Erase This

47 The Technicolor Phase


Notas iniciais
OI GEEEEEEEEEEEEEENTE. Hhudushuahsushau tudo bom com vocês?
EU TO ÓTIMA VIU, PORQUE A GENTE JA CHEGOU AOS 600 REVIEWS E EU SÓ TENHO A AGRADECER VOCÊS, DEMONIOS DA MINHA VIDA!
Em especial, agradecer a maarysargi que começou a ler a fic semana passada e esta comentando em TODOS os capítulos, você é linda, e se sinta beijada quando chegar aqui kkkkkkk
SIGAM O EXEMPLO DELA DEMONIOS INVISIVEIS, e apareçam. :D
De mais a mais, bom capítulo! :D
roupa da Mad: http://fashion.me/looks/2097996/aniversario-anabelle

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I am the green in the grass that bends back
from underneath your feet.
And I am the blue in your back alley view
where the horizon and the rooftops meet.

Duas semanas depois...

- PORRA JIMMY! – gritei – É FELIZ ANIVERSÁRIO, NÃO FELIZ AVERSARIO! – Jimmy estava tentando pregar as letras certas na parede da sala de jantar, e falhava miseravelmente.

- AH, MAS QUE MERDA! – gritou de volta – AS LETRAS ESTÃO FUGINDO DE MIM!! – se defendeu – GRITA COM ELAS MAD! – desceu da escada e começou a jogar as letras na parede, xingando as mesmas.

Neguei com a cabeça e me dirigi para a cozinha onde mamãe preparava salgadinhos. Iríamos pedir varias pizzas quando Anabelle chegasse. Brian havia sumido com ela no sábado de manhã e voltado à tarde, quando a mesma havia decidido ir à casa do tal do Sam – que andava sumido graças a Deus -. Estávamos em casa, tentando arrumar tudo. Brian e Johnny enchiam as bexigas, e eu podia ouvir a tosse de Brian a cada duas ou três bexigas cheias. Zacky e Matt colavam as bexigas onde eu pedia e Jimmy lutava contra as letras que precisavam ser coladas na parede. Seriamos apenas nós e mamãe, e claro, havia a possibilidade de Belle chegar com a cenoura, mas eu rezava para que isso não acontecesse.

- Filha, eu preciso que alguém vá buscar o bolo para mim – pediu mamãe quando tirava mais alguns salgados do óleo quente. – Você pode ir com algum dos meninos?

- Tá, vou ver se o Brian vai comigo... – e caminhei em direção à sala, que estava cheia de bexigas cheias, Johnny sentado no chão ria da cara de Brian que dramatizava falta de ar segurando mais uma bexiga. – vai comigo buscar o bolo? – pedi fazendo cara de cão sem dono.

- AH! ISSO É ESCRAVIDÃO, PEDE PRO SEU NAMORADO PORRA! – gritou mostrando que a falta de ar era passageira.

- CALA BOCA, VOCÊ VAI E PRONTO! – gritei de volta jogando uma almofada em seu rosto. – A menos que queira emprestar o carro pro Matt – sorri maliciosa.

- NEM FODENDO, MEU CARRO NÃO É MOTEL SEUS PUTOS. – e se calou com mais duas almofadas que joguei. – Vamos logo... – e se levantou procurando as chaves. Sorri e pisquei para Johnny que bebia uma coca no momento, sim, eles não iam beber hoje. Minha mãe era legal, mas nem tanto...

- MAAATT! – gritei e ouvi-o gritando de volta da sala de jantar, fui até lá e o encontrei ajudando Jimmy com as letras – Puta merda Jimmy, precisou de ajuda?! – ele mostrou o dedo do meio para mim e eu mostrei a língua. – Vou buscar o bolo com o Brian tá bom? – avisei Matt que estava em cima da escada, bati em sua bunda e apertei a mesma olhando para Jimmy que ria.

- Ei, olha o abuso! – riu Matt.

- Bate nisso aqui depois Jimmy — comentei olhando para ele –, durinha cara, orgulho! – apertei de novo e gargalhei junto de Matt.

- Apertarei Mad, com vontade. – respondeu fazendo cara de gay com a mão embaixo do queixo mandando beijo.

Gargalhei e me dirigi à sala, dando tchau no caminho para Zacky e Johnny. Encontrei Brian já dentro do carro com um cigarro nos lábios. Entrei no banco de passageiro e abri o vidro, odiava o cheiro de cigarro.

