Erase This
66 Sick
Notas iniciais
p.s. se eu fosse vocês realmente leria o cap ouvindo a música http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=dmlYYDWaVtQ#! porque a letra indica muito sobre o futuro da fic...
Sick of it all, sick of it all
We will not follow
Sick of it all, sick of it all
– Hoje não Mad, to com cólica. – pedi com bico enquanto ela puxava o edredom de meu corpo.
– Cólica? Desde quando você tem cólica Ana? E se tiver existe remédio...
– Já faz alguns meses sabe, mas ninguém percebeu... né Mad. – resmunguei me apoiando nos cotovelos e ela virou os olhos, entediada.
– E eu lá tenho que saber quando você começou a sangrar Belle? Por Deus! Levanta a bunda da cama que eu vou pegar o remédio pra você. – bufei irritada e andei em passos lentos para o banheiro.
Resolvi tomar um banho, mas infelizmente rápido, pois Mad começou a encher o saco pra eu sair. O bafo no banheiro me provocava náuseas, assim, abri a porta bruscamente procurando ar.
– Pensei que tinha descido pelo ralo... – comentou Mad chacoalhando uma camiseta nas mãos. – Separei sua roupa, ali em cima está o remédio. – a roupa estava esticada sobre a cama.
– Nossa Mad com você desse jeito nem sinto falta da mamãe... – ela riu saindo do quarto.
Vesti as roupas tomei o remédio e fui ajeitar o cabelo que pingava em água, não tendo muitas opções em mente acabei apenas penteando e prendendo uma parte para trás com uma presilha.
– Não tem panqueca hoje? – perguntei enquanto ela despejava o leite em minha tigela com cereal.
– Não. – dei uma colherada no conteúdo, emburrada.
– Você só faz panqueca quando o ogro tá aqui! Não é justo! – reclamei de boca cheia e ela riu.
– Ai que chatinha que você tá hoje Anabelle, acho que seu problema é o Gates... – dei outra colherada raivosa e ela riu.
– Não ria! – exclamei brava.
– É feio falar com comida na boca... – murmurou enquanto lavava sua tigela suja.
– Foda-se! – joguei a tigela vazia na pia e agarrei minha mochila jogada perto da mesa, passando-a pelos ombros.
–Ei! Aonde você vai? – perguntou me alcançando enquanto eu ultrapassava rápido a porta.
– Vou pra merda da escola. – meu humor realmente não estava dos melhores.
– Senhorita má, você não pode ao menos tentar ser menos brava com a vida? – perguntou com as mãos na cintura, acabei voltando para dentro de casa e me jogando no sofá mais próximo da sala.
– Estou cansada Mad... Só isso. – resmunguei fechando os olhos.
– Cansada de quê? – perguntou se sentando ao meu lado.
– De tudo... Escola, Brian, Sam, Sam, Sam... – repeti o nome do ruivo como se fosse um eco.
– Escola não tem o que fazer. Brian... Bom, esse eu realmente não sei do que você está cansada Anabelle, você pisa a bola com ele, é sempre você, e ele... – não deixei que ela terminasse.
– Ok, então me diz como sempre sou que piso na bola, se naquela maldita festa ele teve a cara de pau de dizer que me odiava e depois me beijar? – cuspi as palavras logo depois enterrei a cabeça entre as mãos.
– ELE TE BEIJOU? – gritou minha irmã um tanto empolgada.
– Aham... Mas esse não é o problema Mad, antes de tudo ele disse que me odiava sabe... Doeu. – ela puxou meu rosto.
–Ódio e amor são sentimentos fortes Ana, tão fortes que caminham juntos, lado a lado... A diferença é que quando bravos odiamos, mas não significa que deixamos de amar, entende? – explicou paciente fazendo-me refletir.
– Você está querendo dizer que o Brian me ama? É isso? – perguntei sem dar muita importância.
– Pense um pouco Ana... apenas pense. – murmurou antes de se levantar para atender a porta que gritava na campainha. – Ah e antes que eu me esqueça, não preciso nem me pronunciar a respeito do Sam certo? Você já sabe minha opinião sobre ele e essa hora da manhã não é boa para barracos... Espero que você descubra por si só quem ele realmente é.
Tampei o rosto com as mãos escondendo meus olhos que lacrimejavam e ouvi duas vozes distintas conversando com minha irmã... Logo depois a mesma gritou para que eu saísse, pois “os” meninos já estavam nos esperando.
Num longo suspiro me obriguei a levantar e segui para porta, antes de chegar até lá já sabia que Brian e Matt nos aguardavam.
Logo que atravessei a porta Syn andou até mim, jogando o cigarro no chão, andei para trás evitando contato... A decepção tomou seu rosto, Mad o puxou pela mão e sussurrou algo em seu ouvido. Ele suspirou e começamos a caminhar.
