Erase This
83 You Give Love a Bad Name
Notas iniciais
Estava lendo os comentarios do último capítulo da Shadows e vi algumas leitoras reclamando do drama, da demora e tal, e bom, o que eu queria dizer é: a proposta da fic nunca foi ser algo rapido e mal explicado, não sei se vocês perceberam mas há muitos capítulos inuteis pelo caminho da fic, e teram inumeros outros, porque o que nós queremos é mostrar quase um diario da vida delas junto aos garotos, e não é todo dia que alguém sofre uma forte emoção ou faz uma festa diferente.
Assim como traumas não se esvaem do dia para a noite. Não quero dizer que vamos ficar mais 80 capítulos até a Belle sair do poço de tristesa, mas certamente não vai ser em 2, 3...
Paciencia bebes, e tudo chegará a sua hora! :)
Respondi a todas as reviews do ultimo capítulo, espero ter mais para responder nesse hm?
Bjs
An angel's smile is what you sell
You promise me heaven, then put me through hell
Chains of love got a hold on me
When passion's a prison, you can't break free
Assim que sai do choque ao ouvir a porta de Anabelle bater, deixei que a raiva e decepção dominassem meu corpo, antes que Matt pudesse me ajudar a levantar do chão, disparei em direção à escada, gritando o nome de Anabelle. Cheguei a sua porta sem me preocupar em respirar direito. Soquei a porta e gritei aos sete ventos:
– SUA PIRRALHA RIDÍCULA! VOCÊ NÃO TEM O DIREITO DE FALAR ESSE MONTE DE MERDA! – soquei a porta com toda a minha força, ignorando os protestos de dor das minhas juntas – ELA SÓ QUERIA TE PROTEJER SUA IDIOTA! TE PROTEJER DA MERDA QUE VOCÊ SE ENFIOU! – chutei a porta com força o bastante para afundar de leve a madeira – E É ASSIM QUE VOCÊ TRATA AS PESSOAS QUE SE IMPORTAM CONTIGO? HEIN? RESPONDE AGORA SUA BABACA! – o silencio vindo do quarto só me irritava mais. – SAM ESTÁ MORTO! MOR-TO! – gritei com todas as forças – ACEITE ISSO E CRESÇA! TODOS TE AVISARAM QUE ISSO PODIA ACONTECER, ENTÃO CHEGA DE DRAMA! – Matt puxou meu braço e já com o peito mais leve, deixei que ele me guiasse até meu quarto.
Ele se sentou na cama, encostado a cabeceira e me puxou para seu peito, sem forças me deixei cair em seus braços que me aconchegaram. Segurei com força sua blusa e vendo minha agonia, me apertou contra seu corpo, murmurando palavras para me acalmar. Logo lagrimas molhavam meu rosto, me sentei ao seu lado, fungando e apertando as mãos uma com as outras, Matt me observava com os olhos límpidos, com a mão em minha perna fazia carinho em mim, tentei secar as lagrimas, mas era inútil...
– Por que ela tem que ser tão idiota Matt? – perguntei fungando logo em seguida – mamãe só queria proteger ela de ter mais uma imagem chocante em mente...
– Eu sei disso Mad... mas tenta se colocar no lugar dela, se fosse eu assassinado na sua frente... – levantou a hipótese, fazendo meu coração parar uma batida e depois disparar, minha respiração falhou e logo eu o abraçava forte e apertado.
– Nunca, não posso nem imaginar uma coisa dessas Matt, eu morreria junto, pediria para me matarem, não sei, mas nunca que eu viveria em um mundo sem você. – enterrei meu rosto em seu pescoço, o abraçando com as pernas também. – nunca.
– Então, você entende o que ela deve estar passando? – tornou a perguntar. – tenta relevar um pouco, os meninos estão tentando também, apesar de tudo, você tem que tentar também...
– Eu tento, eu entendo Matt – expliquei – só que ela passou, quebrou e fodeu com todos os limites possíveis, ela bateu na nossa mãe porra! – me sentei em seu colo.
– Concordo com você, ela foi longe demais, mas você não precisava gritar a realidade pra ela daquele jeito, deve ter machucado... – pegou minha mão e brincando com meus dedos continuou – mas agora já era... quer fazer alguma coisa?
– Quero... – voltei a me deitar em seu peito – dormir contigo o resto da tarde, pode ser?
