Notas iniciais
Eae galera, demorei pq tinha esquecido que tava na minha vez de postar, foi mal kopskpoaskopsakopskaop
Feliz 2012 pra vocês :*
roupa da mad - http://www.polyvore.com/some_say/set?id=40086407&.locale=pt-br

Think before you make up your mind
You don't seem to realize
I can do this on my own
And if I fall I'll take it all
It's so easy after all


Esperei Ana pular pela janela e dei um beijo em sua testa, dizendo para ela ir direto para casa de Jimmy, que mais tarde eu ligaria lá para falar com ela. A mesma assentiu e saiu andando na direção da casa de Jimmy. Respirei fundo e atravessei a rua, eu sei, ir pra casa do seu vizinho da frente é bem idiota quando se quer fugir de casa. Mas os pais de Matt não estavam, tinham viajado para acompanhar Amy em um jogo de basquete em NY. E ele com certeza não falaria para minha mãe que eu estava lá...

Apertei a campainha e esperei ansiosamente a porta ser aberta. Assim que Matt apareceu na porta – apenas de bermuda e cabelo ainda molhado do banho, pulei em seu colo, chorando em seu ombro. Ouvi o mesmo soltar um surpreso ‘oh!’ e fechar a porta, ainda comigo no colo.


– O que aconteceu Mad? – perguntou acariciando meu cabelo.

– Minha mãe é uma bruxa! Eu não quero ver ela nunca mais Matt... – choraminguei agarrada ao seu pescoço.

– Mas o que aconteceu? – perguntou novamente me afastando um pouco para olhar meu rosto – E essa mochila nas costas?

– Eu não vou mais ficar em casa Matt, não quero mais ver a minha mãe nunca mais. – expliquei enquanto ele me carregava até o sofá da sala, nos sentando no mesmo – Se você deixar eu fico aqui contigo enquanto seus pais estiverem viajando, depois sei lá... Vou procurar emprego e um lugar pra morar com a Ana. – afirmei convicta.

Matt riu alto da minha explicação, me deixando completamente brava. Sai de seu colo e cruzei os braços, esperando ele explicar o motivo do riso.

– Mad, gata, você tem doze anos ainda, vai fazer treze. Onde você acha que conseguiria trabalho? – perguntou com a cabeça encostada no sofá.

– Não sei Matt! – exclamei me levantando e jogando a mochila no sofá – eu só sei que não quero mais ficar perto daquela... Daquela uma lá. – completei.

– Onde está Belle? Ficou em casa com a sua mãe? – voltei a me sentar e Matt me puxou para perto, passando o braço em minha cintura.

– Não, a mandei pra casa do Jimmy, minha mãe não sabe onde é e pelo menos lá ela vai se distrair um pouco, você sabe... Jimmy é um palhaço nato, não vai deixar ela triste. – comentei me aconchegando em seu abraço.

– Certo... Agora você pode, por favor, me explicar o que aconteceu? – pediu.

– Quando chegamos, minha mãe surtou ao ver os piercings, falou que eu era má influencia para Belle e que eu parecia uma drogada... – contei com a voz baixa, tentando não deixar as lágrimas voltarem.

– Sua mãe é uma idiota... – comentou Matt passando o nariz na minha bochecha e vindo me dar um selinho, mas como o lábio do mesmo ainda estava inchado e dolorido, o selinho acabou em uma careta dele e um riso fraco meu.

– Eu sei... E quando ela vier aqui, você vai fingir que esta preocupado e vai falar que vai me procurar, quando na realidade eu vou estar quietinha no seu quarto pra ela não me descobrir. – pedi olhando no fundo de seus olhos verdes, que no momento estavam com as pupilas dilatas.

– Sim senhora... – respondeu e logo se levantou – estava indo descongelar alguma coisa para comer, vai tomar banho e depois vem pra cozinha que hoje eu faço a janta, amanhã o almoço é contigo, mulher minha tem que saber cozinha Mad, me surpreenda. –disse enquanto me puxava para seus braços – Não tenho sorvete e chocolates, mas talvez algo alcoólico na geladeira e eu mesmo pra você abusar, espero que seja o bastante para não te deixar mal com essas paradas ai da sua mãe...


– É tudo que eu preciso... – respondi roçando meu nariz no dele, dei um beijo no canto de sua boca e subi as escadas para seu quarto junto a minha mochila.


Entrei em seu quarto e me deparei com uma bagunça maior que a minha, a toalha jogada sobre a cama e as roupas espalhadas. Neguei com a cabeça e em menos de dois minutos já tinha juntado todas as roupas em um canto do quarto e pendurado a toalha no encosto da cadeira da escrivaninha. Entrei em seu banheiro e outra bagunça se encontrava naquele lugar, ajeitei do melhor jeito possível e peguei uma toalha nova no armário abaixo da pia, logo tirando minha roupa e o biquíni, deixando tudo em cima da privada para pendurar depois...