Mad e Matt agarrados, Brian na mesma linha deles só que um pouco afastado e eu andando para trás. Estava tão dispersa que não notei sua aproximação.
– Quer dizer então que você não está tendo um bom dia? – perguntou abrindo um sorriso nos lábios.
– Mais ou menos isso. –respondi sem empolgação.
– Vai ao ensaio hoje? – era nítido que ele tentava não deixar com que o silêncio se apossasse do tempo que nos restava até chegar à escola.
– Não sei, provavelmente não. – sua respiração se tornou um tanto descompassada e ele comprimiu os lábios, com certeza estava tomando coragem para dizer algo.
– Belle, — chamou segurando meu braço e fazendo-me parar. – você tá a fim de sair hoje à noite? – por um minuto pensei que meus músculos congelariam, lutei para respirar enquanto meu cérebro trabalhava vagarosamente em busca de palavras.
– Sair pra onde Syn? – perguntei disfarçando uma risada nervosa.
– Não sei, eu pensaria em alguma coisa... Mas o que você acha? – perguntou esperançoso.
– Pode ser...
– Ok, as oito esteja pronta. – ele me lançou uma piscada e eu jurei que meu estômago poderia explodir com o acumulo de borboletas que se fez nele, corei um pouco.
Sinal do intervalo...
–Todo mundo passando o dinheiro ai... – pediu Mad se enfiando no meio da roda, todos depositaram a quantia na mão dela.
– Quando vocês vão comprar? – perguntou Brian.
– Hoje. Vou com a Belle.
– Você realmente espera que eu te deixe ir sozinha com Belle para o centro? – indagou Matt com uma das sobrancelhas arqueadas enquanto colava a namorada em seu colo.
– Ai amor a gente não vai morrer! – exclamou Mad rindo, todos observavam a conversa do casal, tinha até parado de comer freneticamente as balas de iogurte apenas para prestar mais atenção nos dois.
– E se algum maluco pega vocês na rua? Nem fodendo vocês vão sozinha, no fim de semana vamos todos juntos.
– A compra para os ingressos acaba hoje! – rebateu a morena em seu colo.
– Conversa... Têm caras que vendem na porta. – ela revirou os olhos. – Não adianta Mad, vocês não vão sozinhas e pronto! – terminou por dizer imponente e eu resolvi intervir.
– O Rev vai com nós não é? – puxei Jimmy pelo braço ele se preparou para dizer não, mas cravei as unhas em sua pele e ele assentiu repetidas vezes.
– PORRA BELLE, TÁ NA HORA DE APARAR AS UNHAS! – ri dele enquanto o mesmo massageava o braço afetado.
– Tá vendo Matt o Jimmy vai com a gente, não precisa se preocupar. – ele parou por um momento como se analisasse a situação.
– Tudo bem. – assentiu contragosto e Mad lhe beijou os lábios.
O resto do intervalo seguiu-se tranquilo, já era o segundo do dia, o que significava que o sinal para a saída se aproximava. E quando o mesmo tocou, caminhamos eu, Jimmy e Mad para o ponto de ônibus onde pegaríamos o mesmo para que fôssemos levados até o centro.
– Gente, vamos passar em frente à academia que o Matt vai? Quero fazer uma surpresa pra ele. – Mad pediu animada enquanto eu e Jimmy andávamos que nem camelos perdidos.
Compramos o ingresso no centro, mas infelizmente calculamos o dinheiro errado e não tínhamos de passagem para volta, assim teríamos que cruzar praticamente a cidade a pé... Rev e eu já tínhamos as pernas quase decepadas enquanto Mad pulava animada, pelo jeito sexo com ogro havia aumentado seu condicionamento físico.
– Vamos Mad, vamos... –murmuramos uníssono e ela gritou um “uhul”.
Eu e Jimmy nos apoiávamos pendia na cintura dele e o mesmo parecia chumbo apoiado em meus ombros, minha irmã empolgada estava a cinco passos de distância de nós, relutando para caminhar moderadamente.
Finalmente chegamos em frente a academia, joguei-me na calçada mais próxima e fui seguida por Jimmy que se sentou também. Mad estacou no meio da rua, não dei atenção a princípio, mas depois levei o olhar para a bendita academia.
Lá estavam Matt e Val, ela dizia algo que lhe fazia rir ao mesmo tempo em que se insinuava passando a mão nos braços que Matt exibia. O traje de academia da vadia era digno do apelido, e os cabelos estavam brancos num loiro extremamente brega.
Olhei para Jimmy que entendeu meu recado e mais cansados do que boias-frias, levantamos correndo atrás de Mad que já se aproximava dos outros dois.
