Notas iniciais
Bom dia garotas :D Tenho muito o que falar com vocês hoje então vamos direto ao assunto. Primeiro, que porra foram as reviews do meu último capítulo? Na boa, eu não vou responder porque me desanimaram MUITO. Achei que geral ia ficar feliz de ver o reencontro da Mad e do Mattie e a resposta foi ridícula de pequena. Segundo, a anon do Tumblr, eu peço desculpas caso você tenha ficado chateada, as vezes eu não penso muito antes de falar e falo a primeira resposta ferina que está na língua. Terceiro, PASSAMOS DOS 1000 REVIEWS *-* Fiquei muito feliz quando vi. Podíamos já estar com muito mais caso metade de vocês comentassem, mas tudo bem né suas preguiçosas? :} E quarto e último, gostaria de pedir as que favoritaram a fic para se apresentarem pelo menos, se não por review, por recomendação, queria saber quem são as lindinhas que merecem beijo na boca! *-*
Enfim, é isso pessoal, boa leitura.
ps: Um dos meus banners favoritos, espero que gostem do que eu fiz! :D

\"\"

She's the symbol

of resistance

and she's holding on my

heart like a hand grenade


Deixamos Jimmy em sua casa e logo Matt estacionava em sua garagem. Ana dormia em meu colo e pelo jeito ia acordar com a maior ressaca da vida, moral e física. Ainda me lembrava das palavras de Brian e não estava nada feliz com o que ele havia dito a minha irmã. Pedi a Matt para levar Ana para casa e ele a pegou no colo, atravessando a rua e me esperando para abrir a porta. Fui abrindo o caminho até o quarto de Ana e Matt a depositou na cama.

Desci e sai com ele. Acho chegarmos na calçada da minha casa Matt me abraçou e começou a beijar meu pescoço.

– Matt... – chamei mole pelo sono.

– Hm? – perguntou me apertando contra o corpo.

– Deixa eu ir dormir... – pedi tentando empurrá-lo.

– Nãão... – me apertou mais forte e logo seus lábios cobriam os meus. Ficamos nos beijando e amassando em frente de casa até que senti seu corpo se animar demais...

– Ei grandão, calma ai, a gente acabou de transar em uma casa de shows, — consegui finalmente empurrá-lo. – não sei ainda como você me convenceu a fazer aquilo, mas por hoje chega.

– Eu sou irresistível, admita Mad... – deu de ombros me causando risos, me abraçou novamente e me dando um beijo na bochecha disse – tudo bem, por hoje você escapa...

– Amanhã vou ficar com Belle um pouco ta bom? – avisei mordendo seu queixo. Ele bufou e revirou os olhos. – que foi? Ela precisa um pouco da irmã aqui... Te dou um dia livre, pode fazer o que quiser, com responsabilidade e me avisando onde e com quem vai. – Matt riu e puxou minha cintura.

– Amanhã vai estar todo mundo cozido pelo show, ninguém vai querer se mover de casa... – mordeu minha bochecha – um dia livre assim não tem graça.

– Então durma o dia inteiro amor, eu realmente preciso ficar com Belle um pouco. – segurei suas mãos e as soltei de meu corpo. – Boa noite Matt...

– Boa noite Mad, sonha comigo... – sorriu de canto e me deu um beijo na testa.

– Com certeza... – me soltei dele e fui para casa, ele esperou que eu entrasse e quando cheguei ao meu quarto pude ver a porta de sua casa fechar. Suspirei e fui colocar o pijama, me jogando na cama logo em seguida.

Acordei no dia seguinte quase na hora do almoço, cambaleei até o banheiro e me olhei no espelho parecendo um panda, com os olhos totalmente borrados e pálida. Lavei o rosto e penteei o cabelo, o amarrando em um coque, arrumei o pijama que estava meio fora do lugar e desci as escadas, encontrando Ana deitada com um edredom na sala. Ela olhou para mim e logo voltou à atenção para a TV. Fui para a cozinha e mamãe cozinhava o arroz, pude sentir mais do que ver o cheiro de bife e ataquei a geladeira, tomando coca cola gelada direto do bico.

– Madson! Por favor, vai... – ralhou mamãe.

– Que mãe? Me deixa... – respondi colocando de volta a garrafa e saindo da cozinha. Na sala me joguei em cima de Ana que xingou e me empurrou para o chão. – aff sua grossa... – me sentei no chão e olhei seu rosto pálido. – ta mal né pirralha. – ri de sua cara fechada. – já tomou remédio?

