Erase This
93 Lucky
Notas iniciais
E tenho um pedido, quero mais, mais reviews e mais recomendações. É muito chato ver o número de leitores e favoritos crescendo mais e mais e apenas as mesmas pessoas comentando. Poxa galera, se metade de vocês que leem a Fic comentassem, ja teriamos batido os 2 mil comentarios à uns bons capítulos atras.
Enfim, boa leitura.
Do you hear me, I'm talking to you
Across the water across the deep blue ocean
Under the open sky oh my, baby I'm trying
Sentada no corredor esperei Brian sair do quarto de Anabelle. Matt e os outros estavam na casa dele, bebendo e jogando vídeo game. Brian havia concordado em vir depois que lhe disse que Ana estava cada vez pior. O presente não era dele, era de todos nós, mas concordamos que apenas Brian conseguiria fazer Ana ter alguma reação... Assim que a porta se abriu, me levantei do chão, me apressando até Brian.
– Então, qual foi a reação dela? — perguntei sem deixá-lo dar muitos passos.
– Ela chorou... — comentou me fazendo revirar os olhos e resmungar "novidade..." — ela ta mais branca que o Zacky cara... — completou caminhando para as escadas.
– Claro, quase nunca sai, só fica no quarto lendo, mal come... — resmunguei seguindo o.
– E a anemia dela? — perguntou abrindo a porta para mim e me dando passagem, gritei para mamãe que estava indo para casa do Matt antes de sair e lhe respondi:
– Deve ter piorado, acho que a minha mãe vai levar ela no médico essa semana ou a próxima...
Atravessamos a rua e sem cerimônia entramos na casa de Matt. Seus pais não estavam porque foram acompanhar Amy em um jogo em Nebraska, deixando o filho mais velho responsável pela casa. Não entendia o porquê de Matt nunca acompanhar a irmã, qualquer dia o questionaria... Entramos em seu quarto encontrando o mesmo com um controle nas mãos, jogando contra Zacky, enquanto Jimmy estava deitado em sua cama com uma garrafa de cerveja em punho e Johnny observava o jogo encostado na janela, fumando. Sentei-me na beirada da cama, colocando o boné de Matthew que jazia no chão, Brian indo para a janela fumar com Johnny.
– Eai Mad, como a Zumbi reagiu? — perguntou Jimmy após dar um gole na cerveja.
– Chorando... — dei um pulo na cama quando Zacky gritou vitoria, logo voltando minha atenção a Rev — mas acho que já era o esperado...
– Sua mãe não quis fazer nada? — perguntou Johnny.
– Não... Amanhã a gente vai sair pra almoçar com a vovó... — respondi olhando minhas unhas — quer dizer, a gente vai comer e Anabelle chorar e olhar pra comida — resmunguei causando riso em Jimmy e Johnny, Brian parecia preso em pensamentos, olhando para fora enquanto o cigarro queimava em seus dedos.
Os garotos foram mudando de duplas no vídeo game ao passo em que perdiam, quando Matt saiu, se deitou no lugar de Jimmy, me puxando para deitar de costas entre suas pernas. Roubei sua cerveja dando um longo gole no líquido. Devolvi a bebida a ele que sorriu beijando o topo da minha cabeça.
– Bichas, vamos fazer alguma coisa? — perguntou Jimmy visivelmente entediado.
– Da uma idéia Rev, que não envolva gastar dinheiro, por favor... — pediu Matt abraçado a minha cintura.
– Se você me deixasse pagar alguma coisa, sua mesada não acabaria tão rápido... — lhe disse enquanto brincava com sua aliança. Ele me respondeu com um carinhoso "calada Madson" e continuou conversando com os meninos...
Por fim ficamos na casa de Matthew mesmo, pedindo pizzas e jogando vídeo games. Como eu não jogava – era futebol, pelo amor de Deus – resolvi fazer as unhas, roubando os esmaltes e alicates da irmã de Matt. Após ter minhas unhas cobertas pelo esmalte preto da forma mais uniforme possível, o tédio me atingiu novamente. Olhei paras mãos de Matt e vi suas unhas comidas, logo me jogando ao seu lado e pegando sua mão.
– Que foi Mad? – perguntou quando comecei a passar creme em suas mãos.
– Vou fazer sua unha... – respondi procurando um alicate.
– Que?! – gritou puxando as mãos – não, não vai...
– Aaah Matt! Deixa vai! – choraminguei – ta bom, eu só passo esmalte! Por favor!!
– To falando que você tinha que ter mais amigas mulheres... – resmungou cruzando os braços.
– Mas eu não tenho muitas confiáveis, porque todas ficam olhando meu namorado, agora da a pata! – puxei seu braço. Matt se deu por vencido, dando uma das mãos para mim. Os meninos zoaram, mas pararam assim que falei que eles também iam fazer.
– Só faço se ganhar algo em troca... – respondeu sacana Johnny.
– Você continuar com os dentes é uma boa resposta? – ameacei estreitando os olhos.
– Ui, temos uma gata selvagem aqui... – cassou Jimmy enquanto ainda jogava, causando risada geral.