– Pode... – soltou um leve riso quando apertei meu nariz contra seu peito, nos deitou melhor na cama e com seus braços me apertando, fechei os olhos aspirando seu cheiro, tentando dormir...
2 semanas depois...
Estávamos jogados na sala da casa de Brian. Seus pais tinham viajado, levando seus irmãos juntos. Bom rebelde sem causa que era, ele havia ficado e planejávamos uma festa a noite. Uma festa na piscina. Bufei me levantando do sofá em que estava deitada no colo de Matt – que estava fumando cigarros, algo que não me agradava muito.
Sentei-me na bancada da cozinha, com um copo d’água nas mãos. Olhava a janela quando outro corpo se sentou ao meu lado. Olhei para minha companhia encontrando Johnny sorrindo para mim. Enganchei meu braço ao seu e encostei minha cabeça em seu ombro.
– Eai Jojo... – cumprimentei.
– Fala Madzinha... – pegou minha mão e ficou brincando com a aliança de Matt. – to te sentindo desanimada, o que foi?
– Não to me sentindo em clima pra festas hoje, mas o Matt ta bem animado, não tenho muitas escolhas... – dei de ombros – às vezes, namorar é um saco. – completei fazendo Johnny rir.
– Não to falando de hoje, to falando dos últimos dias, você anda irritada... – explicou. – Anabelle ainda?
– Talvez... ela me irrita por continuar se afundando em depressão, faz uns dois dias que ela não sai do quarto, mamãe ta começando a considerar internar ela em algum lugar sabe? Pra ver se ela melhora, eu acho besteira, acho que ela anda precisando é de umas na cara, mas ninguém me ouve... – dei de ombros novamente.
– Quer que eu veja com os meninos se a gente pode tentar tirar ela de lá? – se ofereceu.
– Não, bem capaz dela ser uma vadia com vocês... e eu tentar homicídio em casa, sabe, tragédia familiar já encheu o saco, deixa ela quieta lá... – saltei da bancada, coloquei o copo na pia e puxei Johnny – vamos voltar para sala, eles devem estar aprontando já, silencio demais pro meu gosto.
Atravessei a porta de casa bufando. Minha tentativa de persuadir Matt a não irmos a festa na piscina falhara miseravelmente, e eu teria que ir. O pior era saber que como o meu mal humor, qualquer pessoa que eu não fosse com a cara seria motivo para deixar as coisas piores.
Subi as escadas e fui direto ao quarto de minha mãe, mas ela não estava, o que andava sendo comum, desde que Anabelle surtara, ela passava tempo demais fora de casa. Dei de ombros para o nada e fui para o meu quarto. Liguei meu som no ultimo, sem me importar que talvez Anabelle estivesse dormindo, fazia na verdade um favor a ela, já que nem musica a depressiva andava ouvindo. Coloquei o cd do Green Day no ultimo, gritando junto ao Billie as musicas, tentando me animar, fui tomar banho. Demorei o máximo que pude no banho, assim atrasaria Matt pelo menos, mas quando o mesmo começou a bater na porta do banheiro, tive que sair.
– Porra Mad! Já era pra gente estar chegando à casa do Brian! – ralhou quando abri a porta do banheiro – Você ainda ta de toalha caralho! – esbravejou bravo.
– Eu não sabia que roupa usar, estava esperando você chegar pra me ajudar a escolher! – fiz a minha melhor cara de coitada, arrancando dele uma bufada.
– Mostra logo as opções, rápido, rápido! – me apressou.
– Certo, vou escolher as opções ai você escolhe! – sorri amarelo e ele me olhou com uma carranca que deixaria muitos assustados, mas apenas lhe mandei um beijo, me virando para o armário.
Depois de muita discussão, alguns gritos de Matt, uma reclamação básica sobre eu estar sendo uma chata nos últimos dias, ele quase surtando quando eu disse que ia secar o cabelo, minha maquiagem sendo diminuída a apenas lápis e rímel, dentro de um biquíni preto por baixo de uma calça jeans e uma blusa de meio ombro, junto aos saltos – que Matt reclamava sempre que eu não queria usar em festas – rumei ao quarto de Anabelle, sob protestos de Matt sobre o horário, uma hora e meia de atraso não é grande coisa vai...
Bati na porta do quarto e forcei a maçaneta, que por um milagre divino estava destrancada. Entrei no quarto e chamei Anabelle que se escondia em meio ao edredom.