– Já Madson, sai da frente, quero ver TV. – reclamou tentando empurrar minha cabeça de sua frente. Estava me preparando para pular nela quando mamãe anunciou que o almoço estava pronto. Saltitei até a cozinha com uma estranha euforia.

Sentamos-nos a mesa e comemos em silencio, Anabelle comeu pouco e imaginei que o estomago ainda estava revoltado pela noite regada a vodca. Terminei o almoço e ajudei mamãe a tirar a mesa, me livrando logo da louça com a desculpa que tinha que fazer as unhas. Fui para a sala e com muito esforço consegui rebocar Belle até meu quarto.

– Não to afim hoje Mad... – reclamou quando se sentou em minha cama.

– Ai Belle, você ta parecendo uma velha na seca, pelo amor de Deus... – reclamei de volta procurando os esmaltes na penteadeira.

– Como eu poderia estar na seca se nunca dei... – comentou monótona.

– Talvez seja essa a sua falta querida. – me sentei em sua frente armada do estojo de unhas e puxei suas mãos. – agora, desabafe enquanto eu dou um jeito nas suas garras.

– Desabafar o que? – perguntou entediada.

– Eu sei que o Brian a afeta – ela tentou negar, mas continuei – e que ontem ele não foi nada gentil. Reclame, xingue ele para mim, desabafe. – comecei a tirar suas cutículas.

– Aff... Não tenho nada a declarar. – olhei para seu rosto desacreditando – ai Madson! Eu fiquei mal okay? Fiquei triste por ele estar com outra e não gostei de ver o quão insignificante eu me tornei para Brian, feliz? – perguntou fungando.

– Não chore por ele, eu vou chutar as bolas tortas do Haner mais tarde. – lhe garanti arrancando uma risada dela.

– Eu não tenho direito nenhum de reclamar Mad... Eu tenho namorado... – deu de ombros e eu tive vontade de enfiar o alicate em seu olho.

– Cala a boca, já deu essa sua historia com o cenoura. – comecei a lixar sua unha.

– Calada você, eu gosto dele... – deu de ombros novamente pedi para ela me contar o que havia de tão bom no ser em questão.

Belle desandou a falar sobre Sam e às vezes seus olhos chegavam a brilhar, deixei que ela continuasse já que a sombra que o nome de Brian fazia em seus olhos havia sumido ao se lembrar do outro. Em alguns momentos fazia um comentário inútil para incentivar seu monologo e logo entramos em uma discussão sobre bandas e coisas da vida. Contei o que Matt e eu fazíamos no show para termos sumido e Ana ficou horrorizada, dizendo que nunca mais entrava no banheiro daquele lugar. Ri alto de suas palavras e continuamos em nossa tarde de garotas que viraria noite também se o telefone não tivesse tocado. Mamãe gritou que era para Anabelle e a mesma disparou pelas escadas, visivelmente recuperada.

Aproveitei a ausência de Belle e fui para o banheiro, arrancando a roupa e em enfiando no chuveiro, lavando até a alma que parecia mais leve depois de varias passadas de sabonete pelo corpo. Sai do banheiro acompanhada pelo vapor da água e me enfiando no guarda roupas achei algo confortável e decente o bastante para o que tinha em mente. Vesti a calça bailarina e uma baby look coberta por um moletom largo, terminei por calçar meus tênis e penteando o cabelo. Desci as escadas e constatei que Belle estava no banho porque iria à casa de Sam. Avisei mamãe que iria à casa de Matt e logo atravessava a rua.

Fui atendida por Amy que indicou o quarto dele resmungando que ele estava de mal humor porque não quis jogar com ela. Prometi que chamaria a atenção dele e disparei pelas escadas. Entrei em seu quarto e encontrei o mesmo tocando violão. Sorriu ao me ver e deixando o instrumento de lado abriu os braços para mim. Me sentei em seu colo e abracei seu pescoço.

– Achei que só ia te ver amanhã... – comentou mordiscando meu pescoço.

– É que eu tive uma idéia e você tem que ir comigo... – expliquei.

– Que idéia? – perguntou me olhando.

– Preciso trocar algumas palavras com Brian sobre ontem. – lhe disse e Matt franziu o cenho perguntando exatamente o que eu queria. – Ele foi um idiota, explicarei que não se é um idiota com a minha irmã e tudo continua bem.