Enfiei-me no chuveiro e não demorou nem dois minutos para me desabar em lágrimas. Essa era uma das situações em que eu facilmente me cortaria, mas não queria fazer aqui de novo, eu não me machucaria por causa de palavras estúpidas de uma mente insana. Respirei fundo e comecei a lavar o cabelo. Depois de dez minutos já saia do banho.

Sequei-me e torci o cabelo para tirar o excesso de água. Sai para o quarto de Matt junto as minhas roupas sujas, as joguei no canto junto das roupas dele e fui procurar meu pijama na mochila. Bufei e me amaldiçoei, tinha esquecido os malditos pijamas. Coloquei uma calcinha – preta com lacinho rosa, por alguma luz divina só tinha pego langeries bonitinhas – e fucei no armário de Matt até achar uma camiseta confortável para dormir. Coloquei uma de suas camisetas pretas de banda que ficou batendo um pouco acima do meio da minha coxa e enxugava meu cabelo com a toalha quando ouvi a porta ser aberta. Olhei para trás e Matt me observava com os braços cruzados encostado no batente da porta.

– Esqueci meu pijama, não tem problema eu usar uma camiseta sua né? – perguntei passando a mão no meu cabelo meio embaraçado.

– Na verdade tem, eu nunca mais vou usar essa camiseta. – comentou vindo à minha direção e me abraçando – Ela é sua agora, ficou perfeita em você. – riu baixo e beijou o topo da minha cabeça – A comida esta pronta, vem... – e puxou minha mão.

– Eu preciso pentear o cabelo, onde fica a sua escova? – disse me soltando.

– No banheiro, vem logo Mad! A comida vai esfriar – avisou saindo do quarto.


Penteei meu cabelo e logo me dirigi à cozinha, Matt me esperava lavando a louça que usou para descongelar uma lasanha que jazia em cima da mesa, junto a dois pratos, talheres, copos e duas cocas colas zero lata. Abracei sua cintura de costas e encostei a cabeça no meio de suas costas. Mesmo sem camisa ele tinha a pele quente...


– Você sabia que lasanha é meu prato favorito? – perguntei mordendo suas costas.

– Talvez um passarinho tenha me contado... – esclareceu se virando e me abraçando. – queria te beijar, mas minha boca ainda está meio dolorida... – resmungou – Você podia escolher outro dia pra vir dormir aqui, um que eu pudesse te beijar e morder a vontade.

– Reza pra amanhã já não estar dolorido, ai a gente fica o dia inteiro deitado na sua cama e eu deixo você me morder e beijar a vontade. – ri de seu bico e beijei seu queixo, soltando-me de seu abraço e indo para mesa perguntei – O dos mamilos não estão doendo?

– Quase nada... mas se você quiser dar beijinho pra sarar... – comentou sorrindo sacana.

– Você não presta Sanders... – sorri para ele que se sentou à mesa com cara de criança esperando enquanto eu o servia.


Comemos em meio a brincadeiras e depois lavamos a louça, juntos. Era quase meia noite quando nos deitamos na cama de Matt e o mesmo começou a cantarolar uma canção que eu não conseguia e nem pude conhecer, que antes mesmo do colchão esquentar com nossos corpos eu já dormia.


Acordamos uma hora depois, com a campainha tocando loucamente. Assustei e antes que Matt se levantasse, o avisei que podia ser minha mãe. O mesmo assentiu e ainda meio sonolento foi atender a porta. Sentei-me na cama e com as mãos apertando o coração esperei Matt voltar. Dez minutos depois ele voltou e se deitou me puxando para seu peito. Ainda apreensiva me deitei e perguntei o que tinha acontecido.


– Ela estava chorando, procurando por você, me pediu para ligar para casa dos nossos amigos ou ir aos lugares que geralmente vamos e dar notícias se souber de algo... Na boa Mad, ela falou um monte de besteiras, mas ela é sua mãe, você devia relevar as coisas um pouco... – murmurou já de olhos fechados.

– Não sei se consigo Matt... – comentei enquanto enfiava minha cabeça na curva de seu pescoço.

– Amanhã a gente conversa sobre isso gata... Agora dorme que tá tudo bem... – terminou me dando um beijo no ombro e me puxando para mais perto.


E assim eu dormi nos braços dele, sem sonhos, apenas dormi...



Believe me 'cause now's the time to try
Don't wait, the chance will pass you by
Time's up to figure it out
You can't say it's too late

Notas finais
Musica dos lindos do Sum 41, espero que tenham gostado, espero vcs nos reviews. :*