Depois de pintar as unhas de Matt, que reclamou falando que agora nossas mãos ficaram parecidas, no sentido feminino, fiz as de Brian, o que me causou revolta, as mãos dele ficaram mais bonitas que as minhas com o esmalte.
– Admita, você usa creme de mão. – falei estreitando os olhos.
– Eu não – e riu alto – é genética Madzinha, você não nasceu para ter mãos assim... – e piscou. Peguei sua mão e lhe deu uma mordida forte no braço, o fazendo gritar e depois passar a mão no lugar mordido.
– É genético Brian, eu nasci para morder. – e mostrei a língua.
Fiz as unhas de Zacky que se divertiu me irritando ao não parar quieto, e por fim as de Jimmy. Johnny se safou indo embora com a desculpa que tinha que estudar – o que era a mentira do século, o traste mal lia a matéria. Lá pelas onze da noite nos jogamos no gramado úmido dos Sanders, olhando as estrelas. Me deitei no braço de Matt olhando para o céu.
– Qual é a Cruzeiro Do Sul? – perguntei em voz alta.
– Nem sei Mad... – respondeu Matt.
– É aquela ali Mad, — respondeu Zacky apontando para o sul – ta vendo que forma mais ou menos uma cruz?
– To... – respondi sem realmente ver, só para não decepciona-lo.
– A Cruzeiro do Sul é a da ponta... – explicou voltando a colocar as mãos no chão.
Ficamos procurando constelações e mais constelações. Aos poucos os garotos foram indo embora, enquanto a madrugada se iniciava. Por fim ficamos eu e Matt deitados no chão. Deitei em cima dele e após alguns beijos perguntei:
– Vai comigo no almoço amanhã? – pedi.
– Talvez... quem vai? – perguntou.
– Eu, Belle, minha mãe, vovó... e meu pai. – sorri amarelo, Matt odiava meu pai.
– Ah Mad... toda vez que eu saio com o teu pai da briga... – resmungou olhando para o lado.
– Eu sei, — mordi o lábio – se você não quiser ir, tudo bem, eu entendo... – deitei o queixo em seu peito e olhou para mim, pensativo, por fim bufou.
– Ta certo, eu vou... – resmungou enquanto abraçava minha cintura. Sorri e me esticando lhe dei um selinho.
– Obrigada Matt, juro que depois te recompenso. – com isso arranquei-lhe um sorriso sacana. Me levantei do chão e o ajudei a ficar de pé – agora eu tenho que ir, amanhã vou ter que acordar mais cedo pra dar tempo de me arrumar.
– Já sabe onde vai ser o almoço? – perguntou enquanto nos encaminhava para dentro de sua casa.
– Não, mas você sabe né, meu pai é metido, provavelmente algum lugar caro... – resmunguei.
– Certo, eu vou pegar o cartão de crédito que a minha mãe deixou pra eu usar caso precisasse... – contou pensativo.
– Não precisa minha mãe paga! – lhe disse, Matt olhou para mim e revirou os olhos, resmungando algo tipo “não deixo você pagar nem sorvete pra mim, vou deixar sua mãe pagar o almoço...” revirei os olhos com sua atitude machista e quando chegamos a porta da frente o abracei. – quando estiver pronto, vai lá pra casa pode ser?
– Vou sim... – olhou para mim e com ternura beijou meus lábios.
Separamos-nos e dando boa noite atravessei a rua, ao chegar a minha porta, olhei para trás e Matt dava tchau de longe para mim. Entrei em casa e cansada subi as escadas. Fui para o quarto de mamãe e a encontrei lendo um livro deitada na cama.
– Mãe, amanhã o Matt vai comigo ta bom? – lhe avisei. Ela assentiu e com isso fui para meu quarto.
Joguei-me na cama e fiquei enrolando olhando para o teto. Não estava com sono. Resolvi ligar o computador. Entrei em alguns sites divertidos e joguei alguns jogos online, perdida no tempo fui dormir quase três da manhã.
Com uma careta corri para o armário e me troquei, colocando o pijama. Fui para o banheiro e escovei os dentes, penteei o cabelo e me espreguiçando me joguei na cama. Revirei-me na cama algum tempo, sem conseguir achar uma posição confortável, queria Matt ali comigo, era bem mais fácil dormir com ele. Bufei me levantando da cama, desci para sala e peguei uma série de almofadas. Voltei para meu quarto e enchi minha cama com elas, me abraçando a elas.
O sono veio, mas mesmo assim minha mente não relaxa o bastante para dormir. Bufei me sentando na cama. Olhei a minha volta e uma luz me lembrou de algumas roupas de Matthew no meu armário. Corri até ele e abaixei procurando uma de suas camisetas. Achei uma que ainda guardava sua colônia. Troquei o pijama por ela e voltei a cama, agora rodeada pelo seu cheiro. Após algum tempo finalmente o sono me atingiu e eu pude me entregar ao mundo dos sonhos.
They don't know how long it takes
Waiting for a love like this
Every time we say goodbye
I wish we had one more kiss
I wait for you I promise you, I will
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