– Agora eu entendo o que você tanto faz nessa academia... – murmurou ela trazendo a atenção dos dois. – Já te disseram que nem academia dá jeito nas suas banhas vadia? Esse macacão deixa até suas estrias expostas de tão transparente. – eu e o lombriga, rimos atrás de minha irmã enquanto Val se indignava.
– Você poderia controlar essa pirralha Matt? – pediu com voz manhosa.
– PIRRALHA? QUERO VER VOCÊ ME CHAMAR DE PIRRALHA QUANDO MINHA MÃO ESTIVER ARRANCANDO ESSE SEU CABELO DE PALHA! – vociferou a morena. – SINCERAMENTE MATT, COM TANTAS MULHERES NA ACADEMIA VOCÊ RESOLVEU PEGAR JUSTO O LIXO? VIROU LIXEIRO QUERIDO? NÃO FOI ASSIM QUE TE ENSINEI... – Matt andou até ela segurando-lhe pelos braços.
– Mad você está entendendo errado, eu e a Val estávamos apenas conversando e...
– MARCANDO O HORÁRIO PRA VOCÊ COMER ELA NÉ SEU NINFOMANÍACO! PENSEI QUE IA ESCOLHER MELHOR ONDE ENFIAR SEU PAU E NÃO NO PRIMEIRO BUEIRO QUE APARECESSE!- gritou interrompendo o namorado enquanto eu e Jimmy observávamos de camarote o show, e o pessoal de dentro da academia também.
– OLHA LÁ COMO FALA COMIGO MINI-PROJETO DE TRAVESTI!
– Você vai deixar ela falar assim com você Mad? – indaguei provocando enquanto a mesma se direcionava a loira com um olhar felino, prestes a arrancar-lhe a cabeça.
– Para com isso, não vale a pena se sujar com pouca bosta. – pediu Rev e logo depois ouviu o sonoro tapa que dava início a briga.
Val caiu no chão e Mad subiu em sua cintura, aquela briga seria... Interessante! A loira embaixo dela foi estapeada enquanto Matt tentava tirar a outra de cima.
– SEU OGRO! VAI DEFENDER A VADIA AGORA? CANALHA! – ele arregalou os olhos assustados e eu continuei. – VAI MAD ACABA COM A VADIA MOSTRA PRA ELA QUEM MANDA NA CASA! DESFIGURA O ROSTO PLÁSTIFICADO DELA! – estimulada comigo, ela fechou a mão em punho e acertou o olho esquerdo da Val, satisfeita saiu de cima e lhe deu mais alguns chutes no abdômen.
– Isso é pra você aprender que comigo ou não, o Matt nunca será seu! – ela cuspiu na cara da loira que estava estatelada no chão chorando.
– MADSON? VOCÊ ENLOUQUECEU? – perguntou o grandalhão abaixando para socorrer a vadia.
– Isso Sanders, socorre ela, aproveita e lambe o cú dela também, mas nunca mais, NUNCA MAIS, me procure! – terminou por dizer calma demais até e saiu andando para o nosso antigo caminho.
– VOLTE AQUI MAD! MAD! – Matt gritava andando atrás dela que correu para que o mesmo não a alcançasse.
– Está vendo seu estúpido? Olha o que você fez! Espero que ela nunca te perdoe! – lhe roguei a praga enquanto Jimmy me arrastava pela cintura.
– Porra a Mad deve tá muito mal, mas não vou conseguir alcançar ela, faz isso por mim Jimmy, não quero que ela faça qualquer besteira andando sozinha por ai. – pedi enquanto via a mesma parecer uma pulga correndo rápido pela rua. – Eu vou ficar bem, vou passar no trabalho do Sam e ele me leva pra casa.
– Ok. Não que eu esteja de acordo em você ir com o cenoura, mas preciso salvar a Mad. – rimos e ele começou a correr em direção a ela.
Caminhei por mais uns minutos até localizar a mercearia, Sam estava do lado de fora organizando umas caixas, a camiseta jogada sobre seu ombro revelando o braço coberto por tribais e o abdômen invejável, atravessei a rua correndo.
– Sam! – exclamei enlaçando seu pescoço.
– Ana... – murmurou com a voz rouca me apertando contra seu corpo e enterrando o rosto em meus cabelos.
– Me deixa ver seu machucado. – pedi lhe empurrando pelos ombros e analisando o olho arroxeado. – Não esqueci a nossa conversa. – ele suspirou e transferiu-me um selinho.
– Eu sei.
– Onde você foi ontem? – perguntei seguindo-o para dentro e cumprimentando o velho no caixa.
– Tive que vir organizar o estoque, acabei saindo tarde. – respondi com apenas um “hum”.
– Que horas você sai hoje? – ele levou o olhar para o relógio em seu pulso.
– Daqui dez minutos.
