu preocupado ao perguntar.
– Sim. — disse Eric quando o puxou e o beijou.
Soltaram-se do beijo, os dois tinham os rostos vermelhos. Eric tirou a própria camisa e depois a de Mark, empurrou-o para a cama e se deitou sobre ele. As mãos investigavam cada parte do corpo de cada um. Então, Mark deu a volta por cima, e beijou a boca do outro com mordidas. Deixou que seus lábios percoressem o pescoço do outro, deixando marcas vermelhas, os beijos se estenderam até o peito e parou, olhou pensativo para Eric e continuou. Beijava fazendo círculos em volta do umbigo do outro, as mãos acariciando as costelas.
Mark sentou sobre o ventre de Eric, as mãos ainda nas costelas. O outro acariciava o rosto dele, sorriu.
– Você é tão lindo. — disse num sussuro. Mark sentiu-se tão bem, um alívio.
Então, continuou e quando os dois estavam satisfeitos pelo momento de prazer, deitaram-se juntos com os corpos nus um contra o outro. Eric acariciava o cabelo do outro, enquanto Mark se agarrava ao corpo do menino. Mark não podia negar que era menor e mais magro que Eric mas sentia-se tão bem junto ao outro.
– Eu amo você. — Mark disse mas em vão, o outro já estava dormindo.
Fale com o autor