- Onde que é? – perguntou Brian dando a partida.

- No centro – passei o endereço e o mesmo assentiu, sabendo onde era. – O que vocês fizeram hoje de manhã Brian? – perguntei olhando para a janela.

- Ah... Levei-a pra praia, a gente conversou um pouco, mas ela ainda tá meio estranha, se aproximando de novo aos poucos... – comentou olhando para os lados da avenida antes de atravessá-la.

- O que você sente pela Belle Brian? – perguntei direta olhando para ele que bufou e se remexeu no banco desconfortável.

- Não sei beleza? – respondeu tão direto quanto eu, eram boas as nossas conversas, sempre francas.

- Me promete uma cosia – e esperei a resposta, que veio em um ‘hm’ – Não machuca ela de novo ta bom? – pedi e ele olhou para mim – Evita ficar com a Michelle na frente dela, e se você não pretende ter nada com ela, não fica dando esperanças sabe?

- Eu sei Mad, o problema é que eu ainda não sei o que fazer... Quando decidir pode ter certeza que você vai ser a primeira, a saber. – e sorriu me mandando um beijo.

- Bom mesmo. Não quero ter que te matar... – comentei causando um riso em Brian.

Liguei o rádio e fomos ouvindo a musica até a doceira onde minha mãe havia encomendado o bolo. Desci do carro e toquei a campainha da casa da doceira. Logo uma simpática senhora atendeu e me pediu para entrar. Entrei na casa e esperei na sala enquanto ela ia buscar o bolo. Depois de uns 5 minutos de espera ela voltou trazendo um grande embrulho de papelão, peguei o bolo com cuidado e fui para o carro.

Brian me ajudou segurando o bolo para que eu entrasse. Mamãe tinha levado a sério quando eu disse que os meninos comiam muito, o bolo era enorme e pesado. Voltamos rapidamente para casa. Ao sairmos do carro Brian carregou o bolo para mim, fui entrando na frente para evitar que qualquer acidente acontecesse.

A sala já estava repleta de bexigas coloridas, mamãe tinha feito os meninos arrumarem o sofá e as poltronas de forma que tivesse mais espaço para colocar algumas cadeiras. O som do meu quarto estava na estante com a TV e a mesa de centro da sala estava repleta de salgados e copos e doces, cheia de enfeites espalhados. Dirigi-me para a cozinha e no caminho vi a sala de jantar, estava com as letras finalmente coladas de forma certa, mais bexigas e a mesa tinha mais salgados, doces, pratinhos e um lugar reservado no meio para o bolo.

Entramos na cozinha e encontramos os quatro sentados na bancada da cozinha e minha mãe servindo eles com salgadinhos e refrigerante.

- Que isso mãe? – comentei roubando uma bolinha de queijo de Johnny que bateu na minha bunda – Virou babá de marmanjo agora? – e ri.

- Eles arrumaram tudo Madson, só estou retribuindo o favor – explicou pegando o bolo das mãos de Brian e o colocando na geladeira.

- Vai falir se for alimentar eles... – e roubei uma coxinha de Jimmy, ele foi mais longe, passou o braço pelo meu pescoço e me puxando me deu um cascudo na cabeça. – Solta capeta! – e empurrei-o, indo finalmente até Matt que sorriu para mim e se afastou da bancada e me puxou me colocando no meio de suas pernas, virada para a bancada.

- Tia, você cozinha bem de mais, vou te roubar. – elogiou Zacky – A Mad o Matt já roubou pra escravizar na cozinha, mas eu sei que a senhora ta solteira, eai, quer casar comigo? – pediu fazendo cara de fofo e olhando para minha mãe que riu alto com as bochechas coradas.

- Ah Zachary – riu minha mãe cheia de vergonha –, se você fosse mais velho, quem sabe? – levantei uma sobrancelha – Mas você é jovem ainda, tenho certeza que vai achar alguém para cozinhar pra você.

- Essa coisa ai já achou mãe, o problema é que é um traveco inútil! – joguei uma coxinha mordida nele que me olhou irritado, dei de ombros e tomei coca.

- Ela não é um traveco Madson, a gente já discutiu isso. – resmungou.