– Ok, te espero lá fora. – ele assentiu e eu saí indo até a calçada e me sentando.
Ergui as mangas da blusa até os cotovelos e apoiei o queixo entre as mãos. Esperava que Mad ficasse bem, e que o ogro fosse se desculpar com ela, pois apesar de meu fundo maligno sempre ter torcido para essa separação, a parte boa que me predominava queria o melhor para minha irmã.
Acabei perdendo noção do tempo e me assustei ao sentir mãos em meus ombros.
– Estava pensando em que?
– Na Mad... Ela brigou feio com Matt hoje, com a Val também. – vi seus lábios se comprimirem numa linha reta.
– Hum, ela vai ficar bem... Mas agora, vamos lá pra casa? – assenti e levantei dessa vez fomos a pé para sua casa e chegamos em poucos minutos.
– Cadê sua avó Sam? – perguntei quando entramos e percebi a casa quieta demais.
– Ela foi visitar uma amiga que mora no bairro vizinho. – respondeu enquanto subíamos as escadas para seu quarto.
Ele fechou o pequeno compartimento e voltou-se para mim, um sorriso lhe pairava nos lábios como se eu fosse sua paz, seu único momento de felicidade no dia.
– Você podia me emprestar uma camiseta né? Essa aqui tá quente demais. – ele riu e foi até a cômoda, retirando uma de suas camisetas para mim.
Virei de costas trocando de roupa e atirando a minha em qualquer canto, apesar de Sam já ter me visto de sutiã eu ainda tinha certa vergonha de seus olhos.
– Adoro quando você fica envergonhada. – ouvi a voz em meu ouvido e ele me abraçou pela cintura, ri virando e encostando os lábios nos seus.
– Não espere que eu vá amolecer com seus carinhos, precisamos conversar. – disse séria e o joguei para cama. – Você me deve uma explicação!
– Os caras vieram cobrar a dívida que eu ainda não paguei toda Ana, só isso...
– SÓ ISSO? – perguntei brava. – Você acaba com um olho roxo e me diz “só isso”? – ele me puxou para seu colo e eu encostei a cabeça na curva do pescoço exposto. – Estou cansada, só isso... Tão cansada Sam. – suspirei pesadamente e ele trouxe meu rosto para o seu.
– Desculpe ter que te fazer passar por tudo isso Ana, se eu pudesse me manteria afastado de você, mas parece que é quase impossível certo? – balancei a cabeça positivamente. – Então vamos tentar esquecer um pouco isso? – indagou com o rosto mais próximo do meu.
– Tudo bem.
Senti seus lábios pressionarem-se contra os meus e avidamente correspondi ao beijo deixando que sua língua explorasse os cantos mais sensíveis de minha boca. Concentrada demais em apalpar seus braços com as mãos acabei nem me dando conta quando fui deitada na cama ampla.
Desci meus lábios para seu pescoço e ele não contente em ter seu contato limitado enfiou as mãos por debaixo da blusa que eu usava. Os lábios desceram úmidos em meus ombros e subiram para o pescoço mordiscando de leve. Arfei sentindo encaixar-se entre minhas pernas.
Suas mãos antes provocando minha barriga desceram para minhas coxas e apertaram a carne por cima do jeans, arqueei o corpo e puxei seu rosto encontrando sua boca na minha. Levei as mãos para a barra de sua camiseta e a arranquei num puxão.
– Senti falta disso... – admiti separando-me dele para observar o abdômen enquanto deslizava as unhas sobre o mesmo.
Ele sorriu e voltou a me atacar com os lábios um pouco mais ferozes. Deixei que minha camiseta voasse pelos ares e que suas mãos cobrissem recatadamente meus seios, ele os apertou de leve e eu aprofundei o beijo cravando as unhas em suas costas e abafando um gemido.
Com a respiração ofegante ele nos separou e colou sua testa na minha, abri os olhos encontrando os castanhos vívidos em minha frente.
– Eu te amo Ana.
Disse da forma mais pura e bela fazendo com que todo o peso que eu estava carregando caísse sobre meus pés e acrescentando um sorriso escancarado em meus lábios. Caminhei com as mãos por suas costas sentindo as vibrações de descargas elétricas em meu corpo, era como se eu pudesse congelar e viver naquele momento para sempre... Como se eu o amasse.
– Amo você Sam. – terminei por dizer arrancando-lhe um sorriso também.
Beijamo-nos mais uma vez.
Sentia cada célula de meu corpo agitar-se por tanto amor, minha alma estava mais sorridente do que meus lábios, e o mundo lá fora poderia acabar que não seria de grande importância para mim, não se eu estivesse nos braços do ruivo que eu tanto gostava... O meu ruivo... O meu Sam.
Hold on, little girl
The end is soon to come
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