– Vai ter uma festa na casa do Brian, quer ir? – perguntei e ao receber apenas o silencio em troca completei – Um dia você vai precisar superar isso, e apesar de tudo e apesar de não gostar do Sam, tenho certeza que ele não ia gostar de te ver desse jeito, nem que fosse por ele. – vi o monte se remexer na cama e finalizei – Você conhece o caminho, não me espere acordada...
Assim que entramos na festa, Matt me soltou e foi se juntar aos amigos, ele estava puto comigo, por eu ter enrolado tanto. Dei de ombros e me sentei no sofá da sala de Brian, armada de uma garrafa de cerveja engatei uma conversa animada com uma garota estranha.
Depois da sétima garrafa de cerveja vazia, dei conta que Matt não estava mais ao alcance dos meus olhos, para falar a verdade, a maioria das pessoas na festa estavam do lado de fora, na piscina. Levantei-me e junto a minha nova amiga fui para a área de lazer dos Haners, e a pior cena possível se desenhou a minha frente.
Os garotos, Zacky, Brian, Jimmy e Matt estavam sentados em cima de mesas visivelmente bêbados, e Johnny segurava uma garota pelo braço, a indicando o caminho a desfilar em frente às mesas. O resto das pessoas riam, aplaudiam, de dentro e de fora da piscina. Até aí tudo bem, tudo uma brincadeira, até que Brian se levantou na mesa e gritou que as selecionadas iam fazer outro desfile, nuas.
Embasbacada, observei as cinco garotas selecionadas arrancarem os biquínis em frente a todos, sem o menor pudor. Comecei a empurrar as pessoas que estavam na minha frente, abrindo caminho até os futuros mortos, os jurados daquela palhaçada.
Parei em frente aos quatro, Johnny segurando a segunda “modelo”. A primeira ainda teve a cara de pau de me abraçar, nua, sabendo que eu era a namorada de Matt jogou um beijo para ele e disse que ela sabia fazer coisas com mulheres também. Matt me lançou um olhar esperançoso e bufando empurrei a garota na piscina. As pessoas riram e outras gritaram para eu também tirar a roupa, fazendo Matt olhar feio em algumas direções. Peguei os biquínis do chão e joguei em direção as outras garotas, gritando para Johnny mandar elas se vestirem. Os garotos protestaram, dizendo para eu não cortar a alegria deles, mas os ignorei, me virei para Matt e controlando o tom de voz pedi:
– Você vai levantar a sua bunda da mesa agora, sorrir como se nada tivesse acontecido e vamos embora. – pedi no auge da minha raiva controlada.
– Ah Mad! – pegou meu braço – Para de ser chata! – me puxou para seus braços – Me ajude a escolher a mais gostosa! – bufei e me soltei.
– Sanders, eu estou me controlando para não fazer um barraco neste exato momento, mas se você quiser que eu grite tudo que ta entalado neste exato momento, só falar.
– Madson, eu não vou embora agora. – respondeu parecendo mais sóbrio do que estava – Eu quero curtir com meus amigos um pouco porra! Eu não to fazendo nada de errado! Você nunca reclamou que eu olhasse outras garotas, por que isso agora?
– Porque você deliberadamente pediu para elas ficarem nuas na sua frente?! – minha voz quase saiu do controle no final, chamando atenção de algumas pessoas que estavam perto, além de deixar os outros garotos mais petrificados do que já estavam.
– Não fui eu quem pediu! – apontou para o Brian – Foi ele! Juro Madson!
– FODA-SE! – gritei, logo em seguida apertando meu cenho controlei a voz novamente. – Vamos embora, agora!
Matt bufou e saltou da mesa, a empurrando com as mãos para trás, quase a fazendo cair. Saiu andando sem olhar para trás, lancei um olhar maléfico aos garotos, deixando claro que depois conversaríamos sobre o episodio, fui atrás do meu namorado rebelde.
Chegamos ao carro e Matt bateu a porta com força, bufando e apertando o volante, arrancou fazendo os pneus do carro cantarem. Cruzei os braços e continuei em silencio olhando para frente. Não ia dizer uma palavra sequer até chegarmos em casa, ele dormiria na minha casa essa noite, já que seus pais estavam com visitas na casa dele, ocupando o quarto dele também. Assisti poucas ruas que separavam a casa de Brian da minha correrem, e assim que o carro encostou na garagem, pude finalmente falar.
Shot through the heart and you're to blame
You give love a bad name
I play my part and you play your game
You give love a bad name
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