– Mad, deixa quieto, deixa que eles se entendam, melhor não se meter. – falou Matt contrariado.

– Matt! Ela é minha irmã, se eu não defender ela, quem vai? – perguntei me levantando da cama – vai logo, se troca.

Matt bufou e a contragosto foi se vestir. Quando o mesmo tirou a bermuda que usava para vestir uma calça de tectel não me contive e bati em sua bunda, fazendo ele me olhar e rir. Matt vestiu a camiseta e o obriguei a colocar um moletom já que o dia estava frio. Saímos de sua casa e de mãos dadas fomos em direção a casa dos Haner. Matt tocou a campainha da casa e fomos recebidos por Brent que avisou que os pais não estavam, e que Brian estava com uma garota no quarto. Bufei e revirei os olhos quando ele e Matt começaram a conversar sobre jogos de vídeo game e sai andando em direção ao quarto de Brian.

Batia na porta quando Matt me alcançou dizendo para conversarmos depois com Brian, mas o ignorei e bati com mais força na porta que estava trancada. Depois de mais algumas tentativas pude ouvir a voz rouca e irritada de Brian gritando que já ia. Esperei e assim que a porta se abriu entrei no quarto, pude ouvir Matt se desculpar com o amigo dizendo que não tinha conseguido me segurar e me virei para a garota na cama.

– Você, fora. – joguei sua roupa em sua cara e cruzei os braços esperando que ela saísse.

– Brian! – gritou olhando surpresa para ele, esperando que ele a defendesse.

– Liza, é melhor você ir, a Mad quer conversar comigo... – disse Brian monótono para a garota que ficou indignada.

– Como assim? Ontem a irmã dessa coisa vomitou em mim e me chamou de vadia para baixo, agora você vai deixar ela me expulsar da sua casa? – perguntou se levantando da cama. Levantei uma sobrancelha e esperei pela resposta de Brian, segura que ele não me contrariaria.

– Cara, Liza, sem drama vai... Só da o fora logo... – pediu cansado. – Você não quer arranjar briga com ela... – assisti com um sorriso a menina se vestir irritada e sair batendo o pé.

– Me esqueça Brian, nunca mais me procure! – falou seguindo para as escadas.

– Tchau querida, foi bom te comer... – respondeu para o nada o mesmo, logo se jogando na cama. – me de bons motivos não mandar você embora também Madson... – falou de olhos fechados.

– Ah eu vou dar... – pulei em cima dele e puxando seus cabelos aproveitando a surpresa falei – você vai parar com essa graça de ser um idiota com a minha irmã Gates! – ele tentou me empurrar e gritou:

– Que isso Madson! Me solta porra! – falou me empurrando, ouvi Matt bufar atrás de mim e logo senti seus braços me puxando de cima de Brian. Me debati e ele me soltou no chão, segurando ainda meu ombro.

– Você vai voltar com a Anabelle, nem que seja o mínimo! – avisei me soltando de Matt e caminhando até onde Brian sentado massageava a cabeça. – ou vou te transformar numa menininha de voz fina! – coloquei o pé em cima da cama, no meio de suas pernas, perto o suficiente de suas bolas para causar um arrepio visível em Brian e um “outh” em Matt. – estamos entendidos Gates? – perguntei ameaçadora.

– Não vou falar com a sua irmã Madson... – respondeu desafiadoramente.

– Vai sim, ou eu vou te capar! – ouvi Matt se mexer desconfortável atrás de mim. – Não é para colocar as fofocas em dia com ela seu babaca, apenas tratar com a educação que eu sei que seu pai se esforça para te dar. – me endireitei e arrumei o cabelo. – ou eu realmente arranco seu brinquedo.

– Vou pensar no caso... – resmungou colocando a mão em frente ao objeto de ameaça. – agora posso voltar a dormir? – perguntou.

– Pode. – segurei na mão de Matt – nos vemos na aula amanhã.

Matt se despediu do amigo e fomos embora, Matt reclamando que eu parecia uma maníaca quando estava irritada e eu dando de ombros e rindo de suas comparações. Paramos em frente de sua casa e ele me puxou para seu quintal, nos deitando em uma das espreguiçadeiras da piscina, me abraçando e dizendo para assistirmos o anoitecer juntos. Começamos a contar cada estrela que aparecia e nos beijávamos cada vez que um ponto brilhante apontava.


is she trouble

like I'm trouble

make it a double

twist of fate

or a melody that


Notas finais
Música do Green Day