- Você discutiu, eu não revidei por preguiça. – Mordi uma esfirra e vendo que era de carne enfiei na boca de Matt. – você merece algo melhor.

- E o que seria melhor? – perguntou Jimmy.

- EU! – gritei levantando o copo, Matt engasgou atrás de mim e todos gargalharam – Poligamia é o que á amor!! — falei para Matt enquanto batia de leve nas suas costas.

- Se for assim, avisa que eu arranjo mais mulheres. – comentou meio bravo.

- Nem a pau! – olhei para ele brava. – Divido meus homens não.

- Então você pode ter esse monte de cueca pra você e ninguém mais pode ter outra mulher? – perguntou Brian bebericando seu copo.

- Exatamente. Só eu sei cuidar direito de vocês crianças. – sentenciei levando uma mordida no ombro.

- Matthew, acho lindo vocês juntos, mas pare de morder minha filha, ela vai ficar com marcas eternas. – comentou mamãe servindo mais coca a Johnny. Olhei para Matt e ele estava vermelho.

- Só mordo quando ela começa a falar besteira... – respondeu Matt abraçando minha cintura.

- Então você terá marcas eternas Madson. – disse mamãe, causando riso geral.

- Ai mãe, você é tão engraçada – revirei os olhos – Vou tomar banho, preciso me arrumar. – sai do aperto de Matt e subi para meu quarto.

Ao chegar ao meu santuário, tirei a roupa e a deixei jogada na cama. Ah, sim, meu colchão NOVO, porque depois de Anabelle ter jogado coca cola com pimenta eu fiz um drama gigante com mamãe até ela comprar outro novo, Ana havia ficado revoltada com isso, porque ela não ia ter colchão ou travesseiro novo. Enfiei-me na água morna e lavei o cabelo. Não demorei no banho e logo estava no quarto procurando alguma roupa. Olhei pela janela e já anoitecia, enfiei o braço para fora da janela para constatar a temperatura e não estava frio, mas não fazia calor também. Abri o guarda roupas e tirei de lá uma calça jeans e uma bata listrada de preto e branco. Calçava uma sapatilha quando alguém bateu na porta. Gritei para que entrasse e secava um pouco o cabelo com a toalha quando Matt se sentou ao meu lado na cama.

- Fala Matt... – sorri para ele e parei de mexer no cabelo.

- Hoje é aniversario da Belle... – começou e mexeu no bolso da bermuda – Mas eu trouxe um presente pra você também. – e puxou um cordão de prata.

- Ai meu Deus Matt! – eu tinha certeza que estava vermelha, peguei o cordão e olhei o pingente, era um daqueles de metades, só que no lugar do coração, uma caveira quebrada ao meio. – É lindo! – o abracei – Obrigada!

- Me deixa por em você... – me virei de costas e levantei o cabelo. Matt passou o cordão pelo meu pescoço e com certa dificuldade colocou, dando um beijo na minha nuca em seguida.

- Eu amei Matt, obrigada mesmo. – o abracei de novo e murmurei com a testa encostada na sua.

- Que bom estava com medo de você achar brega... – e riu envergonhado passando os braços pela minha cintura.

- Mas por que isso agora? – perguntei – E onde tá a sua metade?

- Eu vi numa loja do centro e achei a sua cara – deu de ombros – A minha metade tá aqui ó – e puxou sua corrente me mostrando a outra metade pendurada no fecho. –, ia ficar gay se eu colocasse na frente.

- Ia mesmo – comentei dando um selinho nele. Matt sorriu e me beijou, mas logo nos separamos.

- Preciso ir pra casa me arrumar. – murmurou emburrado – Os caras vão se arrumar lá em casa também, minha mãe vai brigar comigo se não for logo com eles.

- Eu sei – ri e dei outro selinho. – Vai lá, eu vou secar o cabelo.

- Até mais tarde Mad... – se levantou e saiu do quarto. Continuei sentada na cama, mordi o lábio e olhei de novo a caveira, beijei o pingente e fui secar o cabelo...

If you cut me I suppose I would bleed the colors of the evening stars.
You can go anywhere you wish cause I'll be there,
wherever you are.

Notas finais
Musica do Owl City, as músicas são muito fofas, acho que vão gostar. :D
AH, eu ainda não respondi aos reviews e não vou responder hoje, tenho que ler um livro inteiro para amanhã. Me desejem sorte.
BEIJOS!